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Encontro das Academias de Medicina – Pandemias: Passado e Futuro

Volume 191 – 3 – 2020

Telemedicina: onde estamos e para onde vamos

A pandemia do covid-19 estimulou a criação de estratégias e de novos paradigmas para a prática segura de medicina que respeitasse os protocolos de saúde estabelecidos. Neste cenário, debates sobre telemedicina ressurgiram a todo vapor, sendo necessária a promulgação da Lei nº 13.989, em abril deste ano, que discorre sobre essa modalidade da medicina. Assim, a Academia Nacional de Medicina realizou, na última quinta-feira (5/11), o simpósio sobre recentes avançados em telemedicina.

As apresentações foram abertas pelo professor Chao Lung Wen, da Universidade de São Paulo, que contextualizando o tema, afirmando que estamos entrando numa “sociedade 5.0” hiperconectada, que faz uso da robótica e da inteligência artificial no dia a dia a fim de favorecer um serviço profissional cada vez mais humanizado e responsável.

“Precisamos priorizar o conforto e o estilo de vida, a promoção de saúde, a otimização do tratamento e a redução da dependência. A tecnologia serve a essa finalidade; não se trata da substituição do ato médico, mas da potencialização do mesmo numa abordagem biopsicossocial”, explica Wen.

O especialista enfatizou o conceito de casas inteligentes. Segundo ele, houve um crescimento de 22,8% do home care, nos últimos anos. Cada vez mais, dispositivos para o atendimento em domicílio, como ultrassom portátil, oftalmoscópio e otoscópio, com tecnologia mais otimizada para o uso correto e autônomo do paciente, sendo essa uma tendência para a gestão de saúde. “Em outras palavras, descentralizar e distribuir a saúde para dentro das casas sob gestão de qualidade hospitalar”.

O simpósio também contou com a sessão “Minha experiência como clínico em 2020”, apresentada pelo médico Jairo Hidal, do Hospital Albert Einsten, na qual compartilhou sua experiência com o uso da telemedicina desde exemplos mais distantes, como trocas de e-mails na década de 1990, até o contexto atual da pandemia, apresentando as vantagens e desvantagens da modalidade de um ponto de vista empírico.

Dentre os principais pontos abordados por Hidal que enfatizam a necessidade de melhorias na telemedicina, estão a educação e orientação do paciente para um melhor preparo para a telemedicina – como o uso de ferramentas e dispositivos – e uma definição mais sólida sobre a remuneração do profissional. “A melhor forma de fazer a telemedicina ser um modelo de sucesso é desenvolver uma boa telemedicina que seja satisfatória tanto para o paciente quanto para o médico”, comentou ao encerrar sua apresentação.

 
 

Coordenadores:  


Acad. Francisco Sampaio
Acad. Cláudio Benchimol

 
     
 
14h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.
Acad. Francisco Sampaio
Acad. Cláudio Benchimol

   
TeleMedicina – Caminho sem volta
   
14h10

Presidente ANM, Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
14h20

Dr. Felipe Cezar Cabral
Coordenador Médico de Saúde Digital do Hospital Moinhos de Ventos, Porto Alegre

   
   
14h30

Dr. Caio Soares
Diretor Médico da Teladoc no Brasil

   
   
14h40

Dr. Eduardo Reis de Oliveira
CEO, SantéCorp Fleury / Bradesco

   
   
14h50

Dr. Guilherme Weigert
CEO, Conexa Saúde

   
   
15h Discussão
   
   
15h40

Dr. Romeu Côrtes Domingues
Presidente do Conselho de Administração, Dasa

   
   
15h50

Dr. Fernando Pedro
Diretor Clínico e Telemedicina, AMIL

   
   
16h

Dr. Saulo Emanuel Barbosa
Coordenador Telessaúde, Prevent Senior

   
   
16h10

Dr. Eduardo Cordioli
Diretor Médico TeleMedicina, Hospital Albert Einstein
Associação Saúde Digital Brasil

   
   
16h20

Tele Oftalmologia
Dr. Paulo Henrique Morales – Instituto da Visão, EPM UNIFESP

   
   
16h30

Telessaúde
Acad. Giovanni Cerri e Acad. Fábio Jatene – Inova HC, FMUSP

   
   
16h50 Debate com a Bancada Acadêmica
   
   
17h30 Intervalo
   
Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXXIV – Ano Acadêmico 191
 
   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina
Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h05

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h10 Comunicações dos Acadêmicos
   
   
18h30

Sessão Recentes Progressos

Tema: Medicina Conectada 5.0 e Saúde Distribuída

Relator: Prof. Dr. Chao Lung Wen (Chefe da Disciplina de Telemedicina da USP)
Comentários: Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h50

Minha Experiência como Clínico em 2020
Dr. Jairo Tabacow Hidal – Hospital Albert Einstein, Escola Paulista de Medicina

   
   
19h10

Comentários
Dr. Nelson Hamerschlak – Hospital Albert Einstein

   
   
19h20 Debate com a Bancada Acadêmica
   
   
20h Encerramento
   
 

Da invenção do estetoscópio à telemedicina – É distanciamento do paciente?

O “Simpósio Telemedicina – O que fizemos em 2020 e teremos em 2021”, realizado dia 5 de outubro de 2020, de forma remota, pela Academia Nacional de Medicina (ANM) começou com uma provocação de um dos coordenadores do evento. Na ocasião, o acadêmico Cláudio Benchimol desabafou:” Na saúde suplementar, me preocupa o fato de a telemedicina vir a ser apenas uma forma de baratear os custos das operadoras de saúde. Faça o plano tal e ganhe grátis duas consultas de telemedicina”, instigou o acadêmico.

O presidente da ANM, prof. Rubens Belfort Jr., nas suas considerações iniciais, destacou que a medicina é um todo. Segundo ele, não se discute que a anamnese (a entrevista realizada pelo médico com seu paciente) e o exame clínico são importantes, assim como o relacionamento e a empatia para o bom desenvolvimento do ato médico.

– Mas, a medicina muda rapidamente e cada vez mais rápido. Precisamos perceber essas mudanças e a telemedicina é um grande exemplo disso, enfatizou o presidente.

Belfort Jr. também fez uma curiosa analogia sobre as mudanças nos séculos e o conservadorismo na área de saúde. Ele relembrou a década de 1840, quando o estetoscópio foi inventado e trouxe um “pseudo afastamento” entre médico e paciente.

“Antes da criação do estetoscópio, que hoje é um símbolo do cuidado presencial, o médico para auscultar o pulmão ou o coração do paciente precisava colocar a orelha em seu tórax e ou peito e apertar o outro lado da caixa torácica. Era um relacionamento mais próximo, quente e úmido. Quando o aparelho surgiu, temia-se que essa tecnologia seria um distanciamento da relação médico paciente”.

O presidente finalizou declarando que o cuidado presencial e a telemedicina são ações complementares. “Um outro ponto importante para refletirmos é que uma das maiores dificuldades do nosso sistema de saúde, atualmente, tanto na rede pública como privada, ainda é a questão do acesso à assistência médica. E, nesse aspecto, a telemedicina pode permitir o primeiro contato. Por isso, é papel da Academia trazer esses temas polêmicos para discussão em prol de servir a sociedade e não a interesses corporativos.”

Vale destacar que a coordenação do encontro foi compartilhada com o acadêmico e ex-presidente Francisco Sampaio, que conduziu com maestria as discussões.

O médico Felipe Cezar Cabral, coordenador médico de saúde digital do Hospital Moinhos de Ventos, de Porto Alegre, relatou a experiência bem sucedida do hospital em telemedicina, tele-orientação e tele-consulta. Cabral destacou a jornada híbrida do indivíduo nesse processo. “A telemedicina não é o fim e sim um meio. O indivíduo pode ter acesso a telemedicina antes de ser um paciente, com orientações de prevenção de doenças e orientações ambulatoriais”.

Para o médico, a telemedicina não vem para substituir o contato físico e sim para somar na jornada do paciente e garantir mais qualidade de vida. “O mundo digital e humano coexistem, paralelamente. Dessa forma, temos que tirar o melhor proveito e atender quem precisa, seja em casa por uma tela, para orientar na busca de ajuda especializada ou até a ida para uma emergência, se for o caso”, enfatizou o coordenador.

“A telemedicina não substitui uma consulta presencial. Orientamos nossos médicos a ouvir e atender com carinho, seja de forma presencial ou remota. O médico que atende pela web tem que ter bom senso e empatia também”, afirmou o presidente do Conselho de Administração Dasa, Romeu Côrtes Domingues.

Romeu destacou que a tecnologia é inexorável, não tem retorno. Mas, é preciso utilizá-la a favor da saúde da população. “A telemedicina nos possibilita preencher gaps, fazer uma boa medicina; evitar desperdícios, sermos mais democráticos e termos um sistema de saúde mais sustentável.”

Todas as relevantes apresentações dos debatedores do simpósio estão disponíveis em nosso canal no YouTube (link).  Confira as conferências dos médicos Caio Soares, diretor médico da Teladoc no Brasil; Eduardo Reis de Oliveira, CEO SantéCorp Fleury/Bradesco; Guilherme Weigert CEO Conexa Saúde; Fernando Pedro, Diretor Clínico e Telemedicina, AMIL; Saulo Emanuel Barbosa, Coordenador Telessaúde, Prevent Sênior, Eduardo Cordioli, Diretor Médico TeleMedicina, Hospital Albert Einstein; Paulo Henrique Morales, Instituto da Visão, EPM UNIFESP, dos acadêmicos Giovanni Cerri e Fábio Jatene,  Inova HC, FMUSP.

A Academia Nacional de Medicina promove seus tradicionais simpósios todas as 5ª feiras, das 14h às 20h, para debater os grandes temas da contemporaneidade na área de saúde, em prol da disseminação de informação respaldada e científica, visando contribuir com as questões de qualidade de vida da sociedade. Você é nosso convidado. Acompanhe nossas programações nas nossas redes sociais e no nosso site.

No Labirinto do Cérebro

Em “No labirinto do cérebro”, o acadêmico Paulo Niemeyer Filho divide com o leitor sua experiência como neurocirurgião e, de forma clara e acessível, descreve não só o funcionamento do cérebro como as mais recentes descobertas nessa área, explorando temas tão variados como a formação da memória, os mistérios da dor ou os efeitos por vezes inusitados de um distúrbio cerebral. A essa narrativa somam-se ainda as histórias fascinantes — e às vezes surpreendentes — de casos que acompanhou desde o início de sua carreira, e também os que ouviu de seu pai, o Dr. Paulo Niemeyer, considerado o maior nome da neurocirurgia brasileira.

Mais informações sobre o livro, que tem também versão de ebook Kindle, podem ser acessadas no link https://www.amazon.com.br/No-labirinto-do-cérebro/dp/8547001077

Árduo caminho de desigualdades na jornada contra o câncer de mama no Brasil

“O que devemos fazer na próxima semana que possa nos ajudar a resolver isso?”. Com esse questionamento introdutório, o médico Carlos Henrique Barrios, do Hospital da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, iniciou sua apresentação na sessão ordinária “Atualização em Câncer de Mama”, da Academia Nacional de Medicina (ANM), que demonstrou que a disparidade de acesso à saúde ainda é um grande empecilho nas estatísticas da doença, sobretudo em países em desenvolvimento, como o Brasil.

Quando outubro marca o mês de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, a ANM promoveu, no dia 8, um debate sobre o assunto. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, este tipo de tumor é o segundo mais comum entre mulheres no país, correspondendo a cerca de 28% dos novos casos a cada ano. “Existem evidências de que sociedades nas quais cuida-se melhor da saúde feminina apresentam melhores índices de desenvolvimento”, comenta Barrios.

No entanto, o especialista afirma que um aumento no número de casos não simboliza, necessariamente, um aumento na mortalidade. Há uma disparidade evidente e global que se observa em dados – quanto maior o PIB per capita de um país, maior o número de casos e menor a mortalidade, e vice-versa.

Uma explicação possível para este fenômeno pode ser observada no que cerne à indústria farmacêutica. Novos medicamentos trazidos ao mercado são, preferencialmente, distribuídos nos Estados Unidos, que representam 64% dos contemplados pelas novas drogas, seguidos pelos cinco principais países da Europa (18%) e pelo Japão (7%). Em outras palavras, apenas 10% das novas medicações estão disponíveis para o resto do planeta.

O cenário nacional, por outro lado, não é uníssono, e apresenta grande desigualdade. A sobrevida para os pacientes com câncer é cada vez maior e a disparidade entre os setores público e privado, nestes aspectos, tem se atenuado, exceto no estágio IV (metástase), cuja desigualdade se tornou maior.

Além disso, ainda que a distribuição etária entre pacientes nos sistemas público e privado seja quase idêntica, os estágios dos diagnósticos entre ambos são discrepantes – o que evidencia que o intervalo entre o diagnóstico e o início do tratamento é crucial para a redução da mortalidade e superação da doença, e o Brasil está entre os países que apresentam maior intervalo.

O médico também aponta como a pandemia da covid-19 trouxe grande impacto sobre as estatísticas em câncer. “Devido aos atrasos de diagnósticos e de tratamentos, os poucos meses de pandemia apresentarão consequências pelos próximos 10 anos”.

A sessão contou ainda com a apresentação do médico Benjamin Anderson, da University of Washington, que apresentou as diretrizes estratificadas de recursos e controle global do câncer, analisando, também, cenários das regiões da África e do Caribe. “Não é só o diagnóstico precoce que salva vidas, mas o acesso ao tratamento precoce”, ressaltou.

A live da ANM sobre o câncer de mama foi coordenada pelos acadêmicos Maurício Magalhães e Paulo Hoff.

Câncer de mama: da prevenção ao papel da mídia

Rastreio e prevenção primária, genética, biologia molecular, drogas alvo, segurança e estética no tratamento cirúrgico, a importância dos grupos de pacientes e o papel da imprensa foram os temas que estiveram na pauta do simpósio online “Atualização em câncer de mama”, promovido pela Academia Nacional de Medicina, no dia 8 de outubro de 2020.

“É importante prestigiar as questões sobre prevenção, diagnóstico e tratamento e as fontes de comunicação necessárias para instruir e educar”, declarou na abertura do encontro, o presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), Rubens Belfort Jr. O simpósio teve a coordenação dos acadêmicos Maurício Magalhães Costa e Paulo Hoff.

“Combater o sedentarismo, com a prática de atividade física regular; optar por uma alimentação saudável para o controle da obesidade; consumir com moderação bebidas alcoólicas e tentar diminuir a defasagem entre o rastreio, diagnóstico e o tratamento são medidas importantes de prevenção primária para combater o câncer de mama”, explicou o médico Luiz Henrique Gebrim, do Hospital Pérola Byington de São Paulo.

A Síndrome Li-Fraumeni – uma predisposição rara em mulheres jovens para desenvolver algum tipo de câncer – foi abordada pela professora Maria Isabel Achatz, do Hospital Sírio e Libanês (SP). Segundo a pesquisadora, cerca de 50% das portadoras dessa síndrome têm chances de desenvolver tumores antes dos 40 anos de idade, o que significa 1% da população mundial. Já 90% desse grupo devem desenvolver câncer até 60 anos. A professora explicou ainda que 47% das portadoras dessa síndrome que praticam aleitamento materno, por pelo menos sete meses, não desenvolvem a doença.

A oncoplastia também esteve no centro das discussões. O médico Vilmar Marques, da Santa Casa de São Paulo e Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia ressaltou a preocupação que o cirurgião atualmente deve ter com o domínio de várias técnicas cirúrgicas para entregar a paciente um bom resultado estético também. “As mutilações e deformidades da mama após a retirada do tumor nas cirurgias convencionais hoje podem ser evitadas através de várias técnicas.”

“Como conseguimos diminuir o abismo entre o SUS e a saúde suplementar no tratamento do câncer? Como ampliar o acesso as terapêuticas com equidade? Não adianta termos drogas de altíssimo custo que o sistema público e as operadoras de saúde não possam absorver. A indústria farmacêutica também precisa colaborar, reduzindo custos de medicamentos, que muitas vezes vêm do mercado americano e essa conta não fecha. Na minha visão, temos que fazer mais parcerias público e privado para ampliar o acesso a novas drogas e terapêuticas para combater o câncer,” enfatizou o médico Gilberto Amorim, do Onco D’Or, do Rio de Janeiro, na palestra “terapia com drogas alvo. A cura é possível?”

Informação de qualidade é poder

A fundadora do Instituto Oncoguia, de São Paulo, Luciana Holtz, fez um breve relato sobre a atuação da ONG, que tem como principal objetivo oferecer informação de qualidade para pessoas com câncer. “O que realmente ajuda e faz diferença na vida de um paciente que está enfrentando um diagnóstico de câncer? A doença ainda é muito marcada de estigma e medo.”

Para Holtz, o cenário não é animador, segundo ela, a previsão é de 660 mil novos casos por ano. “Uma paciente com câncer de mama gasta muito tempo na fila do sistema para fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento. E não é um caminho iluminado. É um percurso com muitas dúvidas e medo. Nosso desafio é minimizar a desigualdade e garantir que essa mulher não tenha dor física e emocional”.

A ONG tem vários canais de comunicação com a população e realiza atividades multidisciplinares, além de assessoria e aconselhamento jurídico aos portadores da doença.

“O desafio na cobertura jornalística do câncer é oferecer informação de qualidade e que as pessoas possam entender, lembrando de todos os problemas educacionais e de desigualdade do nosso país”, alertou a jornalista Ana Lúcia Azevedo, do jornal O Globo, durante os debate do simpósio. A repórter especial na área de saúde e ciência também destacou a importância de se comunicar bem a prevenção e os novos tratamentos, mas sem levantar falsas esperanças na população.

“O crescimento das redes sociais abriu canais importantes de comunicação com a sociedade mas, em contrapartida, tivemos um crescimento das fakes news. E, a área de saúde, em especial, é muito prejudicada com falsas notícias. A mídia precisa estar muito atenta e apurar com rigor, mas com isso, perdemos um tempo precioso para desmentir. Tempo que poderia ser investido para gerar mais e mais informação de qualidade”, desabafou a jornalista.

A jornalista Natalia Cuminale, diretora do portal Futuro da Saúde, foi outra convidada para debater o assunto. Cuminale falou sobre a importância da interlocução com médicos, ONGs, academias e entidades de classe da área de saúde para que o jornalista possa levar informação de qualidade para população, uma vez que a notícia impacta a vida das pessoas. Ela também tocou num ponto pouco discutido “precisamos falar sobre custos.

– No Brasil, as pessoas não sabem quanto custa um exame, uma internação. Ninguém fala sobre isso. O papel da imprensa também é de colocar os pingos nos ‘is’. Como vamos engajar a população sem explicar como os sistemas funcionam, tanto no SUS como na saúde suplementar. Precisamos abrir o leque e falar sobre custos”, finalizou.

Nos comentários finais, o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, destacou que “informação de qualidade e relevância social estão em consonância com o compromisso da Academia e, por isso, capitaneado pelo acadêmico Mauricio Magalhães, acabamos de criar o programa “ANM perto de você”. Lá, teremos um canal online permanente de comunicação com a sociedade”, finalizou.

 
 

Coordenadores:
Acadêmicos Maurício Magalhães Costa e Paulo Hoff


 
     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
14h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina
Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
14h10

Importância da educação comunitária em Saúde
Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
14h15

Prevenção primária e rastreio do câncer de mama
Prof. Luiz Henrique GebrimHospital Pérola Byington – SP

   
   
14h35

Genética e câncer de mama?
Profa. Maria Isabel AchatzHospital Sírio e Libanês – SP

   
   
14h55

Como conciliar segurança e estética no tratamento cirúrgico
Prof. Vilmar MarquesSanta Casa SP e Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia

   
   
15h15

Biologia molecular e alvos terapêuticos
Profa. Filomena Carvalho-Professora Associada – USP

   
   
15h35

Terapia com drogas alvo. A cura é possível?
Prof. Gilberto AmorimOnco D’Or, RJ

   
   
15h55

A importância dos grupos de pacientes
Sra. Luciana HoltzInstituto Oncoguia, SP

   
   
16h15

Debate
Coordenação: Acad. Rubens Belfort Jr.
Acad. José Carlos do Valle
Jornalista Ana Lucia Azevedo – O Globo RJ
Jornalista Natalia Cuminalle – SP

   
   
17h Discussão
   
   
17h30 Intervalo
   

Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXX – Ano Acadêmico 191

   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina
Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h10

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h15 Comunicações dos Acadêmicos
   
   
18h30

Desafios na Jornada de pacientes com câncer de mama no Brasil
Prof. Carlos Henrique BarriosHospital PUC-RS e Oncoclínicas

   
   
18h45

Breast Health Global Initiative
Prof. Ben Anderson – World Health Organization

   
   
19h

Debatedores
Acadêmicos Paulo Hoff e Maurício Magalhães Costa

   
   
19h15 Discussão com a Bancada Acadêmica
   
   
20h Encerramento
 
 
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Inscrições abertas para Jovens Líderes Médicos

Até o dia 30 de outubro de 2020, estarão abertas as inscrições para o Programa de Jovens Lideranças Médicas da Academia Nacional de Medicina.

Criado em 2014, o Programa no país já selecionou 50 médicas e médicos brasileiros de vários estados, assim como atuantes em outros países como Canadá e Estados Unidos, e com especializações em diferentes áreas. 

 O objetivo é contribuir com a formação de jovens médicos e fomentar um ambiente de ideias criativas e transformadoras para a medicina brasileira.

Para o presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort Jr, a iniciativa visa aproximar a ANM dos melhores jovens profissionais e com espírito de liderança.

 – Queremos implantar novas ideias para a medicina brasileira, a partir também do olhar feminino. O programa apoia a diversidade racial e de gênero. 

 A seleção privilegiará a inclusão de qualidades excepcionais como: 

 1)   formação acadêmica: doutorado, produção científica, consistente e atividades de orientação de ensino;

 2)   assistencial: prática clínica ou cirúrgica e aperfeiçoamento das condições assistenciais;

 3)   gestão e desenvolvimento de políticas de saúde e ações sociais.

 Entre os requisitos, ser brasileiros ou naturalizado, ter no máximo 40 anos, ser indicado por membros titulares das Academias Nacional de Medicina ou da Brasileira de Ciências, ou ainda por docentes de cursos de pós-graduação em Medicina, níveis 5,6 e 7 da Capes.

Um dos coordenadores do projeto, o acadêmico Marcello Barcinski, ressalta que o Programa estimula que os participantes sejam norteadores de caminhos criativos e de uma medicina humanizada.

As inscrições são gratuitas. 

Serviço:

Programa Jovens Lideranças Médicas da Academia Nacional de Medicina

Inscrições: até 30 de outubro

Informações e edital em http://www.anm.org.br/programa-jovens-liderancas-medicas-o-programa/

O que há de novo na medicina e na ciência para celebrar o Outubro Rosa?

Como conciliar segurança e estética no tratamento cirúrgico do câncer de mama? Quais são as últimas novidades sobre a biologia molecular e tratamentos com alvos terapêuticos? Estas são algumas questões que permearão os debates do simpósio “Atualização em câncer de mama”, promovido nesta quinta-feira (8/10), a partir das 14 horas, com transmissão ao vivo nos canais da Academia Nacional de Medicina no Facebook/acadnacmed e na plataforma zoom/anmbr.

Entre os convidados, o professor Ben Anderson, da Organização Mundial da Saúde, que abordará as iniciativas globais para a saúde das mamas; os médicos Vilmar Marques, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Maria Isabel Achatz, coordenadora da Unidade de Oncogética do Hospital Sírio Libanês,  Luiz Henrique Gebrim, do Centro de Referência da Saúde da Mulher do Hospital Pérola Byington, e Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia e especialista em Bioética. Como mediadoras, as jornalistas Ana Lucia Azevedo, do jornal O Globo, e Natalia Culminale, do Portal Futuro da Saúde. A abertura do evento é do presidente da ANM, Rubens Belfort Jr; e a coordenação é dos acadêmicos Maurício Magalhães Costa e Paulo Hoff.

Serviço:

Simpósio Atualização em câncer de mama

Data: Quinta-feira, 8/10

Local: zoom/anmbr e Facebook/acadnacmed

CÂNCER DE MAMA – O MAIS IMPORTANTE É A PREVENÇÃO

A evolução da sociedade moderna, a industrialização e urbanização promoveram uma série de mudanças no comportamento feminino com repercussões biológicas, tais como: primeira menstruação mais precoce, menor número de gestações e mais tardias, menor tempo de amamentação e menopausa adiada. Fatores externos como agentes poluentes, anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal na pós-menopausa, também estão relacionados com maiores riscos de desenvolvimento de doenças mamárias.

Câncer de mama é uma doença de origem multifatorial. Estão envolvidos a predisposição genética, estilo de vida e fatores ambientais. A grande maioria dos casos (75%) não tem histórico familiar, são chamados de esporádicos. Em 5% das pacientes há mutações dos gens que conferem, a estas famílias, um risco bem elevado de desenvolvimento de novos casos.

A grande arma que dispomos para combater esta ameaça à mulher é a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado. A prevenção requer um estilo de vida saudável com dieta balanceada, controle de peso e prática de exercícios físicos regulares.

Verifica-se um aumento global da incidência de câncer de mama. Doença que foi sempre mais comum em países desenvolvidos, passou a ser frequentemente diagnosticada nos países latinos, asiáticos e, mesmo, africanos. Estima-se que serão diagnosticados, este ano, 2.088.000 novos casos no mundo, sendo 50% nos países de baixa e média renda; e que de cada 4 mortes por câncer de mama, 3 serão nestes países. Caracterizando o impacto da qualidade de assistência nos resultados.

Para o Brasil, em 2020, são esperados 66.000 casos novos de câncer de mama, um a cada 11 minutos, com um risco estimado de 61 casos a cada 100 mil mulheres, sendo a maior prevalência nas regiões sul e sudeste. Há também um aumento em mulheres jovens.

A mamografia anual a partir dos 40 anos, ultrassonografia e, em casos selecionados, ressonância magnética, possibilitam diagnósticos cada vez mais precoces, determinando tratamentos conservadores com preservação da mama, cirurgias oncoplásticas, e consequentemente, melhores resultados estéticos e com maiores chances de cura. O diagnóstico tardio do câncer de mama leva a tratamentos mutiladores, onerosos e com resultados precários, levando muitas mulheres à morte precoce evitável, deixando em suas famílias, um vazio irreparável.

As principais estratégias para redução do risco são o rastreamento, mudanças de estilo de vida, quimioprevenção e cirurgia redutora de risco.

A realização de exercícios físicos e a mudança na dieta, são os fatores mais explorados nos estudos. Nas grandes metrópoles, tem se observado maior sedentarismo e alimentação inadequada. A prática de exercícios diária, uma alimentação de baixa caloria, rica em verduras, frutas e vegetais, não fumar, não ingerir bebida alcoólica em excesso, manter-se dentro do peso ideal para sua idade, dormir bem, relaxamento e meditação são medidas simples que podem fazer toda a diferença.

Quimioprevenção é a utilização de medicamentos (agentes químicos naturais ou sintéticos) na reversão, bloqueio ou prevenção do surgimento do câncer em determinados grupos de risco.  Medicamentos de quimioprevenção nunca devem ser usados sem a indicação de um especialista.

