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José Octávio de Freitas

Nascido José Octávio de Freitas, a 24 de fevereiro de 1871, em Teresina, Estado do Piauí, filho do desembargador José Manoel de Freitas e Dona Teresa Carolina da Silva Freitas. Foi seu primeiro Professor mestre Antônio, escravo da família.

Aos 9 anos transferiu-se para o Recife com os pais e, em decorrência da nomeação do desembargador José Manoel de Freitas para Presidente do Maranhão em 1882, deixou o Recife, indo residir em São Luis, onde iniciou os estudos preparatórios no Colégio do Dr. Rosa, continuando depois no Colégio José Augusto Correia, famoso na capital maranhense. Ali também aprendeu arte gráfica no jornal “O País”, dirigido por Temístocles da Graça Aranha. Mais tarde, com a nomeação do pai para governar Pernambuco, retornou ao Recife, concluindo o curso básico no Colégio anexo à Faculdade de Direito do Recife. Ingressou em seguida na Faculdade de Medicina da Bahia, colando grau na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 15 de janeiro de 1893, com 22 anos.

Espírito aberto às ideias renovadoras, aderiu aos movimentos abolicionista e republicano e, ainda como estudante, fundou com outros colegas o “Clube Republicano da Faculdade de Medicina”.

Foi interno das Clínicas Oftalmológica e Médica dirigidas, respectivamente, pelos Professores Hilário de Gouveia e Francisco de Castro. Este último convidou-o para seu assistente, não aceitando, porque desejava voltar a Recife, onde realizou a grande obra que o imortalizou. Tentou inicialmente a clínica, mas em face da pobreza da clientela, teve que abandoná-la. Deixou a clínica pelas viagens, embarcando em dezembro de 1893 para a Europa como médico da Mala Real Portuguesa, não tendo melhor êxito porque, ao chegar em Lisboa, a Companhia estava falida.

Regressou a Recife no começo do ano seguinte, sendo nomeado ajudante do Superintendente da Higiene Municipal e Adjunto da Clínica Médica do Hospital Pedro II, da qual chegou à chefia. Iniciou, então, estudos demográficos, sendo nomeado, em fins de 1895, demografista da Inspetoria Geral de Higiene. Publicou, logo depois, um boletim com os primeiros estudos sobre demografia sanitária.

Ainda no mesmo ano, começou a publicação do “Anuário de Estatística Demográfico-Sanitária da Cidade do Recife”, que se alongou sem interrupção até 1899, ano em que foi nomeado para Inspetor Geral de Higiene de Pernambuco.

Em Paris, frequentou o Instituto Pasteur, trabalhando sob a orientação dos eminentes Professores Marchoux, Metchnikoff, Laveran e Levaditi. Assistiu o Curso de Microbiologia do Prof. Roger e frequentou o Serviço dos Professores Widal e Chauffard.

Em 1909 sofreu uma dura fatalidade, quando seus dois filhos, Miguel e Octávio, nascidos em 1902 e 1903, respectivamente, morreram no mesmo dia, vítimas de febre amarela. Apesar do ocorrido, continuou trabalhando e produzindo mais do que nunca.

Fundou, em 1900, a Liga Pernambucana Contra a Tuberculose; reorganizou a Sociedade de Medicina de Pernambuco, em 1902; instalou o primeiro Laboratório de Análise no Recife, em 1907; organizou o Primeiro Congresso Médico em Pernambuco, em 1909; fundou a Faculdade de Medicina do Recife, em 1920, o “Jornal de Medicina de Pernambuco”, em 1925 e o Instituto Pernambucano de História da Medicina, em 1926; construiu o Dispensário de Tuberculose, inaugurando-o em 1937; presidiu a Liga de Higiene Mental de Pernambuco (1946-1947); e foi um dos fundadores da Sociedade de Higiene de Pernambuco, em 1947.

Solicitou sua inclusão como Membro Correspondente na Academia Nacional de Medicina, em 1913, e foi eleito Membro Honorário, em 25 de outubro de 1934, tomando posse em 10 de junho de 1937. É o Patrono da Cadeira 55.

No plano cultural, deixou uma obra indispensável a todos os pesquisadores da Medicina Médico-Sanitária em Pernambuco, destacando-se: “Os nossos médicos e a nossa medicina”, “Problemas médicos”, “Meus doentes e meus clientes”, “Dietas e remédios”, “Higiene rural”, “Medicina e costumes do Recife antigo”, “Lições de Microbiologia”, “Os animais na história e na higiene”, “Doenças africanas no Brasil” e “Clima e mortalidade”.

