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Olympio Arthur Ribeiro da Fonseca (Cadeira No. 79)

Membro Titular

Secção de Cirurgia

Patrono da Cadeira No. 79

Eleito: 31/10/1901 - Posse: 07/11/1901 - Sob a presidência de Nuno Ferreira de Andrade

Falecido: 02/06/1938

O Dr. Olympio Arthur Ribeiro da Fonseca nasceu na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, em 15 de setembro de 1868, filho de Antonio José Pereira da Fonseca e D. Maria Carolina Ribeiro da Fonseca. Seu pai fora botânico e naturalista, discípulo de Francisco Freire Alemão, e exercera grande influência sobre a formação dos filhos.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1889, defendendo a tese intitulada “Hemorragia cerebral”. Tornou-se um ginecologista e parteiro de grande e seleta clientela no Rio de Janeiro e fez-se um dos valores sociais e culturais da capital da República.

Em 1898, foi à Europa aperfeiçoar-se no Hospital Geral de Viena, com os assistentes Alban e Julius Neumann, no Serviço do Professor Schauta. Também visitou os países do Prata, os Estados Unidos da América e o Canadá.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, em 1901, apresentando a memória intitulada “Notas históricas das infecções puerperais, especialmente quanto a sua etiologia e natureza”. Em 1910, foi eleito Secretário Geral da Academia e tantas vezes reeleito que foi feito Secretário Perpétuo, honra só partilhada com dois outros Acadêmicos, De Simoni e Pereira Rego Filho. Até 1934 ocupou o cargo e tão bem que a Casa decidiu consagrá-lo em bronze na sua sede. Uma sessão solene em sua honra, a 21 de setembro de 1933, foi verdadeira consagração em que discursaram celebrando-o nada menos de 29 oradores.

O Acadêmico Olympio Arthur Ribeiro da Fonseca deixou por volta de 300 escritos médicos, paramédicos, históricos, literários e pertenceu a numerosas associações médicas. A maior parte de sua obra versa sobre ginecologia ou obstetrícia e história médica. Foi colaborador da “Revista de Medicina”, Medicina Militar (órgão do Corpo de Saúde do Exército), “Revista Brasileira de Medicina e Farmácia”, “Ciência Médica” e os jornais “A Clínica” e “Jornal do Brasil”, dentre outros.

Dentre seus trabalhos, destacam-se “Regras gerais do exame ginecológico” (1900), “Considerações sobre as hemorragias imediatas do secundamento por inércia uterina” (1903), “Inversão uterina puerperal” (1904), “Oftalmia purulenta dos recém-nascidos” (1909), “Infecções puerperais inevitáveis” (1914) e memórias sobre a “Doença do Imperador”, e os “Médicos do Paço”, bem como o estudo biográfico de Francisco Júlio Xavier, João Fernandes Tavares (Visconde da Ponte Ferreira), do Conselheiro Joaquim Candido Soares de Meirelles, do Visconde de Saboia e do Conselheiro Adolfo Manuel Victório da Costa.

Seus pendores de historiador levaram-no a Membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Foi, ainda, Membro Correspondente da Academia de Ciências de Lisboa e da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo e Sócio efetivo do Colégio Americano de Cirurgiões. O Dr. Olympio da Fonseca foi condecorado pelo Governo da Venezuela com a Medalha de Ouro da Instrução Pública.

Dos seus cinco filhos, dois seguiram seus passos na medicina: o Dr. Olympio Oliveira Ribeiro da Fonseca, Presidente da Academia Nacional de Medicina em 1961-1963 e Catedrático de Parasitologia da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, e o Dr. Flávio Olympio da Fonseca, ex-Diretor do Instituto Butantã e Professor de Parasitologia da Escola Paulista de Medicina.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 2 de junho de 1938.

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