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Academia Nacional de Medicina discute registro de vacinas contra covid

O registro de vacinas contra covid será o tema do próximo simpósio promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM) em parceria com as academias Brasileira de Ciências (ABC) e de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB). O evento está programado para quinta-feira (12/11), a partir das 14 horas.

Entre os convidados, o gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes Lima Santos, o presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, Marco Aurelio Krieger, vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruza, e a advogada Aline Mendes Coelho, com experiência na área de Direito Regulatório e Sanitário.

O evento, coordenado pelo presidente da ANM, Rubens Belfort Jr.,e o acadêmico Paulo Buss, ainda contará com Helena Nader, vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências, e Acácio Lima, presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

Antonio Britto, ex-presidente da Interfarma, e Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Anvisa são outros convidados. Como debatedora, a jornalista do Estado de São Paulo, Roberta Jansen.

Serviço:
Simpósio “Registro e vacinação: prováveis cenários na covid-19
Dia: 12/11/2020 – quinta-feira
Horário: 14 horas
Web Hall da ANM: zoom/anmbr e transmissão ao vivo pelo Facebook/acadnacmed

Inscrições abertas para Jovens Líderes Médicos

Até o dia 30 de outubro de 2020, estarão abertas as inscrições para o Programa de Jovens Lideranças Médicas da Academia Nacional de Medicina.

Criado em 2014, o Programa no país já selecionou 50 médicas e médicos brasileiros de vários estados, assim como atuantes em outros países como Canadá e Estados Unidos, e com especializações em diferentes áreas. 

 O objetivo é contribuir com a formação de jovens médicos e fomentar um ambiente de ideias criativas e transformadoras para a medicina brasileira.

Para o presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort Jr, a iniciativa visa aproximar a ANM dos melhores jovens profissionais e com espírito de liderança.

 – Queremos implantar novas ideias para a medicina brasileira, a partir também do olhar feminino. O programa apoia a diversidade racial e de gênero. 

 A seleção privilegiará a inclusão de qualidades excepcionais como: 

 1)   formação acadêmica: doutorado, produção científica, consistente e atividades de orientação de ensino;

 2)   assistencial: prática clínica ou cirúrgica e aperfeiçoamento das condições assistenciais;

 3)   gestão e desenvolvimento de políticas de saúde e ações sociais.

 Entre os requisitos, ser brasileiros ou naturalizado, ter no máximo 40 anos, ser indicado por membros titulares das Academias Nacional de Medicina ou da Brasileira de Ciências, ou ainda por docentes de cursos de pós-graduação em Medicina, níveis 5,6 e 7 da Capes.

Um dos coordenadores do projeto, o acadêmico Marcello Barcinski, ressalta que o Programa estimula que os participantes sejam norteadores de caminhos criativos e de uma medicina humanizada.

As inscrições são gratuitas. 

Serviço:

Programa Jovens Lideranças Médicas da Academia Nacional de Medicina

Inscrições: até 30 de outubro

Informações e edital em http://www.anm.org.br/programa-jovens-liderancas-medicas-o-programa/

O que há de novo na medicina e na ciência para celebrar o Outubro Rosa?

Como conciliar segurança e estética no tratamento cirúrgico do câncer de mama? Quais são as últimas novidades sobre a biologia molecular e tratamentos com alvos terapêuticos? Estas são algumas questões que permearão os debates do simpósio “Atualização em câncer de mama”, promovido nesta quinta-feira (8/10), a partir das 14 horas, com transmissão ao vivo nos canais da Academia Nacional de Medicina no Facebook/acadnacmed e na plataforma zoom/anmbr.

Entre os convidados, o professor Ben Anderson, da Organização Mundial da Saúde, que abordará as iniciativas globais para a saúde das mamas; os médicos Vilmar Marques, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Maria Isabel Achatz, coordenadora da Unidade de Oncogética do Hospital Sírio Libanês,  Luiz Henrique Gebrim, do Centro de Referência da Saúde da Mulher do Hospital Pérola Byington, e Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia e especialista em Bioética. Como mediadoras, as jornalistas Ana Lucia Azevedo, do jornal O Globo, e Natalia Culminale, do Portal Futuro da Saúde. A abertura do evento é do presidente da ANM, Rubens Belfort Jr; e a coordenação é dos acadêmicos Maurício Magalhães Costa e Paulo Hoff.