Foi Professor de Microbiologia das Faculdades de Farmácia, Odontologia e Medicina, sanitarista, administrador de saúde pública, escritor, jornalista, pesquisador e, certamente, o primeiro bacteriologista em Recife.

Faleceu no Recife, a 26 de janeiro de 1949.

Francisco Pinheiro Guimarães

O Dr. Francisco Pinheiro Guimarães nasceu no Rio de janeiro, em 24 de dezembro de 1832, filho do escritor Francisco José Pinheiro Guimarães. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1856, apresentando a tese intitulada “Pântanos do aterrado e sua influência sobre a saúde dos vizinhos”.

Entre 1855 e 1865 integrou um grupo de rapazes devotados ao teatro na tentativa de nacionalizar a arte. Foi um dos redatores, de 1862 e 1864, juntamente com Matheus de Andrade, Antônio Souza Costa e João Vicente de Torres Homem, do periódico “Gazeta Médica” do Rio de Janeiro. Também foi poeta, jornalista e dramaturgo. Atuou como deputado pela província do Rio de Janeiro e pelo Município Neutro. Foi colaborador do Comércio Mercantil e do Jornal do Comércio, escrevendo crítica teatral.

Foi médico substituto da Seção Médica e Chefe da Clínica Médica, em 1859 e 1860 respectivamente, e lente catedrático de Fisiologia em 1870, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Divulgou amplo comentário sobre a febre amarela em Lisboa, em 1862, e participou da polêmica travada no seio da então Academia Imperial de Medicina sobre urinas leitosas.

Foi 1º Cirurgião da Armada Nacional e, quando o Paraguai declarou guerra ao Brasil, se ofereceu como oficial combatente, alistando-se voluntariamente no posto de 2º Tenente, chegando até o posto de Coronel enquanto na ativa e a Brigadeiro Honorário do Exército depois de reformado. Debelou a epidemia de cólera que atacara suas tropas e foi o inventor de alguns instrumentos cirúrgicos. Tomou parte de inúmeros combates, sendo ferido na Batalha de Tuiuti, em 24 de maio de 1866, de cujas consequências veio a falecer mais tarde. Recebeu várias condecorações, dentre elas a de Oficial da Ordem do Cruzeiro Dignatário da Ordem da Rosa, além das Medalhas de Rendição de Uruguaiana e de Mérito e Bravura do Exército em Operações.

Escreveu diversos editoriais e publicou várias obras, tanto na área cultural quanto na médica, como “Quais os preceitos que devem presidir a relação das certidões, atestados e consultas médico-legais?” (1856), “Algumas palavras sobre a epilepsia” (1859), “Urinas Leitosas” (1863), “Mapa feito segundo informações dos passados e dos prisioneiros” (1869, da campanha da Guerra do Paraguai) e “Funções do fígado” (1871).

É Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina e Patrono da cadeira 26.

Era pai do também médico e Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina Francisco Pinheiro Guimarães e avô dos médicos Silvio Pinheiro Guimarães e Luiz Pinheiro Guimarães, ambos professores da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, além de Ugo Pinheiro Guimarães, Membro Titular da Academia Nacional de Medicina.

O Dr. Francisco Pinheiro Guimarães faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 5 de outubro de 1877, poucos meses antes de completar 45 anos.

José Thompson Motta

O Dr. José Thompson Motta nasceu no dia 14 de fevereiro de 1881, em Fortaleza, no Estado do Ceará, filho de Miguel Joaquim da Motta e de D. Maria Cavalcanti da Motta.

Doutorou-se pela Faculdade Nacional de Medicina em 1906, apresentando a tese intitulada “Contribuições ao estudo do valor semiológico do sinal de westphal”. E, logo após a formatura, começou a clinicar.

Foi eleito Membro Honorário Nacional da Academia Nacional de Medicina em 1936.

O Dr. José Thompson Motta foi Diretor do Hospital São Francisco de Assis, Presidente da Assistência Hospitalar do Brasil, Administrador de Higiene e Assistência Pública do Distrito Federal, Preparador da Cadeira de Tisiologia da Faculdade de Medicina e Assistente da mesma cadeira.

Além disso, foi Chefe do Serviço de Fiscalização de Gêneros alimentícios do Departamento Nacional de Saúde Pública, Professor das Cadeiras de Patologia e de Doenças Tropicais da Escola Ana Nery, Secretário Geral do Departamento Nacional de Saúde Pública, Assistente do Curso de Clínica Médica regido por Carlos Chagas, Assistente Técnico do Serviço Nacional de Assistência Hospitalar, Chefe de Serviço e Diretor da Fundação Gaffrée Guinle.