Os recursos cirúrgicos para redução de risco de uma mulher desenvolver o câncer de mama são mastectomia profilática ou adenectomia.

A mastectomia redutora de risco ou profilática é a remoção cirúrgica do tecido mamário. O benefício da cirurgia profilática varia segundo o risco de desenvolvimento da doença e está indicada, principalmente, para mulheres portadoras de mutações genéticas. Deve ser feita uma avaliação por equipe multidisciplinar – mastologista, oncologista, cirurgião plástico, psicólogo e geneticista – para definir se há indicação para a cirurgia, saber se a paciente está preparada para um eventual resultado estético insatisfatório, definir a melhor técnica cirúrgica e melhor opção de reconstrução. É fundamental a seleção individualizada da paciente.

Mundialmente, recomenda-se que mulheres com patologias mamárias sejam tratadas em Centros de mama, onde seus casos serão decididos e acompanhadas, em todas as etapas do tratamento, por equipes multiprofissionais (mastologista, oncologista clínico, radio-oncologista, patologista, radiologista, cirurgião plástico, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogas, assistente social e farmacêuticas). Verificou-se que determinam maior agilidade, adesão ao tratamento, satisfação e produzem melhores resultados, com redução da mortalidade.

É muito importante que a sociedade através do governo, empresas privadas, ONGs e grupos de saúde promovam contínuo programa de educação comunitária e ofereçam à população condições de diagnóstico e tratamento adequado. Esta preocupação não é só humanitária, mas também econômica, considerando que aumenta cada vez mais o papel da mulher como chefe de família e participação no mercado de trabalho.

Maurício Magalhães Costa

Membro Titular da Academia Nacional de Medicina

Presidente da Sociedade Internacional de Senologia

Homenagem ao 30º aniversário do primeiro tratamento endovascular do Aneurisma de Aorta

A Academia Nacional de Medicina convida a participar de Simpósio a ser realizado no Web Hall da Academia Nacional de Medicina, na plataforma ZOOM Meetings.

https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

 
     
  SESSÃO ORDINÁRIA DA
ACADEMIA NACIONAL DE MEDICINA
XXIX – Ano Acadêmico 191
 
   
     
 
18h Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.
   
   
18h05 Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz
   
   
18h10 Comunicações dos Acadêmicos
   
   
  18h30 SESSÃO RECENTES PROGRESSOS
Terapia Focal em Adenocarcinoma de Próstata com Ultrassom de alta frequência e Crioablação

Relator:
Prof. Dr. Rui Teófilo Figueiredo Filho (HUPE UERJ) Comentários: Acad. Ronaldo Damião
   
   
18h45 Homenagem ao 30º Aniversário do primeiro tratamento endovascular do Aneurisma da Aorta
   
   
18h50 A história e a evolução do tratamento do Aneurisma da Aorta Abdominal no Brasil
Acad. Arno von Ristow
   
   
19h10 O Estado da Arte no Tratamento dos Aneurismas Complexos da Aorta
Gustavo S. Oderich MD
Chief of Vascular and Endovascular Surgery, Director of Aortic Center, The University of Texas, Houston
   
   
19h30 Discussão com a Bancada Acadêmica
   
   
20h Encerramento
 
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Homenagem ao 30º aniversário do primeiro tratamento endovascular do Aneurisma de Aorta

30 anos da técnica que revolucionou a medicina

No dia 01 de outubro, a ANM comemorou os 30 anos de uma cirurgia que revolucionou o tratamento do aneurisma da aorta abdominal que, se não tratado, pode levar ao óbito.

A aorta é a maior artéria do corpo e o aneurisma da aorta abdominal pode surgir em qualquer idade, porém é mais comum em homens entre 50 e 80 anos.

Coordenado pelo acadêmico Arno von Ristow, o simpósio contou com a participação do médico argentino Juan Carlos Parodi, que foi o criador da técnica de cirurgia endovascular para tratamento do aneurisma da aorta abdominal, a partir do tratamento em cães.

Aron von Ristow fez um relato histórico, aos cerca de 100 participantes do evento, desde as primeiras tentativas de tratamento no Brasil, ainda em 1845, até as conquistas recentes com a certificação de mais de 600 cirurgiões vasculares com as técnicas desenvolvidas, a partir do modelo criado por Parodi, e utilizada, inclusive no SUS.

Hoje, 70% das cirurgias usam essa abordagem, menos invasiva, e que evoluiu bastante com o desenvolvimento de endopróteses em substituição às cirurgias abertas.

O médico brasileiro Gustavo Oderich, radicado nos Estados Unidos, foi outro convidado da sessão comemorativa. Oderich mostrou o consórcio de instituições americanas de pesquisas sobre aorta e os avanços com o uso das endopróteses e, como isso tem impactado tanto na recuperação como na sobrevida dos pacientes.

O presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., finalizou a sessão ressaltando, a partir da histórica conquista na cirurgia vascular, a relevância da liberdade criativa sem cerceamento, aliada a noção de risco e dos cuidados com os pacientes.

Recentes progressos – Na mesma sessão científica, a ANM promoveu mais uma edição de Recentes Progressos. O tema câncer de próstata e as cirurgias minimamente invasiva.

Mais de 65 mil homens são atingidos, todos os anos, pelo câncer de próstata, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer. E a cada ano, 14 mil morrem, sendo a doença considerada a segunda causa de óbito entre os homens.

E falar de prevenção e diagnóstico precoce é sempre um tabu.

O médico Rui Figueiredo, do Hospital Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrou duas técnicas de cirurgia de próstata minimamente invasivas: a crioterapia que provoca a morte das células tumorais por congelamento; e a terapia focal com ultrassom de alta frequência. Ambas  só são aplicadas em lesões pequenas e de baixo risco.

Os resultados são animadores: 100% dos pacientes permanecem com sua continência urinária normal e 80% com sua função erétil. O acadêmico Ronaldo Damião, comentarista da apresentação, ressaltou a quantidade de estudos que mostram que 90% dos pacientes submetidos a essas terapias ficam livres da doença.

Uma tarde na Academia – ANM
 
     
  SESSÃO ORDINÁRIA DA
ACADEMIA NACIONAL DE MEDICINA
XXIX – Ano Acadêmico 191
 
   
     
 
18h Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.
   
   
18h05 Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz
   
   
18h10 Comunicações dos Acadêmicos
   
   
  18h30 SESSÃO RECENTES PROGRESSOS
Terapia Focal em Adenocarcinoma de Próstata com Ultrassom de alta frequência e Crioablação

Relator:
Prof. Dr. Rui Teófilo Figueiredo Filho (HUPE UERJ) Comentários: Acad. Ronaldo Damião
   
   
18h45 Homenagem ao 30º Aniversário do primeiro tratamento endovascular do Aneurisma da Aorta
   
   
18h50 A história e a evolução do tratamento do Aneurisma da Aorta Abdominal no Brasil
Acad. Arno von Ristow
   
   
19h10 O Estado da Arte no Tratamento dos Aneurismas Complexos da Aorta
Gustavo S. Oderich MD
Chief of Vascular and Endovascular Surgery, Director of Aortic Center, The University of Texas, Houston
   
   
19h30 Discussão com a Bancada Acadêmica
   
   
20h Encerramento
 
anm_01 zoom programacao acadnacmed anm

Uma Tarde na Academia: Oficina Diagnóstica – Sessão Anátomo-Clínico-Patológica

A Academia Nacional de Medicina convida a participar de Simpósio a ser realizado no Web Hall da Academia Nacional de Medicina, na plataforma ZOOM Meetings.

https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

Uma tarde na Academia – ANM
 
     
  Coordenação:
Acad. José Manoel Jansen
Acad. Carlos Alberto Basilio de Oliveira
Acad. José Galvão-Alves
 
   
     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
14h45 Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.
Acad. José Manoel Jansen
Acad. José Galvão-Alves
   
   
15h Apresentação do caso clínico

Homem com febre prolongada e manifestações respiratórias
Apresentação: Prof. Domenico Capone – com a colaboração das Dras. Regina Moreira e Bárbara Bracarense

   
   
15h30 Debatedor
Prof. Luiz Paulo Loivos
   
   
16h30 Anatomia patológica
Acad. Carlos Alberto Basílio de Oliveira
   
   
17h Discussão com a Bancada Acadêmica
   
   
17h20 Comentários finais
Prof. Domenico Capone
   
   
17h30 Encerramento
 
anm_01 acadnacmed zoom programacao anm

Câncer de Mama – Tire suas Dúvidas

Este é o título do livro que acaba de ser lançado pelo acadêmico Maurício Magalhães e que procura, de forma agradável, transmitir conhecimentos científicos acessível à população feminina. 
No livro, as causas, métodos diagnósticos, opções terapêuticas, a reabilitação, assim como os direitos da mulher com câncer são temas que visam esclarecer a doença que ainda afeta, todos os anos, mais de 65 mil mulheres no Brasil.
Em edição digital, o acadêmico acredita que, com esse formato e o acesso a um número maior de leitores, contribuirá para que as mulheres possam incorporar hábitos para uma vida mais saudável.


Editora Bibliomundi

Mais informações em https://bit.ly/36lZpme.

ANM eleita sede da ALANAM

Pelos próximos dois anos, a Academia Nacional de Medicina (ANM) será a sede da Asociación Latinoamericana de Academias Nacionales de Medicina (Alanam). A entidade reúne, além da brasileira, as Academias de Medicina do Chile, Uruguai, Paraguai, Equador, Costa Rica, Bolívia, Colômbia, México, Espanha e Portugal.

O presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, conta que sua missão à frente da Alanam começa com a organização de um evento que reunirá todas as academias, no dia 24 de outubro. Para lhe assessorar nessa importante iniciativa, convidou os acadêmicos Paulo Marchiori Buss e José Augusto da Silva Messias.

Academia Nacional de Medicina no Setembro Amarelo

Quando setembro marca o mês de prevenção ao suicídio, a Academia Nacional de Medicina (ANM) promoveu, no dia 24, debate sobre o assunto. A importância de se discutir o tema, ainda estigmatizado, se deve em função do Brasil ainda figurar entre os países com crescimento no número de casos, segundo a Organização Mundial da Saúde.

A sessão ordinária “Suicídio no Setembro Amarelo” foi aberta pelo presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, coordenada pelo acadêmico Antonio Egídio Nardi e contou com três convidados.

O psiquiatra Neury Botega, da Unicamp, ressaltou que o mais importante é o acolhimento sem julgamento e os familiares devem fazer acompanhamento dos indivíduos com ideias suicidas junto aos serviços de saúde e de médicos especializados.

Segundo ele, o suicídio não é algo só relacionado à morte, mas com a dor psíquica, dor da alma, e pode ter como base uma doença mental que deve ser tratada.

O evento ainda contou com apresentações dos psiquiatras Flavio Kapczinski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atualmente no Canadá, que apresentou, na sessão de Recentes Progressos, resultados de seus estudos  de longa duração com todos os jovens da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e nascidos entre 1993 e acompanhados até 2020.

Foram mais de 3 mil jovens avaliados durante 22 anos, e os resultados contribuíram para a elaboração de um novo sistema que identifica, com antecedência, os indivíduos que desenvolverão transtorno bipolar e, com isso, poderão ser acompanhados e tratados de forma precoce.

O psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Alexandre Valença, foi o terceiro convidado. Valença abordou aspectos das dores psíquicas que podem ser transitórias, recorrentes e de longa duração e, aproveitou a ocasião para refletir sobre os casos de depressão e ansiedade durante a pandemia de covid-19.

O Dilema da Relação Médico-Paciente em Oncologia Clínico-Cirúrgica

Dilema da relação médico/paciente em oncologia clínico-cirúrgica

Como dar um diagnóstico de câncer a um paciente e seus familiares? E quando os pacientes são crianças? Como reagir sobre prognósticos ruins? No dia 24 de setembro, a Academia Nacional de Medicina (ANM) promoveu simpósio sobre a relação médico/paciente em oncologia clínico e cirúrgica.

O Secretário Geral da ANM, o cirurgião Ricardo José Lopes da Cruz, lembrou a frase de Sir William Osler, que diz: “tão importante quanto conhecer a doença que o homem tem, é conhecer o homem que tem a doença”. O acadêmico pontuou que o afeto e a verdade devem nortear o relacionamento entre o médico e o paciente.

“Eu estou contigo e vou continuar com você”. É a afirmação que usa constantemente quando precisa dizer uma verdade dura para seus pacientes e familiares.

Negação em oncologia

Segundo o acadêmico Daniel Tabak, a negação de um diagnóstico como o câncer, por exemplo, é um mecanismo cognitivo de defesa do medo e da ansiedade. Esse mecanismo tem várias fases: a raiva, a barganha, a aceitação e a expectativa de outras possibilidades. A negação é um mecanismo de busca por alívio e não é estática, varia com as necessidades, o tempo, a gravidade e o estágio da doença. Por isso, é fundamental, segundo ele, que a relação médico-paciente seja pautada na capacidade de uma comunicação clara e afetuosa.

Outro convidado do simpósio foi o médico americano Jay Marion, professor Emérito da Escola de Medicina de Shreveport, na Louisiana. Marion trouxe reflexões sobre qual o tipo de informação que um paciente terminal deseja receber de seu médico e falou ainda de como entender quais os objetivos de pacientes terminais com relação ao seu futuro e de sua família.

O oftalmologista Rubens Belfort Neto, da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp, também palestrou durante o evento, e abordou o retinoblastoma, o câncer ocular mais comum em crianças e atinge mais de 10 milhões até 14 anos. Ele contou sobre sua experiência em como abordar a doença junto aos pais.

Coordenador e palestrante do evento, o acadêmico José de Jesus Camargo contou um pouco sobre sua experiência e refletiu que, ao longo de sua existência, o ser humano mostra uma surpreendente capacidade psicológica para se adaptar as agruras da vida. Entretanto, existem aqueles que terão mais dificuldade de se adaptar e se ajustar quando recebem um diagnóstico ruim.

– Alguns pacientes se sentem traídos pelo destino e se revoltam contra tudo e todos, inclusive Deus. O convívio com os pacientes com uma doença tão sinistra representa uma pós-graduação em humanismo e sensibilidade para o médico, enfatizou Camargo.

O Simpósio “O dilema da relação médico/paciente em oncologia clínico-cirúrgica”, promovido em setembro (24), pela Academia Nacional de Medicina, foi aberto pelo presidente Rubens Belfort Jr., e organizado ainda pelo acadêmico Rossano Fiorelli.

 

     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
14h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina,
Acad. Rubens Belfort Jr.

Acad. José de Jesus Camargo

   
 
SIMPÓSIO: O DILEMA DA RELAÇÃO MÉDICO/PACIENTE EM
ONCOLOGIA CLÍNICO-CIRÚRGICA
Coordenação:   Acad. José de Jesus Camargo
Acad. Rossano Fiorelli
 
   

BLOCO IONCOLOGIA CIRÚRGICA

   
14h10

Masc. 74 anos, tumor de cólon, com excelente chance de cura cirúrgica. Na indução anestésica faz uma parada cardíaca por problemas com a intubação. A parada foi curta e reverteu imediatamente com ventilação adequada. Que conduta adotaria? Seguiria com a cirurgia programada? Interromperia para ver se houve alguma sequela?
Acad. Raul Cutait

   
   
14h25

Paciente de 55 anos com tumor de próstata com indicação cirúrgica. Como responder a esta pergunta: Dr. Qual é o risco que tenho de ficar impotente?
Acad. Fernando Vaz

   
   
14h40

Paciente jovem, com câncer de parótida, tratado cirurgicamente, com indicação de terapia adjuvante. Como trataria a questão do encaminhamento? Considerando que o tempo entre o cuidado de um médico que o paciente aprendeu a gostar e o próximo que pode ser que ele venha a gostar, como você vê este hiato de desamparo e sofrimento?
Acad. Ricardo Cruz

   
   

15h05

Menino de 2 anos e meio, com diagnóstico de um tumor de retina (retinoblastoma). Como colocaria para os pais, as perspectivas terapêuticas?
Prof. Dr. Rubens Belfort Neto

   
   

15h20

Paciente de 69 anos, segue em coma depois de 4 meses de ressecção de um tumor cerebral de mau prognóstico oncológico. Família questiona se tem sentido a protelação do sofrimento. Como manejaria esta situação?
Acad. Paulo Niemeyer

   
   

15h35

Médico de 50 anos com tumor de pulmão operado recidiva depois de 3 anos. Fez um protocolo de quimio com resposta pobre. Equipe oncológica recomenda um tratamento de segunda linha. Como manejar a oposição do paciente?
Acad. José de Jesus Camargo

   
   

15h50

Debate I com a Bancada Acadêmica

   

BLOCO II – ONCOLOGIA CLÍNICA

   

16h10

Negação em Oncologia
Acad. Daniel Tabak

   
   
16h30

O Anúncio do Prognóstico em Oncologia
Prof. Dr. Jay Marion, MD
Professor Emeritus of Medicine Louisiana School of Medicine Shreveport – Louisiana, EUA

   
   
17h

Debate II com a Bancada Acadêmica

   
   
17h30

Encerramento e Intervalo

   
 

Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXVIII – Ano Acadêmico 191

 
   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina,
Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h05

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h10

Comunicações dos Acadêmicos

   
   
18h30

Sessão Recentes Progressos
Predicção de Transtorno Bipolar: Um Novo Sistema
Prof. Dr. Flávio Kapczinski (UFRGS e ABC)

   
   
18h40

Comentários
Presidente Acad. Jorge Alberto Costa e Silva

   
   
  18h45 SESSÃO: SUICÍDIO NO SETEMBRO AMARELO
Coordenação: Acad. Antonio Egídio Nardi
   
   
18h50

Relator
Prof. Dr. Neury Botega (UNICAMP)

   
   
19h10

Comentários
Prof. Dr. Flávio Kapczinski (UFRGS e ABC)
Prof. Dr. Alexandre Valença (UFRJ)

   
   
19h30

Discussão com a Bancada Acadêmica

   
   
20h

Encerramento

   
 

Volume 191 – 2 – 2020

Nota de Falecimento – Acadêmico Hiram Lucas

Acadêmico Hiram Lucas

 24/03/1937  †  17/09/2020

A Academia Nacional de Medicina comunica, com profundo pesar, o falecimento do acadêmico Hiram Silveira Lucas, no dia 17 de setembro de 2020. Todos os confrades e confreiras se solidarizam com a família e os amigos nesse momento de perda no convívio com o ilustre acadêmico. 

Membro Titular da Academia desde 1997, ocupando a cadeira 71, na Secção de Cirurgia, o acadêmico graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com especializações em Cancerologia pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Cancerologia; em Medicina do Trabalho, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; em Mastologia pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Cancerologia e em Saúde pelo Ibmec Business School.

Em breve, a Academia Nacional de Medicina divulgará a data da “Sessão Saudade” em homenagem ao acadêmico Hiram Silveira Lucas. Para conhecer mais da biografia do acadêmico, acesse o link https://bit.ly/3iLZ13H.

Simpósio Vacinas e COVID-19: Qual, Quando, Como, Em Quem? – 17 de setembro de 2020 [PARTE I]

Simpósio Vacinas e COVID-19: Qual, Quando, Como, Em quem? – 17 de setembro de 2020 [PARTE II]

VACINAS E COVID-19: Qual, Como, Quando e Em quem? Medicina, Mercado, Política e Sociedade

Vacinas contra covid

Imagine ter a disposição uma variedade de imunizantes contra covid-19. E aí, qual a melhor opção para vacinação em massa e para vacinar grupos especificos? Estas perguntas mobilizaram cerca de 350 participantes durante o simpósio “Vacinas e covid-19: Qual, quando, como, em quem? Medicina, mercado, política e sociedade”,  promovido por um consórcio que reuniu as Academias Nacional de Medicina (ANM), Brasileira de Ciências (ABC) e de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB), e realizado na última quinta (17).

Para quem anseia por uma vacina contra covid-19, o Secretário de Relações Exteriores da Academia Nacional de Medicina dos Estados Unidos, Carlos del Rio, lembrou alguns exemplos de desenvolvimento de vacinas que levaram cerca de 30 anos: contra a varicela foram 28 anos. Outros 15 anos foram necessários para desenvolvimento tanto da vacinas contra o HPV, como para o rotavirus. E pesquisadores do mundo todo sonham em desenvolver uma vacina contra covid em apenas 18 meses. Será possível?

  A brasileira Mariângela Simão, atualmente na Organização Mundial da Saúde, sentenciou queessa pandemia não é uma corrida de 1000m. É uma maratona! Num otimismo cauteloso, segundo ela, a OMS estima que a vacina contra a covid-19 ficará pronta até meados de 2021, mas possivelmente, só haverá vacina para cerca de 20% da população. Com isso, será necessário eleger os grupos essenciais que receberão o imunizante e incorporar ao cotidiano medidas preventivas como o uso de máscaras, distanciamento social, lavagem das mãos ou uso de álcool em gel.

Imunizantes – Uma das questões importante abordadas por um dos coordenadores do evento, o pesquisador Jorge Kalil (ABC), e ainda sem resposta é quão prolongada será a resposta imunológica à vacina. Segundo ele, ainda não se sabe, mas todos os grupos estão tentando estudar as células de memória e fazer uma projeção. Alguns apontam que os anticorpos se mantêm, “mas não sabemos se os anticorpos são suficientes para manter a imunidade. Talvez, seja necessária também uma resposta celular”, afirmou.

Além disso, Kalil comentou sobre as perspectivas da vacina acabar realmente com o vírus (esterilizante) ou só evitar que os indivíduos desenvolvam a forma grave da doença. Isso, segundo ele, poderá ter impacto na saúde pública, pois os indivíduos não terão a doença, mas continuarão a disseminar o vírus. 

 Vacinas por RNA, DNA, vetores virais, adenovirus de chipanzé e baseadas em proteínas foram ainda apresentadas e discutidas por vários convidados durante o evento.

 A pesquisadora Lily Yin Weckx, da Unifesp, e Maria Bernardini, diretora médica da Astra Zeneca, esclareceram por que o país desperta o interesse de vários grupos internacionais para testes de vacina, destacando a excelência dos grupos de pesquisadores brasileiros e o número de infectados no país. Lily Yin mostrou como é a composição da vacina de Oxford que utiliza vetores virais modificados de chipanzé, onde se insere a proteína do SARS-CoV-2, o que desecadeará uma resposta imune. 

Entre outras iniciativas apresentadas, as estratégias da GlaxoSmithKline que visa uma vacinação em massa. Segundo o presidente José Carlos Felner, a empresa pretende lançar apenas no fim de 2021 a melhor solução de imunizante, que inclua a distribuição e que atinja ao maior número de pessoas.

Outro convidado do evento foi o pesquisador Esper Kallás, da USP, que contou sobre a iniciativa dos testes com a vacina Coronavac, do Butantan/Sinovac, conhecida como a vacina chinesa.Cerca de 4.700 voluntários no São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul estão participando dos testes que tem uma projeção de atingir um total 8.870 voluntários. 

 A epidemiologista Carla Domingues, outra palestrante do evento, ressaltou a excelência do Programa Brasileiro de Imunizações, mas alertou que o Ministério da Saúde precisa pensar na logística da vacinação para covi-19. Como será a vacinação, por exemplo, nas cidades ribeirinhas, onde o acesso é feito por barcos, caso a vacina necessite de refrigeração? Teremos seringas e agulhas suficientes para vacinar a população?,  questionou Domingues.

 O presidente da ANM, Rubens Belfort, ressaltou ao longo do simpósio a importância da boa evidência científica e da comunicação eficaz junto à sociedade para evitar a politização da vacinação.

 – Se por um lado, defendemos a evidência científica, somos os primeiros a admitir que elas são, às vezes, transitórias. Dizem que a medicina é um conjunto de ideias passageiras, transformadas em leis por questões didáticas e comerciais. E as vacinas também estão nessa área. Por isso, temos que ter muita responsabilidade para explicar que as evidências, às vezes, ainda são frágeis e, principalmente, mudam com o tempo. 

 O assunto foi reforçado pelo presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich. Segundo ele, a ciência não tem verdades. Ela busca a verdade. Se tivesse verdades permanentes, não seria ciência. Precisamos estar atentos ao interesse do público, pois temos grande responsabilidade de transmitir os avanços e processos científicos de forma clara e mostrar que o tempo da ciência é diferente do tempo dos políticos.

O jornalista e ex-Governador do Rio Grande do Sul, Antonio Britto, complementou as reflexões e preocupações. Ele interrogou quem estará no comando da imunização? A vacinação não pode ser palco de disputas ideológicas e corrupção como assistimos em várias cidades do país durante a pandemia de covid-19, enfatizou. O diretor da BandNews, Marcello D’Angelo, somou a essa preocupação: 

 – Na pandemia por covid-19, assistimos perplexos muitos casos de desvio de conduta em diversos governos estaduais, como os episódios no Rio de Janeiro, Santa Catarina e outras cidades. Também acompanhamos as disputas de vários países por máscaras, respiradores e outros equipamentos. E, infelizmente, estas negociações tiveram interferências políticas que mudaram os rumos de aquisição dos insumos. Essa situação não pode se repetir com a vacina, disse D’Angelo.

Participaram ainda dos debates, os acadêmicos da ANM, Celso Ferreira e Marcelo Morales, representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que falou sobre os investimentos governamentais; os acadêmico da ABC, Ricardo Gazinelli; Marco Antonio Stephano e Nelson Mussolini, da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

 

     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
14h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.
Presidente da Academia Brasileira de Ciências, Acad. Luiz Davidovich
Presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, Acad. Acácio Lima

   
 
BLOCO I

Coordenação:
Acad. Marcelo Morales (ANM)
Acad. Ricardo Gazinelli (ABC)
Acad. Marco Antonio Stephano (ACFB)
 
   
14h10 Vacinas COVID Brasil 5min cada
Acad. Marcelo Morales (ANM)
Acad. Ricardo Gazzinelli (ABC)
Acad. Jorge Kalil (ABC)
Acad. Celso Ramos (ANM)
   
   
14h30

Discussão

   
   
14h40

Iniciativas da OMS para oferecer vacinas com equidade
Profa. Dra. Mariângela Simão (Organização Mundial da Saúde – OMS)

   
   

14h50

Como promover a vacinação em massa. A experiência do Brasil
Profa. Dra. Carla Domingues (Epidemiologista)

   
   

15h

Estratégia de implementação dos programas de vacinas
José Carlos Felner (Presidente da GlaxoSmithKline – GSK)

   
   

15h10

Discussão

   
 
BLOCO II

Coordenação:
Acad. Celso Ramos (ANM)
Acad. Jorge Kalil (ABC)
Acad. Nelson Mussolini (ACFB)
 
   

15h20

Testes clínicos de fase 3 da vacina AZD-1222 no Brasil (Vacinas Oxford)
Profa. Dra. Lily Yin Weckx (Unifesp)

   
   
15h30

Provável disponibilidade da vacina no Brasil
Dra. Maria Bernardini (Diretora Médica, Astra Zeneca)

   
   
15h40

“Vacina Coronavac do Butantan/Sinovac”
Prof. Dr. Esper Georges Kallás (USP)

   
   
15h50

Vacina Russa – TecPar
Prof. Dr. Jorge Augusto Callado Afonso (Presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná – TECPAR)

   
   
16h

As Expectativas da Sociedade 15min cada
Antonio Brito (ex-Governador do Rio Grande do Sul)
Marcello D’Angelo (Diretor Band News)
Pedro Thompson (Presidente da Plataforma Exame)

   
   
16h45

Discussão

   
   
17h30

Intervalo

   
 
Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXVIII – Ano Acadêmico 191
 
   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h05

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h15

Comunicações dos Acadêmicos

   
   
18h25

Challenges of developing and deploying a vaccine during a pandemic
Carlos Del Rio, MD, PhD
Secretário de Relações Exteriores da National Academy of Medicine – EUA

   
   
19h

Mesa Redonda e Discussão com a Bancada Acadêmica

   
   
20h

Encerramento

 

Vacinas contra covid: qual, quando, como e em quem?

