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Vincent Delmas

Especialidade: Urologia

Rodrigo Vianna

Especialidade: Transplantação de órgãos

Raúl Sánchez Gutiérrez

Especialidade: Ginecologia

Paolo Pasqualino Pelosi

Especialidade: Anestesiologia

Marc Gentilini

Especialidade: Doenças infecciosas e tropicais, Saúde Pública

Juan Del Rey Calero

Especialidade: Saúde pública

José Manuel Reis dos Santos

Especialidade: Urologia

Hipólito Durán Sacristán

Especialidade: Cirurgião

Fausto J. Pinto

Especialidade: Cardiologia

Diego Miguel Gracia Guillén

Especialidade: Psiquiatria e bioética

Antonio Marttos

Especialidade: Cirurgia de trauma

Valdebrando Mendonça Lemos

Especialidade: Nefrologia

José Eduardo Dutra de Oliveira

Graduou-se pela faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 1951, onde concluiu doutorado em fisiologia (1957), na área de nutrição clínica. Realizou estágios nos Estados Unidos, México e Guatemala, hoje é bolsista da Fundação Rockfeller e do Governo Alemão.

Também é professor titular e chefe da divisão de nutrologia da faculdade de medicina da USP de Ribeirão Preto, onde também foi diretor e membro do conselho universitário entre 1989 e 93. Além disso, é professor colaborador da Universidade estadual Paulista (Unesp) de Araraquara e foi professor visitante da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

José Eduardo é autor de mais de dez livros, tais como: “Ciências nutricionais”, referencia tradicional do ensino de nutrição no Brasil; “Bóias frias”, uma realidade nacional; “A desnutrição dos pobres e dos ricos”, entre outros. Publicou também mais de 300 artigos científicos em revistas nacionais e internacionais e vários outros de divulgação de temas de alimentação e nutrição.

Foi presidente da Sociedade Latino Americana de Nutrição (1965 a 66), membro emérito da International Colleges for Advancement of Nutrition (2004), patrono da cadeira número 14 da Academia Ribeirão Pretana de Educação (2002) e membro da Academia Ciências de Ribeirão Preto (2000). Além disso, foi fellow da Pan American Health Organization (de 1960 a 61), da Tulane University (de 1954 a 55), da Cincinatti University (de 1954 a 55) e da Vanderbilt University (de 1952 a 53). José Eduardo Dutra de Oliveira é membro correspondente nacional da Academia Nacional de Medicina.

Hélio Moreira

Especialidade: Cirurgia e proctologia

Ellis Alindo d’Arrigo Busnello

Especialidade: Psiquiatria

Demócrito Jônathas de Azevedo

Especialidade: Oftalmologia

Antonio José Souto Loureiro

Especialidade: Clínica médica e História da medicina

Carlos Ernani Rosado Soares

Natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, nasceu em 1934. Graduou-se em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (1957). Cirurgião geral do Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp, aprovado em 1975) e professor adjunto da UFPN (1970).

Por 11 anos foi coordenador de administração médica do Inamps; vice-diretor do Hospital Infantil Varela Santiago, em Natal (RN); e diretor do Hospital Professor Luiz Soares, também em Natal, cargo que ocupou por cinco anos (1996-2001).

Na vida acadêmica, foi professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1959-1995); diretor do Centro de Ciências da Saúde da UFRN; chefe do Departamento de Cirurgia da mesma universidade e coordenador da equipe que implantou o curso de medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

É membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras; Academia de Medicina do Rio Grande do Norte e da Academia Norte-Rio-Grandense de Ciências. Também é membro emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.

Professor emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte; cavaleiro da ordem do mérito da Aeronáutica. Cidadão Natalense, entre outros títulos.

Pedro Francisco da Costa Alvarenga

Pedro Francisco da Costa Alvarenga nasceu em Oeiras, Piauí, em 1826. Era neto do português Francisco José da Costa Alvarenga, homem culto e inteligente que, embora sem as láureas acadêmicas, fazia as vezes de médico na província.