Muito antes do começo oficial das atividades do Hospital São Francisco de Assis, em 1922, já se prestava assistência a um pequeno grupo de crianças transferidas do Hospital São Zacarias, demolido com o desmonte do Morro do Castelo. Dentre os médicos que prestavam esses serviços estavam, além do Dr. José Thompson Motta, o Dr. Jorge de Gouvêa e Dr. Raul Batista.

Ante a precariedade das instalações do HSFA e a necessidade de expansão do Serviço de Obstetrícia, o então diretor Dr. Thompson Motta, com a participação do Professor João Marinho, consegue obter recursos para a construção de um novo edifício, cujo nome veio honrar a fachada da nova unidade denominada Maternidade Thompson Motta.

Como delegado brasileiro, permaneceu na Europa e América do Norte, em 1927, para estruturar o grande plano de Organização Nacional de Assistência Hospitalar. Na campanha contra a febre amarela, em 1928, foi destacada figura do Departamento Nacional de Saúde Pública, ao lado de Clementino Fraga.

Além da sua tese de doutoramento, outra obra importante publicada é “Princípios essenciais de fiscalização sanitária de gêneros alimentícios”.

A Rua Doutor Thompson Motta, localizada no bairro de Marechal Hermes, na cidade do Rio de janeiro, é uma homenagem a este dedicado e entusiasta símbolo da medicina brasileira

O Dr. José Thompson Motta faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 29 de agosto de 1944.

Alfredo Alberto Pereira Monteiro

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1891, filho de Maximiano Pereira Monteiro e de D. Maria Adelaide Xavier Monteiro.

Formado em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1913, apresentando a tese intitulada “Nomenclatura miológica do homem e dos mamíferos domésticos, com o fim de uniformizá-la”, dedicou-se desde os tempos escolares ao estudo de Anatomia. Foi auxiliar voluntário e, depois, monitor de Anatomia Descritiva.

Já em 1914, concorria à docência livre com outra tese: “Duas anomalias musculares do membro abdominal”. Em 1920 publicava, em colaboração com seu mestre, o Prof. Benjamim Baptista, o 1° volume de um “Manual de Anatomia Humana (esqueleto e músculo)”.

Integrou, sob a chefia de Nabuco de Gouvêa, a Missão Médica Especial, de caráter militar, criada para auxiliar os serviços de saúde dos aliados na Primeira Guerra Mundial e enviada em agosto de 1918, ingressando no posto de Capitão e servindo nos hospitais de Paris.

Em 1922, candidatou-se a professor substituto da Secção de Anatomia e Medicina Operatória na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira, pode lecionar as seguintes disciplinas: Anatomia Humana e Clinica Neurocirúrgica, Anatomia Comparada dos Animais domésticos na Escola de Veterinária do Ministério da Agricultura, Clínica Cirúrgica no Hospital da Cruz Vermelha e Clínica Cirúrgica Infantil e Ortopedia na Faculdade Fluminense de Medicina.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, em 1934, apresentando a memória intitulada “Crânio-faringiomas”, onde foi vice-presidente (1944-1945) e é o Patrono da Cadeira 38.

Em 1943, incorporou-se a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e seguiu para o teatro de operações bélicas na Itália, retornando, mais uma vez, ileso a sua pátria, depois de haver, pela segunda vez, cumprido lealmente e seu dever.

Fez parte das seguintes instituições científicas: Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Sociedade de Neurologia e Psiquiatria, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Associação dos Anatomistas da França, Sociedade de Anatomia Normal e Patologia da Argentina e Academia Argentina de Cirurgia. É o Patrono da Cadeira 31 da Academia de Medicina do Rio de Janeiro.

Foi autor de muitos artigos de colaboração em revistas e apresentou valiosas comunicações às diversas instituições científicas, além de teses, destacando-se: “Músculos de função apagada ou nula e sua representação em alguns animais” (1920/1921), “O segmento ceco-apendicular” e “Anatomia do mediastino posterior, via de acesso” (1922), “Anatomia dos timos” e “O espaço látero-pélvico-viceral” (1925), “Técnica operatória” (1932) e “Técnica operatória esquematizada” (1933).

Faleceu na sua cidade natal, no dia 9 de fevereiro de 1961.

Enjolras Vampré

Nascido em 04 de julho de 1885, em Laranjeiras, Estado de Sergipe, filho do Dr. Fabrício Carneiro Tupinambá Vampré e de D. Mathilde de Andrade Vampré.

Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1908. Interno da cadeira de Clínica Psiquiátrica e Moléstias Nervosas, defendeu sua tese de doutoramento “Considerações sobre as perturbações nervosas e mentais na peste bubônica”, logrando aprovação com louvor. Foi o melhor aluno de sua turma, tendo seu retrato colocado no Panteon da Faculdade de Medicina.

Com o prêmio de viagem à Europa, em 1910, frequentou em Paris os cursos de Babinski, Dejerine, Guillain e Bertrand. Esteve também na Alemanha, em vários serviços especializados.

Voltando para São Paulo, foi nomeado médico-interno do Hospício de Alienados, de Juquerí. Em 1912 foi indicado para Diretor da Secção de Neuropsiquiatria do Instituto Paulista, cargo que ocupou até seu falecimento.

Em 1925, iniciou suas atividades como Professor, regendo a cadeira de Psiquiatria e Moléstias Nervosas, na Faculdade de Medicina de São Paulo. Em 1955, desdobrando-se o Departamento, foi contratado para reger a Cadeira de Neurologia. Foi, também, Inspetor Sanitário do Estado de São Paulo.

Em 1932, a Congregação da Faculdade de Medicina, por decisão unânime, enviou aos poderes competentes longo e documentado memorial, propondo-o para a regência definitiva da Cadeira. O Professor Enjolras Vampré recusou, insistindo para que fosse realizado o concurso. Foi nomeado Professor Catedrático em 24 de dezembro 1935.

Foi fundador da Escola Neurológica Paulista e da Secção de Neurologia e Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina, tendo sido seu Presidente, em 1936, Presidente da Academia de Medicina de São Paulo, membro da Sociedade de Neurologia e Psiquiatria do Rio de Janeiro, da Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires, da Sociedade de Neurologia de Paris e da Associação Médica do Instituto Penido Burnier (Campinas, SP).

Foi eleito Membro Honorário pela Academia Nacional de Medicina em 25 de outubro de 1934, sendo o Patrono da Cadeira 49. É, também, o Patrono da Cadeira 54 da Academia de Medicina de São Paulo, da Cadeira 38 da Academia Paulista de Psicologia e da Cadeira 11 da Academia Sergipana de Medicina.

Publicou numerosos trabalhos, destacando-se: “Considerações sobre alguns casos de esclerose em placas” (1925), “Tratamento da encefalite epidêmica e suas manifestações tardias” (1926), “Esclerose lateral amiotrófica de forma pseudo-polineurítica” (1926), “Síndrome de Hand-Schüller-Christian” (1930), “Tumor da bolsa de Rathke” (1930), “Profilaxia da sífilis nervosa” (1934) e “Perturbações da leitura de origem cerebral e síndromes bulbares: contribuição para o estudo da fisiopatologia do bulbo raquidiano”, sendo este último premiado pela Associação Paulista de Medicina, em 1938, com o prêmio Honório Líbero.

Faleceu em 17 de maio de 1938, aos 53 anos, no auge de suas faculdades científico-didáticas.

O nome da Rua Professor Enjolras Vampré, no bairro de Vila Santa Cândida, na cidade de São José do Rio Preto (SP), e no bairro Jardim da Saúde, na capital paulista, foi dado em sua homenagem.

Heitor Pereira Carrilho

O Dr. Heitor Pereira Carrilho nasceu no dia 21 de março de 1890, em Natal, no Estado do Rio Grande do Norte, filho de José Calistrato Carrilho e de D. Maria Emília Pereira Carrilho.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1913, defendendo tese intitulada “Contribuições ao estudo das formas depressivas da psicose pré-senil”. Pouco tempo depois, começou a exercer clínica geral com especialização em Psiquiatria no Hospital de Alienados da Praia Vermelha, onde transformou-se em um grande mestre da Psiquiatria, exercendo grandes cargos junto aos seus companheiros e acadêmicos Dr. Juliano Moreira e Dr. Austregésilo; foi Interno extranumerário (1909), Interno efetivo (1910), Alienista interino (1917) e Alienista efetivo (1918).

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1929, apresentando Memória intitulada “Estudo clínico das epilepsias emotivas”. Foi, também, Membro da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e Medicina Legal.

O Dr. Carrilho foi médico encarregado do Serviço de Alienados Delinquentes, em 1919, da Assistência e Alienados do Distrito Federal (Seção Lombroso) – lá tornou-se Membro do Conselho Penitenciário do Distrito Federal.