Academia Nacional de Medicina (ANM) promove o Simpósio ”Vacinas e Covid: qual, quando, como, em quem? Medicina, mercado, política e sociedade.” O evento será na próxima quinta-feira (17/9), a partir das 14:00.

Entre temas e convidados, Mariângela Simão (OMS) falará sobre as iniciativas da instituição para oferecer vacinas com equidade; José Carlos Felner, Presidente da GlaxoSmithKline, que abordará as estratégia de implementação dos programas de vacinas; Lily Yin Weckx(Unifesp) com testes clínicos de fase 3 da vacina AZD-1222 no Brasil (vacinas Oxford) e Maria Bernardini, diretora médica da Astra Zeneca, que abordará um tema de interesse para todos: qual é a provável disponibilidade de uma vacina no Brasil? 

A iniciativa de aplicar a vacina Coronavac do Butantan/Sinovac será apresentada por Esper Georges Kallás (USP). Para debater a vacina russa e sua aplicação no Paraná, o convidado é o professor Jorge Augusto Callado Afonso, presidente do Tecpar. E ainda haverá um conferencista internacional, que é o Secretário de Relações Exteriores da National Academy of Medicine dos EUA, Carlos Del Rio, com o tema Challenges of developing and deploying a vaccine during a pandemic.

O evento ainda contará com Marcelo Morales da ANM e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Jorge Kalil e Ricardo Gazzinelli, da ABC; Celso Ramos, da ANM, e a epidemiologista Carla Domingues.

Serviço:

Programação completa http://anm.org.br/conteudo_view.asp?id=3328

Local: Web Hall da ANM na plataforma zoom/anmbr ou pelo Facebook/anm1829

Dia: 17/09/2020

Horário: das 14:00 às 20:00

Simpósio Parceria Público-Privada – 10 de setembro de 2020

Simpósio O papel da Medicina baseada em Evidências – 10 de setembro de 2020

Parceria Público-Privada | O Papel da Medicina Baseada em Evidências

“É evidente que, sem o SUS, estaríamos em uma situação muito pior na pandemia, mas também é evidente que sem a iniciativa privada, estaríamos em uma situação muito ruim.” O professor e presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort, deu o tom do Simpósio “Parceria Público-Privada”, realizado no dia 10 de setembro de 2020.

Inegavelmente, o fortalecimento do SUS e da parceria público-privada precisam ter continuidade. Ações nesse sentido vem sendo feito por uma força-tarefa que acredita na proposta de um sistema democrático que oferece medicina e saúde de qualidade, de forma gratuita, para a população.

Covid-19 – Exemplos de parceria público-privada na medicina durante a pandemia por covid foram abordados durante o evento. O diretor da empresa Diagnósticos da América, Gustavo Campana, mostrou os projetos apoiados com a doação de cerca de R$ 15 milhões para o Ministério da Saúde. Já o médico Nacime Salomão Mansur apresentou os excelentes resultados de gestão entre a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina e as secretarias de saúde, buscando o gerenciamento de programas do SUS na atenção primária, secundária e terciária.

A Rede D’Or São Luiz e o Instituto D’Or de Pesquisa, por sua vez, apontaram as contribuições, incluindo parcerias com a Fiocruz, Universidades Federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e a de São Paulo (Unifesp) e o Brazilian Clinical Research Institute.

Ainda durante o simpósio, o professor Tarcísio Eloy Barros Filho contou como o Hospital das Clínicas da USP conseguiu, em apenas uma semana, mobilizar e transformar, o instituto central da universidade para atendimento de pacientes com covid.

Outro convidado da sessão foi o médico Carlos Garcia que expôs o modelo de parceria público-privada no Hospital Regional de Sorocaba, onde a pandemia acabou por acelerar a implantação de tecnologia em procedimentos que contribuem no atendimento de pacientes.

O médico Claudio Luiz Lottenberg, presidente do Instituto Coalizão Saúde, falou ainda sobre a dinâmica de organizações sociais e propôs novos modelos de contratações e gestão.

O simpósio foi coordenado pelos acadêmicos Carlos Alberto Barros Franco e Jerson Lima Silva.

Evidências científica e crenças – Durante a sessão ordinária, um instigante debate foi levantado pelo médico Luis Cláudio Lemos Correia, da Escola Bahiana de Medicina. Ele abordou as crenças dos pacientes e as prerrogativas dos médicos em seguir a medicina baseada em evidência científica.

– Em medicina, nós médicos não temos como decidir pelo caminho certo. Temos que tomar a melhor decisão. O certo só saberemos depois. Assim, o correto seria trocarmos a medicina baseada em evidências por uma medicina baseada em probabilidades. Medicina é bússola e não GPS, disse Lemos Correa.

As crenças e os vieses de profissionais médicos no atendimento de pacientes foram o foco da palestra do pesquisador Ronado Pilati, da Universidade de Brasília. Segundo ele, as crenças elaboradas por profissionais podem também impactar em uma decisão médica.

Pseudociência e saúde pública – Casos curiosos e, porque não tristes, sobre o desconhecimento de políticos acerca de aspectos da ciência e da saúde e, que muitas vezes, levam a tomada de decisões errôneas em políticas públicas foram abordados pela bióloga e divulgadora científica Natalia Pasternak, professora da USP e diretora do Questão de Ciência.

Pasternak lembrou de inúmeros casos como o da pílula do câncer, a proibição de uso de celulares em postos de gasolina, a lei paulista que permite a mulheres decidirem qual tipo de parto preferem, a recomendação do uso da cloroquina e hidroxicloroquina contra covid, entre outros.

– Quando se fala do coletivo, de políticas públicas de gastos em um orçamento limitado, a nossa obrigação é escolher o melhor e o rigor é fundamental.

Os debates da sessão ordinária da Academia Nacional de Medicina foram coordenados pelo acadêmico Cláudio Tadeu Daniel Ribeiro e tiveram como comentaristas os acadêmicos Antonio Egídio Nardi, Raul Cutait e Walter Zin.

Assista ao simpósio a baixo:

E caso queira rever a sessão ordinária:

 

     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
15h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.

   
 

SIMPÓSIO PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA
Coordenação: Acad. Barros Franco e Acad Jerson Lima

 
   
15h10

Parceria Público-Privada em diagnóstico laboratorial na DASA
Dr. Gustavo Aguiar Campana Diretor
Médico da Diagnosticos da America SA – DASA

   
   
15h20

Parceria com secretarias de Saúde para o gerenciamento de programas do SUS na Atenção Primária, Secundária e Terciária
Prof. Dr. Nacime Salomão Mansur
Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM

   
   
15h30

A Faculdade de Medicina da USP e a Parceria Público-Privada
Prof. Dr. Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho
Presidente do Conselho Curador da Fundação Faculdade de Medicina (FFM), USP

   
   

15h40

Experiência da PPP – Hospital Regional de Sorocaba Dr. Adib Domingos Jatene – SPDM
Dr. Carlos Garcia
Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM

   
   

15h50

Relação Público-Privada na assistência médica da Rede D’Or
Dr. Paulo Moll
CEO, Rede D’Or

   
   

16h

Pesquisa na relação Público-Privada no Instituto D’Or
Dra. Fernanda Moll
Presidente do Instituto D’Or

   
   

16h10

Parceria Público-Privada
Prof. Dr. Claudio Luiz Lottenberg
Presidente do Instituto Coalizão Saúde

   
   
16h20

Discussão

   
   
17h

Intervalo

   
 

Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXVII – Ano Acadêmico 191

 
   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h05

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h10

Comunicações dos Acadêmicos

   
   
 18h25 O PAPEL DA MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIAS
Coordenação: Acadêmico Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro
   
   
18h30

A Medicina Baseada em Evidências e as culturas Médica e Social
Prof. Dr. Luis Cláudio Lemos Correia
Coordenador do Centro de MBE da Escola Bahiana de Medicina

   
   
18h45

O pensamento científico e a psicologia humana: limites e possibilidades
Prof. Dr. Ronaldo Pilati
Presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia

   
   
19h

As Pseudociências e os gastos em saúde pública
Profa. Dra. Natália Pasternak Taschner
Diretora Presidente do Instituto Questão de Ciência

   
   
19h15

Discussão com a Bancada Acadêmica

   
   
20h

Encerramento

 
     

VACINAS E COVID-19: Qual, Quando, Como, Em quem? Medicina, Mercado, Política e Sociedade

A Academia Nacional de Medicina convida a participar de Simpósio a ser realizado no Web Hall da Academia Nacional de Medicina, na plataforma ZOOM Meetings.

https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
14h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.
Presidente da Academia Brasileira de Ciências,
Acad. Luiz Davidovich
Presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil,
Acad. Acácio Lima

   
 

BLOCO I

Coordenação:
Acad. Marcelo Morales (ANM)
Acad. Ricardo Gazinelli (ABC)
Acad. Marco Antonio Stephano (ACFB)

 
   
14h10

Vacinas COVID Brasil 5min cada
Acad. Marcelo Morales (ANM)
Acad. Ricardo Gazzinelli (ABC)
Acad. Jorge Kalil (ABC)
Acad. Celso Ramos (ANM)

   
   
14h30

Discussão

   
   
14h40

Iniciativas da OMS para oferecer vacinas com equidade
Profa. Dra. Mariângela Simão (Organização Mundial da Saúde – OMS)

   
   

14h50

Como promover a vacinação em massa. A experiência do Brasil
Profa. Dra. Carla Domingues (Epidemiologista)

   
   

15h

Estratégia de implementação dos programas de vacinas
José Carlos Felner (Presidente da GlaxoSmithKline – GSK)

   
   

15h10

Discussão

   
 

BLOCO II

Coordenação:
Acad. Celso Ramos (ANM)
Acad. Jorge Kalil (ABC)
Acad. Nelson Mussolini (ACFB)

 
   

15h20

Testes clínicos de fase 3 da vacina AZD-1222 no Brasil (Vacinas Oxford)
Profa. Dra. Lily Yin Weckx (Unifesp)

   
   
15h30

Provável disponibilidade da vacina no Brasil
Dra. Maria Bernardini (Diretora Médica, Astra Zeneca)

   
   
15h40

“Vacina Coronavac do Butantan/Sinovac”
Prof. Dr. Esper Georges Kallás (USP)

   
   
15h50

Vacina Russa – TecPar
Prof. Dr. Jorge Augusto Callado Afonso (Presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná – TECPAR)

   
   
16h

As Expectativas da Sociedade 15min cada
Antonio Brito (ex-Governador do Rio Grande do Sul)
Marcello D’Angelo (Diretor Band News)
Pedro Thompson (Presidente da Plataforma Exame)

   
   
16h45

Discussão

   
   
17h30

Intervalo

   
 

Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXVIII – Ano Acadêmico 191

 
   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h05

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h15

Comunicações dos Acadêmicos

   
   
18h25

Challenges of developing and deploying a vaccine during a pandemic
Carlos Del Rio, MD, PhD
Secretário de Relações Exteriores da National Academy of Medicine – EUA

   
   
19h

Mesa Redonda e Discussão com a Bancada Acadêmica

   
   
20h

Encerramento

 

Parceria Público Privada | O papel da Medicina baseada em Evidências

A Academia Nacional de Medicina convida a participar de Simpósio a ser realizado no Web Hall da Academia Nacional de Medicina, na plataforma ZOOM Meetings.

https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
15h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.

   
 

SIMPÓSIO PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA
Coordenação: Acad. Barros Franco e Acad Jerson Lima

 
   
15h10

Parceria Público-Privada em diagnóstico laboratorial na DASA
Dr. Gustavo Aguiar Campana Diretor
Médico da Diagnosticos da America SA – DASA

   
   
15h20

Parceria com secretarias de Saúde para o gerenciamento de programas do SUS na Atenção Primária, Secundária e Terciária
Prof. Dr. Nacime Salomão Mansur
Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM

   
   
15h30

A Faculdade de Medicina da USP e a Parceria Público-Privada
Prof. Dr. Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho
Presidente do Conselho Curador da Fundação Faculdade de Medicina (FFM), USP

   
   

15h40

Experiência da PPP – Hospital Regional de Sorocaba Dr. Adib Domingos Jatene – SPDM
Dr. Carlos Garcia
Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM

   
   

15h50

Relação Público-Privada na assistência médica da Rede D’Or
Dr. Paulo Moll
CEO, Rede D’Or

   
   

16h

Pesquisa na relação Público-Privada no Instituto D’Or
Dra. Fernanda Moll
Presidente do Instituto D’Or

   
   

16h10

Parceria Público-Privada
Prof. Dr. Claudio Luiz Lottenberg
Presidente do Instituto Coalizão Saúde

   
   
16h20

Discussão

   
   
17h

Intervalo

   
 

Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXVII – Ano Acadêmico 191

 
   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h05

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h10

Comunicações dos Acadêmicos

   
   
 18h25 O PAPEL DA MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIAS
Coordenação: Acadêmico Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro
   
   
18h30

A Medicina Baseada em Evidências e as culturas Médica e Social
Prof. Dr. Luis Cláudio Lemos Correia
Coordenador do Centro de MBE da Escola Bahiana de Medicina

   
   
18h45

O pensamento científico e a psicologia humana: limites e possibilidades
Prof. Dr. Ronaldo Pilati
Presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia

   
   
19h

As Pseudociências e os gastos em saúde pública
Profa. Dra. Natália Pasternak Taschner
Diretora Presidente do Instituto Questão de Ciência

   
   
19h15

Discussão com a Bancada Acadêmica

   
   
20h

Encerramento

 
     

Simpósio Jovens Lideranças Médicas da ANM – 3 de setembro de 2020 [PARTE I]

Simpósio Jovens Lideranças Médicas da ANM – 3 de setembro de 2020 [PARTE II]

Jovens Lideranças Médicas da ANM

“É uma honra fazer parte do programa Jovens Lideranças Médicas (JLM), da Academia Nacional de Medicina (ANM). Esse projeto estimula o jovem médico a catalisar a pesquisa e a gestão em saúde”.

“O Programa JLM foi um divisor de águas na minha vida”.  

“É com muita honra que digo que sou filiada ao programa JLM da ANM”.

“Esse programa foi muito importante na minha carreira. Que bom que temos algo assim no Brasil”.

Esses depoimentos aconteceram durante o Simpósio Jovens Lideranças Médicas, organizado pela Academia Nacional de Medicina (ANM), no dia 3 de setembro de 2020, através da plataforma Zoom Meetings e com transmissão ao vivo pelo Facebook.

O encontro contou com a abertura do presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., que, na oportunidade, agradeceu à empresa Bayer. Belfort afirmou:

– O apoio e a crença nesse projeto de formação de novos talentos na área de saúde é muito importante para o aperfeiçoamento de novos líderes em saúde.

A organização do evento foi dos acadêmicos Marcello Barcinski, coordenador do programa Jovens Lideranças Médicas, Eliete Bouskela, Antonio Nardi e Patrícia Rocco, nova integrante do programa.

Os estudos apresentados foram:

“Métodos contraceptivos em populações de alto risco gestacional”, pela médica Milena Bastos Brito, da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública;

“O sistema imune humano na saúde e na infecção”, com André Báfica, da Universidade Federal de Santa Catarina;

“Neuromodulação não-invasiva na depressão”, por André Russowsky Brunoni, da Universidade de São Paulo;

“Oftalmologia translacional – da bancada para o tratamento”, apresentado por Caio Vinicius Saito Regatieri, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp);

“Avaliação não-invasiva do fluxo sanguíneo na retinopatia e edema macular diabético”, com Eduardo Novais, também da Unifesp;

“Medicina regenerativa em pneumologia”, pela médica Fernanda Ferreira Cruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro;

“Oncologia de precisão: Ensino e educação em patologia molecular”, pela médica Isabela Werneck da Cunha, do AC Camargo Cancer Center;

“Impacto da pesquisa translacional no diagnóstico de doenças raras”, com Filippo Pinto e Vairo, da Mayo Clinic;

“Identificando a depressão precocemente na adolescência”, com apresentação de Christian Kieling, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Durante a sessão ordinária da ANM, palestraram Helena Nader, vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências, que abordou a questão do financiamento da pesquisa no Brasil. O diretor científico da Fapesp, Luiz Eugênio Mello, que contou sobre os projetos da agência paulista no investimento em saúde. Na programação da sessão ainda houve uma mesa-redonda com a acadêmica Eliete Bouskela, da Faperj, Luiz Drude de Lacerda, da Funcap, e Paulo Beirão, da Fapemig, que debateram a importância do incentivo em jovens lideranças no país.

Se você perdeu o evento reveja aqui:

 

     
 

ORGANIZAÇÃO

 
 
 
Acad. Marcello Barcinski (coordenador)
Acad. Eliete Bouskela
Acad. Antonio Nardi
Acad. Patrícia Rocco
 
     
     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
14h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
14h10

Apresentação do Programa Jovens Lideranças Médicas
Acad. Marcello Barcinski

   
   
14h20

Métodos contraceptivos em populações de alto risco gestacional
Dra. Milena Bastos Brito (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública)

   
   
14h35

O sistema imune humano na saúde e na infecção
Dr. André Báfica (UFSC)

   
   

14h50

Neuromodulação Não-Invasiva na Depressão
Dr. André Russowsky Brunoni (USP)

   
   
15h05

Discussão

   
   
15h15

Oftalmologia translacional – da bancada para o tratamento
Dr. Caio Vinicius Saito Regatieri (UNIFESP)

   
   
15h30

Medicina regenerativa em pneumologia
Dra. Fernanda Ferreira Cruz (UFRJ)

   
   
15h45

Avaliação não-invasiva do fluxo sanguíneo na retinopatia e edema macular diabético
Dr. Eduardo Novais (UNIFESP)

   
   
16h

Oncologia de precisão: Ensino e educação em Patologia molecular
Dra. Isabela Werneck da Cunha (AC Camargo Cancer Center)

   
   
16h15

Impacto da pesquisa translacional no diagnóstico de doenças raras
Dr. Filippo Pinto e Vairo (Mayo Clinic)

   
   
16h30

Identificando a Depressão Precocemente na Adolescência
Dr. Christian Kieling (UFRGS)

   
   
16h45

Discussão

   
   
17h

Intervalo

   
 

Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXVI – Ano Acadêmico 191

 
   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina, Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h05

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h15

Comunicações dos Acadêmicos

   
   
18h25

Desafios do Financiamento da Pesquisa no Brasil
Profa. Dra. Helena Nader (Academia Brasileira de Ciências)

   
   
18h35

A FAPESP e o Investimento em Saúde
Dr. Luiz Eugênio Mello (FAPESP)

   
   
18h45

Mesa redonda – Como incentivar jovens lideranças no Brasil
Acad. Eliete Bouskela (FAPERJ)
Dr. Luiz Drude de Lacerda (FUNCAP)
Dr. Paulo Sergio Beirão (FAPEMIG)

   
   
19h15

Discussão com a Bancada Acadêmica

   
   
20h

Encerramento

 
     

Avaliação de Novas Tecnologias em Saúde

No dia 20 de agosto de 2020, a Academia Nacional de Medicina realizou evento virtual para abordar os processos de avaliações de novas tecnologias em saúde. Entre os convidados  Wanderley Marques Bernardo, do Programa Diretrizes da Associação Médica Brasileira e assessor especial na área de Medicina Baseada em Evidências, do Conselho Federal de Medicina; Vânia Cristina Canuto, da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), do Ministério da Saúde; e Clarice Petramale, que há 40 anos se dedica aos SUS. O evento foi coordenado pelo acadêmico Aníbal Gil Lopes.

“Conheça os grandes inimigos da razão: afirmar sem provas; autoritarismo ou dogma; intuição e imediatismo; emoção ou vulnerabilidade e superstição ou mito. Na ciência, prevalece o equilíbrio, a evidência e a incorporação”, enfatizou o médico Wanderley Marques Bernardo.

Já Vânia Canuto falou sobre as consultas públicas na incorporação de novos medicamentos para o SUS. Segundo ela, foram mais de 450 consultas para ouvir a opinião da população em relação a novos medicamentos no SUS, desde que o sistema foi implantado, e que resultaram em mais de 219 mil contribuições da sociedade brasileira e 296 novas tecnologias incorporadas e 165 não incorporadas.

Canuto ainda falou sobre o papel da Conitec, desde sua criação, os objetivos, quem são os membros, os processos de consulta pública até a aprovação de incorporação de um novo medicamento, incluindo requisitos como evidência científica, segurança, eficácia e qualidade, custo e impacto no SUS até a disponibilização no sistema público de saúde.

Outra convidada da sessão científica foi Clarice Petramale, que há 40 anos se dedica aos SUS e, nos últimos anos, aos processos de avaliação, aprovação e incorporação ou não de novos medicamentos. Petramale discorreu sobre globalização, inovação, novos medicamentos, preços abusivos, regulamentação, judicialização da saúde.

Petramale explicou como funciona o ecossistema de avaliação de tecnologias e inovação em saúde, que vai desde a análise das melhores opções, a participação popular em consultas públicas, a negociação dos preços junto às multinacionais farmacêuticas e o registro de novos medicamentos.

Segundo ela, é um jogo para minimizar danos, pois hoje não raro a indústria financia associações de país e pacientes das ditas doenças raras e órfãs, o lobby é grande junto aos políticos, os juízes acolhem ações que visam a prescrição de medicamentos dispendiosos e com poucos evidências e é importante tornar as relações transparentes.

Veja abaixo o evento que reuniu cerca de 100 expectadores :

     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
15h

Abertura
Acad. Rubens Belfort Jr., Presidente da Academia Nacional de Medicina

Acad. Aníbal Gil Lopes

   
   
15h10

Normas legais para o uso de novas tecnologias em saúde
Acad. Aníbal Gil Lopes

   
   
15h25

A hierarquia das evidências científicas
Acad. Maurício Gomes Pereira

   
   
15h40

Razão, Evidência e Incorporação
Dr. Wanderley Marques Bernardo, Médico, Coordenador do Programa Diretrizes da Associação Médica Brasileira, Assessor especial do Conselho Federal de Medicina em Medicina Baseada em Evidências – MBE

   
   
15h55

O papel da indústria no desenvolvimento de novas tecnologias em saúde e na produção de evidências visando sua comercialização e incorporação em sistemas de saúde
Dr. Nelson Mussolini, Advogado, Presidente Executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos – Sindusfarma

   
   
16h10

A Medicina Baseada em Evidências (MBE) e o papel do CFM na regulação dos procedimentos médicos no Brasil
Dra. Cacilda Pedrosa de Oliveira, Médica, Conselheira do CREMEGO, Membro da Câmara Técnica de Avaliação e Aprovação de Novos Procedimentos do CFM.

   
   
16h25

As evidências de eficácia e segurança de novos medicamentos em Oncologia
Dra. Maria Inez Gadelha, Médica, Chefe de Gabinete da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde.

   
   
16h40

Discussão
Coordenador: Acad. Carlos Alberto Mandarim de Lacerda

   
   
17h30

Intervalo

   
 

Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXIV – Ano Acadêmico 191

 
   
18h

Abertura
Acad. Rubens Belfort Jr., Presidente da Academia Nacional de Medicina

   
   
18h05

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h10

Comunicações dos Acadêmicos

   
   
18h30

O ecossistema de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e o papel da regulação em tempos de inovação em saúde
Dra. Clarice Alegre Petramale, Médica, Ex-diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde – DGITS, do Ministério da Saúde.

   
   
18h50

A Conitec e a Avaliação e incorporação de tecnologias no SUS
Dra. Vânia Cristina Canuto Santos, Economista, Presidente da Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias do Ministério da Saúde – CONITEC

   
   
19h10

Discussão com a Bancada Acadêmica
Coordenador: Acad. Aníbal Gil Lopes

   
   
20h

Encerramento

 
     

Jorge Raimundo Filho

Formado em Direito em 1966 pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (UFRJ). Fez diversos cursos nas áreas de marketing e gerenciamento, incluindo PUC em São Paulo e Universidades de Miami na Florida e Columbia em Nova York, USA. É advogado especializado na área de Propriedade Intelectual e Life Sciences. Sócio principal do escritório Jorge Raimundo Consultoria e Assessoria Jurídica e Consultor do escritório de Advocacia Barbosa, Raimundo, Gontijo, Câmara Advogados.

Ex-Presidente e Diretor Regional da GlaxoSmithKline para América Latina e Caribe. Foi membro do Comitê Executivo do Board da Glaxo, em Londres durante 06 (seis) anos. Trabalhou também na Laborterapica Bristol, Pfizer, Darrow e Beecham. Possui vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre Indústria Farmacêutica. Fundador e Ex-Presidente do Conselho Consultivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). Presidente do Conselho Consultivo da ABIMIP (Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição – Autocuidado). É membro do Conselho Diretor da ABPI (Associação Brasileira de Propriedade Intelectual). É membro do Conselho de Relações Internacionais da FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). É membro do Conselho Consultivo de Veirano & Advogados Associados. É membro do Conselho Consultivo do Instituto Saúde e Sustentabilidade. É membro do Conselho Consultivo do ETCO. É membro do Conselho de Minerva da UFRJ. É membro do IIPT (Innovation, Intellectual Property and Trade Committee) da IFPMA (International Federation of Pharmaceutical Manufactures Associations – Geneve, Switzerland).

Honrarias e Homenagens: Em 2000 recebeu o título de Benemérito da Academia Nacional de Medicina. Foi condecorado em 2001 pela Rainha da Inglaterra como Membro da Ordem do Império Britânico (OBE). Em 2001 recebeu o título de Cidadão Honorário de Juiz de Fora. Em 2002 recebeu a Comenda Henrique Guilherme Fernando Halfeld. Em 2009 foi condecorado com a Comenda Colar Cândido Fontoura do Mérito Industrial Farmacêutico, pelo SINDUSFARMA (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo). Em 2013 foi eleito Membro de Honra e Diretor Vitalício da ABPI (Associação Brasileira de Propriedade Intelectual). Em 2014 foi condecorado pela FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) com a Medalha do Mérito Industrial do Rio de Janeiro. Em 2017 recebeu da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) a Medalha do Mérito Sobral Pinto por seus 50 anos de serviços prestados à Advocacia no Brasil.