Em 1834, deixou Oeiras, então capital do Piauí (capital de 1759 a 1852), com apenas 8 anos de idade, mudando-se, com toda a família, para Portugal, e nunca mais retornou à sua terra natal.

Quando faleceu, rico e famoso, em 1883, em Lisboa o Dr. Pedro Francisco da Costa Alvarenga era um respeitadíssimo médico e cientista em dimensão Europeia. Era um homem muito rico e, em um de seus legados, destinou uma quantia à Província do Piauí para a construção de uma Escola em Oeiras. A “Corte Imperial” que fez com que a mudança da capital, em 1852, para Teresina, operasse, também, a mudança se suas duas escolas para a nova capital, deixando Oeiras sem nenhuma, permite-nos aquilatar a importância do gesto do cientista para com a sua terra natal, ao consignar o legado. E não diminui em nada o valor da intenção o fato de o governo piauiense ter usado o dinheiro e postergado, por cerca de quarenta anos, a criação do “Grupo Escolar Costa Alvarenga” (Joca Oeiras). Provando, também, nunca ter renegado suas raízes piauienses, o cientista instituiu, com sua herança, o “Prêmio Alvarenga do Piauí” para as Academias de Medicina de Paris, Lisboa, Bruxelas, Viena, Berlim, Filadélfia, Estocolmo e Rio de Janeiro.

Em Lisboa, ainda adolescente cursou Matemática na Escola Politécnica e Zoologia na Academia de Ciências. Em 1845, matriculou-se no curso de Medicina da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, concluindo-o com louvor em 1850. Depois de formado, rumou para a Bélgica, doutorando-se com brilhantismo pela conceituada Universidade de Bruxelas, em 1852.

De retorno a Portugal, iniciou o trabalho de atendimento clínico, tornando-se médico efetivo do Hospital de São José, da Santa Casa de Misericórdia, subdelegado de saúde e médico honorário da Câmara de Sua Majestade Fidelíssima. Foi, entretanto, inexcedível em sua luta de amparo aos enfermos durante as duas grandes epidemias de cholera morbus e de febre amarela, que assolaram a capital portuguesa (1853 – 1856), assumindo a direção de vários hospitais especialmente montados naquela oportunidade. Por esse tempo adquiriu grande reputação, sendo chamado a toda parte. Era o médico de Lisboa. Segundo a imprensa de antanho, se não bastasse a sua profícua produção acadêmica, bastava ouvi-lo “para se reconhecer o médico que sabe fazer o diagnóstico das doenças de peito com precisão quase matemática. A auscultação, a percussão, a mensuração, assim como os demais meios de descobrir as doenças, têm no sr. Alvarenga um apaixonado cultor”. E mais, “em tão breves anos não é fácil adquirir neste país maior soma de conhecimentos teóricos e práticos do que possui o sr. dr. Alvarenga” (A Revolução de setembro, n.º 6045, de 8.7.1862; A crença, de 9.7.1862).

Concomitantemente ao atendimento clínico, dedicou-se com afinco e denodo ao ensino e à pesquisa, encetando vitoriosa carreira acadêmica. Em 1862, depois de consagradora aprovação em concurso público, assumiu a livre-docência de Matéria Médica da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde se formara doze anos antes.

Em 1853, fundou e tornou-se o principal redator da Gazeta Médica de Lisboa, conceituada revista que circulou até o ano de 1875, de onde vários artigos foram traduzidos e republicados em outras importantes publicações científicas europeias. Dada a sua notoriedade acadêmica, ingressou como sócio efetivo na Academia Real de Ciências e correspondente na Imperial Academia de Medicina do Rio de Janeiro, além de mais de trinta associações de ciências e letras da Europa. Foi agraciado com títulos e comendas em diversos países.