Serviço:

Simpósio Atualização em câncer de mama

Data: Quinta-feira, 8/10

Local: zoom/anmbr e Facebook/acadnacmed

Vacinas contra covid: qual, quando, como e em quem?

Academia Nacional de Medicina (ANM) promove o Simpósio ”Vacinas e Covid: qual, quando, como, em quem? Medicina, mercado, política e sociedade.” O evento será na próxima quinta-feira (17/9), a partir das 14:00.

Entre temas e convidados, Mariângela Simão (OMS) falará sobre as iniciativas da instituição para oferecer vacinas com equidade; José Carlos Felner, Presidente da GlaxoSmithKline, que abordará as estratégia de implementação dos programas de vacinas; Lily Yin Weckx(Unifesp) com testes clínicos de fase 3 da vacina AZD-1222 no Brasil (vacinas Oxford) e Maria Bernardini, diretora médica da Astra Zeneca, que abordará um tema de interesse para todos: qual é a provável disponibilidade de uma vacina no Brasil? 

A iniciativa de aplicar a vacina Coronavac do Butantan/Sinovac será apresentada por Esper Georges Kallás (USP). Para debater a vacina russa e sua aplicação no Paraná, o convidado é o professor Jorge Augusto Callado Afonso, presidente do Tecpar. E ainda haverá um conferencista internacional, que é o Secretário de Relações Exteriores da National Academy of Medicine dos EUA, Carlos Del Rio, com o tema Challenges of developing and deploying a vaccine during a pandemic.

O evento ainda contará com Marcelo Morales da ANM e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Jorge Kalil e Ricardo Gazzinelli, da ABC; Celso Ramos, da ANM, e a epidemiologista Carla Domingues.

Serviço:

Programação completa http://anm.org.br/conteudo_view.asp?id=3328

Local: Web Hall da ANM na plataforma zoom/anmbr ou pelo Facebook/anm1829

Dia: 17/09/2020

Horário: das 14:00 às 20:00

Covid-19 Soros de cavalo têm mais de 20 vezes anticorpos neutralizantes

Nesta quinta-feira, dia 13/08, em sessão científica na Academia Nacional de Medicina, o pesquisador da UFRJ, Jerson Lima Silva, presidente da Faperj, e o médico Adilson Stolet, presidente do Instituto Vital Brazil, anunciarão o depósito de uma patente e a submissão de uma publicação oriundos dos resultados das pesquisas com soros produzidos por cavalos para o tratamento da Covid-19.

Depois de 70 dias, os plasmas de quatro dos cinco cavalos do Instituto Vital Brazil, no Rio de Janeiro, que foram inoculados, em maio de 2020, com a proteína S recombinante do coronavírus, produzida na Coppe/UFRJ, apresentaram anticorpos neutralizante 20 a 50 vezes mais potente contra o vírus SARS-CoV-2 do que os plasmas de pessoas que tiveram Covid-19.

Em virtude dos excelentes resultados, os pesquisadores da UFRJ e do Instituto Vital Brazil acabam de depositar patente referente a invenção de soro anti-SARS-CoV-2, produzido a partir de equinos imunizados com a glicoproteína recombinante da espícula do vírus SARS-CoV-2.

A originalidade do trabalho está na produção do soro por equinos contra os vírus SARS-CoV-2. O pedido de patente se refere ao processo de produção do soro anti-SARS-CoV-2, a partir da glicoproteína da espícula (spike) com todos os domínios, preparação do antígeno, hiperimunização dos equinos, produção do plasma hiperimune, produção do concentrado de anticorpos específicos e do produto finalizado, após a sua purificação por filtração esterilizante e clarificação, envase e formulação final.

O trabalho científico, que envolve parceria da UFRJ, Instituto Vital Brazil e Fiocruz, está sendo depositado no MedRxiv, um repositório de resultados preprint (pré-publicados).

A pandemia por Covid-19 resultou, até agosto de 2020, em mais de 700 mil mortes e mais de 19 milhões de casos confirmados. No Brasil, a triste marca de 100 mil óbitos e três milhões de infectados foi atingida esta semana. Enquanto não há vacinas aprovadas e, mesmo posteriormente, em virtude da dificuldade em atender à grande demanda de vacinação em todo o mundo, o uso potencial da imunização passiva por terapia com soro deve ser considerado com uma opção.