Cláudio do Carmo Chaves

Médico pela Universidade Federal do Amazonas; Graduado em Ciências Biológicas também pela Universidade Federal do Amazonas; Especialista em Oftalmologia/AMB; Especialista em Administração Hospitalar, PUC/RJ; Doutor em Medicina, área de concentração Oftalmologia, Universidade de São Paulo; Pós-Doutor (Post Ph.D.), Center for Eye Research, Boston, MA/USA; Research Fellow of the Tufts University, Boston, MA/USA; Livre-Docente pela UNIRIO; Professor Associado/UFAM e Titular p/UFMG.

Ocupante da Cadeira nº 36 da Academia Brasileira de Educação.            

Membro das Academias Amazonense e Fluminense de Letras; das Academias de Medicina do Amazonas, do Rio de Janeiro e Brasileira de Medicina Militar; do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas; Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; Fellow of the American College of Surgeons; Benemérito da Academia Nacional de Medicina.

Ex-Deputado Federal/AM, com atuação nas Comissões de Educação, Cultura e Desporto, e de Saúde, Seguridade Social e Família; Professor e Pesquisador da FUNATI/AM;

Autor e Coautor de capítulos de livros e artigos científicos de Medicina; agraciado com diversas comendas de entidades culturais do Brasil e do exterior;

Afiliado em dezenas de associações culturais brasileiras e internacionais.

Curriculum Lattes

Gilberto Ururahy

Médico graduado pela Faculdade de Medicina da UFRJ com a especialidade em Medicina Preventiva. Desenvolveu a MedRio Check-up, clínica líder em check-ups para executivos no Brasil, tendo realizado mais de 150.000 check-ups médicos, com duas unidades: Botafogo e Barra da Tijuca.  

Publicou três livros de grande importância na área médica: “Como se tornar um bom estressado” (1997), “O cérebro emocional” (2005) e seu último lançamento foi o “Emoções e saúde” (2015). 

Devido as suas contribuições na área da saúde, foi homenageado com a Medalha Pedro Ernesto, Cidadão Honorário da Cidade do Rio de Janeiro em 2000, é também detentor da Medalha Tiradentes – Estado do Rio de Janeiro recebida em 2011. Ainda é detentor da Medalha Amigo da Marinha, da Medalha Ordem do Mérito do Judiciário e no ano de 2004 recebeu o título de Benemérito na Academia Nacional de Medicina. Internacionalmente, tornou-se detentor da Medalha Ordem Nacional do Mérito do Governo Francês e detentor da Medalha da Academia Nacional de Medicina da França.  

Além de sua clínica, atua como Diretor e Conselheiro da Câmara de Comércio França-Brasil e, há 16 anos, responsável pelo Comité de Saúde desta Câmara. Também é Diretor e Chairman do Comitê de Saúde da Câmara Americana do Comércio do Rio de Janeiro, há 12 anos.  

Dentre as palestras que realizou ao longo de sua carreia, destaca-se como Conferencista no MIT – Cambridge – USA onde, em 2011, proferiu a palestra “A Globalização e a Saúde do Nômade Contemporâneo”. 

Ainda é Presidente do Conselho de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro, há 3 anos e Presidente da Associação dos Membros da Ordem Nacional do Mérito da França no Brasil. 

Pedro Monteiro Sampaio

Nasceu em 12 de fevereiro de 1924, em Parnaíba (PI).

Filho de Firmino José Sampaio e Almerinda Monteiro Sampaio

Graduou-se na Faculdade Nacional de Medicina, pela antiga Universidade do Brasil (hoje UFRJ), onde concluiu Doutorado e lecionou Neurologia.

Professor Titular de Neurocirurgia da UFRJ, Faculdade de Medicina Souza Marques e da Faculdade de Medicina da Escola Carlos Chagas. Professor Emérito de Neurocirurgia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Diretor do Hospital de Ipanema, Presidente do Departamento de Especialidades Cirúrgicas da UFRJ e Chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Pedro Ernesto, da UERJ, onde formou inúmeros discípulos.

Membro emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Titular das seguintes sociedades: Academia Brasileira de Neurocirurgia, Academia Brasileira de Neurologia, Academia Brasileira de Reabilitação e Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Além disso, foi Membro Correspondente da Schiweiriches Neurochirurgische Gesellchaft, Societé de Neurocirurgie de Lion, Vermont Neurosurgical Society e Professor Correspondente da Universidade de Stanford.

Ganhou diversas condecorações, como as medalhas de honra da World Federation of Neurosurgical Societies, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, do Núcleo Central do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Também ganhou a medalha de ouro da Federação Latinoamericana de Neurocirurgia, a medalha do Mérito Naval e o título de Cidadão Honorário do Rio de Janeiro.

Foi homenageado no XIII Congresso Mundial de Neurocirurgia, realizado no Marrocos em junho de 2005, como “Personalidade Neurocirúrgica de Destaque da World Federation of Neurocirurgical Societies”.

Trabalhou ininterruptamente no seu consultório particular até poucos dias antes do seu falecimento. Foi um Acadêmico muito comunicativo e de forte presença.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Cirurgia da Hipófise via Oro-Septal Transesfenoidal”.

No dia 02 de junho de 2016 compareceu à Sessão da Academia Nacional de Medicina, na qual conversou ativamente com seus pares, como de costume. Alguns dias depois sentiu-se mal e foi internado com complicações de insuficiência renal.

Faleceu em 08 de julho de 2016.

Cirurgia de Urgência na época de Covid-19 / A importância do SUS na saúde

 
     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
14h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina
Acad. Rubens Belfort Jr.

   
 

CIRURGIA DE URGÊNCIA NA ÉPOCA DE COVID-19

Organização:
Acads. José de Jesus Camargo e Samir Rasslan

Coordenação:
Acads. Octavio Vaz e Rossano Fiorelli

 
   
   
14h15

A Cirurgia de Urgência na Era da COVID-19
Prof. Dr. Edivaldo Utiyama (HC/FMUSP) – 20 min

Comentários: Prof. Dr. Luis Von Bahten (CBC) – 10 min
   
   
CASOS CLÍNICOS
   
14h45

Endocardite Bacteriana e Abscesso Esplênico
Apresentação: Dr. Roberto Rasslan (HC/FMUSP) – 15 min

Comentários: Acad. Fabio Jatene – 10 min
  Acad. Raul Cutait – 10 min
   
   
15h20

Colecistite Aguda
Apresentação: Dr. Sérgio Damous (HC/FMUSP) – 15 min

Comentários: Acad. Delta Madureira – 10 min
  Acad. Glaciomar Machado – 10 min
   
   
15h55

Perfuração Duodenal Pós-Nefrectomia
Apresentação: Dr. Jones Pessoa dos Santos (HC/FMUSP) – 15 min

Comentários: Acad. Pres. Francisco Sampaio – 10 min
  Acad. Celso Portela – 10 min
   
   
16h30

A Experiência do HC/FMUSP no atendimento de pacientes com COVID-19
Profa. Dra. Eloisa Bonfá (Diretora Clínica HC/FMUSP)

   
   
16h50

Discussão com a Bancada Acadêmica

   
   
17h30

Intervalo

   
 

Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XXI – Ano Acadêmico 191

 
   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina
Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h05

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h10

Comunicações dos Acadêmicos

   
   
 18h30

A Importância do SUS na Saúde Pública
Acad. José Gomes Temporão – 20 min
Prof. Dr. Gonzalo Vecina – 20 min

   
   

Discussão com a Bancada Acadêmica

   
   
20h

Encerramento

 
     

Impacto da Covid-19 no Ensino de Graduação em Medicina

     
  COORDENADORES  
     
 

Acad. Francisco José Barcellos Sampaio

   
   

Acad. Rui Monteiro de Barros Maciel

 
     
     
  PROGRAMAÇÃO  
     
 
15h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina
Acad. Rubens Belfort Jr.

Coordenadores
Acad.
Francisco Sampaio
Acad.
Rui Maciel

   
   
15h15

Impacto da Covid-19 no Ensino Médico
Prof. Naomar de Almeida Filho
Universidade Federal da Bahia (UFBA)

   
   
15h35

O ambiente educacional e a resposta à pandemia: a experiência da UFRGS
Profa. Cristina Neumann
Coordenadora do Curso de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

   
   
15h55

Discussão

   
   
16h10

Ensino remoto para o Curso Médico – Limites
Prof. Alexandre Holthausen Campos
Diretor de Graduação em Medicina, Ensino Einstein

   
   
16h30

Experiência da YDUQS Estácio de Sá
Eduardo Parente – CEO YDUQS
Dr. Silvio Pessanha – Diretor de Medicina da YDUQS

   
   
16h50

Plataformas focadas na experiência do Usuário no Ensino Remoto On-Line
Dr. Lucas Cottini
CEO Jaleko

   
   
17h10

Luiz Fernando B Grell de Moraes
Terceiranista da Escola Paulista de Medicina e
Presidente do IX Brazilian International Congress of Medical Students

   
   
17h20

Discussão

   
   
17h30

Intervalo

   
   
Sessão Ordinária da Academia Nacional de Medicina
XX – Ano Acadêmico 191
   
   
18h

Abertura
Presidente da Academia Nacional de Medicina
Acad. Rubens Belfort Jr.

   
   
18h10

Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

   
   
18h15

Comunicações dos Acadêmicos

   
   
18h30

Estratégias de Ensino para o Curso Médico Pós-Pandemia
Prof. Milton de Arruda Martins
Professor Titular de Clínica Médica e Coordenador do Curso de Medicina da FMUSP

   
   
19h

Medical Education in Pandemic and Post-Pandemic Times
Nancy Hueppchen
MD Associate Dean of Undergraduate Medical Education The Johns Hopkins University School of Medicine

   
   
19h30

Discussão com a Bancada Acadêmica

   
   
20h

Encerramento

   
 

Julho Amarelo: Mês de Conscientização das doenças do Fígado

O Julho Amarelo, à semelhança de outros eventos marcantes do calendário, como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, é o mês dedicado a campanha de conscientização sobre as principais doenças do Fígado e, em particular, as hepatites virais.

As hepatites virais são consideradas, desde os idos tempos da história da humanidade, um dos nossos maiores problemas de saúde publica. Hipocrates ao descrever, no 5o século antes de Cristo, quadro epidêmico de icterícia, tornou-se, muito provavelmente, o responsável pelo primeiro relato de surto de hepatites virais de que se tem noticia. Posteriormente, outros registros surgiram, muitos associados a guerras ou a condições de saneamento básico inadequado ou inexistente.

Na última metade do século passado notável desenvolvimento ocorreu na área da Moderna Hepatologia, com a descoberta, isolamento e clonagem dos principais tipos de hepatites virais (A, B, C, D, E), divididos em dois grupos: os entericamente transmitidos (A e E) e àqueles transmitidos por via parenteral (percutanea), sexual e vertical (perinatal) (B, C e D). Acrescente-se a essas descobertas, o desenvolvimento e a produção desde os anos 80/90 das vacinas contra os vírus da hepatite A e B, ja disponíveis em nosso meio e dispensadas na rede pública de saúde.

Duas dessas formas de hepatite chamam a atenção pelo seu potencial de cronificação e de complicações: A hepatite B altamente endêmica no sudeste asiático e na Africa subsaahariana é responsavel por mais de 300 milhões de individuos contaminados, muitos que se contaminaram pela via vertical ou seja durante o trabalho de parto, podendo nesses recém natos evoluir para cronificação em até 60 a 80% dos casos. A hepatite C, predominantemente adquirida por exposição, no passado remoto a transfusão de sangue e derivados, uso e compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas pelo uso de drogas ilicitas injetáveis é responsável por mais de 70 milhões de casos em todo o mundo, sendo que 75 a 85% dos casos irão evoluir para hepatite crônica e cerca de 20% a 30% destes para cirrose e suas complicações como o cancer do fígado, falencia hepática e transplante de fígado. No Brasil admite-se que tenhamos taxas de 0.5% a 1.0% de prevalência, respectivamente das hepatites B e C.

A Organização Mundial de Saúde em 2017, em conjunto com vários paises, incluindo o Brasil, planeja a erradicação das hepatites virais até 2030, meta ambiciosa, mas que repousa na identificação e triagem da população susceptivel, em sua maioria assintomática e anictérica (sem a presença da cor amarela nos olhos). Em todo o mundo e, até mesmo nos paíse ditos desenvolvidos, mais de 80% dos indíviduos não foram triados e nem diagnósticados e, o que é mais decepcionante, menos de 25% foram tratados com as drogas antivirais específicas para a hepatite B (Entecavir e Tenofovir) e para a hepatite C (Agentes antivirais de ação direta -DAA) como o Sofosbuvir, Ledipasvir e Velpatasvir, todos dispensados na rede de atenção básica de saude do SUS.

Dessa forma, faz-se necessária ampla rede de testagem dos nossos cidadãos, assim como o acesso aos serviços de referencia, além da conscientização da importância das medidas de higiene e prevenção.

Nesse momento de pandemia do novo coronavírus que nos impõe isolamento e distanciamento social as nossas campanhas de testagem e triagem sorológica, habitualmente realizadas de modo presencial, tornaram-se proibitivas, o que não nos impede de conclamar a toda a sociedade brasileira para que se conscientize sobre a importância das doenças do fígado e, em particular das hepatites virais. 

É de fundamental importância a noção de que essas infecções virais são preveníveis por medidas de saneamento básico e água tratada para as formas de transmissão oral e fecal, como, também, já dispomos de vacinas seguras, altamente eficazes na prevenção das hepatites A, B e, por consequinte, D (Delta) e, de tratamento antiviral com altas taxas de cura, superiores a 95%, para as formas de hepatite viral C.

Carlos Eduardo Brandão-Mello é Professor Titular da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro – UNIRIO. Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e Membro Titular da Academia Nacional de Medicina (ANM)

A Importância das Hepatites Virais e das doenças crônicas do Fígado

As hepatites virais são consideradas, desde os idos tempos da história da humanidade, um dos nossos maiores problemas de saúde pública.  Hipócrates ao descrever, no 5o século antes de Cristo, um quadro epidêmico de icterícia, tornou-se o responsável por um dos primeiros relatos de surtos de hepatites virais de que se tem notícia. 

Posteriormente, outros registros surgiram, muitos associados a guerras ou a condições de saneamento básico inadequado ou inexistente. 

Muitos séculos depois de Hipócrates, já no final do século 19, surgiram os primeiros registros de casos de hepatites transmitidas por via percutânea, tendo sido, estes, descritos por Lurman e colaboradores. 

Nas décadas seguintes diversos autores descreveram casos de hepatites transmitidas por via percutânea, sendo que, somente em meados do século passado (1943), surgiram as primeiras associações de casos de hepatite com transfusão de sangue e derivados.

Com relação à identificação dos vírus e seus marcadores, as últimas décadas do século passado foram bastante profícuas.  Em meados dos anos 60, Baruch Blumberg identificou o antígeno de superfície (HBsAg), o qual foi, inicialmente, denominado antígeno Austrália (Au), por ter sido identificado a partir de estudo realizados em aborígenes australianos. 

Praticamente uma década se passou até que Steven Feinstone, em estudos utilizando fezes de humanos, identificasse, através de imunomicroscopia eletrônica o HAV. 

A identificação do vírus Delta (HDV), em 1977, através dos estudos de Mario Rizzeto, também ocupou lugar de destaque na década de 70, tornando mais amplas as possibilidades de estudos das hepatites virais.  O vírus E, cujas características epidemiológicas se assemelham as do vírus A, foi identificado na década de 80, através de imunomicroscopia eletrônica, tendo sido clonado somente em 1990, quando recebeu a denominação atualmente em uso. 

Alguns anos se passaram até que outro vírus pudesse ser identificado.  Em 1989, Choo et al. identificaram o vírus da hepatite C (HCV), um dos vírus de transmissão parenteral pertencente ao grupo dos agentes não-A, não-B, permitindo redução drástica das infecções através das transfusões de sangue e/ou derivados.

A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) é a mais importante causa de hepatite crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular, sendo a principal causa de indicação de transplante hepático no mundo industrializado (Sherlock, 1994, Sherlock, 1995, Manns, 2017). A hepatite provocada pelo HCV é transmitida predominantemente por via parenteral, no passado remoto através de transfusões de sangue e seus derivados e, mais recentemente, pelo uso de drogas ilícitas injetáveis e através de promiscuidade sexual.

Estimava-se que mais de 170 milhões de indivíduos estivessem cronicamente infectados pelo HCV em todo o mundo (Sherlock, 1995, Manns, 2017). Atualmente a prevalência global de indivíduos infectados pelo HCV baseado na positividade por anticorpos anti-HCV é estimada em 1,6 % (variando de 1,3%-2,1 %), o que corresponderia a 115 milhões (variando de 92-149 milhões) de indíviduos infectados. Entretanto, alguns indivíduos espontaneamente ou por resultado de tratamento conseguem eliminar o vírus, persistindo apenas os anticorpos anti-HCV reagentes. Portanto, se levarmos em conta apenas a prevalência global virêmica, a estimativa reduz-se para 1% (variando de 0,8-1,14 %) ou 71 milhões (variando de 62-79 milhões) de pessoas infectadas com o HCV (MANNS et al., 2017; Blach, 2017).

Mais recentemente no Brasil, a prevalência da infecção virêmica pelo HCV é estimada em 0,9 % (variando entre 0,6%-0,9%), o que corresponderia a um população de quase dois milhões de pessoas infectadas (BLACH et al., 2017). Esses dados foram revistos pelo Ministério da Saúde do Brasil sendo a estimativa de prevalência de 0.7%, ao redor de 700 mil casos.

O HBV pode ser transmitido por via parenteral, através da inoculação de sangue ou derivados infectados, por via sexual, perinatal e intra-domiciliar. O período de incubação do HBV varia de 42 a 180 dias, podendo estar presente na saliva, sêmen e outros fluídos biológicos, como líquor e secreção vaginal.

O HBV apresenta elevada prevalência em indivíduos sexualmente promíscuos (homo e heterossexuais) e em usuários de drogas ilícitas injetáveis. Outro grupo de risco para a aquisição do HBV inclui os profissionais da área de saúde, como dentistas, enfermeiros, médicos, funcionários de banco de sangue e de laboratórios. 

A transmissão vertical do HBV de mães HBsAg e HBeAg positivo para o recém-nato durante o trabalho de parto é a principal via de contaminação observada em regiões de alta endemicidade, como no sudeste asiático e na África subsaahariana, sendo que o risco de cronificação, nestes casos, pode atingir 60% a 90%.

A freqüência da infecção pelo HBV e os modos de transmissão são marcadamente diferentes nas diversas regiões do globo. Nos Estados Unidos, com exceção do Alaska, onde a prevalência é alta, Europa Ocidental e Austrália a infecção pelo HBV é de baixa endemicidade, com ocorrência primária na idade adulta e taxas de cronificação de 0,2% a 0,9%.

Em contraste, a infecção pelo HBV é altamente endêmica na China, Sudeste Asiático, África sub-Saahariana, Ihas do Pacífico e em certas regiões do Oriente Médio, onde as taxas de prevalência da infecção crônica atingem 8% a 15%.

No Brasil evidenciou-se, em geral, baixa prevalência na Região Sul e alta prevalência na Região da Bacia Amazônica. (Brandão-Mello, et al., 2001; 2004; Brandão-Mello & Figueiredo Mendes, 2006, Brandão-Mello & Figueiredo Mendes, 2008; Focaccia , 2013,)

As hepatites virais são em sua grande maioria assintomáticas e seu diagnóstico repousa no diagnóstico imunosorológico através de testes de enzimaimunoensaio realizados por testagem rápida e em bancos de sangue e laboratorios. A OMS organizou um programa de erradicação das hepatites virais até 2030 baseado na identificação de maior numero de sujeitos e das campanhas de vacinação contra as hepatites virais A e B, que já apresentam vacinas disponíveis em quase todos os paises.

Cirrose Hepática e sua importância clinica

As hepatopatias crônicas são importantes causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Admite-se que existam mais de 70 milhões de indivíduos infectados pelo vírus da hepatite C (HCV) e de mais de 350 milhões infectados pelo vírus da hepatite B (HBV), distribuídos pelos cinco continentes. Essas duas enfermidades podem se cronificar e complicar ocasionando o surgimento de cirroses e de carcinoma hepatocelular.  

O consumo e abuso do álcool continua sendo outra importante causa de cirrose hepática, rivalizando-se as formas virais como as duas maiores etiologias da cirrose hepática

No Brasil estima-se que cerca de 1% da população esteja infectada pelo HCV e  0.5% a 1% pelo HBV. A hepatite crônica pelo HCV é uma das principais causas de cirrose e de indicação para o transplante hepático no mundo industrializado.

Além das cirroses de etiologia viral e alcoólica, extremamente prevalentes em todo o mundo, destacamos, também, a doença gordurosa não alcoolica do fígado e as hepatites crônicas e cirroses de natureza auto-imune, medicamentosas, principalmente pelo uso de alfametildopa, isoniazida, propiltiouracil, metabólicas, por sobrecarga de ferro (hemocromatose) e cobre (doença de Wilson), dentre outras.

Lembramos que as cirroses encontram-se, nos dias de hoje, dentre as dez principais causas de morte na população mundial, juntamente com as doenças cerebrovasculares, coronarianas, neoplasias, traumas e doenças renais.

O espectro de apresentação clínica dos pacientes com cirrose hepática pode compreender desde formas assintomáticas, nas quais os pacientes são identificados incidentalmente ao se submeterem a exames médicos periódicos e de rotina laboratorial, até formas de apresentação exuberante, florida, nas quais os pacientes exibem manifestações de insuficiência hepatocelular, com icterícia, diáteses hemorrágicas, ascite e hipertensão portal.

O Espectro da Doença Gordurosa Não Alcóolica do Fígado

A doença gordurosa não alcoolica do fígado (NAFLD na abreviatura inglesa) é uma desordem caracterizada pelo excesso de acúmulo de gordura (na forma de triglicerideos) nos hepatócitos (> 5% de conteúdo de gordura no fígado) referido como esteatose hepática.

Admite-se, hoje em dia, que a frequência de cirrose decorrente de NASH já ultrapassou àquela provocada pelo vírus da hepatite C, como a principal indicação de transplante hepático em adultos, com menos de 50 anos de idade.

A doença gordurosa não alcoolica (NAFLD) é atualmente a causa mais comum de alterações de enzimas hepáticas nos países ocidentais. De acordo com estudos populacionais usando ultrassonografia ou tomografia a prevalência de NAFLD é de 20% a 50%, sendo que com o emprego da RNM por espectroscopia a freqüência chega a ser de 45% em hispânicos, 33% em brancos e 24% na população negra nos EUA.

A prevalência de NAFLD chega a ser até maior em pacientes com outras comorbidades como Diabetes Mellitus tipo 2 (40% a 80%) e de 30% a 90% em obesos.

Por outro lado a recíproca também é verdadeira: pacientes com diabetes tem risco incrivelmente maior de desenvolver NASH, ainda mais naqueles com história familiar de diabetes; de morte por doença hepática crônica e cirrose e, é até 3 vezes maior o risco de morte por doença hepática crônica atribuída a presença de NASH.

Figado e COVID 19

Desde dezembro de 2019, um surto de infecção por um novo Coronavírus (SARS-CoV-2), iniciado em Wuhan (China), se tornou uma pandemia, promovendo séria ameaça à saúde publica em todo o mundo. O número crescente de casos (mais de 1 milhão até 05 de abril de 2020) atingiu proporções alarmantes na China, na Europa e nos EUA, e chegou ao Brasil em 26 de fevereiro de 2020.

A maioria dos casos de infecção pelo COVID-19 (> 80%) são assintomáticos ou com sintomas leves que se resolvem sem necessidade de tratamento específico. Entretanto, cerca de 15% podem evoluir com pneumonia intersticial grave e ter taxas de mortalidade de até 5%. Em geral, as formas graves decorrem de dano alveolar pulmonar e insuficiência respiratória grave (SARS).

O envolvimento hepático na infecção pelo COVID-19 foi objeto de estudo em, pelo menos, 7 séries de casos que analisaram os aspectos clínicos e serão resumidos a seguir em 5 tópicos distintos:

  1. Manifestações hepáticas em pacientes sem hepatopatias prévias.
  2. Manifestações hepáticas em pacientes com hepatopatias prévias.
  3. Potenciais mecanismos de lesão hepática.
  4. Manifestações hepatobiliares e gastrointestinais.
  5. Manifestações hepáticas em pacientes com doenças autoimunes, colestáticas, carcinoma hepatocelular e transplante hepático.

 Manifestações hepáticas em pacientes sem hepatopatias prévias:

As manifestações clínicas da infecção pelo SARS-CoV-2 são predominantemente de febre (98%), fadiga (69%), tosse seca (59%), anorexia (39%), mialgia (34%), dispneia (31%), diarreia e náuseas (10%), segundo um estudo chinês que analisou mais de 1.099 pacientes.

Cerca de 2% a 11% dos casos de infecção pelo COVID 19 apresentavam anormalidades laboratoriais hepáticas. A frequência de elevação das aminotransferases variou de 20% a 53%, sendo esta ocorrência maior nos pacientes com manifestações clínicas mais graves (ALT, AST > 2 x limite superior da normalidade (LSN). Nos casos leves, o aumento das enzimas hepáticas parece ser transitório e sem repercussões clínicas, não sendo necessário nenhum tratamento específico. 

 Aumento das bilirrubinas e redução das concentrações de albumina são pouco frequentes, mas podem ocorrer, principalmente, nos casos de evolução mais grave. Nestes, observou-se também alterações da coagulação, como prolongamento do tempo de protrombina, plaquetopenia, fibrinólise, coagulação intravascular disseminada (CIVD) e episódios de tromboembolia pulmonar.

Manifestações hepáticas em pacientes com hepatopatias prévias:

Na China, cerca de 300 milhões de indivíduos são portadores de infecção pelos vírus das hepatites B (HBV) e C (HCV) ou apresentam doença hepática crônica de etiologia metabólica. Desta forma, não seria incomum a ocorrência de infecção pelo novo coronavírus em pacientes com doenças hepáticas prévias. Admite-se que 2% a 11% dos pacientes com COVID-19 na China apresentavam doenças hepáticas crônicas pré-existentes. Nos pacientes com hepatite crônica viral B ou C o tratamento antiviral deve ser mantido e deve se avaliar o melhor momento para o inicio da terapia naqueles à espera dos medicamentos.

É plausível que pacientes com doença hepática crônica e cirrose hepática, à semelhança dos diabéticos, hipertensos, cardiopatas, portadores de DPOC e insuficiência renal crônica, possam apresentar maior susceptibilidade a infecções graves pelo SARS-CoV-2, porém este fato precisa ser avaliado por estudos clínicos. Atenção especial deve ser dispensada aos pacientes com cirrose descompensada Child B ou C e aqueles com hepatopatias crônicas em idade avançada. Sinais de descompensação da cirrose como encefalopatia hepática, icterícia, ascite ou sangramento digestivo devem ser avaliados para a possibilidade de se relacionarem com o COVID-19.