Realizou inúmeras descobertas científicas. Porém, o que mais notabilizou o seu nome foi a descoberta, em 1856, do sinal do duplo sopro crural da Insuficiência Aórtica, também conhecido como “Sinal Alvarenga-Duroziez”. Ocorre que aquele conhecido cardiologista francês observara o mesmo sinal seis anos depois e então estava sendo ensinado na escola francesa com o nome exclusivo deste. Entretanto, Costa Alvarenga reivindicou seus direitos e a Academia de Paris, considerando que o sintoma já estava muito vulgarizado com aquele nome passou a denominá-lo homenageando os dois cientistas. Entretanto, alguns tratadistas, entre os quais o italiano Castellino e o brasileiro Miguel Couto, reconhecem apenas a primazia do luso-brasileiro denominando-o apenas por “Sinal de Alvarenga”.

Em 1872, permaneceu no Rio de Janeiro participando dos debates na Academia Imperial de Medicina, que resultaram na publicação de um livro em 1873. Quando Regressou a Portugal, Costa Alvarenga passou pela Bahia, oportunidade em que medicou o jovem Rui Barbosa, diagnosticando anemia cerebral e subnutrição.

Costa Alvarenga faleceu em 14 de julho de 1883, na cidade de Lisboa, vítima de lesão aórtica fulminante, o mal que estudara por grande parte de sua vida. Possuía apenas 57 anos de idade e já era um dos mais respeitados cientistas da Europa.

No Brasil, é patrono da cadeira 10 da Academia Nacional de Medicina.

Antônio Peregrino Maciel Monteiro

O Dr. Antônio Peregrino Maciel Monteiro, médico, jornalista, diplomata, político, orador e poeta, nasceu no dia 30 de abril de 1804, na cidade do Recife, em Pernambuco. Foi o 2º Barão de Itamaracá, filho do bacharel Manoel Francisco Maciel Monteiro e de D. Manoela Lins de Mello.

Depois de estudar Humanidades em Olinda, partiu para a França e, cursando a Universidade de Paris, recebeu o grau de bacharel em Letras, em 1824, o de bacharel em Ciências, em 1826, e o de doutor em Medicina, em 1829. Sua tese de doutoramento é uma dissertação acerca da natureza e sintomas da anacnoidite e sua relação com os processos de encefalite.

Ainda em Paris recebeu as primeiras e diretas influências do Romantismo. Diz-se que se tornou um homem das letras, participando de diversos cursos literários na França e no Brasil. Voltou ao Recife em 1829, onde começou a clinicar.

Logo após o seu retorno ao Brasil, iniciou sua ampla atividade profissional e, em 1830, foi eleito Membro Correspondente da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, antes de se tornar Academia Nacional de Medicina, onde é o Patrono da Cadeira 23. Fundou, em Recife, a Sociedade de Medicina de Pernambuco.

Representou sua província (Pernambuco) como deputado, com pequenas interrupções, nas seguintes legislaturas:

3ª – de 3/5/1834 a 15/10/1834;

4ª – de 3/5/1838 a 21/11/1841;

5ª – 1º/1/1843 a 24/5/1844;

8ª – de 1º/1/1850 a 4/9/1852;

9ª – de 3/5/1853 a 4/9/1853.

Nessa última legislatura foi presidente da Câmara dos Deputados (1852 e 1853).

Fez parte do 1º Gabinete do Regente do Império, organizado a 19 de setembro de 1837, ocupando a Secretaria dos Negócios Estrangeiros no período de 19/9/1837 a 15/4/1839, quando discutiu a questão do Oiapoque com a França. Deixando o ministério em 1839, foi nomeado Diretor do Curso Jurídico de Olinda (hoje a Faculdade de Direito do Recife) e exerceu diversos cargos, como o de Vereador da Câmara Municipal, Diretor do Teatro Público, Provedor da Saúde do Porto, Membro da Junta de Higiene e Diretor Geral da Instrução Pública de Pernambuco. Finalmente, ingressa na carreira diplomática como Ministro Plenipotenciário do Brasil junto à Corte de Portugal, em cujo cargo veio a falecer (1868).

Teve boa atuação diplomática e tornou-se notório pelos serviços contra os moedeiros falsos de Lisboa no Brasil, o que lhe valeu o título de 2º Barão de Itamaracá. Era do Conselho de Sua Majestade o Imperador, grande dignitário da Ordem da Rosa, Oficial da Ordem do Cruzeiro, Grã-Cruz de diversas ordens da Itália, de Roma e de Portugal, Membro da Arcadia de Roma e de outras associações literárias, nacionais e estrangeiras.