Dedicou sua vida pública ao manicômio judiciário do Rio de Janeiro. Seguindo a orientação de Juliano Moreira, Heitor Carrilho lutou para que fosse inaugurado o Manicômio Judiciário em 1921, tendo sido o seu primeiro diretor. Nessa função, organizou suas diferentes seções, burocráticas, técnicas e científicas, até 1954.

Dedicou-se inteiramente à prática da Clínica Psiquiátrica, mas também cultivou a Psiquiatria Forense e a Psicopatologia Criminal. Seu nome batiza o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho, na rua Frei Caneca, no Rio de Janeiro. Outra homenagem foi feita em sua cidade-natal, quando a Clínica Heitor Carrilho foi inaugurada ainda nos anos 1950.

Em 1928, relatou, após intensas pesquisas e várias entrevistas, o célebre laudo pericial, muito moderno para a época, que declarou a inimputabilidade penal do famoso criminoso Febrônio Índio do Brasil, o Filho da Luz, inaugurando o Direito Positivo no Brasil.

Com a morte de Juliano Moreira, Heitor Pereira Carrilho o substituiu no Conselho Penitenciário do Rio de Janeiro, em 1930. Nesse período, organizou e chefiou o Serviço de Assistência aos Psicopatas do Estado do Rio de Janeiro.

O Dr. Heitor Pereira Carrilho deixou vários trabalhos publicados, dentre os quais podemos destacar: “A respeito dos intervalos lúcidos da psicose maníaco-depressiva” (1921), “Psicopatologia da paixão amorosa e seu aspecto médico-legal” (1933), “Considerações sobre a periculosidade dos epiléticos” (1934) e “As personalidades psicopáticas em face da legislação penal brasileira” (1951).

Em 1955 o Manicômio Judiciário do Serviço Nacional de Doenças Mentais teve o seu nome alterado por Decreto 37.990 de 27/09/1955 passando a designar-se Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho, localizado na rua Frei Caneca, no Rio de Janeiro. Outra homenagem foi feita em sua cidade-natal, quando a Clínica Heitor Carrilho foi inaugurada ainda nos anos de 1950. Também, foi homenageado com nome da rua Doutor Heitor Pereira Carrilho, no bairro Freguesia do Ó, em São Paulo.

O Dr. Heitor Pereira Carrilho faleceu no Rio de janeiro, no dia 20 de maio de 1954.

José Alves Maurity Santos

Nasceu no dia 9 de maio de 1889, na cidade do Rio de Janeiro, filho de Antônio da Silva Santos, catedrático de Anatomia da Faculdade Nacional de Medicina, e de Dona Maria Eulália Maurity Santos.

Formado em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1910, apresentando a tese intitulada “Terapêutica científica e charlatanismo”.

Desde o início dedicou-se à cirurgia e às especialidades de Ginecologia e Obstetrícia. Foi interno do Serviço de Cirurgia do Dr. Daniel D’Almeida e de Clínica Obstétrica e Ginecológica da faculdade, médico adjunto e depois chefe do serviço de Puericultura Intrauterina do Instituto de Proteção à Infância do Rio de Janeiro. Em 1914 conquistou a livre-docência da cadeira de Ginecologia pela Faculdade Nacional de Medicina.

Seguiu para França, onde frequentou, no Hospital Cochin, o famoso Serviço de Ginecologia do professor Jean Louis Faure. Regressando ao Brasil, trabalhou inicialmente na Maternidade da Santa Casa, como assistente e chefe de Clinica da cadeira de Ginecologia da Faculdade Nacional de Medicina até 1922.

De 1922 a 1926, exerceu intensa atividade clínica. E foi cirurgião do Hospital Nossa Senhora da Saúde (Gamboa), na qualidade de chefe de clínica do Serviço de Ginecologia e Cirurgia do Hospital de Gamboa, onde fez escola das mais famosas e conhecidas. Entre seus numerosos discípulos, destacam-se Clovis Salgado, Waldemar Paixão, Volta Batista Franco, Salomão Kaiser e muitos outros.

Foi eleito membro Titular da Academia Nacional de Medicina, em 1934, onde é o Patrono da Cadeira 37.

Foi presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, vice-presidente da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Brasil, membro fundador do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, membro honorário da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia e sócio correspondente de várias sociedades médicas no exterior.

Desde de sua tese, publicou ao todo 33 trabalhos, grande parte sobre os temas de Ginecologia e Obstetrícia, destacando-se: “Do segmento inferior do útero e seu papel patogênico em ginecologia” (1914, tese de livre docência), “O problema da assistência à mãe pobre do Brasil, medidas práticas para resolvê-lo” (1918), “Puericultura intrauterina” (1922), “A litíase urinária (uretral e vesical) na mulher como complicação do prolapso genital” (1926), “Prolapsos útero-vaginais complexos e seu tratamento cirúrgico” (1930) e “Indicações e técnica da paratidectomia total” (1932).