Dr. Carlos Eduardo Brandão-Mello

Professor Titular do Departamento de Clínica Médica da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)

Membro Titular da Academia Nacional de Medicina (ANM)

MANIFESTAÇÕES HEPÁICAS NA INFECÇÃO PELA COVID-19

Carlos Eduardo Brandão Mello1 & João Marcello de Araujo Neto2

Introdução

Desde dezembro de 2019, um surto de infecção por um novo Coronavírus (SARS-CoV-2), iniciado em Wuhan (China), se tornou uma pandemia, promovendo séria ameaça à saúde publica em todo o mundo. O número crescente de casos (mais de 1 milhão até 05 de abril de 2020) atingiu proporções alarmantes na China, na Europa e nos EUA, e chegou ao Brasil em 26 de fevereiro de 2020.

A maioria dos casos de infecção pelo COVID-19 (> 80%) são assintomáticos ou com sintomas leves que se resolvem sem necessidade de tratamento específico. Entretanto, cerca de 15% podem evoluir com pneumonia intersticial grave e ter taxas de mortalidade de até 5%. Em geral, as formas graves decorrem de dano alveolar pulmonar e insuficiência respiratória grave (SARS).

Até o momento, o envolvimento hepático na infecção pelo COVID-19 foi objeto de estudo em, pelo menos, 7 séries de casos que analisaram os aspectos clínicos e serão resumidos a seguir em 5 tópicos distintos:

  1. Manifestações hepáticas em pacientes sem hepatopatias prévias.
  2. Manifestações hepáticas em pacientes com hepatopatias prévias.
  3. Potenciais mecanismos de lesão hepática.
  4. Manifestações hepatobiliares e gastrointestinais.
  5. Manifestações hepáticas em pacientes com doenças autoimunes, colestáticas, carcinoma hepatocelular e transplante hepático.

A) Manifestações hepáticas em pacientes sem hepatopatias prévias:

As manifestações clínicas da infecção pelo SARS-CoV-2 são predominantemente de febre (98%), fadiga (69%), tosse seca (59%), anorexia (39%), mialgia (34%), dispneia (31%), diarreia e náuseas (10%), segundo um estudo chinês que analisou mais de 1.099 pacientes. Nesta coorte, 81% dos casos tiveram apresentações clínicas leves, 13.8% foram casos graves (FR > 30 irpm, saturação de O2 < 93% e infiltrado pulmonar >50%) e, 4.7% eram pacientes críticos necessitando de ventilação mecânica e complicados por insuficiência renal, choque ou falência de múltiplos órgãos.

Cerca de 2% a 11% dos casos de infecção pelo COVID 19 apresentavam anormalidades laboratoriais hepáticas. A frequência de elevação das aminotransferases variou de 20% a 53%, sendo esta ocorrência maior nos pacientes com manifestações clínicas mais graves (ALT, AST > 2 x limite superior da normalidade (LSN). Nos casos leves, o aumento das enzimas hepáticas parece ser transitório e sem repercussões clínicas, não sendo necessário nenhum tratamento específico. 

Na análise preliminar de 1076 pacientes chineses infectados pela COVID-19 vistos no CUIMC, a frequência de elevações de AST/ALT > LSN foi de 33%; maior de 2 x o LSN de 10% e > 5 x o LSN de 2.4%. A elevação de AST maior do que a ALT pode sugerir, também, a possivel contribuição da AST oriunda de outros sítios fora do fígado, principalmente músculos.

Em uma série de casos foi relatado aumento isolado de gamaglutamiltranspeptidase (GGT) em até 54% dos pacientes, sendo, na grande maioria dos casos associado a fosfatase alcalina normal. Sabe-se que as células dos ductos biliares (colangiócitos) tem grande expressão de enzima conversora de angiotensina 2 que funciona como receptor viral. Embora o aumento de GGT já tenha sido evidenciado nesta pandemia, ainda não se sabe se doenças colestáticas podem ser exacerbadas pelo SARS-CoV-2.

 Aumento das bilirrubinas e redução das concentrações de albumina são pouco frequentes, mas podem ocorrer, principalmente, nos casos de evolução mais grave. Nestes, observou-se também alterações da coagulação, como prolongamento do tempo de protrombina, plaquetopenia, fibrinólise, coagulação intravascular disseminada (CIVD) e episódios de tromboembolia pulmonar.

Outras causas aventadas para as elevações de aminotransferases dizem respeito aos mecanismos de hipóxia, isquemia, miosites, hepatoxicidade por drogas e a síndrome de resposta inflamatória com a liberação de citocinas.

B) Manifestações hepáticas em pacientes com hepatopatias prévias:

Na China, cerca de 300 milhões de indivíduos são portadores de infecção pelos vírus das hepatites B (HBV) e C (HCV) ou apresentam doença hepática crônica de etiologia metabólica. Desta forma, não seria incomum a ocorrência de infecção pelo novo coronavírus em pacientes com doenças hepáticas prévias. Admite-se que 2% a 11% dos pacientes com COVID-19 na China apresentavam doenças hepáticas crônicas pré-existentes. Nos pacientes com hepatite crônica viral B ou C o tratamento antiviral deve ser mantido e deve se avaliar o melhor momento para o inicio da terapia naqueles à espera dos medicamentos.

É plausível que pacientes com doença hepática crônica e cirrose hepática, à semelhança dos diabéticos, hipertensos, cardiopatas, portadores de DPOC e insuficiência renal crônica, possam apresentar maior susceptibilidade a infecções graves pelo SARS-CoV-2, porém este fato precisa ser avaliado por estudos clínicos. Atenção especial deve ser dispensada aos pacientes com cirrose descompensada Child B ou C e aqueles com hepatopatias crônicas em idade avançada.

Sinais de descompensação da cirrose como encefalopatia hepática, icterícia, ascite ou sangramento digestivo devem ser avaliados para a possibilidade de se relacionarem com o COVID-19.

No contexto do COVID-19, o uso de sistemas de diálise hepática em pacientes com sinais de insuficiência hepática pode ser considerado, mas necessita de mais estudos.

C) Potenciais mecanismos de lesão hepática

Estudos de biologia molecular por técnicas de RT-PCR revelaram a presença do genoma viral no tecido hepático e nas células de revestimento do epitélio biliar. O dano hepático na infecção pelo COVID 19 parece ocorrer por efeito citotóxico viral direto, mas também é possível ocorrer dano secundário imunomediado ou desencadeado pela tempestade inflamatória (bystander hepatitis), com a produção e liberação de citocinas pró-inflamatórias, como IL-1 e IL-6.

Estudos anatomopatológicos de fragmentos hepáticos revelaram a presença de esteatose microvesicular associada de processo inflamatório portal e lobular, além de necrose hepática focal e centrolobular. São aspectos morfológicos muito semelhantes aos descritos na sepse e doença gordurosa não alcóolica do fígado.

É importante citar que no contexto de infecções graves, em caso de dano hepático, deve-se considerar no diagnóstico diferencial hepatite isquêmica, sepse ou congestão venosa do fígado pela sobrecarga cardíaca direita nos pacientes com pneumonia intersticial e fibrose pulmonar.

Os medicamentos utilizados no manejo dos pacientes com COVID-19 grave podem causar lesão hepática, a destacar antibióticos macrolídeos como a azitromicina, quinolonas, clavulanato, antivirais como Lopinavir/Ritonavir, Favipiravir, Atazanavir, Remdesivir, Cloroquina e Hidroxicloroquina e inibidores da IL-6 e imunomoduladores, como Tocilizumab, Siltuximab e Sarilumab. A possibilidade de interação medicamentosa deve ser lembrada com o uso de antivirais como o Ritonavir e de alteração do intervalo QT com o emprego da cloroquina/hidroxicloroquina.

D) Manifestações hepatobiliares e gastrointestinais

Em cerca de 2% a 10% dos casos, as manifestações inaugurais do COVID-19 são gastrointestinais ou hepatobiliares. Os principais sintomas digestivos descritos são náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, mesmo na ausência de sintomas respiratórios. É possível que pacientes com este perfil possam apresentar pior evolução.

Outras formas de apresentação já foram descritas como a dor abdominal em quadrante superior direito, simulando quadros de colecistite alitiásica e dor abdominal em barra, sugerindo pancreatite aguda viral. Há relatos de apendicite aguda, adenites mesentéricas e de falsos quadros de abdômen agudo em pacientes com COVID-19.

Desse modo, deve-se aumentar o índice de suspeição para os sintomas inespecíficos fora do sistema respiratório que pode ser útil para as medidas de isolamento precoce dos pacientes.

O RNA viral do SARS-COV2 pode ser detectado nas células intestinais e nas fezes, sugerindo a possibilidade de transmissão oro-fecal.

E) Manifestações hepáticas em pacientes com doenças autoimunes, colestáticas, CHC e transplante hepático.

Ainda não se sabe se pacientes com doenças autoimunes em tratamento ou após o transplante hepático têm maior risco nas infecções pelo COVID-19. Estudos com pacientes imunossuprimidos na Itália por outras doenças não evidenciaram maior risco desta população.

As orientações de guidelines internacionais sugerem que os pacientes em imunossupressão e não infectados pelo COVID 19 devem continuar utilizando as medicações nas doses habituais durante a pandemia, evitando-se assim exacerbações (flare) da doença hepática. Nos pacientes com COVID 19, pode-se reduzir a dose da prednisona para 10mg/dia e reduzir azatioprina, micofenolato e inibidores de calcineurina, principalmente no contexto de linfopenia, febre ou piora pulmonar.

Recentemente, D’Antiga et al. (2020) em Bergamo, demonstrou que entre 200 transplantados de fígado, incluindo 10 pacientes hospitalizados,  100 com hepatite autoimune e 3 em quimioterapia para hepatoblatoma, nenhum desenvolveu doença pulmonar clinicamente significativa, embora 3 testassem positivo para o COVID 19. Esses dados sugerem que pacientes imunossuprimidos não sejam considerados de risco mais elevado de doença pulmonar grave, quando comparados com a população geral.

É de fundamental importância que esta população permaneça regularmente monitorada pelas equipes médicas, mantendo as recomendações de isolamento domiciliar e rotinas de higiene similares à população geral.

Desconhece-se até o presente momento como é o comportamento da infecção pelo COVID-19 em pacientes com neoplasias primárias do fígado e naqueles com hepatites virais crônicas.

Pacientes com cirrose, hepatite autoimune em uso de imunossupressão e após transplante hepático devem ser orientados a entrar em contato com a equipe médica se apresentarem febre e/ou sintomas respiratórios. A estratificação de risco e orientação sobre necessidade de procurar serviço de urgências médicas deve ser feita conforme a gravidade dos sintomas.

Recomendações práticas da Sociedade Brasileira de Hepatologia para centros especializados de atendimento em Doenças do Fígado durante a pandemia:

  1. Consultas de rotina podem ser adiadas, criteriosamente. Recomenda-se checar os exames complementares recentes destes pacientes para planejar a melhor data de retorno.
    1. Atendimentos e exames complementares de pacientes oncológicos ou com cirrose descompensada não devem ser postergados. Recomenda-se evitar aglomerações na sala de espera e higienizar o ambiente de consulta entre os atendimentos.
  2. Para pacientes que já estão em acompanhamento nos serviços de Hepatologia, recomenda-se oferecer canais de comunicação à distância com a equipe médica por telefone e/ou telemedicina para orientações gerais de forma a minimizar as visitas hospitalares.
  3. Considerar a realização de paracenteses em ambientes separados das unidades de atendimento de urgência. Recomenda-se identificar os pacientes que necessitarão de paracenteses e realizá-las preventivamente antes que o paciente necessite procurar um serviço de urgência.
  4. Prolongar o tempo de validade das receitas médicas.
  5.  Colher exames laboratoriais de rotina em unidades separadas dos serviços de urgência. Evitar aglomeração de pessoas nos setores de coleta, priorizando aqueles com maior necessidade dos exames e espaçando o tempo entre as coletas.
  6. Considerando a possibilidade de isolamento domiciliar prolongado da comunidade, pacientes que necessitam realizar exames de rotina para rastreamento de hepatocarcinoma devem manter a rotina de exames em unidades distintas dos atendimentos de urgência.
  7. O tratamento de pacientes com hepatocarcinoma, não deve ser descontinuado ou atrasado.
  8.  A realização de biópsias e TIPS pode ser mantida, avaliando-se a premência de cada caso.
  9. Cirurgias de ressecção para hepatocarcinoma e transplante não devem ser consideradas eletivas e, precisam ser mantidas, na medida do possível, durante a pandemia. Contudo, a disponibilidade de leitos de terapia intensiva, ventiladores e hemocomponentes pode limitar a realização de cirurgias neste período.
  10. Quando possível, doadores e receptores de fígado para transplante podem ser testados para SARS-CoV-2. Todavia, considerando a dificuldade encontrada no país para testes de biologia molecular com resultado rápido, esta conduta deve individualizada em cada localidade.
  11. Conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a ligadura elástica de varizes de esôfago é um procedimento não urgente, porém com alta prioridade. Sua realização durante a pandemia deve considerar individualmente os riscos para equipe de saúde e os benefícios para o paciente.
  12. Pacientes com cirrose e imunossuprimidos devem receber vacina contra influenza annual e pneumococo.

Referências bibliográficas:

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  2. Zhang C, et al. Liver injury in COVID-19: management and challenges. Lancet Gastroenterol Hepatol 2020. www.thelancet.com/gastrohep Published online March 4, 2020. https://doi.org/10.1016/S2468-1253(20)30057-1
  3. Guan W-J, Ni Z-Y, Hu Y, et al. Clinical characteristics of 2019 novel coronavirus infection in China. N Engl J Med 2020; published online Feb 28. DOI:10.1056/NEJMoa2002032.
  4. Huang C, Wang Y, Li X, et al. Clinical features of patients infected with 2019 novel coronavirus in Wuhan, China. Lancet 2020; 395: 497–506.
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  6. Wang D, Hu B, Hu C, et al. Clinical characteristics of 138 hospitalised patients with 2019 novel coronavirus-infected pneumonia in Wuhan, China. JAMA 2020; published online Feb 7. DOI:10.1001/jama.2020.1585.
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  8. Xu X-W, Wu X-X, Jiang X-G, et al. Clinical findings in a group of patients infected with the 2019 novel coronavirus (SARS-Cov-2) outside of Wuhan, China: retrospective case series. BMJ 2020; published online Feb 19. DOI:10.1136/bmj.m606.
  9. Yang X, Yu Y, Xu J, et al. Clinical course and outcomes of critically ill patients with SARS-CoV-2 pneumonia in Wuhan, China: a single-centered, retrospective, observational study. Lancet Respir Med 2020; published online Feb 24. DOI:10.1016/S2213-2600(20)30079-5.
  10. Chai X, Hu L, Zhang Y, et al. Specific ACE2 expression in cholangiocytes may cause liver damage after 2019-nCoV infection. bioRxiv 2020; published online Feb 4. https://doi.org/10.1101/2020.02.03.931766 (preprint)
  11. Joint GI society message: COVID-19 clinical indights for our community of gastroenterologists and gastroenterology care providers. Disponível em: https://www.aasld.org/about-aasld/media/joint-gi-society-message-covid-19-clinical-insights-our-community.
  12. Gu J, Han B, Wang J. COVID-19: Gastrointestinal manifestations and potential fecal-oral transmission. Gastroenterology. 2020 Mar 3. pii: S0016-
  13.  Xiao F, Tang M, et al. Evidence for gastrointestinal infection of SARS-CoV-Gastroenterology. 2020 Mar 3. pii: S0016-5085(20)30282-1. [Epub ahead of print] 
  14.  Recomendações da Sociedade Brasileira da SOBED para endoscopia segura durante a pandemia por coronavírus – documento 003/2020 – 21/02/2020.
  15. Nota técnica da Sociedade Brasileira de Hepatologia sobre Manifestações Hepáticas na COVID 19. 22 de Março de 2020.
  16. D’Antiga et al. Coronaviruses and imunossupressed patients. Facts during the third epidemic Liver Transplantation 2020. https://doi:10.1002/LT25756.
  17.  Cardoso, F. Liver Transplantation in an ICU dominated by covid-19. Liver transplantation 2020.04 April 2020 . https://doi.org/10.1002/lt.25770.

2 Professor Titular do Departamento de Clinica Médica da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Professor Adjunto do Departamento de Clinica Médica da Faculdade de Medicina da UFRJ.

Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Membro Titular da Academia Nacional de Medicina

1 Professor Assistente do Departamento de Clinica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Médico do Instituto Nacional do Cancer (INCa).

Manoel do Rêgo Macedo

O Dr. Manoel Rêgo Macedo doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia.

Foi nomeado, por Decreto de 12 de outubro de 1845, Cirurgião Ajudante do Corpo de Artilharia da Marinha a servir desde essa data no Hospital da Marinha. Sendo dissolvido o corpo de artilharia da marinha e criado o de fuzileiros navais em 1848 continuou a servir no hospital da marinha no Corpo de Fuzileiros Navais.

Também serviu como 1º Cirurgião do Corpo de Saúde da Armada em 1851 e no ano seguinte foi transferido para o Corpo de Saúde do Exército com a graduação de Capitão.

Mais tarde esteve na Europa como membro de uma comissão para estudar a organização dos Hospitais Militares e serviços anexos, a fim de aplicar melhorias no Brasil.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1859, apresentando a Memória intitulada “Algumas considerações sobre os alimentos”.

Em 1866, o Dr. Manoel do Rego Macedo tomou para si a tarefa de levar a cabo o empreendimento para a criação da Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa. Para esse fim promoveu uma subscrição pública, na qual tinha lugar ricos e pobres, organizou quermesses e solicitou do governo e dos consignatários das barcas os favores de transporte de que podiam dispor.

Conseguiu levantar a soma próxima de 20 contos de réis, que utilizou para comprar do Comendador João Thomaz, o prédio em que foi instalada a Santa Casa e ainda se localiza até os dias atuais. Com o título da compra legalizado, o Hospital foi inaugurado em 1867 com o nome de Santa Casa e os Auspícios de Santa Isabel.

Recebeu o título de Comendador da Ordem da Rosa graças aos serviços prestados a cidade de Petrópolis.

Faleceu em 14 de abril de 1878, na cidade de Petrópolis.

Emílio Diniz da Silva

Nasceu em 19 de agosto de 1910, em Salvador (BA).

Filho de Adriano Silva Junior e Lydia Diniz da Silva.

Graduou-se em Farmácia (1930) e Medicina (1932) pela Faculdade de Medicina da Bahia.

Professor de Botânica da Escola Comercial Feminina da Bahia (1935); Auxiliar de Ensino de Farmacognosia da Escola de Farmácia de Bahia (1935); Assistente de Química Analítica da Escola de Farmácia da Bahia (1933-1938).

Livre Docente de Farmacognosia da Faculdade de Farmácia da Bahia (1937); Professor Catedrático de Farmacognosia da Faculdade da Farmácia e Odontologia do Estado do Rio de Janeiro (1953 a 1969).

Professor Interino de Farmácia Galênica da Faculdade Nacional de Farmácia (1953); Professor Titular de Farmacotécnica e Tecnologia Farmacêutica e de Cosméticos da UFRJ (1967), entre outras posições.

Foi Chefe do Departamento de Farmácia e Bioquímica (1969) e do Departamento de Tecnologia Farmacêutica (1974), ambos da Faculdade de Farmácia da UFRJ. Chefe do Serviço de Farmácia do Hospital dos Servidores do Estado (1947) e Diretor da Faculdade Nacional de Farmácia da Universidade do Brasil (1968).

Membro de diversas Sociedades Científicas, nacionais e internacionais, como a Associação Brasileira de Farmacêuticos e a Sociedade Brasileira de Química. Foi Sócio Fundador da Sociedade Brasileira de Alimentação e da Sociedade Brasileira de História da Farmácia. Presidente da Associação dos Servidores do IPASE e Representante da Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico e Bioquímico.

Participou de diversos congressos, simpósios e seminários, nacionais e estrangeiros. Integrou comissões examinadoras e publicou vários trabalhos científicos, prestando sua colaboração em várias instituições governamentais e particulares.

Entre os prêmios que recebeu, pode-se destacar a Medalha de Honra ao Mérito, acompanhada de Diploma, do Hospital dos Servidores do Estado, em 1969.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Aspectos Fármaco-Biodinâmicos da Medicação Oral”.

Faleceu em 15 de agosto de 1996.

Carlos Chagas Filho

Carlos Chagas Filho, médico, professor, cientista e ensaísta. Nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de setembro de 1910 e Filho do consagrado cientista e médico Carlos Justiniano Ribeiro Chagas e de Íris Lobo Chagas. Casou-se, em 1935, com Anna Leopoldina de Melo Franco, e com ela teve quatro filhas: Maria da Glória, Sílvia Amélia, Ana Margarida e Cristina Isabel.

Iniciou o curso secundário no Colégio Resende e diplomou-se pelos exames do Colégio Pedro II. Aos 16 anos ingressou na Faculdade de Medicina da antiga Universidade do Brasil, formando-se em 1931. Foi logo depois praticar a profissão em Lassance, no interior de Minas Gerais. Essa experiência colocou-o em contato direto com os problemas nacionais, confirmando a decisão de dedicar-se ao ensino e à pesquisa científica.

Ingressou no Instituto de Manguinhos, onde fez sua formação científica, no tempo em que aquele instituto era dirigido por Carlos Chagas, recebendo o diploma de especialização em Físico-Química, em 1935. Em 1932 fora nomeado assistente da cadeira de Patologia e, em 1934, da cadeira de Física Biológica. Foi em Manguinhos que se dedicou às áreas básicas da Medicina, criou a cadeira de Biofísica no Rio de Janeiro e no Brasil, utilizando técnicas novas de Radiobiologia, Farmacologia, Fisiologia e Bioquímica.

Em 1937, passou de Manguinhos para a então Universidade do Brasil, tornando-se professor titular da cadeira de Biofísica da Faculdade Nacional de Medicina. Após aprofundar seus estudos em centros de pesquisa na França, Inglaterra e Estados Unidos, criou o Laboratório de Biofísica da Faculdade de Medicina, que se transformaria, em 1946, no Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil. Imprimiu ali a formação multidisciplinar, associando a pesquisa ao ensino, em regime de dedicação exclusiva, e incorporando jovens com vocação científica. De seus laboratórios saiu toda uma geração de cientistas brasileiros, levando longe o nome do Rio de Janeiro como uma referência geográfica da ciência e da cultura. O Instituto de Biofísica é, hoje, um dos membros da International Federation of Institutes for Advanced Study – IFIAS.

Exerceu importantes postos administrativos, no Brasil e no exterior, sempre ligados à sua área, trabalhando pela formulação de uma política científica nacional. Foi diretor da Divisão de Pesquisas Biológicas do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), de 1951 a 1954, e Presidente da Academia Brasileira de Ciências, de 1964 a 1966. Chefiou organismos internacionais de pesquisa, como o Centro Nuclear de Porto Rico; foi secretário-geral da Conferência sobre a Aplicação da Ciência e da Tecnologia ao Desenvolvimento, em 1962-63; e Presidente do Comitê Científico para a Aplicação da Ciência e da Tecnologia ao Desenvolvimento, de 1966 a 1970, ambos da Organização das Nações Unidas.

Designado embaixador do Brasil junto à UNESCO, em 1966, pelo Presidente Castello Branco, ali desempenhou durante anos papel de relevo para o Brasil. Foi membro do Comitê Internacional para a Salvaguarda de Veneza; Vice-Presidente do Conselho Internacional de Uniões Científicas na França e, de 1973 a 1990, Presidente da Academia Pontifícia de Ciências, modelando-a como uma academia de ação. Mais de 80 reuniões científicas de repercussão internacional foram realizadas sob sua presidência.

Na área humanística, marcou-o a contínua reflexão filosófica e sociológica sobre a ciência, seu papel e seus rumos no mundo moderno. Mostrando consciência da oportunidade estratégica da ciência para o Brasil e para os países pobres, seus ensaios tomaram importância considerável em virtude da posição global e humanística que os caracterizavam, relacionando a ciência às demais formas de conhecimento e vinculando-a a promoção do ser humano.

Obteve o reconhecimento de diversos países, pelos quais foi condecorado: Suécia, Itália, Portugal, França, Espanha, Venezuela. Dentre os títulos honoríficos recebeu os de Doutor Honoris Causa das Universidades de Paris, Autônoma do México, Coimbra, Toronto, Liège, Bordeaux, Salamanca e, no Brasil, do Recife, da Bahia e de Minas Gerais. Recebeu o Prêmio D. Antônia Chaves Berchon d’Essarts (1931); Moinho Santista (1960); Prêmio Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia (1988); Prix Mondial Cino del Duca, da Fondation Simone et Cino del Duca, França (1989.)

Foi membro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro e do Conselho Federal de Cultura, ao longo dos anos 70 e 80. Nunca se afastou do Instituto Manguinhos, onde iniciou sua carreira científica, sendo membro do seu Conselho Técnico-Científico, Presidente do Conselho da Casa de Oswaldo Cruz e do Centro de Estudos da Fundação Oswaldo Cruz.

Foi membro titular ou correspondente de várias academias, entre as quais a Academia Brasileira de Ciências, Academia Pontifícia de Ciências, Academia das Ciências de Lisboa, Institut de France, American Academy of Arts and Sciences, American Philosophical Academy, Academia Nacional de Medicina da França, Academia Real da Bélgica, Academia de Ciências da Romênia e Academia Internacional de História das Ciências.

Faleceu no Rio de Janeiro em 16 de fevereiro de 2000.

Aluízio Rosa Prata

Nasceu em 1º de junho de 1920, em Uberaba (MG).

Filho de João Prata Junior e Delia Rosa Prata.

Graduou-se em Medicina, em 1945, pela antiga Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nas décadas de 40 e 50, trabalhou no Comando da Marinha e no Hospital Naval de Salvador e revigorou a Escola Tropicalista Baiana. Exerceu atividades de médico comunitário e sempre se dedicou à Clínica Médica, com especial interesse por doenças infecciosas e parasitárias. Durante o ano de 1965, teve uma rápida passagem pelo Departamento Nacional de Endemias Rurais, como Supervisor do Núcleo de Pesquisas na Bahia.

Após estágio na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com o Prof. João Alves Meira, prestou, na FMB-UFBA, o concurso de Livre Docência com Tese sobre “O Quadro Clínico e Laboratorial do Calazar”.

Logo depois, concorreu à Cátedra de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMB-UFBA, sendo aprovado com grande distinção e louvor em a tese “Biopsia Retal na Esquistossomose Mansoni: Bases e Aplicações no Diagnóstico e Tratamento”, com a qual demonstrou como os ovos de Schistosoma mansoni, descoberto na Bahia pelo Prof. Manoel Pirajá da Silva, migravam pelas paredes intestinais. Essa tese constituiu um marco no conhecimento científico dessa endemia, pois permitiu conhecer o oograma e, assim, melhor avaliar a ação de novas drogas contra S. mansoni.

Catedrático da FMB-UFBA, criou, no Hospital das Clínicas (atual Hospital Universitário Prof. Edgard Santos), a Enfermaria de Doenças Infecto-Parasitárias, conhecida por gerações de estudantes de Medicina como Enfermaria TA (enfermaria “A” do andar térreo).

Entre os anos de 1956 e 1971, enquanto esteve na Bahia, publicou 101 artigos científicos em revistas nacionais e estrangeiras, e passou a ser reconhecido como “Expert” em Medicina Tropical pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com marcante participação, entre os anos de 1968 e 2009, como Membro Titular do Comitê de Especialistas da OMS na cidade de Genebra (Suíça).