A soroterapia é um tratamento bem-sucedido, usado, há décadas, contra doenças como raiva, tétano e picadas de abelhas, cobras e outros animais peçonhentos como aranha e escorpiões. Os soros produzidos pelo Instituto Vital Brazil têm excelente resultado de uso clínico, sem histórico de hipersensibilidade ou quaisquer outras eventuais reações adversas. Os estudos clínicos ocorrerão em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

Participaram da pesquisa um grupo grande de cientistas, incluindo Leda Castilho e Renata Alvim (Coppe/UFRJ); Adilson Stolet, Luís Eduardo Ribeiro da Cunha e  Marcelo Strauch (Instituto Vital Brazil); Amilcar Tanuri, Andrea Cheble Oliveira, Andre Gomes, Victor Pereira e Carlos Dumard (UFRJ); Thiago Moreno Lopes (Fiocruz) e Herbert Guedes (UFRJ/Fiocruz).

 A pesquisa contou com apoio financeiro da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Serviço:

O anúncio será feito em conferência online no Web Hall da ANM zoom/anmbr e em transmissão ao vivo pelo Facebook/anm1829.

Dia: Quinta-feira – 13/08

Horário: a partir das 18:00

Mais informações:

Claudia Jurberg – Faperj e ANM –  tel.(21) 99973.4982

Thaís Marini – Instituto Vital Brazil – tel. (21) 99662.2965

Carlos Ribeiro/Coppe – tel. (21) 96781.6238

Prêmios da Academia Nacional de Medicina

Nesta quinta-feira, dia 6/8, as grandes conquistas da medicina, premiadas neste ano pela Academia Nacional de Medicina (ANM), terão apresentações em sessão científica virtual, a partir das 14:30. Haverá transmissão ao vivo aberta ao público.

Os prêmios da ANM são considerados os mais antigos, pois foram instituídos em 1829. Neste ano de 2020, concorreram aos nove prêmios 63 candidaturas – um número recorde.

O grande prêmio Presidente da Academia Nacional de Medicina foi para um grupo que reúne médicos das universidades Federal do Espírito Santo, Federal de São Paulo e da Columbia University sobre avanços para o tratamento da principal doença oftalmológica relacionada à perda da visão em adultos maiores de 55 anos: a Degeneração Macular Relacionada à Idade. O grupo estudou moléculas pró e antiangiogênica que podem contribuir para vascularização ocular e a aplicação dos sistemas CRISPR-Cas para edição do genoma, também conhecida como “cirurgia genômica” no campo da Oftalmologia.

Outro trabalho vencedor da edição do 2020 dos prêmios da ANM aborda as técnicas para transplante de fígado. De um grupo de médicos da Unidade de Transplante de Fígado, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade do Estado de Pernambuco, o trabalho original acompanhou 87 pacientes submetidos ao procedimento, entre 2018 e janeiro de 2020. Foram analisadas duas técnicas cirúrgicas e diversos parâmetros entre os pacientes. Os resultados contribuem para indicar qual técnica gera menos instabilidade pós-cirúrgica e que leva ao melhor funcionamento do enxerto após o transplante. Este trabalho venceu na categoria Prêmio Presidente José Cardoso de Moura Brasil.

Lista completa dos agraciados na edição 2020 dos prêmios da ANM

PRÊMIO MIGUEL COUTO – Novo modelo in vivo para avaliar alterações macroscópicas, histológicas e moleculares da doença de Peyronie

​Autor: David Jacques Cohen

​​ Faculdade de Medicina do ABC / Escola Paulista de Medicina- Universidade

​​ Federal de São Paulo

​Coautores:

• Faculdade de Medicina do ABC/ Escola Paulista de Medicina- Universidade Federal de São Paulo

​Sidney Glina

​Renan Pelluzzi Cavalheiro

​Ana Maria do Antonio Mader

​San Won Han

​Maria Aparecida Silva Pinhal

​Therese Rachel Theodoro

​Willany Veloso Reinaldo

​Vivian Barbosa Navarro Borba

​Giuliana Petri

PRÊMIO FERNANDES FIGUEIRA – Identificação da dor em neonatos: percepção visual das características faciais neonatais pelos adultos