Em 1935, regeu interinamente a cadeira de Ginecologia da Faculdade Nacional de Medicina

Faleceu na sua cidade natal, em 6 de outubro de 1937.

Olympio Olinto de Oliveira

Olympio Olinto de Oliveira nasceu na cidade de Porto Alegre, em 5 de janeiro de 1866. Graduou-se em 12 de janeiro de 1887 pela Faculdade Nacional de Medicina, onde foi discípulo de Carlos Arthur Moncorvo de Figueiredo. A trajetória profissional de Olympio Olinto de Oliveira pode ser dividida em dois tempos. Um, passado em Porto Alegre e outro vivido na cidade do Rio de Janeiro capital da República, onde fez sua formação médica. Nos dois casos, dedicou-se com obstinação e pioneirismo à formação de pediatras e à implementação de políticas públicas de proteção da criança.

Assim que se formou, com 21 anos de idade, voltou a residir em Porto Alegre, onde fundou em 1898, em companhia de outros colegas, a terceira Faculdade de Medicina do país. Na época só havia as faculdades da Bahia e do Rio de Janeiro.

Olympio Olinto de Oliveira lecionou química, biologia, anatomia, fisiologia, anatomia patológica, clínica médica, ortopedia pediátrica e clínica pediátrica, inaugurada em 1903. Na oportunidade criou o instituto Pasteur – para tratamento preventivo da raiva (que teve vida curta).

Em 1890 fundou o dispensário de crianças da Santa Casa da Misericórdia. Clinicava, ainda, no Serviço de Crianças da Santa Casa da Misericórdia. Como muitos médicos do século XIX, percebia sua prática profissional como uma arte, sujeita ao subjetivismo e à sensibilidade humana.

No Rio de Janeiro, participou com Antonio Fernandes Figueira da fundação da Sociedade Brasileira de Pediatria, em 1910.

Homem de cultura vasta e diversificada, ajudou a organizar a Academia Rio-Grandense de Letras (1901), onde chegou a ocupar a cadeira 26 (1944). Além disso, colaborou com a criação do Instituto Livre de Belas Artes, em Porto Alegre, que presidiu em 1918. Tinha, ainda, uma coluna no “Correio do Povo” de Porto Alegre, com o pseudônimo de Maurício Bohn.

Em 1918 transferiu-se para o Rio de Janeiro, dando início, junto com outros colegas de faculdade, entre os quais Fernandes Figueira, a intensa atividade em favor da criança, sobretudo no Hospital Artur Bernardes, hoje Instituto Fernandes Figueira, onde atendia crianças e formava pediatras. Lá foram dados os primeiros passos da organização da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Na oportunidade, a Sociedade desenvolvia apenas reuniões científicas, com a participação restrita aos associados residentes na cidade do Rio de Janeiro.

No final dos anos 20, criou com Américo Augusto o periódico “Arquivos de Pediatria”. Esta revista científica chegou a ter uma circulação mensal, tratando de temas relacionados com a clínica, a higiene infantil e a puericultura em geral. Sua visão sobre a importância da divulgação científica pediátrica pode ser bem identificada quando afirmou, em um dos Arquivos de Pediatria: “É tempo de se irem agrupando (os pediatras brasileiros) em torno do ideal comum, de se conhecerem e auxiliarem, e de constituírem a grande família da Pediatria Nacional. Que se congreguem as sociedades pediátricas, que se publiquem trabalhos, observações e contribuições, que se reúnam em sessões conjuntas os grupos vizinhos, até que tenhamos, enfim, o nosso Congresso Nacional da especialidade”.

Com a morte de Fernandes Figueira (1928), Olinto de Oliveira assumiu a presidência da Sociedade Brasileira de Pediatria. Na oportunidade, fez a reforma do estatuto da Sociedade e dinamizou o “Jornal de Pediatria” – órgão oficial da entidade.

A Era Vargas trouxe Olinto de Oliveira para a cúpula do poder público referente à assistência à criança. Inicialmente, foi Chefe da Inspetoria de Higiene Infantil. Em 1933, convocou e presidiu a “Conferência Nacional de Proteção e Assistência à Infância”, quando os pediatras e sanitaristas brasileiros presentes fizeram sugestões ao governo em relação à saúde infantil. No ano seguinte, esta inspetoria foi transformada na Diretoria de Proteção e Assistência à Infância.