Dirigiu a Fundação Gonçalo Moniz – atual Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz da Fundação Oswaldo Cruz; e realizou o I e o II Seminários sobre a Esquistossomose mansônica, com muitos convidados estrangeiros. Costumava dizer que “de onde havia pesquisadores no mundo sobre esquistossomose mansônica, trouxe para a Cidade da Bahia”. Esses Seminários mudaram o entendimento sobre a esquistossomose, cujos Anais, publicados sob o patrocínio da Marinha do Brasil, foram amplamente divulgados para todo o mundo.

Foi Professor visitante na Cornell University, nos Estados Unidos.

Em 1972, ingressou na Universidade de Brasília (UnB) e mudou-se para a capital federal. Lá, foi chefe de Clínica Médica da Faculdade de Ciências da Saúde (1972-1985), coordenador do Núcleo de Medicina Tropical e Nutrição (1974-1990) e coordenador do mestrado em Medicina Tropical (1976-1990), que ele ajudou a criar.

Na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, além de Professor Titular de Doenças Infecciosas e Parasitárias, foi Diretor do curso de Extensão Universitária e Coordenador do curso de Pós-graduação em Medicina Tropical e Infectologia, que ele mesmo iniciou. Trabalhou em regime de dedicação exclusiva como pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq).

Vice-presidente do Conselho Nacional de Saúde, Membro do Conselho Técnico-Científico da Fiocruz, Membro do Men and Biosphera for the Preservation of the Environment (Unesco), Membro do Chagas Disease Chemotherapy Research Group (Organização Pan-americana de Saúde), Assessor do Ministério da Saúde para os Programas de Controle de Esquistossomose e doença de Chagas.

Foi Membro da Academia Nacional de Ciências e da Academia Mineira de Medicina; Membro Honorário da Royal Society of Tropical Medicine and Higiene; Membro Fundador e Dirigente do Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERu).

Publicou 418 artigos científicos; orientou 56 mestrandos ou doutorandos; autor de inúmeros capítulos de livros, relatórios técnicos e trabalhos de extensão.

Fundou a Sociedade Latino Americana de Medicina Tropical e auxiliou na fundação da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Foi editor da Gazeta Médica da Bahia e da Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

Dentre os prêmios recebidos, destacam-se: Prêmio Scopus (2007), concedido pela Elsevier e a Capes; Menção Honrosa do Sistema Único de Saúde (2003) e Medalha Ordem Nacional do Mérito Científico (2002), do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “A Fase Inicial da Esquistossomose Mansoni em Área Endêmica”.

Faleceu em 13 de maio de 2011.

Luiz Felippe de Queirós Mattoso

Nasceu em 04 de julho de 1937, no Rio de Janeiro (RJ).

Filho de Joaquim de Queirós Mattoso Filho e Helena Artheu Queirós Mattoso.

Graduou-se em Medicina em 1961, pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Interno do Serviço de Radiologia do Hospital de Clínicas Manoel Quintela da Faculdade de Medicina em Montevidéu, Uruguai, 1961.

Residente Médico em Radiologia no Massachusetts General Hospital (1962-1965) tendo sido também professor da “School of Radiological Techniques”. Em abril de 1964, foi enviado como responsável pela Radiologia Diagnóstica e Radioterapia para o centro médico do “Oak Ridge Institute for Nuclear Studies”. Recebeu, pelos serviços prestados nesta unidade, o título de “Cidadão Honorário do Tenesse”. Professor Visitante do Serviço de Radiologia da Universidade da Califórnia (UCLA) (1972).

Chefiou o Serviço de Radiologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto da UERJ, onde criou a residência médica em Radiologia a partir de janeiro de 1966. Professor de Radiologia da Faculdade de Medicina de Petrópolis, da Escola Médica de Pós-Graduação Carlos Chagas e da Universidade do Estado o Rio de Janeiro – UERJ.

Em 1970, foi convidado a planejar, montar e dirigir o serviço de Radiologia da Clínica São Vicente, atividade que exerceu até 1978.

Foi um dos pioneiros em Radiologia Intervencionista e de novas modalidades de diagnóstico por imagem (US, TC, RM e PET-CT).

Foi homenageado como Médico do Ano pela Sociedade de Medicina e Cirurgia do Estado do Rio de Janeiro, em 2005.

É Membro de diversas instituições, entre as quais: Associação Médica Brasileira; Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; Sociedade Brasileira de Radiologia; Titular do Colégio Brasileiro de Radiologia (por concurso); Sociedade Brasileira de Neuroradiologia; Radiological Society of North America, eleito em 1972; Honorário da Sociedade Portuguesa de Radiologia; Sociedade Brasileira de Angiologia; Sociedade Brasileira de Nefrologia; Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Estado do Rio de Janeiro; Associado do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; “Alumni Association of the Masschusetts General Hospital – Harvard Medical School”.

Foi pioneiro no emprego de técnicas percutâneas de drenagem renal e de abscessos intra-abdominais.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Tomografia Computadorizada do Abdômen”.

Luiz Felippe de Queirós Mattoso torna‐se Membro Emérito na Academia Nacional de Medicina – Jornal do Brasil – 02 de setembro de 2016

Discurso de  Posse

Silvano Mario Attilio Raia

Nasceu em 1º de setembro de 1930, em São Paulo (SP).

Filho de Paulo Raia e Carolina Olita Raia.

Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1956. Doutor em Medicina pela FMUSP (1965), e pela Universidade de Londres (1967).

Livre-docente da disciplina de Cirurgia do Aparelho Digestivo da FMUSP (1978); Professor Adjunto do Departamento de Cirurgia da FMUSP (1980).

Foi Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de 1982 a 1986.

Na FMUSP, foi Professor Assistente responsável pelo curso curricular de Embriologia e Histologia do Aparelho Digestivo (1957-1961); Anatomia Descritiva e Topográfica (1960-1962); Fisiologia (1958-1959); Anatomia Patológica (1960-1964) e Clínica Cirúrgica (1967-1982). Chefe da Unidade de Fígado do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (1975-2002) e Professor Titular do Departamento de Cirurgia da FMUSP.

Diretor Científico do Programa de formação em Telemedicina de novos centros de transplante de órgãos, em parceria do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (2008) e Chefe da Unidade de Transplante do Hospital Israelita Albert Einstein (2002-2006).

Secretário da Saúde da Prefeitura de São Paulo (1993-1995).

Foi o responsável pelo primeiro transplante de fígado no Brasil, na década de 80, sendo autor da técnica de transplante de fígado intervivos.

É Membro Fundador da Sociedade Latino Americana de Hepatologia, onde também exerceu a presidência em 1968. Membro do College of Surgeons (1967); Membro do American College of Surgeons (1974) e Membro da Royal Society of Medicine (1966). Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (1982-1983). Membro da Associação Paulista de Medicina (1957); da Sociedade Brasileira de Anatomia (1961); da Sociedade de Gastroenterologia e Nutrição de São Paulo (1967); da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia (1974); da Sociedade Brasileira de Hepatologia (1974); da Associação Médica Brasileira (1975); da Sociedade Brasileira de Patologia (1974).

Redigiu mais de uma dezena de capítulos de livros no Brasil e no exterior; orientou teses de Mestrado, Doutorado e Livre-docência. Descreveu 20 técnicas ou métodos originais, dos quais nove foram publicados no exterior.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Transplante de Fígado (Experiência Pessoal)”.

Currículo Lattes

Gerson Cotta-Pereira

Nasceu em 18 de agosto de 1942, em Niterói (RJ).

Filho do desenhista Domingos dos Santos Pereira e da Professora Dionysia Cotta Pereira.

Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1967). Doutorado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1970).

Incentivado pelo Professor Carlos Chagas Filho, realizou inicialmente o pós-doutorado em Biologia Celular e Microscopia Eletrônica no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, Portugal, entre 1972 e 1973. Após esse período, permaneceu ligado a essa Instituição como Investigador Visitante entre 1975 e 1992, e como Professor Catedrático Visitante do Instituto de Histologia e Embriologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto entre 1987 e 1992. Pós-doutorados pela University of Washington (1979), pela Faculté de Medicine de Creteil Paris (1983) e pela University of Maryland at College Park (1988). Especialista em Patologia pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (1999).

Colaborador da Maternidade Clara Basbaun e Chefe da 3ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia, onde estabeleceu o Serviço de Imunoquímica e Histoquímica, e passou a coordenar o Curso de Especialização em Embriologia a partir de 1995.

Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, foi Professor Titular de Histologia e Embriologia do Instituto de Biologia (1980); Sub-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (1985-1987) e Professor de Pós-graduação da Faculdade de Odontologia (1983-1995).

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi Professor Titular de Histologia e Embriologia do Instituto de Ciências Biomédicas (1984); Diretor- Adjunto de Ensino de Pós-Graduação (1983-1984).

Professor Visitante do Departamento de Patologia do Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz, da Universidade de Maryland Biotechnology Institute, nos Estados Unidos, da Faculte de Medicine de Creteil Paris, FMC, França, do Institut Pasteur de Paris e do Instituto Gulbenkian de Ciências de Portugal. Professor colaborador da Faculdade de Medicina de Campos e da Universidade Santa Úrsula.

Membro Titular da Academia Fluminense de Medicina; Fundador e primeiro ocupante Titular da Cadeira nº 13 da Academia de Medicina do Rio de Janeiro; Membro da Academia Brasileira de Medicina Militar e da Academia Latino-americana de Nutrologia. Membro Honorário da Academia Amazonense de Medicina.

Recebeu o Prêmio Análise Médica 2008 “Mais Admirados da Medicina”; Prêmio Bernardino Antônio Gomes, da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia. Recebeu as Insígnias da Ordem de Santiago da Espada; a Medalha Tiradentes, oferecida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; a Medalha José Clemente Pereira e as Insígnias de Cavaleiro da Ordem Soberana Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, Rodes e Malta.

Publicou cerca de 80 trabalhos científicos e seis livros nas áreas de embriologia humana e embriogênese humana.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular na Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Estudo Ultra-estrutural da Poliridade de Células Endoteliais de Mamíferos e Cinética de sua Expressão Genética in vitro”.

Faleceu em 02 de janeiro de 2010.

José Rodrigues Coura

Nasceu em 15 de junho de 1927, em Taperoá (PB).

Filho de Lupércio Rodrigues Coura e Ercília Coura.

Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1957). Especialização em Clínica Médica e Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade de Londres (1964), Livre Docência e Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela UFRJ (1965) e pós-doutorado pela National Institutes of Health (1986).

Ingressou como Instrutor de Ensino na Faculdade de Medicina da UFRJ em 1960, na Disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias, onde exerceu em sequência os cargos de Professor Assistente, Professor Adjunto e Professor Titular. Chefe do Departamento de Medicina Preventiva, aposentando-se voluntariamente em 1996. Foi Professor Titular por concurso de Doenças Infecciosas e Parasitárias e Chefe do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal Fluminense de 1966 a 1970.

Professor de Medicina Social e Preventiva da Faculdade de Medicina de Campos (1968-1970), onde foi homenageado, em 2012, dando nome ao Centro de Saúde Escola Custodópolis José Rodrigues Coura, por ter instalado nesse bairro o trabalho de campo para os alunos da disciplina de Medicina Social e Preventiva daquela Faculdade.

Organizou e coordenou dois Cursos de Pós-graduação Stricto sensu, respectivamente em Doenças Infecciosas e Parasitárias na UFRJ em 1970 (o primeiro curso de pós-graduação da área médica do Brasil, credenciado pelo Sistema CAPES/CNPq com conceito A) e em Medicina Tropical no Instituto Oswaldo Cruz – Fiocruz em 1980.

Pesquisador Emérito, Chefe do Laboratório de Doenças Parasitárias do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz e Pesquisador 1A do CNPQ.

Foi editor da Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical durante 12 anos e das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz durante 10 anos. Organizou e presidiu numerosos congressos e reuniões científicas, mesas-redondas nacionais e internacionais ao longa de sua vida científica.

Professor Emérito da UFRJ e da Faculdade de Medicina de Campos e Professor Honoris Causa das Universidades Federais da Paraíba, Ceará e Piauí. Foi Vice-Presidente de Pesquisa da Fiocruz e Diretor do Instituto Oswaldo Cruz em dois mandatos.

Membro fundador da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (1962), da qual foi Presidente (1973-1975) e Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências (2000). Recebeu a Ordem do Mérito Científico da Presidência da República do Brasil como Comendador em 2002, tendo sido promovido à Grã-Cruz em 2008. Recebeu inúmeros prêmios, tem livros editados e artigos completos publicados em periódicos nacionais e internacionais.

Em 2008 foi eleito para organizar e presidir o XVIII Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária realizado no Rio de Janeiro de 23 a 27 de setembro de 2012. Em novembro de 2013 foi agraciado com o Prêmio Conrado Wessel de personalidade da Medicina daquele ano e em 2014 com a Comenda Sérgio Arouca do Conselho Federal de Medicina.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Esquistossomose Pulmonar – Estudo Clínico e Experimental”.

Currículo Lattes

Antonio Paes de Carvalho

Nasceu em 13 de junho de 1935, no Rio de Janeiro (RJ).

Graduou-se pela Faculdade Nacional de Medicina (1959). Doutorado em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina (1961), ocasião na qual defendeu a tese “Excitação cardíaca: alguns aspectos eletrofisiológicos”, sob a orientação de Carlos Chagas Filho. Especialização em MBA executivo pela COPPEAD/Universidade Federal do Rio de Janeiro (1997).

Professor Assistente e Professor Convidado da State University of New York (1961-1964). Livre Docente de Biofísica da Faculdade Nacional de Medicina (1964). Sub-Reitor de Pós-graduação e Pesquisa da UFRJ (1970-2010). Membro do Conselho Federal de Educação (2002-2008). Membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (1978). Professor Titular de Biofísica e Fisiologia, Instituto de Biofísica da UFRJ (1978-2003).

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ministrou as disciplinas de Biofísica, Fisiologia, Fisiologia da Circulação e Respiração e Fisiologia Vegetal, até sua aposentadoria compulsória.

Professor Emérito da UFRJ e Pesquisador Emérito do CNPq. Membro do Conselho Deliberativo do CNPq (2006-2008) e Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências desde 1965.

Organizador e Fundador da Fundação Bio-Rio (Polo de Biotecnologia do Rio de Janeiro), onde foi Secretário Geral e Presidente (1988-2000). Fundador e Presidente da ABRABI – Associação Brasileira de Empresas de Biotecnologia (1966-2004). Presidente da empresa Extracta Moléculas Naturais S A (1998).

Membro e presidente do PADCT – Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Brasil, financiamento do Banco Mundial ao Ministério da Ciência e Tecnologia; membro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro de 1979 a 1982. Foi ainda professor convidado da Harvard – MIT – Health Sciences and Technology Program para ministrar a disciplina de eletrofisiologia cardíaca.

Entre os prêmios recebidos, foi agraciado com medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico, em grau de Grã-Cruz, pela Presidência da República (2005); medalha em grau de Comendador, Ordem Nacional do Mérito Científico (1996); Doutor “Honoris Causa”, Universidad de Buenos Aires(1996); Escultura Símbolo Vallée 30 anos, como homenagem e reconhecimento à contribuição e prestígio prestados à empresa (1991); prêmio “Cantídio Moura Campos Filho”, Sociedade Brasileira de Cardiologia (1982), entre vários outros. Recebeu, ainda, o Prêmio LAFI, por seus trabalhos de Eletrofisiologia Cardíaca (1964).

Possui experiência na área de biofísica, fisiologia e biotecnologia, com ênfase em biofísica de processos e sistemas.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Características Funcionais da Comunicação Celular no Miocárdio e suas possíveis implicações fisiopatológicas”. Membro Emérito desde 27 de novembro de 2008.

Currículo Lattes

Helênio Enéas Chaves Coutinho

Nasceu em 05 de dezembro de 1926, em Itaúna, Minas Gerais.

Filho de Antônio Augusto de Lima Coutinho e Nair Chaves Coutinho.

Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais. Posteriormente, foi médico interno do Chicago Memorial Hospital e médico residente do St. Luke’s Hospital em dois diferentes períodos.

Foi, ainda, Fellow do Departamento de Cirurgia da Universidade de Illinois e Primeiro Assistente do Serviço de Cirurgia Cardiovascular em Chicago.

Em 1953, no Saint Lukes Hospital, foi Cirurgião Assistente de seu mestre, o Dr. Ormand Julian, até mesmo na clínica particular. Voltando ao Brasil em 1958, radicou-se no Rio de Janeiro fazendo parte da equipe de Cirurgia Cardiovascular, dirigida pelo Acadêmico Fernando Paulino, ao lado dos doutores Domingos Junqueira de Morais e Waldir Jasbik. O Acadêmico foi, ainda, responsável pela operação do primeiro aneurisma da aorta abdominal, roto, no Hospital dos Estrangeiros.

Cirurgião Cardiovascular da Casa de Saúde São Miguel, atuando também no Hospital Silvestre por quase 40 anos. Diretor do Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro em 1968.

Em 1970, juntou sua clínica com a do Acadêmico Antônio Luiz de Medina, criando uma das mais importantes escolas de Cirurgia Vascular do Brasil.

Membro Titular do American College of Surgeons, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Warren Cole Society, nos Estados Unidos e, por fim, da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro. Publicou uma dezena de livros, entre os quais, “Tratamento Eletivo dos Aneurismas da Aorta Abdominal” e o conjunto de livros “Doenças da Aorta e seus Ramos”.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Tratamento Cirúrgico da Hipertensão Renovascular”.

Faleceu em 10 de setembro de 2011.

Celso Marques Portela

Nasceu em 11 de maio de 1937, em Araguari, Minas Gerais.

Filho de Wenefredo Bacelar Portela e Dinah Marques Portela.

Graduou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina em 1961. Doutor em Medicina pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, atual UNIRIO (1968). Livre-docente em Clínica Cirúrgica pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (1969). Especialista em Cirurgia Geral conferido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Como estudante, trabalhou como Monitor de Anatomia, Interno da Cadeira de Clínica Médica do Professor Clementino Fraga (Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro) e no Serviço de Cirurgia do Professor Lúcio Galvão (Hospital de Ipanema). Foi Auxiliar Acadêmico da Secretaria de Saúde da Prefeitura do Distrito Federal.

Médico do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Ipanema e do Hospital Miguel Couto, até aposentar-se do Serviço Público.

Certificado de habilitação em Cirurgia Videolaparoscópica conferido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, Sociedade Brasileira de Coloproctologia e Associação Médica Brasileira. Certificado de habilitação em Cirurgia Oncológica conferido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Fez estágios, como visitante, no Jackson Memorial em Miami; no Texas Medical Center do Baylor College of Medicine, em Houston, e no Hospital das Forças Armadas da Venezuela.

Participou ativamente no Programa de Residência Médica do Hospital de Ipanema (INPS) do Rio de Janeiro, desde o seu início até a presente data, ministrando aulas e organizando cursos. Foi Presidente da Comissão de Residentes do referido Hospital em 1972 e Coordenador da Residência Médica (1976).

Participou de inúmeros congressos e jornadas no Brasil e no exterior. Publicou vários artigos e escreveu capítulos de livros da especialidade

Fellow do American College of Surgeons e Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Membro da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia (1969); Membro Correspondente da Sociedade Venezuelana de Cirurgia (1990);

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Divertículos do Esôfago”.

Discurso de Posse

Adib Domingos Jatene

Nasceu em 4 de junho de 1929 em Xapuri, no Acre.

Filho de Domingos Antonio Jatene e Anice Adib Jatene, imigrantes libaneses. O pai, comerciante, que vendia aos seringueiros, faleceu vítima de febre amarela quando o Acadêmico tinha apenas 2 anos. Com o óbito do pai, a família transferiu-se para Uberlândia (MG), onde a mãe instalou uma casa comercial.

Graduou-se em Medicina aos 23 anos pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A pós-graduação foi feita no Brasil, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, sob a orientação do professor Zerbini, com quem trabalhou de 1951 (ainda na qualidade de estudante) até 1955. Em 1962, iniciou seu próprio serviço.

Entre 1955 e 1957, foi trabalhar em Uberaba, MG, onde foi Professor de Anatomia Topográfica, da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro. Com seu pioneirismo, iniciou a cirurgia torácica na região e foi lá também que construiu seu primeiro modelo de coração-pulmão artificial. Em 1958, retornou a São Paulo, para o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e para o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia da Secretaria de Estado da Saúde.

Em 1961, deixou o Hospital das Clínicas, fixando-se exclusivamente no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, onde foi, sucessivamente: Chefe do Laboratório Experimental e de Pesquisa, Chefe da Seção de Cirurgia, Diretor Médico e Diretor Geral. Simultaneamente, organizou a Oficina de Bioengenharia, onde foram estudados, planejados e desenvolvidos vários instrumentos e aparelhos, alguns originais. Esta oficina deu origem, em 1982, ao Centro Técnico de Pesquisas e Experimentos.

Diretor Geral do Hospital do Coração da Associação do Sanatório Sírio (1977); Sócio Fundador e primeiro Presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo; Membro fundador do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (CONASS), tendo sido seu primeiro Presidente; “Honorary Member” da American Association for Thoracic Surgery (1984); Sócio fundador e primeiro Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (1984-1985); Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (1985-1987); Presidente da Internacional Society for Cardiovascular Surgery (1985-1987).

Foi Secretário da Saúde do Estado de São Paulo (1979-1982), tendo sido Presidente da Comissão Especial para a Implantação do Sistema de Atendimento Básico da Área Metropolitana de São Paulo, cujo plano foi por ele elaborado.

Em outubro de 1990, foi eleito Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, para um período de 4 anos.

Foi também membro do Conselho Nacional de Seguridade Social, do Conselho Federal de Educação e ministro de estado da Saúde por oito meses no Governo Fernando Collor de Mello, e por 22 meses no Governo Fernando Henrique Cardoso.

Entre as várias contribuições originais na área de Bioengenharia, incluem-se os oxigenadores de bolhas e de membrana, a válvula de disco basculante, dos quais possui a patente e que estão sendo produzidos industrialmente sob licença e utilizados no País e no exterior.

Tem também importantes contribuições no campo da cirurgia de revascularização do miocárdio e da cirurgia de cardiopatias congênitas. Descreveu, ainda, a técnica de correção de transposição dos grandes vasos da base, conhecida hoje como Operação de Jatene, a qual tem sido empregada, com sucesso, em vários Serviços de Cirurgia Cardíaca em todo o mundo.

Foi um dos idealizadores e primeiro Editor-Chefe da Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular/Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery (RBCCV/BJCVS) nos idos de 1982, concretizando a criação da revista em 1986.

Recebeu ainda, junto a outros nomes de destaque, o Prêmio Governador do Estado de 1988, concedido pelo Serviço Estadual de Assistência dos Inventores, pelo invento “bomba rotativa axial para assistência circulatória”.

Foi autor e coautor de cerca de 800 trabalhos científicos publicados na literatura nacional e internacional. São de sua lavra as seguintes obras: Medicina, Saúde e Sociedade (Editora Atheneu, 2005); Cartas a um Jovem Médico (Editora Elsevier, Editora Campus, 2007) e 40 Anos de Medicina – O que Mudou? (Editora Saberes, 2011).

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular na Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Tratamento Cirúrgico das Taquicardias da Síndrome de Wolff-Parkinson-White. Experiência Imediata e Tardia em 108 Pacientes”, tendo sido o primeiro acreano a integrar o quadro de Acadêmicos da instituição.

Faleceu em 14 de novembro de 2014.

Mario Barreto Corrêa Lima

Nasceu em 07 de setembro de 1935, em Fortaleza (CE).

Filho de Ayder Corrêa Lima e Sara Barreto Corrêa Lima

Graduou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (1959), em Ciências Políticas pela UERJ (1967) e em Pedagogia pela Universidade Estácio de Sá (2000).

Foi Médico do Serviço Social do DNERU (1960-1961); médico do Serviço de Clínica Médica do IAPI (1960-1961); médico do ambulatório de Clínica Médica da 7ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, onde foi também Consultor de Gastroenterologia e Chefe de Grupo Clínico. Foi também Chefe de Serviço do Instituto Nacional do Câncer (1969-1970) e Chefe do Serviço de Clínica de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital Gaffrée Guinle (1983).

Diretor da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e coordenador de Relações Internacionais da mesma escola. Chefe do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Vassouras (1975-1978) e Chefe do Departamento de Medicina Interna da Faculdade de Medicina de Valença (1977-1978)

Em 1971, foi o oitavo membro fundador da Unimed. Foi eleito presidente da Associação Médica Brasileira e da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia e Nutrição; Efetivo da Sociedade de Reumatologia da Guanabara; Titular Fundador da Sociedade Brasileira de Hepatologia; Membro da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; Titular Colaborador do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Sócio da Sociedade Franco-Brasileira de Medicina (1974). É membro da Comissão de Humanização da Medicina e do Conselho Federal de Medicina, desde 2009.

Academia Nacional de Medicina é Membro Titular desde 1985, tendo participado em Diretorias da instituição como Orador Oficial e Secretário Geral.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Subsídios ao Estudo da Paracoccidioidomicose”.

Currículo Lattes

Affonso Berardinelli Tarantino

Nasceu em 31 de julho de 1915, em São José dos Campos (SP).

Filho de Aníbal Tarantino e Genesia Berardinelli Tarantino.

Graduou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ), em 1938. Durante o curso, foi interno efetivo de Clínica Médica e de Propedêutica Médica. Complementou sua formação em Tisiologia no Instituto Forlanini, da Real Universidade de Roma, na Itália. De volta ao Brasil, dedicou-se à Docência e à Clínica na cidade do Rio de Janeiro, mas foi essencialmente através dos livros que pode desaguar seu imenso conhecimento.

Livre Docente de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ – 1962), Professor Associado de Doenças Pulmonares da Escola de Pós-Graduação da PUC-Rio (1967). Professor Titular de Pneumologia das Escolas de Medicina da Souza Marques (1972) e da Universidade Gama Filho (1979).

Foi Assistente do Serviço de Clínica Médica da UFRJ (1939), onde fundou, juntamente com Figueira de Mello, o Serviço de Endoscopia Peroral (1947).

Na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, foi Chefe da Clínica dos Serviços de Doenças do Tórax (1965) e do Serviço de Pneumologia (1973), além de Diretor Médico do Hospital Geral da instituição (1977). Foi também Chefe do Dispensário Marcos Arruda (1941) e Sanatório Ruy Doria (1942), ambos em São José dos Campos (SP). Médico da Prefeitura do antigo Distrito Federal (1943) e da Legião Brasileira de Assistência (1950), Chefe da Clínica de Doenças Pulmonares do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (1945) e Diretor Clínico do Sanatório Jacarepaguá (1946).

Foi Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia e também integrou, entre outras, a Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e a Sociedade Brasileira de Tuberculose.

Recebeu diversos prêmios, como a Medalha “Cassiano Ricardo” na Câmara Municipal de São José dos Campos (1979). Entre seus trabalhos publicados, destacam-se os livros “Tratado de Doenças Pulmonares” e “Repetrechos”.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Derrames Pleurais – Estudo de 150 casos em biopsia pleural”.

