Alergia alimentar, autismo e vacinação na sessão da Academia

12/06/2015

Os “Recentes Progressos em Imunizações” pautaram os debates durante a sessão ordinária da ANM no último dia 11 de junho.  Um artigo da edição de junho da Nature, a bíblia da ciência, sustentando que o sistema linfático está presente no sistema nervoso central foi uma referência maior na apresentação do Acadêmico Aderbal Sabrá. Em sua palestra o Acadêmico enfatizou a relação entre a alergia alimentar e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou simplesmente autismo, como é conhecido.

Segundo o Acadêmico Aderbal Sabrá, na década de 70 a incidência alimentar incidia em, pelo menos, 2% dos adultos, percentual que subiu para 10% na atualidade. Nas crianças, este índice passou de 10% para 30%.“A prevenção da alergia alimentar será um grande passo no tratamento do espectro autista”, sustentou o Acadêmico Sabrá.

Na sequencia dos trabalhos, o Acadêmico Yvon Toledo Rodrigues apresentou os conferencistas Pedro Paulo Rodrigues, professor adjunto da Universidade Souza Marques, e Vera Fonseca, ex-presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro e atual diretora administrativa da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Em sua apresentação, em que fez um balanço histórico da vacinação, destacando as grandes descobertas, o pediatra Pedro Paulo Rodrigues lembrou que as vacinas salvam anualmente entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas em todo o mundo e que, graças a elas, muitas doenças, como o sarampo e varíola, passaram a ser controladas.

A ginecologista Vera Fonseca, por sua vez, fez uma apresentação focada na importância da vacinação adulta, em especial nas gestantes. “Nós médicos temos a obrigação de prescrever vacinação para nossos pacientes”, disse, ao acrescentar que o Brasil tem um bom programa de vacinação.

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