Com o Estado Novo (1937 – 1945), as políticas públicas em favor da criança assumiram uma centralidade inédita na História do Brasil. Em 1940, Olinto de Oliveira criou e dirigiu o “Departamento Nacional da Criança”. Seu objetivo era normatizar nacionalmente o atendimento ao binômio mãe-filho e combater a mortalidade infantil. Olinto de Oliveira projetou para este departamento representações nos diversos estados da federação: os “Departamentos Estaduais da Criança”. Além disso, organizou os “Cursos de Puericultura e Administração”, destinados à formação de puericultores nos serviços regionais. Os profissionais que concluíam o curso, ao retornarem aos estados de origem, assumiam coordenações ou chefias dos Postos de Puericultura. Este curso era ministrado no Hospital Artur Bernardes, atual Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz. Nesta mesma época, Olinto de Oliveira remodelou este Hospital, vinculando-o ao próprio “Departamento Nacional da Criança”.

Sua produção científica reúne mais de cem artigos sobre pediatria, higiene e assistência à infância em periódicos científicos brasileiros, franceses e italianos, que traduzem sua interlocução internacional.

Foi Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina, da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade de Pediatria de Paris.

É o Patrono da Cadeira No. 45 da Academia Nacional de Medicina.

Entre seu legado consta seu filho, Mario Olinto de Oliveira, que nasceu em Porto Alegre em 19 de abril de 1898, e seguiu seus passos: foi pediatra e presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria e Membro Titular da Academia Nacional de Medicina.

A contribuição de Olympio Olinto de Oliveira à medicina brasileira fez com que seu nome fosse inscrito, em 1953, no Livro de Mérito dos Grandes Vultos Nacionais.

Olympio Olinto de Oliveira faleceu no Rio de Janeiro, no dia 31 de maio de 1956, pouco depois de ter completado 90 anos.

João Pizarro Gabizo

Nascido em 20 de outubro de 1845, na cidade do Rio de Janeiro, filho do General Antônio Fernandes Pizarro Gabizo e de Dona Jesuina Torres Gabizo. 

Fez o curso de humanidades no Colégio Victorio e no Mosteiro de São Bento e graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 05 de dezembro de 1867, após defesa da tese: “Do prolapso do cordão como causa da distocia”.

O Dr. João Pizarro Gabizo cursava o 5º ano quando foi declarada a Guerra do Paraguai, para onde seguiu como 2º cirurgião da Armada, recebendo do governo imperial, ao regressar, o hábito da Rosa. Dessa época até fins de 1879, exerceu, nesta cidade, a clínica geral.

Em 1880, partiu para a Europa em viagem de estudos, tendo seguido para Viena, na Áustria, onde permaneceu por um espaço de quase dois anos. Matriculou-se no curso de Dermato-sifilografia e Laringologia a cargo do Prof. Schrötter, acompanhando também o serviço do Prof. Politzer. Foi, porém, à Dermato-sifilografia que se dedicou com mais afinco e grande entusiasmo, tornando-se, mais tarde, autoridade incontestável em tais assuntos.

Em 1883, quando se fez a reforma das Faculdades de Medicina, foi criada a cadeira de “Clínica de Moléstias Cutâneas e Sifilíticas”, para qual Gabizo foi nomeado o primeiro professor, por decreto de 14 de abril de 1883. Em 1894, foi, pelo governo de Marechal Floriano, nomeado Vice-Diretor da Faculdade de Medicina, cargo que ocupou por pouco tempo.

Em 1890, foi indicado para presidir o Comitê Brasileiro da “Societé Internationale de Phophylaxie Sanitaire et Morale”.

Em 1896, foi convidado pela Irmandade do S. S. da Candelária para desempenhar as funções de Diretor Clínico do Hospital dos Lázaros, nelas se mantendo até a data de seu falecimento. 

O Dr. João Pizarro Gabizo foi eleito Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina na sessão do dia 3 de novembro de 1903.

Faleceu no Rio de janeiro, a 16 de maio de 1904.

Antônio Cardoso Fontes

O Dr. Antônio Cardoso Fontes nasceu em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, no dia 6 de outubro de 1879, filho de Antônio Cardoso Fontes e D. Maria Cardoso Fontes.

Matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1897, terminando o curso médico, em 1902, defendendo sua tese de doutoramento intitulada “Vacinação e soroterapia antipestosas”, com distinção, em março de 1903, no Instituto Manguinhos, sob direção de seu mestre Oswaldo Cruz.