​Autora: Marina Carvalho de Moraes Barros

​​ Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

​Coautores:

• Centro Universitário Fundação Educacional Inaciana “Padre Sabóia de Medeiros” (FEI)

​​Carlos Eduardo Thomaz

​​Lucas Pereira Carlini

​​Rafael Nobre Orsi

​​Pedro Augusto Santos Orona Silva

• Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

​​Giselle Valério Teixeira da Silva

​​Juliana do Carmo Azevedo Soares

​​Tatiany Medeiros Heiderich

​​Rita de Cássia Xavier Balda

​​Adriana Sanudo

​​Solange Andreoni

​​Ruth Guinsburg

PRÊMIO MADAME DUROCHER – Primeiro nascimento mundial após transplante uterino com doadora falecida

​Autor: Dani Ejzen

​​ Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

​Coautores:

• Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

​Wellington Andraus

​José Maria Soares Jr

​Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque

​Edmund Chada Baracat

PRÊMIO ANTÔNIO AUSTREGÉSILO RODRIGUES LIMA – O papel de citocinas inflamatórias e da via da quinurenina na fisiopatologia do transtorno de pânico

​Autora: Laiana Azevedo Quagliato

​​ Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro – IPUB

PRÊMIO PRESIDENTE ALOYSIO SALLES – Alterações neurológicas em pacientes com linfomas

​Autora: Lucilene Silva Ruiz e Resende

​​ Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

​Coautora: Ligia Niéro-Melo

​​ Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

PRÊMIO PRESIDENTE ALOYSIO SALLES – Alterações neurológicas em pacientes com linfomas

​Autora: Lucilene Silva Ruiz e Resende

​​ Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

​Coautora: Ligia Niéro-Melo

​​ Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

PRÊMIO PRESIDENTE JOSÉ CARDOSO DE MOURA BRASIL – Revascularização retrógrada no transplante ortotópico de fígado: efeitos na estabilidade hemodinâmica e função do enxerto

​Autor: Olival Cirilo Lucena da Fonseca Neto

​​ Unidade de Transplante de Fígado de Pernambuco – UTF-PE

​​ Unidade de Transplante de Fígado do Hospital Universitário Oswaldo Cruz

​Coautores:

• Unidade de Transplante de Fígado (UTF) – Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC)

Universidade de Pernambuco (UPE)

​Gabriel Guerra Cordeiro

​Paulo Sérgio Vieira de Melo

​Américo Gusmão Amorim

​Priscylla Jennie Monteiro Rabêlo

​José Olímpio Maia de Vasconcelos Filho

​Pedro Renan de Melo Magalhães

​Ludmila Rodrigues Oliveira Costa

​Raimundo Hugo Matias Furtado

​Gustavo da Cunha Cruz

​Cláudio Moura Lacerda

PRÊMIO ACADEMIA NACIONAL DE MEDICINA – Angiogênese da retina e coroide: biomarcadores e engenharia genética

​Autor: Thiago Cabral – Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

​Coautores:

• Universidade Federal do Espírito Santo

​Luiz Guilherme Marchesi Mello

​Júlia Polido

• Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

​Caio V. Regatieri

​Luiz H. Lima

​Maurício Maia

• Stanford University

​Vinit B. Mahajan

• Columbia University

​Stephen S Tsang

• Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE/IAMSPE)

​Akiyoshi Oshima

​Pedro Serracarbassa

Serviço:

Dia 06 de agosto de 2020

Horário: a partir das 14:30

Local: transmissões ao vivo via zoom: anmbr ou pelo Facebook /anm1829

De Shakespeare ao novo coronavírus

O que a literatura das pandemias de séculos passados pode nortear reflexões atuais sobre o novo coronavírus?

A pandemia pelo SARS-CoV-2 que, atualmente, está no dia a dia de milhões de pessoas ao redor do mundo, além de foco em várias instituições mundiais, apresenta ainda grandes desafios tanto para comunidades médica e científica, como para a sociedade. Estudar o passado, através da literatura, que retratou grandes mazelas da humanidade, para entender o presente é o tema central de live nesta quinta-feira (16).

Intitulada A pandemia e a literatura, o evento é uma realização conjunta das Academias Nacional de Medicina (ANM), Brasileira de Ciências (ABC) e de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) e abordará algumas obras inspiradoras.