É, também, o Patrono da Cadeira 27 da Academia Brasileira de Letras.

O Dr. Antônio Peregrino Maciel Monteiro faleceu em Lisboa, no dia 05 de janeiro de 1868.

João Paulino Marques

Nascido João Paulino Marques Júnior, em 12 de janeiro de 1871, em Recife, no Estado de Pernambuco, filho de João Paulino Marques, fiscal aduaneiro amante das artes e da literatura, e de Maria Francisca Ferreira Marques. Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1894, com tese intitulada “Influência da gravidez sobre o coração”.

Foi chefe de Clínica Médica nos hospitais Pedro II e Português de Beneficência, clínico do Dispensário Otávio de Freitas e da Liga Pernambucana contra a Tuberculose, Major cirurgião do Regimento Policial e médico do Instituto Pasteur, no Recife.

Foi Presidente da Sociedade de Medicina de Pernambuco (atual Associação Médica de Pernambuco) por três mandatos (1910, 1921 e 1927), da Associação Médica dos Hospitais do Recife e do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, em 1931.

Na Faculdade de Medicina de Pernambuco, foi eleito pela congregação Professor Catedrático da primeira cadeira de Clínica Médica. Esta sua investidura foi ratificada em 1920 quando se instalou definitivamente na Escola. Iniciou suas atividades professorais, inaugurando na Sala de S. Vicente do Hospital Pedro II, no mês de abril de 1922, as aulas de Clínica Propedêutica Médica, matéria que naquele ano fazia parte de sua cadeira. Nesta ocasião pronunciou uma magistral lição que se acha publicada no Jornal de Medicina de Pernambuco.

O Professor João Paulino Marques foi um dos clínicos mais populares e conceituados de sua época. Era irmão do Professor Arnóbio Marques, Catedrático de Cirurgia, e um dos maiores cirurgiões brasileiros. Ambos fizeram parte do grupo de médicos que fundaram, com Otávio de Freitas, a Faculdade de Medicina do Recife.

Em viagem à Europa, em 1914, frequentou, em Paris, os principais serviços franceses de Clínica Médica.

Candidatou-se a Membro Correspondente da Academia Nacional de Medicina no dia 13 de setembro de 1920, tendo a sua proposição aprovada na sessão do dia 7 de outubro de 1920, onde é o Patrono da Cadeira 51. É, também, o Patrono da Cadeira 13 da Academia Pernambucana de Medicina.

Publicou vários trabalhos, dentre eles “Insuficiência mitral traumática” (1905), “Causas dos aneurismas aórticos no Recife” (1910), “Encefalite letárgica” (1919), “Febres tíficas e paratíficas no Recife” (1923) e “Câncer primitivo do fígado” (1925).

Deixou três filhos médicos: o Dr. Arnaldo Cavalcanti Marques, o acadêmico Dr. Ruy João Marques e o docente e acadêmico Dr. Aluizio Cavalcante Marques, que se radicou no Rio de Janeiro e foi um dos fundadores da Clínica São Vicente .

O Professor João Paulino Marques faleceu em Pernambuco, a 13 de fevereiro de 1936.

Hélio Begliomini

Helio Begliomini nasceu na cidade de São Paulo, em 1955.
Graduou-se pela Faculdade de Medicina de Jundiaí em 1978. Como aluno, foi monitor das seguintes disciplinas: fisiologia, clínica médica e urologia. Ainda na condição de acadêmico, foi um dos dois fundadores da revista científica “Perspectivas Médicas”, órgão oficial daquela instituição de ensino, até hoje em circulação. Em 1976 ocupou o cargo de editor-associado e, no ano seguinte, de editor, respectivamente como quarto e quintoanista.

Concluiu especialização em urologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo (HSPE) em 1982, e obteve o título de pós-graduação na mesma área, em nível de mestrado, pela Universidade Federal de São Paulo, em 1984.