Durante o seu curso acadêmico foi interno, adjunto e, posteriormente, efetivo da Santa Casa de Misericórdia do Rio de janeiro, no serviço dos Professores Paes lemePereira Guimarães e Barão de Pedro Affonso, além de monitor voluntário dos Cursos de Anatomia Descritiva e Médico-Cirúrgica, sendo Preparador das respectivas cadeiras o Dr. Benjamin Batista.

Logo depois de formado, foi designado pelo Dr. Oswaldo Cruz, então Diretor do Instituto Soroterápico Federal, para exercer, interinamente, o cargo de Diretor do Laboratório Bacteriológico Federal. Em 1904, assumiu cargo de Inspetor Sanitário dos Serviços de Profilaxia da Febre Amarela, no Serviço de Isolamento e Desinfecção, nas campanhas antiamarílica e de profilaxia e erradicação da peste bubônica. Em 1905, organizou e dirigiu o Serviço de Desinfecção das Galerias de Águas Pluviais, por meio do aparelho Clayton, contribuindo para a desratização e a profilaxia anti-larvária. No ano seguinte, foi a vez do Serviço Sanitário do Maranhão, onde debelou um surto de peste bubônica e organizou os serviços sanitários na capital São Luís.

O Dr. Cardoso Fontes, em 1911, fez parte da Comissão que foi representar o Brasil na Exposição Internacional de Higiene em Dresden, Alemanha. Além deste, participou de vários eventos internacionais em Roma (onde obteve o diploma de honra por seus trabalhos originais sobre a biologia do vírus tuberculoso), Budapest, Viena, Oslo, Paris, Hamburgo, Berlim, Córdoba e Montevidéu, apresentando diversos trabalhos sobre a tuberculose, dentre eles: “Tuberculose bovina”, “Filtrabilidade do vírus tuberculoso”, “Influência dos extratos de gânglios tuberculosos sobre a morfologia do bacilo de Koch e sobre a evolução da respectiva infecção”, “Ação exercida pelos lipoides sobre o vírus da tuberculose e seu aproveitamento na tuberculinoterapia”, “Sobre a forma filtrável da tuberculose” e o livro “LUltravirus tuberculeux”, editado em Paris.

Em 1918, tornou-se Diretor de Serviços de Saúde e Assistência Pública do Município de Petrópolis.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, em 1927, e empossado, em 1928. Foi admitido sob apresentação da memória intitulada “Formas filtráveis saprofíticas e ácido-resistentes do bacilo de koch: sua importância na patogenia e profilaxia da tuberculose”. É o Patrono da Cadeira 70.

Foi fundador e primeiro Presidente da Sociedade Brasileira de Tuberculose, Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia, Presidente Honorário da Sociedade Médica de Petrópolis, Membro do Conselho Consultivo da Liga Brasileira Contra a Tuberculose, Professor “honoris causa” da Faculdade de Medicina da Bahia, Membro da Academia Petropolitana de Letras, Membro Honorário da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo e da Sociedade de Biologia Argentina, Doutor “honoris causa” pela Universidade de Wilno, na Polônia. A ele também foi conferida, por Sua Santidade o Papa Pio XII, a consagração de Membro da Academia Pontifícia de Ciências.

O Dr. Cardoso Fontes notabilizou-se pelos estudos sobre a tuberculose e a forma granular do bacilo, como expressão do seu “dinamismo morbígeno”. Suas experiências foram confirmadas e vários trabalhos realizados pela Escola de Calmette, no Instituto Pasteur, de Paris.

Após participar de diversos congressos e premiações em sua luta contra a tuberculose, foi nomeado, em 1934, Diretor do Instituto Oswaldo Cruz, em substituição a Carlos Chagas, que acabara de falecer.

Além disso, o Dr. Cardoso Fontes, em 1935, colaborou com o Acadêmico Rolando Monteiro na fundação da Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro, da qual foi Professor de Microbiologia e seu primeiro Diretor.

Seu filho, o Dr. Murillo Cardoso Fontes, seguiu os seus passos, tanto na careira das letras como também se formando em medicina, atuando na Clínica Gaffrée-Guinle, no Hospital São João Batista, da Lagoa, no Sanatório de Curicica o no Instituto Oswaldo Cruz.

O Dr. Cardoso Fontes faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de março de 1943.

Tem seu nome imortalizado em diversos lugares do Brasil, como em Petrópolis, sua cidade natal, na Rua Professor Cardoso Fontes, e no Hospital Federal Cardoso Fontes, localizado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.