Romeu e Julieta, de William Shakespeare; A peste, de Albert Camus; A montanha mágica, escrita por Thomas Mann; Ensaio sobre a cegueira, clássico de José Saramago; Moby Dick, de Herman Melville; Chão de Ferro, do brasileiro Pedro Nava; e Decameron, de Giovanni Boccaccio, serão algumas das obras comentadas por escritores e médicos durante o evento. 

Organizado pelos acadêmicos da ANM, Gilberto Schwartsmann e Ricardo Lopes Cruz, também secretário geral, a live terá como convidados os membros da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Carneiro, Domício Proença e Nélida Piñon, além de médicos como Margareth Dalcolmo, da Fiocruz, e os acadêmicos José de Jesus Camargo, pioneiro no transplante de pulmão na América Latina; José Osmar Medina Pestana, um dos líderes do maior programa de transplante de rim no mundo.

“A literatura é um marco na história que nos ajuda a interpretar o presente. Por isso, revisitar outras epidemias descritas por grandes escritores é motivo do nosso próximo debate”, enfatiza o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., que terá a companhia dos presidentes Luiz Davidovich da ABC, e Acácio Lima, da ACFB.

Confira a programação completa:

 http://www.anm.org.br/conteudo_view.asp?id=3298

Serviço:

Evento: Sessão virtual da ANM – Simpósio: A pandemia e a literatura.

Data: 16/7/20, quinta-feira

Horário: das 15h às 17h e das 18h às 20h

Como participar: plataforma ZOOM Meetings ou pelo Facebook da Academia Nacional de Medicina.

Acesse: https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

Julho amarelo

Diante da crise sanitária imposta pelo novo coronavírus, outras doenças foram esquecidas pela população. Em um esforço nacional para reverter cenários trágicos, o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Carlos Eduardo Brandão-Mello, membro da Academia Nacional de Medicina, lembra que estamos em pleno Julho Amarelo, o mês de conscientização das doenças do fígado.

Embora haja vacina contra os vírus das hepatites B, nas redes pública e privada do Brasil, estima-se ainda há prevalência de 1 a 2 milhões de casos da doença no país. Desses, cerca de 90% não diagnosticados e menos de 30% tratados com as drogas antivirais específicas. No mundo, são mais de 350 milhões de infectados.

Conhecidas desde Hipócrates, no 5o século antes de Cristo, as hepatites virais, hoje divididas em cinco diferentes tipos (A, B,C, D, E) são consideradas um dos maiores problemas de saúde pública.

Outro agravo é a infecção pelo vírus da hepatite C. Estima-se 71 milhões de pessoas infectadas em todo mundo pelo vírus da hepatite C e, no Brasil, quase 2 milhões. A infecção por esse vírus é a mais importante causa de hepatite crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular, sendo a principal causa de indicação de transplante hepático no mundo industrializado.

As cirroses são consideradas, hoje em dia, entre as dez principais causas de morte na população mundial, explica Brandão-Mello, junto com as doenças cerebrovasculares, coronarianas, neoplasias, traumas e doenças renais. 

Brandão-Mello, que é também professor da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, ressalta outras doenças hepáticas como a gordurosa não alcoólica do fígado e as hepatites crônicas e cirroses de natureza auto-imune, e as medicamentosas, principalmente pelo uso de algumas substâncias, além das hepatites metabólicas, por sobrecarga de ferro (hemocromatose) e cobre (doença de Wilson), dentre outras.

A OMS planejava erradicar as hepatites virais, em 2030, mas com a pandemia do SARS-CoV-2 e o isolamento social, as campanhas de testagem e triagem se tornaram um desafio hercúleo. E como Hipócrates dizia: “A cura está ligada ao tempo e, às vezes, também às circunstâncias.

ANM homenageia os 120 anos da Fiocruz

A Academia Nacional de Medicina (ANM) homenageou, no dia 18 de junho de 2020, os 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz.

Na abertura do encontro, o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, destacou o apreço e admiração pela centenária instituição que está sempre à frente no combate às pandemias, em prol da saúde e da qualidade de vida das pessoas.

Coordenado pelo acadêmico Paulo Buss, o evento contou com apresentações de diretores de algumas unidades da Fiocruz e depoimentos de vários expoentes da saúde da ciência e da cultura brasileira, além de uma apresentação da atual presidente da instituição, Nísia Trindade Lima.

No bloco “O que é a Fiocruz hoje”?, cinco diretores de diferentes unidades apresentaram um breve panorama sobre pesquisa, ensino, assistência e produção de insumos para saúde desenvolvidos na instituição.

Já o segundo bloco, “Apreciação dos acadêmicos da Fiocruz”, contou com a participação dos acadêmicos e membros do corpo de profissionais da instituição: Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, José Gomes Temporão, Léa Rodrigues Coura, José Rodrigues Coura e Paulo Buss.

Em seguida, representantes de diversas instituições de peso na área da saúde, da ciência e da cultura concederam relatos e prestaram homenagens à Fiocruz. Participaram deste momento os reitores de universidades federais do Rio de Janeiro e do Maranhão, respectivamente, Denise Pires de Carvalho e Natalino Salgado; os presidentes das Academias Brasileira de Letras e de Ciências, Marco Lucchesi e Luiz Davidovich,

Davidovich ressaltou a conexão forte entre a ABC e a Fiocruz, lembrando que Oswaldo Cruz foi um dos fundadores e vice-presidente da primeira diretoria da ABC. Davidovich resumiu assim sua visão sobre a instituição:

 – Assim como grandes artistas, grandes escritores e grandes músicos se transformam em símbolos dos tempos, a Fiocruz é mais que uma instituição. É uma marca nacional e internacional. Esta marca está associada a ciência de qualidade no SUS. E mostra como uma política de Estado de longo tempo pode beneficiar o país.

Em sua conferência, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, traçou uma linha do tempo sobre as conquistas da saúde pública e o enfrentamento dos grandes desafios na medicina brasileira, tendo a Fundação Oswaldo Cruz um papel de liderança. De forma elegante, descreveu a irmandade junto à Academia Nacional de Medicina, preservando memória, tradições e focando na busca por parcerias, através de seus eméritos profissionais que são também acadêmicos, em projetos de inovação atuais e futuros.

O acadêmico José Augusto Messias, orador do evento, lembrou fatos marcantes da instituição desde a sua criação como Instituto Soroterápico, em uma antiga fazenda na zona Norte do Rio de Janeiro, ao triste episódio conhecido como Massacre de Manguinhos, lembrando o nome de cada um dos 10 cientistas que perderam o direito de continuar a trabalhar durante a ditadura militar, na década de 70. Messias nomeou cada um dos cassados e finalizou: “Presentes!”

Ao final, o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr. ressaltou a irmandade que une as duas instituições há mais de um século e sentenciou:

Uma placa virtual foi entregue pelo presidente Rubens Belfort à Nísia Trindade Lima com o compromisso de um encontro presencial quando a epidemia de covid-19 acabar.

Reflexões sobre cirurgião idoso e covid-19

Até que ponto, o cirurgião com idade avançada por operar? Quais as consequências que a idade pode apresentar durante uma cirurgia? Estas são algumas das perguntas que serão debatidas durante o Simpósio Reflexões sobre o Cirurgião Idoso – evento promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM), nesta quinta-feira, dia 25 de junho, a partir das 14 horas, no zoom meeting anmbr ou em live pelo Facebook/anm1829.

Na programação, os acadêmicos Silvano Raia, Fábio Jatene, José de Jesus Camargo, Arno von Ristow e Henrique Murad abordarão temas como as atividades adequadas ao cirurgião idoso e  mostrarão os resultados da pesquisa sobre cirurgiões idosos realizada pela ANM em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, entre outros assuntos.

Entre os convidados palestrantes estão os médicos Wilson Jacob e Sérgio Almeida de Oliveira, ambos da USP, Savino Gasparini Neto, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. E mais o epidemiologista Alexandre Kalache, especialista em estudo do envelhecimento e que preside o Centro Internacional de Longevidade do Brasil e integrante do GT de Envelhecimento e Saúde Coletiva da Abrasco, que falará sobre “Pandemia em tempos de cólera” e o professor e geriatra Dr. João Toniolo que abordará o tema “Manejo da Covid em pacientes geriátricos em casa e residência para idosos”.

Mais informações no site anm.org.br.

Serviço:

Simpósio Reflexões sobre o cirurgião idoso

Local: zoom meeting anmbr ou pelo Facebook/anm1829

Dia: 25 de junho de 2020

Horário: a partir das 14 horas