Faleceu em 15 de julho de 2014.

Hélio Aguinága

Nasceu em 08 de junho de 1916, em Lençóis Paulistas, São Paulo.

Filho de Armando Palhares Aguinaga, médico e um dos fundadores da escola Ana Neri, e Alice d’Avila Aguinága.

Ingressou no curso de Medicina da Faculdade Nacional de Medicina da então Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1934, onde se graduou em 1939. Fez, então, residência médica por dois anos no Hospital Universitário da Universidade de Michigan, EUA, onde realizou também Pós-graduação em Ginecologia e Obstetrícia, Anatomia Patológica e Clínica Médica.

Estagiou por dois meses no hospital Lying-Inn de Chicago (EUA), no Serviço de Ginecologia. De volta ao Brasil, participou de cursos de Ginecologia e Obstetrícia na UFRJ. Ingressou, em 1942, como médico do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital-Escola São Francisco de Assis, da UFRJ, onde se tornou Chefe de Clínica Ginecológica em 1946, e Chefe do Serviço de Ginecologia, em 1969.

Foi Chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da Policlínica de Pescadores do Ministério da Agricultura (1944-1945). Fundou, organizou e dirigiu, no ano de 1974, o Centro de Pesquisas de Assistência Integrada à Mulher e à Criança (CPAIMC), que presta serviços às populações carentes da cidade do Rio de Janeiro.

A vida profissional intensa como médico não afastou o interesse pela literatura, particularmente pela História. Publicou seu primeiro romance, “Crepúsculo”, em 1949, pela Editora Pongeti. Durante 15 anos, colaborou na página 11 do Jornal do Brasil com artigos que cobriam população, economia e política. Ganhou o prêmio de teatro “Arthur de Azevedo”, de 1989, da Academia Brasileira de Letras.

Além de membro da Academia Nacional de Medicina, Hélio Aguinaga foi Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e do Conselho de Curadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Sócio-Efetivo da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; Sócio-Fundador do Clube dos Médicos; Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (1979); Sócio da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro; Sócio da Sociedade Brasileira de Cancerologia e Sócio do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro.

Recebeu diploma e Medalha do Pacificador outorgados pelo Ministro de Estado do Exército por assinalados serviços prestados; diploma de reconhecimento por serviços prestados à Universidade Federal do Rio de Janeiro; Medalha Comemorativa do Jubileu de Ouro da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Medalha Militar de Caxias (1975). Foi Comendador da Associação dos Cavaleiros da Soberana e Militar Ordem de Malta (1984).

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular na Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Laparoscopia Pélvica”.

Faleceu em 07 de maio de 2015.

Talita Romero Franco

Nascida em 01 de abril, no Rio de Janeiro.

Filha de Volta Batista Franco e Beatriz Romero Franco.

Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1964). Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluídos, respectivamente, em 1990 e 1995.

Professora Titular Emérita da UFRJ, especializada em Cirurgia Plástica e Restauradora, atuando tanto em cirurgia estética quanto em reparação de defeitos congênitos (fendas, microtias, etc.).

Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, durante 17 anos (desde 1991), quando criou a disciplina eletiva de Introdução à Cirurgia Plástica e coordenou a Residência Médica na área. Desde 2002, é Membro do corpo editorial da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica e, desde 1998, da revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Durante a vida acadêmica, recebeu inúmeros Prêmios e títulos. Em 2008, esteve entre os mais admirados da Medicina – AMIL. Em 2007, recebeu o Prêmio Ivo Pitanguy do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC); o Prêmio Georges Ariê, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (1986); os Prêmios José de Mendonça, CBC (1970 e 1978) e Brant Paes Leme, do CBC (1978), o Prêmio Alvarenga, da Academia Nacional de Medicina (1972) e o Prêmio Manuel Feliciano, da Faculdade de Medicina da UnB, atual UFRJ (1964).

Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (1968); da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (1969); Fellow do American College of Surgeons; do International College of Surgeons (1970) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (1975).

O patrono da Cadeira 37, José Alves Maurity Santos foi seu tio avô, irmão de sua avó paterna, Dra. Judith Adelaide Maurity Santos, formada em 1900, sendo a primeira médica natural do Rio de Janeiro e a sexta do Brasil.

Autora dos livros Cirurgia Estética (1977) e Princípios de Cirurgia Plástica (2001), ambos pela Editora Atheneu. Tem mais de 120 trabalhos publicados e 40 capítulos de livros.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “A Parede Abdominal como Área Doadora de Enxertos e Retalhos”.

Currículo Lattes

Discurso de Posse

Fioravanti Alonso di Piero

Nasceu em Itatinga (SP), em 13 de maio de 1904.

Graduou-se em medicina pela Faculdade da Praia Vermelha (1929).

Atuou como Interno do Hospital de Pronto-Socorro, Adjunto da Santa Casa, Assistente e Chefe da 3° Enfermaria do Hospital São Francisco de Assis (1930-1938). Chefe de Serviço no Hospital Universitário Gafrée Guinle até 1969.

Foi repórter de “A Noite”, cronista de “A Manhã” e diretor da “Gazeta de Notícias”.

Na Escola de Medicina e Cirurgia, chegou a Cátedra Clínica Médica (1932 a 1969). Obteve a Federação da escola (1957) e, incorporou o Hospital Universitário Gaffreé Guinle (1963), onde atuou como diretor até 1969. Diretor de Faculdade (1958/1964) tornou-se professor Emérito. Aposentado, fundou as Faculdades de Medicina de Vassouras e Nova Iguaçu, da qual foi Diretor.

No setor público, iniciou como Diretor Médico da Caixa dos Operários Estivadores (1934), sendo nomeado Consultor Médico do IAPI (1938) e Consultor Médico da Previdência Social (1942), cargo que exerceu até 1975, havendo obtido inclusão da assistência médica nos ex IAPIs. Criou o SAMDU, serviço de alto relevo social durante três décadas.

Representou o Brasil em conferências internacionais. Foi presidente nos Conclaves na Nicarágua e em São Domingos, relator, orador oficial (México, Colômbia) e participante ativo. Por quatro anos presidiu reeleita, a Comissão Interamericana de Medicina Social com sede em Washington. Foi credor antigo e quedo do trabalhador brasileiro. Memorável sua defesa do conceito de “segurança” em vez de “seguridade” social, alicerçado em belo argumento filológico. O volume elaborado pela Fiocruz (1989) o inclui entre os pilares da Previdência Social Nacional.

Atuou como Secretário de Educação e Cultura do Rio de Janeiro, administrador, pedagogo e político.

Criou a Escola Normal Carmela Dutra e as feiras-do-livro.

Em sua carreira como Clinico atendeu aos Presidentes Getúlio Vargas e Eurico Dutra.

Recebeu a homenagem do Ministro da Saúde de “Ordem do Mérito Médico”, em 18 de outubro de 2005.

Vencedor do Prêmio Azevedo Sodré (1932) e do Prêmio Alfred Jurzykowsky (1989).

Foi responsável pelas três belíssimas pinturas que ornam o Salão nobre Austregésilo, no 7º pavimento da sede da Academia Nacional de Medicina.

Em homenagem ao seu centenário, comemorado ainda em vida, o acadêmico teve seu busto entronizado no saguão.

Em 20 de outubro de 2006, o logradouro público situado dos fundos dos prédios de número 35 a 275 da Avenida General Justo, contornando o Estacionamento do Ministério Público até o Hotel Íbis, localizado na Avenida Marechal Câmara n°280, no Município do Rio de Janeiro, recebeu o nome do acadêmico.

Faleceu em 22 de março de 2006.

Francisco Fialho

Nasceu em 10 de setembro de 1918, na cidade do Rio de Janeiro, filho do Acadêmico e Professor Amadeu da Silva Fialho.

Formou-se, em 1941, pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ingressou no Instituto Nacional do Câncer (Inca) como Assistente do Serviço Nacional de Câncer, entre 1942 e 1947. Na mesma instituição, foi chefe da Seção de Anatomia Patológica (de 1947 a 1971) e, em 1963, foi nomeado diretor.

Francisco Fialho foi Professor Catedrático de Anatomia e Fisiologia Patológica da Fundação Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Livre-docente de Anatomia e Fisiologia Patológica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Diretor do Hospital Universitário Gaffré Guinle, Chefe do Departamento de Patologia de Apoio Clínico da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Decano do Centro de Ciências Biológicas e Saúde da (UNIRIO).

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1962, apresenando a memória intitulada “Fibroadenoma gigante da mama (cisto-sarcoma phylloides)”, e transferido para a classe de Eméritos em 1996.

Foi membro de várias instituições, entre as quais, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Ordem Nacional de Mérito Médico, da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Patologia. Presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia e membro emérito da Academia Nacional de Medicina.

Faleceu no dia 29 de agosto de 2010.

João Paulino Marques

Nascido João Paulino Marques Júnior, em 12 de janeiro de 1871, em Recife, no Estado de Pernambuco, filho de João Paulino Marques, fiscal aduaneiro amante das artes e da literatura, e de Maria Francisca Ferreira Marques. Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1894, com tese intitulada “Influência da gravidez sobre o coração”.

Foi chefe de Clínica Médica nos hospitais Pedro II e Português de Beneficência, clínico do Dispensário Otávio de Freitas e da Liga Pernambucana contra a Tuberculose, Major cirurgião do Regimento Policial e médico do Instituto Pasteur, no Recife.

Foi Presidente da Sociedade de Medicina de Pernambuco (atual Associação Médica de Pernambuco) por três mandatos (1910, 1921 e 1927), da Associação Médica dos Hospitais do Recife e do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, em 1931.

Na Faculdade de Medicina de Pernambuco, foi eleito pela congregação Professor Catedrático da primeira cadeira de Clínica Médica. Esta sua investidura foi ratificada em 1920 quando se instalou definitivamente na Escola. Iniciou suas atividades professorais, inaugurando na Sala de S. Vicente do Hospital Pedro II, no mês de abril de 1922, as aulas de Clínica Propedêutica Médica, matéria que naquele ano fazia parte de sua cadeira. Nesta ocasião pronunciou uma magistral lição que se acha publicada no Jornal de Medicina de Pernambuco.

O Professor João Paulino Marques foi um dos clínicos mais populares e conceituados de sua época. Era irmão do Professor Arnóbio Marques, Catedrático de Cirurgia, e um dos maiores cirurgiões brasileiros. Ambos fizeram parte do grupo de médicos que fundaram, com Otávio de Freitas, a Faculdade de Medicina do Recife.

Em viagem à Europa, em 1914, frequentou, em Paris, os principais serviços franceses de Clínica Médica.

Candidatou-se a Membro Correspondente da Academia Nacional de Medicina no dia 13 de setembro de 1920, tendo a sua proposição aprovada na sessão do dia 7 de outubro de 1920, onde é o Patrono da Cadeira 51. É, também, o Patrono da Cadeira 13 da Academia Pernambucana de Medicina.

Publicou vários trabalhos, dentre eles “Insuficiência mitral traumática” (1905), “Causas dos aneurismas aórticos no Recife” (1910), “Encefalite letárgica” (1919), “Febres tíficas e paratíficas no Recife” (1923) e “Câncer primitivo do fígado” (1925).

Deixou três filhos médicos: o Dr. Arnaldo Cavalcanti Marques, o acadêmico Dr. Ruy João Marques e o docente e acadêmico Dr. Aluizio Cavalcante Marques, que se radicou no Rio de Janeiro e foi um dos fundadores da Clínica São Vicente .

O Professor João Paulino Marques faleceu em Pernambuco, a 13 de fevereiro de 1936.

Carlos da Silva Lacaz

Nasceu em 19 de setembro de 1915, em Guaratinguetá (SP).

Filho de Rogério da Silva Lacaz, professor de matemática, de quem também foi aluno, e de Judith Limongi Lacaz.

Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 1940.

Pesquisador, professor, administrador, escritor, personalidade marcante pela cultura solidamente adquirida e pela sóbria eloquência sempre evidenciada, o professor Carlos da Silva Lacaz conduziu suas atividades profissionais no mais alto nível ético e científico, constituindo-se exemplo às jovens gerações médicas e afirmativa da nobre tradição que respalda a História da Medicina no Brasil.

Iniciou suas atividades docentes como Assistente, já no 1° ano seguinte à formatura. Galgou todos os postos da hierarquia universitária através de concursos de títulos e provas. Professor Catedrático de Microbiologia e Imunologia e Professor Titular do Departamento de Medicina Tropical e Dermatologia da FMUSP. Foi Diretor da Instituição de 1974 a 1978, reformulou o ensino e criou novas vagas para a carreira universitária, abrindo os horizontes para novos docentes, entre os quais dezessete novas posições de Professor Titular, uma das quais destinada à Neurologia. Criou o Museu da FMUSP (atualmente Museu Carlos da Silva Lacaz), do qual foi Diretor Vitalício. Deu foro ao tombamento da Casa de Arnaldo, gigantesca tarefa que concluiu enquanto a dirigia. Definiu e regulamentou os Laboratórios de Investigação Médica (LIM) do Hospital das Clínicas da FMUSP, com os quais procurou-se dotar a instituição de um liame com a pesquisa médica básica, já que destas fora privada a escola pelo novo estatuto da Universidade de São Paulo.

Foi Secretário de Higiene e Saúde da Prefeitura de São Paulo e membro de dezenas de Sociedades Científicas nacionais e estrangeiras. Foi presidente da Academia de Medicina de São Paulo; da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia, Sociedade Brasileira de História da Medicina e o 3º Presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.

Auxiliou na criação da Faculdade de Medicina de Sorocaba da PUC-SP; da Faculdade de Medicina de Jundiaí e da Faculdade de Medicina de Campinas, sendo, nas duas primeiras, Professor Titular do Departamento de Microbiologia e Imunologia.

Escritor e historiador da Medicina, tem em seu acervo cerca de 37 livros publicados, vários dos quais revivendo a memória das ilustres personalidades que engrandeceram a História da Medicina Brasileira. Participou de congressos, desenvolveu ininterrupta atividade didática através de inúmeros cursos, palestras e conferências realizadas, além das atividades curriculares diurnas. Pesquisador incansável, publicou mais de trezentos trabalhos científicos.

Recebeu diversos prêmios, podendo-se destacar os prêmios Domingos Niobey (1951) e Alfred Jurzykowski (1968), pela Academia Nacional de Medicina.

Sua aposentadoria ocorreu, por força de lei, em 1985, mas o Acadêmico continuou até o último de seus dias na Faculdade de Medicina da USP, nela desenvolvendo sua pesquisa científica e a ela dando o brilho de sua mente e o melhor do seu desempenho humano.

Teve seu nome expresso na denominação Lacazia loboi, como proposta à comunidade científica internacional para um novo gênero de fungo como agente etiológico da doença de Jorge Lobo.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada ”Infecções por Agentes Oportunistas. Casuística Pessoal”.

Faleceu em 23 de abril de 2002.

Joaquim Vicente Torres Homem

O Dr. Joaquim Vicente Torres Homem nasceu em 1800 na cidade de Campos, província do Rio de Janeiro. Era filho de Vicente de Torres Homem e Francisca Gomes Moreira, e irmão de Francisco de Salles Torres Homem (Visconde de Inhomerim), figura destacada no cenário político imperial. Casou-se com Bernarda Angélica dos Santos Torres, e teve como filho o também médico e professor da cadeira de clínica médica de adultos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, João Vicente Torres Homem (1837-1858).

Foi agraciado com os títulos de Comendador da Ordem de Cristo e de Grande do Império, e foi membro do Conselho do Imperador.

Dr. Joaquim Vicente Torres Homem viajou para a França por volta de 1819, e lá se formou como bacharel em ciências físicas e naturais. Doutorou-se em Medicina em 5 de novembro de 1829 na Faculté de Médecine de Paris, com a tese intitulada “De l’utilité de l’auscultation et de la percussion dans le diagnostic de quelques maladies de la poitrine”. De volta a sua terra natal, se radicou na cidade do Rio de Janeiro.

Em julho de 1831 apresentou, no concurso para o lugar de substituto na cadeira de medicina da então Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, a tese intitulada “Da dysenteria”, sendo esta uma das primeiras teses defendidas naquela instituição (AS PRIMEIRAS, 1912). No ano de 1833 concorreu à cadeira de química médica e princípios elementares de mineralogia na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, apresentando a tese intitulada “Fabrico de assucar no Brazil; analyse da agua gazoza da Villa de Campanha”. Foi aprovado em 23 de fevereiro de 1833, e ocupou esta cadeira até seu falecimento, em 1858.

Ocupou o cargo de diretor interino da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1856, e durante sua administração realizou importantes ações em prol do aperfeiçoamento do ensino naquela instituição, ao ter conseguido “transformar em escola de medicina um convento de recolhidas” (SANTOS, 1857, p.13).

Foi eleito, em 22 de julho de 1830, para a cadeira nº 18, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, e posteriormente, no 4º trimestre de 1832, tornou-se seu presidente. Foi também colaborador do Semanário da Saúde Pública, periódico daquela sociedade.

Em 1830, por solicitação da Câmara dos deputados, a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, nomeou uma comissão para elaborar um anteprojeto de organização das escolas médicas do Império, da qual Joaquim Vicente Torres Homem participou, juntamente com os associados José Martins da Cruz Jobim, Joaquim José da Silva, José Maria Cambuci do Valle, Octaviano Maria da Rosa, João Maurice Faivre, e Joaquim Candido Soares de Meirelles. O projeto intitulava-se “Plano de organização das escolas de medicina do Rio de Janeiro e Bahia. Para ser apresentado à Câmara dos Srs. Deputados pela Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, em satisfação ao convite que lhe foi feito pela mesma Câmara a 7 de outubro de 1830”, e foi apresentado à Assembleia da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro em 1831.

Foi médico da Imperial Câmara, tendo sido um dos que trataram da enfermidade, diagnosticada como febre intermitente nervosa, que havia acometido a princesa brasileira, D. Paula Mariana. Relatou este fato no “Relatório da moléstia de sua alteza a sereníssima princesa, senhora D. Paula Marianna”, elaborado juntamente com Francisco José de Sá, Fidélis Martins Bastos e José Martins da Cruz Jobim, e publicado no Diário do Governo de 19 de janeiro de 1833.

Faleceu em 9 de dezembro de 1858.

Francisco Freire Allemão de Cisneiros

Nasceu na freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, na Fazenda do Mendanha, atualmente Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de julho de 1797, filho dos lavradores João Freire Allemão e de Feliciana Angélica do Espírito Santo.

Iniciou sua carreira na vida religiosa, tornando-se sacristão, por não possuir os recursos financeiros necessários para dedicar-se à carreira científica. Na convivência com o padre Luis Pereira Duarte, aprendeu a gramática latina e outras disciplinas como francês, inglês, espanhol, hebraico e latim, mas decidiu abandonar a carreira sacerdotal e ministrar aulas particulares, das quais retirava seu meio de sustento. Seu irmão mais velho, Antonio Freire Allemão de Cisneiros, que cursava o segundo ano da Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, ofereceu-lhe ajuda financeira e no ano de 1822, Francisco Freire Allemão lá ingressou, onde se diplomou como cirurgião, em 1827. Frequentou a Universidade de Paris a convite do governo francês, quando foi aluno do químico Jean Baptiste Dumas e do naturalista Georges Léopold Chrétien Frédéric Dagobert, o Barão Cuvier. Obteve seu doutorado na Universidade de Paris, em 1831, defendendo a tese: Dissertation sur le goitre. Regressando ao Brasil, foi aprovado Catedrático de disciplina na cadeira de Botânica e Elementos de Zoologia, em 1833.

Foi eleito Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1832, sendo empossado em 19 de maio do mesmo ano. Atuou como Presidente da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro no terceiro trimestre de 1832 e da Academia Imperial de Medicina de 1838 a 1839. Sua Memória para a Academia versava o “Uso das preparações de sódio na cura do bócio”- assunto pioneiro na época.

Nomeado médico da Imperial Câmara, em 1840, Freire Allemão conseguiu curar o Imperador Pedro II de uma ameaça de congestão cerebral. Em 1843, participou da comitiva imperial, incumbida de acompanhar a vinda da princesa D. Teresa Cristina, noiva do Imperador Pedro II, de Nápoles ao Rio de Janeiro. Mais tarde, foi Professor de Botânica das Princesas Isabel e Leopoldina.

Membro do Conselho de Sua Majestade, Comendador da Ordem da Rosa, Comendador da Ordem de Cristo e Comendador da Ordem de Francisco I do Reino de Nápoles, foi Lente de Botânica e Zoologia Médicas, de 1833 a 1853, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. De 1858 a 1866 foi Lente da Seção de Ciências Físicas e Naturais na Escola Central. Participou de diversas associações profissionais e sociedades médicas; foi Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e da Sociedade Philomatica e Membro Honorário do Imperial Instituto Médico Fluminense.

Fundou e presidiu a Sociedade Velosiana de Ciências Naturais do Rio de Janeiro para estudos da Botânica. Em 1874, presidiu a comissão de Botânica e Zoologia do Instituto Farmacêutico do Rio de Janeiro. Após descrever muitas plantas e identificar numerosos gêneros, tornou-se um dos naturalistas e botânicos mais conhecidos no Brasil do século XIX. Em 1866, foi nomeado Diretor do Museu Imperial e Nacional, cargo que ocupou até o ano de 1870, embora problemas de saúde o tenham afastado desta função em alguns momentos.

Faleceu aos 77 anos, na antiga propriedade de seus pais, no dia 11 de novembro de 1874.

João José de Carvalho

O Dr. João José de Carvalho nasceu no dia 24 de fevereiro de 1806 no Rio de Janeiro. Foi filho de Antônio José de Carvalho e de Emerenciana Joaquina de Carvalho. Se formou na Faculdade de Medicina de Paris em 1828 e defendeu tese de doutoramento sob o título: “De l’influence du sang sur la production des maladies”.

Foi Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, admitido com a apresentação da Memória: “Reflexões sobre a Anatomia Patológica em sua relação com a Medicina prática”. O Dr. João José de Carvalho foi empossado em 29 de junho de 1832, durante a gestão de José Francisco Xavier Sigaud – sob a presidência do Acadêmico Agostinho Thomaz d’Aquino (vice-presidente) e presidiu a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Academia Nacional de Medicina, no 1º trimestre de 1833.

Faleceu em 22 de março de 1867.

Francisco de Paula Cândido

Nasceu em 2 de abril de 1805, na Fazenda do Macuco, freguesia da Piranga, Comarca de Mariana, Estado de Minas Gerais filho do fazendeiro Antonio Gomes Cândido e de Anna Rosa Umbelina de Jesus Gomes Cândido. Era genro de Manoel Ignacio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho (Marquês de Itanhaém), Senador do Império que sucedeu a José Bonifácio de Andrada e Silva, como tutor do Imperador D. Pedro II.

Entrou para o seminário de Mariana com oito anos de idade, quando iniciou sua carreira na vida religiosa e, mais tarde, a abandonou em função da disciplina de clausura do seminário. Ingressou na carreira militar, em 1821, e, posteriormente, cursou a Academia Militar da Corte, no Rio de Janeiro, por três anos. Em 1825, Paula Cândido partiu para a Europa e se matriculou na Faculdade de Medicina de Paris (Universidade de Sorbonne). Entre 1825 e 1832, frequentou os institutos e cursos superiores em Paris, obtendo, em 1829, o grau de bacharel em Letras e, pouco tempo depois, o de bacharel em Ciências Médicas.

Foi médico voluntário da “legião sanitária” organizada pelo governo francês, em razão da epidemia de cólera-mobus e recebeu a Grande Medalha de Ouro em reconhecimento aos serviços prestados. Em 31 de agosto de 1832, doutorou-se pela Faculté de Médicine de Paris, com a tese Sur l’électricité animale, apresentada também na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde obteve por concurso a cadeira de Física Médica da qual tomou posse, em março de 1833, e a ocupou por 30 anos.

Eleito Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, apresentando memória intitulada: “Observações sobre a febre tifoide”, foi empossado em 30 de janeiro de 1833 e eleito por três vezes presidente: no 1º e 2º trimestres de 1834, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro; de 1840 a 1842 e de 1852 a 1855, da Academia Imperial de Medicina, hoje Academia Nacional de Medicina, onde é Patrono da Cadeira 20.

Deputado pela Província de Minas Gerais, eleito em 1838, desempenhou seu mandato por quatro legislaturas, de 1838 a 1845 e de 1849 a 1856.

Médico efetivo da Imperial Câmara, nomeado em 14 de agosto de 1840, e Conselheiro do Império, foi agraciado com o Hábito e a Comenda de Cristo e a grande dignatária da Rosa, pelo Imperador D. Pedro II e condecorado com a Comenda da Real Ordem de Izabel a Católica, pela Rainha da Espanha.

Redator dos Annaes de Medicina Brasiliense, dirigiu o Diário da Saúde e o jornal literário Brasil Ilustrado, que circulavam na Corte.

Francisco de Paula Cândido foi o primeiro presidente da Junta Central de Higiene Pública, criada pelo decreto n. 598, de 14 de setembro de 1850, com o objetivo de conservar a salubridade nas cidades, fiscalizar o exercício das artes de curar e inspecionar a saúde pública (funcionava como um órgão consultor do Governo Imperial em matéria de política de saúde pública), e exerceu a presidência até o ano de 1864. Sua atuação foi destacada pelo combate à epidemia de cólera-morbus e pelo controle do surto de febre amarela endêmica em várias regiões do Brasil. Paula Cândido procurava elevar e moralizar o exercício da farmácia no Brasil e prestigiava a Sociedade Farmacêutica fundada, no país, em março de 1851 e presidida por Ezequiel Corrêa dos Santos. O seu presidente, assim como outros sócios farmacêuticos, como Manoel Francisco Peixoto e os franceses João Maria Soullié e João Francisco Blanc, já vinham atuando na Secção de Farmácia da Academia Imperial de Medicina.

Foi Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Honorário da Academia de Belas Artes, Membro de l’Académie Diplomatique (Paris), da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e Patrono titular da cadeira 16 da Academia Mineira de Letras.

Faleceu em Paris, no dia 5 de abril de 1864, com 58 anos de idade, sendo sepultado no Cemitério de Montmartre.

O município de Paula Cândido, no estado de Minas Gerais, foi assim denominado em homenagem ao médico sanitarista, em 1953.

José Pereira Rego (Barão do Lavradio)

O Dr. José Pereira Rego nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 1816, filho de Manoel José Pereira Rego e Anna Fausta de Almeida Rego. Teve como filho o também médico José Pereira Rego Filho (1845-1929), Membro Titular da Academia Nacional de Medicina.

Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1838, defendendo a tese de doutoramento “Fenômenos obtidos pelos diversos métodos de exploração do coração, e aplicação dos mesmos fenômenos ao diagnóstico de algumas afecções do mesmo órgão mais frequentes” – que era uma síntese dos mais avançados estudos sobre a semiologia do coração e serviu mais tarde de compêndio de estudo para os alunos de Clínica Médica.

Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, em 1839, com Memória intitulada “Disenterias”, foi empossado em 26 de março de 1840 e eleito Presidente nos períodos de 1855/1857 e 1864/1883. Em 09 de outubro de 1883, foi aclamado Presidente Perpétuo da Academia Imperial de Medicina. Foi também médico honorário da Imperial Câmara e Comendador das Ordens de Nosso Senhor Jesus Cristo e Imperial da Rosa; recebendo o título de Barão do Lavradio em 1874 em função do intenso trabalho que desenvolveu no planejamento e coordenação das medidas sanitárias contra a grave epidemia de febre amarela que ocorreu no Rio de Janeiro.

Foi o primeiro cirurgião a indicar a ergotina e o centeio espigado no tratamento das hemorragias uterinas puerperais. Na área da saúde pública, foi membro da Junta Central de Higiene Pública e prestou atendimento às vítimas da primeira eclosão da cólera-morbo que ocorreu no Rio de Janeiro, em 1855. Em razão do falecimento de Francisco de Paula Cândido, então Presidente da Junta, foi nomeado Presidente efetivo e a chefiou de 1864 a 1881. A segunda eclosão da enfermidade aconteceu em 1867 e Pereira Rego relatou, detalhadamente, a incidência e a difusão da cólera-morbo e da febre amarela; nesses relatórios, propôs ao Governo Imperial a reorganização dos serviços sanitários terrestre e marítimo, e a adoção de medidas para melhoria das condições sanitárias da cidade. Passou a acumular este cargo com o de Inspetor de Saúde do Porto do Rio de Janeiro (1865) e o de Inspetor Geral do Instituto Vacínico (1873).

Desentendendo-se com o Imperador Pedro II, demitiu-se dos três cargos públicos em 1881. Passou, então, a dedicar-se à Pediatria, exercendo suas atividades no Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro; aí escreveu um “Formulário de Moléstias de Crianças”.

Foi vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro de 1865 a 1868.

Recebeu do Rei de Portugal, em 1870, o título de Comendador da Real Ordem Militar Portuguesa da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Foi agraciado, também, com os títulos de Comendador das Ordens de Nosso Senhor Jesus Cristo, Imperial da Rosa e da Ordem de Francisco José da Áustria.

Médico Honorário da Imperial Câmara, recebeu o título de Barão do Lavradio no ano de 1874, em função do intenso trabalho que desenvolveu no planejamento e coordenação das medidas sanitárias contra a grave epidemia de febre amarela que ocorreu no Rio de Janeiro. Em 1877, a Princesa Isabel elevou esse título à honra de grandeza.

O Dr. José Pereira Rego foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Membro do Conselho Fiscal do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura e da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, Sócio Benemérito e Consultor da Sociedade Amante da Instrução, presidindo-a por seis anos, e um dos Sócios Fundadores do Instituto Homeopático do Brasil. Foi, ainda, Membro Correspondente da Real Academia Médica de Ciências de Lisboa, da Société Française de Hygiène e da Reale Accademia di Medicina di Torino.

Em sua carreira, o Dr. José Pereira Rego publicou muitos trabalhos sendo, a maioria, nos Anais da Academia Imperial de Medicina, hoje Anais da Academia Nacional de Medicina. Pereira Rego foi o precursor dos sanitaristas brasileiros.

Faleceu de caquexia secundária (“úlcera do esôfago”), na sua cidade natal, no dia 22 de novembro de 1892.

Antonio da Costa

O Dr. Antonio da Costa nasceu no dia 15 de março de 1816 no Rio de Janeiro. Foi filho do cirurgião Antonio da Costa e de Gertrudes Mathilde de Sá e Silva. 

Estudou Medicina em Paris e Montpellier. E tornou-se Doutor em Medicina em 1839 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, apresentando tese de doutoramento sob o título “Aperçu sur les gangrènes externes”. 

Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, hoje Academia Nacional de Medicina, tomou posse na sessão de 15 de maio de 1846 e a presidiu no biênio 1857/59.

O Dr. Antonio da Costa foi Cirurgião honorário da Imperial Câmara; Cirurgião dos Hospitais da Misericórdia, da Ordem Terceira do Carmo e da Ordem da Penitencia; Médico da Sociedade Francesa de Beneficência e da Legação da França; Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Imperial Academia de Medicina, da Sociedade Anatômica de Paris e da de Ciências Médicas de Lisboa; Comendador da Ordem de Cristo, cavaleiro da Ordem do Cruzeiro e da Legião de Honra da França, e das Ordens de Cristo e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, de Portugal.  

O Dr. Antonio da Costa faleceu em 07 de julho de 1860.

Manoel Feliciano Pereira de Carvalho

O Dr. Manoel Feliciano Pereira de Carvalho nasceu no dia 8 de junho de 1806, na cidade do Rio de Janeiro. Era filho do Major de Ordenanças José Pereira de Carvalho e de Thereza Nepomuceno de Carvalho.

Formado pela Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, o Dr. Manoel Feliciano Pereira de Carvalho recebeu a “Carta de Cirurgião Formado” em 26 de abril de 1828. Foi médico e primeiro cirurgião do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Escolhido Médico do Paço Imperial, recebeu o Oficialato da Rosa, a respectiva comenda, a grande dignitária da mesma Ordem, o Hábito de Cristo, o Oficialato do Cruzeiro e o título de Conselheiro “por seu merecimento e letras”.

Eleito Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, com apresentação da Memória “Aneurismas do coração”, sendo empossado no dia 7 de agosto de 1830. O Dr. Feliciano Pereira foi Presidente da Academia Imperial de Medicina de 1859 a 1861. 

Foi professor do renomado médico espírita Dr. Bezerra de Menezes, o “Médico dos Pobres”, e o levou para integrar o quadro de médicos-operadores do Exército Brasileiro, com honras militares, no posto de Cirurgião-Tenente.

Foi, também, Professor de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Coronel Cirurgião-Mor e Chefe do Corpo de Saúde do Exército. Em atenção aos serviços militares que prestou à Pátria, foi agraciado com a nomeação de Cavalheiro da Ordem de São Bento de Aviz e recebeu a graduação de Brigadeiro pelos bons serviços prestados na guerra contra o Paraguai.

o Dr. Manoel Feliciano Pereira de Carvalho é, também, o Patrono da cadeira 37 da Academia Brasileira de Medicina Militar.

Ele faleceu na sua cidade natal, no dia 11 de novembro de 1867, aos 61 anos de idade, quando era Brigadeiro Professor e Chefe do Corpo de Saúde do Exército.

Antonio Felix Martins (Barão de São Felix)

O Dr. Antonio Felix Martins nasceu no dia 20 de novembro de 1812 em Inhaúma, Rio de Janeiro, filho do Cirurgião-Mor José Antonio Martins e de Rita Angélica de Jesus.

Diplomou-se médico e doutor pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1833, onde foi Professor de Patologia Geral. Além disso, o Dr. Felix Martins foi médico efetivo da Imperial Câmara, Membro da Comissão Central de Saúde Pública, Inspetor do Hospital Marítimo de Santa Isabel de Jurujuba e Presidente da Junta Central de Higiene Pública. Foi também provedor da Inspeção de Saúde do Porto, nomeado pelo decreto nº 268 de 29/01/1843 – neste cargo teve atuação decisiva nas epidemias de cholera morbus e febre amarela que assolaram o Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX.

Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, o Dr. Felix Martins foi empossado no dia 15 de outubro de 1835. Foi eleito seu Presidente no dia 18 de maio de 1861, permanecendo nesta posição até 1864. No ano de 1866 passou a pertencer à classe dos Membros Titulares Honorários.

O Dr. Felix Martins também recebeu da Sociedade de Medicina de Liège o título de sócio correspondente, em atenção aos serviços prestados à Ciência. Foi nomeado Conselheiro Imperial por decreto de 11 de dezembro de 1875 e recebeu o título de Barão de São Felix, por carta-mercê, em 11 de dezembro de 1875, sendo também condecorado Comendador da Imperial Ordem da Rosa e Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo.

Na política, foi Vereador, em 1844, Suplente, de 1847 a 1848, e Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, de 1851 a 1852.

Acometido de uma infecção palustre perniciosa (malária), o Dr. Felix Martins faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 18 de fevereiro de 1892, aos 79 anos de idade.

Em homenagem ao Doutor Antonio Felix Martins, Barão de São Felix, a Rua Princesa dos Cajueiros, onde residiu, no centro da cidade do Rio de Janeiro, passou a ser chamada Rua Barão de São Felix (decreto n. 1165, de 31 de outubro de 1917).

Agostinho José de Souza Lima

Nasceu em 11 de março de 1842, em Cuiabá, estado do Mato Grosso, filho do coronel Severo José de Souza Lima e de Nympha Symphronia de Araujo Lima.

Doutorou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1864, defendendo a tese intitulada “Qual a natureza e o tratamento das urinas vulgarmente chamadas leitosas ou quilúria?”.

Foi Professor Catedrático de Medicina Legal e Toxicologia na mesma faculdade, entre 1877 e 1912 e, de 1902 a 1916, Professor de Medicina Pública na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Médico da Escola de Tiro do Realengo, e depois nomeado Tenente Cirurgião do 7º Batalhão da Guarda Nacional, exerceu a função de Cirurgião-Mor da Polícia. Em 1877, em conjunto com seu assistente, Borges da Costa, foi nomeado consultor da polícia e, em 1879, foi autorizado a ministrar um curso prático de Tanatologia Forense no necrotério oficial, estudando a morte e seus problemas médico-legais. A partir de 1891, a disciplina de Medicina Legal passou a configurar como obrigatória nos cursos de Direito do país. Souza Lima foi proclamado “Primaz da Medicina Legal no Brasil” por organizar sob orientação científica a medicina forense em nossa Pátria.

Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, hoje Academia Nacional de Medicina, apresentando Memória intitulada: “Da cremação dos cadáveres”, foi empossado em 15 de setembro de 1879, e por proposta de vários Acadêmicos foi transferido para a Classe dos Membros Honorários, em abril de 1909. Souza Lima foi Presidente da Academia Imperial de Medicina no período de 1883 a 1889 e da Academia Nacional de Medicina em 1896/97 e de 1900 a 1901. Em sessão de 3 de outubro de 1963, foi escolhido Patrono da Cadeira 3.

Diretor de Higiene e da Assistência Pública Municipal, em 1894, enriqueceu a literatura médica nacional com trabalhos de grande merecimento, salientando-se, dentre eles, o “Tratado de Psicologia”, o “Manual de Química Legal” e a obra clássica, de incontestável valor: “Tratado de Medicina Legal”, reproduzida em diversas edições. Foi Presidente de honra da Sociedade Eugênica que se organizou em São Paulo, em 1916.

A Rua Souza Lima, criada pela lei n. 7, de 26 de maio de 1902, situada no bairro de Copacabana – Rio de Janeiro, é uma homenagem ao dr. Agostinho José de Souza Lima.

Faleceu na cidade de Petrópolis, em 28 de dezembro de 1921.

José Cardoso de Moura Brasil

O Dr. José Cardoso de Moura Brasil nasceu em Vila Iracema, no Estado do Ceará, no dia 10 de fevereiro de 1849, filho do Tenente Coronel José Cardoso Brasil e de Tereza de Moura Brasil.

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, o Dr. José Cardoso de Moura Brasil colou grau como Doutor em novembro de 1872, defendendo a tese “Tratamento Cirúrgico da Catarata”.

Em 1873, partiu para a Europa e lá permaneceu por cerca de três anos. Durante este período, passou dois anos em Paris nas Clínicas dos eminentes oculistas De Wecker, Galezovski e Meyer, tendo sido indicado pelo Professor De Wecker como seu Chefe de Clínica, cargo que exerceu durante mais de um ano. E também frequentou as Clínicas de Londres e Viena a cargo de famosos oftalmologistas, como Bowman, Crickett, Arlt, Jaeger, Fuchs e outros.

O Dr. José Cardoso de Moura Brasil regressou ao Brasil em 1876 e exerceu durante mais de 50 anos a Clínica Oftalmológica na cidade do Rio de Janeiro, atendendo milhares de pacientes e publicando trabalhos expressivos, não só sobre assuntos de sua especialidade, como também outros relativos a problemas agrícolas e sociais.

Médico oftalmologista, químico, farmacêutico e pesquisador, foi o criador do centenário colírio que leva seu nome, e que continua a ser produzido por um grande laboratório.

Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, apresentando memória sob o título “Tratamento da Conjuntivite granulosa aguda pelo Abrus Precatorius”, foi empossado no dia 7 de novembro de 1882  e a presidiu pela última vez com este nome, em 1889; foi o primeiro a presidi-la com o atual nome Academia Nacional de Medicina, até 1891. Em 1918, passou para a Classe de Membros Titulares Honorários. Em sessão de 3 de outubro de 1963, foi escolhido Patrono da Cadeira 66; sua dedicação à instituição ficou eternizada na forma de busto em bronze.

O Dr. Moura Brasil publicou interessantes trabalhos, não só sobre assuntos de sua especialidade, como também outros relativos a problemas agrícolas e sociais. Ocupou importantes cargos de governo na área da agricultura e no Ministério do Interior, Higiene e Saúde.Foi Presidente do Liceu de Artes e Ofícios, da Sociedade Nacional de Agricultura e do Centro da Lavoura do Café do Brasil. Foi, também, um dos fundadores da Clínica de Olhos da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, além de seu Diretor durante 43 anos, reeleito sucessivamente.

Agraciado com os títulos de Comendador da Ordem de Cristo e da Ordem Portuguesa de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, recusou o de Barão, que lhe foi oferecido pelo Conselheiro João Alfredo.

O Dicionário Biobibliográfico Cearense, do Barão de Studart, o denomina “Príncipe da cirurgia oculista no País”. O salão nobre da Câmara Municipal de Fortaleza, ostenta seu retrato como cearense benemérito. No centenário de seu nascimento, foi inaugurado um busto em sua homenagem pelo “Centro Médico Cearense”, em Fortaleza, no largo do Passeio Público. É Patrono da Cadeira 18 da Academia Cearense de Letras e da 34 da Academia Cearense de Ciências.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 31 de dezembro de 1928. Seus descendentes, formadores de verdadeira dinastia, continuam sua obra.

Vicente Cândido Figueira de Saboia (Visc. de Saboia)

O Dr. Vicente Cândido Figueira de Saboia nasceu na cidade de Sobral, no Ceará, no dia 13 de abril 1835. Foi filho do Tenente Coronel José Baltasar Aughery de Saboia e de Joaquina Figueira de Mello Saboia. Casou-se no dia 6 de janeiro de 1861, no Rio de Janeiro, com Luísa Marcondes Jobim, natural do Rio Grande do Sul, filha do senador José Martins da Cruz Jobim (um dos fundadores da atual ANM) e de Maria Amália Marcondes. O casal teve cinco filhos. 

Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1858, apresentando a tese de doutoramento “Estreitamento da uretra no homem”.

Inscreveu-se na Academia Imperial de Medicina em 1863, apresentando memória intitulada “Ensaio sobre o tratamento da blenorragia” e foi empossado no dia 14 de agosto de 1863, atuando como Presidente da Academia Nacional de Medicina entre 1891 e 1892. Em outubro de 1908, pela comemoração do centenário de fundação do ensino médico no país, a Academia mandou cunhar medalhas comemorativas, de ouro, prata e bronze, com a efígie do cirurgião. É o Patrono da Cadeira 63.

Incumbido pelo governo de preparar um plano completo de reforma do Ensino Superior, Sr. Visconde de Saboia apresentou um projeto, amplamente desenvolvido, que serviu de base para o Decreto de 19 de abril de 1879, estabelecendo o ensino livre.

Foi Professor Catedrático de Clínica Cirúrgica na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ), assumiu a Diretoria da mesma instituição de 1881 a 1889 e, no ano seguinte, tornou-se médico efetivo da Imperial Câmara e Comendador da Imperial Ordem de Cristo.

Em 1881, já nomeado médico da Casa Imperial e Cirurgião da Corte, foi designado Diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Exerceu este cargo durante oito anos, afastando-se do mesmo com a Proclamação da República, em solidariedade ao Imperador, de quem era amigo e médico particular.

Foi Chefe da 18ª Enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, chefiada depois (como 15ª Enfermaria) pelos Acadêmicos Augusto Brant Paes Leme, Augusto Paulino Soares de Souza e Augusto Paulino Soares de Souza Filho.

Foi membro de diversas instituições cientificas nacionais e internacionais: Sociedade de Obstetrícia de Londres, Academia de Ciências de Lisboa, Academia de Medicina de Paris, Academia de Medicina de Roma e Sociedade de Cirurgia de Paris.

Em suas sucessivas viagens, estabeleceu contato com expoentes da Medicina no continente europeu, como o Lorde Joseph Lister, de Glasgow (Escócia), com quem aprendeu e trouxe para o Brasil o método da antissepsia, que lhe permitiu praticar como rotina a cirurgia abdominal. Foi o primeiro a utilizar a atadura gessada no Brasil.

Em sua atividade literária, o Dr. Vicente Cândido Figueira de Saboia escreveu cerca de 35 trabalhos científicos, dentre os quais destaca-se o “Tratado de Obstetrícia”, usado como livro texto nas Faculdades de Medicina de Montpellier e Louvain, em francês. Sua obra de maior repercussão foi a “Reforma do Ensino Médico no Brasil”. Nos últimos anos de sua vida dedicou-se a uma reflexão mais filosófica, com a obra “Vida psíquica do homem”, na qual tratava do materialismo e espiritualismo.

Ele foi também Conselheiro do Imperador, Médico da Imperial Câmara, Barão e depois Visconde de Saboia.

Faleceu no dia 18 de março de 1909, em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro.

Em 1912, foi instituído, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, o Prêmio Visconde de Saboia, conferido anualmente ao autor da melhor tese de doutorado sobre obstetrícia. No prédio do Curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará, campus de Sobral, foi erguida, em 2007, uma estátua de Saboya e, no ano de 2008, o colegiado instituiu a Medalha Visconde de Saboia para homenagear aqueles que prestaram importantes serviços à medicina e à educação médica.

Foi homenageado, também, com nome de rua: Rua Visconde de Saboia, no bairro Cavalcanti, na cidade do Rio de Janeiro.

João Baptista de Lacerda

O Dr. João Baptista de Lacerda, que, por vezes também assinava Dr. Lacerda Filho, nasceu em Campos dos Goytacazes, no dia 12 de julho de 1846, filho do médico Dr. João Baptista de Lacerda e de Maria d’Assumpção Coni de Lacerda.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1870, apresentando a tese “Das indicações e contraindicações da digitalis no tratamento das moléstias dos aparelhos circulatório e respiratório”.

Foi empossado como Membro Titular da Academia Imperial de Medicina no dia 21 de abril de 1885, ocupou vários cargos na Diretoria da ANM, vindo a ser seu Presidente de 1893 a 1895. Em sessão de 3 de outubro de 1963, foi escolhido Patrono da Cadeira 87.

No Rio de Janeiro, o Dr. Baptista de Lacerda desempenhava suas funções tanto na Secção de Antropologia, Zoologia e Paleontologia do Museu Nacional, quanto em uma enfermaria do Hospital da Misericórdia. Nomeado Subdiretor da Secção em que trabalhava pelo Ministro da Agricultura, ele não conseguiu abrir mão da paixão crescente por seus estudos e pesquisas experimentais, e abandonou a Clínica.

Foi eleito subdiretor do Laboratório de Fisiologia Experimental, (único no Brasil durante muitos anos) e tornou-se, posteriormente, Diretor do Museu Nacional por vários anos.

Ao mesmo tempo em que ocupava estes cargos, foi Redator do Jornal do Commercio, Diretor da Revista Lux, tendo ainda outros títulos como: Professor Honorário da Universidade de Santiago do Chile; Membro Correspondente da Sociedade de Antropologia de Berlim, Paris e Florença, da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Sociedade Médica Argentina.

Foi Vice-Presidente do Congresso Médico Pan-americano de Washington em 1893 e Presidente da Secção de Fisiologia do mesmo Congresso; Presidente Honorário do Congresso Médico Latino-Americano de Buenos Aires; e Membro da Comissão nomeada por esse Congresso para formular as bases de um Código Médico Internacional. 

O Dr. Baptista de Lacerda tinha Pasteur como modelo e era seguidor do método experimental e se tornou um dos primeiros bio-antropologistas brasileiros, sendo premiado, em 1878, com a medalha de bronze na exposição antropológica de Trocadero, em Paris, e na Exposição de Chicago, em virtude de seus trabalhos e estudos científicos acatados e respeitados nos centros mais cultos da Europa e da América

O Dr. Lacerda foi um dos primeiros ofiólogos brasileiros e fez pesquisas sobre venenos de anfíbios e batráquios próprios do Brasil, bem como sobre o curare, uma substância tóxica preparada e utilizada por nossos índios.

Ele descobriu a ação do permanganato de potássio como antídoto de venenos de ofídios demonstrando-a diante do Imperador D Pedro II, do Ministro da Agricultura e de vários cientistas e professores. Tal descoberta salvou a vida de milhares de pessoas antes da descoberta dos soros antiofídicos.

O Instituto Oswaldo Cruz tem muito orgulho da vacina preparada contra o carbúnculo sintomático (a manqueira) de Alcides Godoy, mas vale ressaltar que esta apenas sucedeu e substituiu a apresentada por Dr. Lacerda, que foi crucial para a observação de uma redução na mortalidade de gado em determinado local analisado, de 35% para 1% em um período de dois meses.

João Baptista de Lacerda, um dos principais expoentes da “tese do embranquecimento”, foi o cientista eleito para representar o Brasil no Congresso Universal das Raças (Londres, 1911). Esse congresso reuniu intelectuais do mundo todo para debater o tema do racialismo e da relação das raças com o progresso das civilizações. O Brasil, única nação latino-americana convidada, seria visto como exemplo de mistura de raças, e Baptista de Lacerda defenderia que políticas de imigração fariam com que mestiços embranquecessem e descendentes de negros passariam a ficar progressivamente mais brancos a cada nova prole gerada. Lacerda levou ao evento o artigo “Sur les métis au Brésil” (Sobre os mestiços do Brasil), em que defendia o fator da miscigenação como algo positivo, no caso brasileiro, por conta da sobreposição dos traços da raça branca sobre as outras, a negra e a indígena. Fato curioso na apresentação foi a exibição de uma cópia do quadro “A Redenção de Cam”, do pintor espanhol Modesto Brocos; nele, o autor interpreta à revelia o simbolismo bíblico propondo a diluição da cor negra na sucessão de descendentes e insere nessa sucessão a “redenção”, a “absolvição” de uma “raça amaldiçoada”. O “escurecimento” dos descendentes de Cam teria desembocado na raça negra africana, que poderia ser redimida por meio da mistura com a raça branca europeia.

Era irmão do Acadêmico Álvaro de Lacerda.

Ele faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 6 de agosto de 1915, quinze dias após ter lido em Sessão desta Casa um trabalho sobre a Etiologia do Beribéri, o último que escreveria.

José Lourenço de Magalhães

O Dr. José Lourenço de Magalhães nasceu na cidade de Estância, em Sergipe, no dia 11 de setembro de 1831. Era filho de Romão Lourenço de Magalhães e Antônia Isabel Fernandes.

Formou-se Doutor pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1856, defendendo a tese de doutoramento “Como reconhecermos que o cadáver, que se nos apresenta, pertence a um indivíduo que morreu afogado?”.

Especializou-se na França e na Alemanha, onde aprofundou seus conhecimentos em oftalmologia. Realizou seguidas viagens a Europa e, graças aos seus estudos sobre a lepra, tornou-se bastante conhecido no Brasil e no exterior.

Durante a epidemia de cólera, em 1863, desempenhou um relevante serviço, pelo qual recebeu reconhecimento posterior. Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, o Dr. Lourenço foi empossado no dia 21 de abril de 1885 e tornou-se presidente em 1895.

Ele foi Membro Titular da Academia Imperial de Medicina em 21 de abril de 1885. Ocupou vários cargos da Diretoria e, em 1902, passou a Membro Correspondente desta Instituição.

Trabalhou como oftalmologista em Estância, Laranjeiras, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. O Dr. Lourenço foi Sócio correspondente da Sociedade Médica de Emulação de Paris e correspondente de importante periódico de oftalmologia editado em Paris e escreveu uma importante obra sobre beribéri, sobre impaludismo e assuntos oftalmológicos do século XIX. Foi também Diretor do Hospital Colônia de Guapira para leprosos.

Foi delegado de saúde em Estância e delegado de polícia, bem como tenente coronel chefe do Estado Maior do Comando Superior da Guarda Nacional.

Foi deputado provincial (1862-1869) e presidente da Sociedade Fraternidade Sergipana (Bahia).

No início da década de 1890, o médico José Lourenço de Magalhães, ferrenho anti-contagionista que defendia a curabilidade da lepra e que, desde 1878, vinha utilizando uma terapêutica própria no tratamento dos leprosos. Com uma farta produção científica, onde defendia de forma fervorosa suas teorias e combatia o paradigma bacteriológico, José Lourenço de Magalhães publica, em 1882, o livro “A morféia no Brasil” e, em 1885, “A curabilidade da Morféia”. Nestes trabalhos Magalhães, além de defender a curabilidade da lepra, propõe um novo método terapêutico que não divulgava por considerá-lo anticientífico. Fiel aos princípios formadores do saber médico que rejeitava teoria vagas e abstratas, Lourenço de Magalhães defende seu método, argumentando que não confiava exclusivamente na terapêutica, mas sobretudo na higiene.

Faleceu na cidade de São Paulo, em 23 de novembro de 1905.

Antonio José Pereira da Silva Araújo

O Dr. Antonio José Pereira da Silva Araújo nasceu 18 de setembro de 1853 em Salvador, na Bahia. Era filho de Antonio José Pereira da Silva Araújo e Maria Gertrudes Muniz de Aragão.

Formou-se em Medicina no ano de 1874, apresentando sua tese de doutoramento sob o título: “Uma dissertação sobre a patogênese da febre traumática, da infecção purulenta e da septicemia”.

Foi eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina e empossado no dia 7 de novembro de 1882. Foi presidente da Academia Nacional de Medicina no período de 1897 a 1900.

O Dr. Antônio José Pereira da Silva Araújo se destacou entre os sifilógrafos da segunda metade do século XIX, e passou a ser considerado o precursor da especialidade no Brasil.

Radicou-se no Rio de Janeiro no início da década de 1880 e passou a atuar com visibilidade internacional. Defendeu a medicina de caráter experimental e prático e foi considerado um dos principais representantes das ideias pasteurianas no Brasil.

Isso, inclusive, fez com que a Academia Nacional de Medicina o incumbisse do elogio fúnebre a Pasteur em 1895.

O Dr. Silva Araújo exerceu o cargo de medico do asilo de expostos da Santa Casa de Misericórdia. Foi ainda chefe do Serviço de Doenças de Pele e Sífilis e diretor do Laboratório de Microscopia da Policlínica do Rio de Janeiro, simultaneamente.

A sua trajetória intelectual indica que a estreita relação com a parasitologia tropical e, posteriormente, com a bacteriologia, tornou o campo da dermato-sifilografia florescente no país e prestigiado no exterior.

Os sifilógrafos brasileiros giravam em torno de teorias e ideias produzidas na Europa, mas não deixavam de apresentar dados, descobertas e interpretações bastante originais, participando ativamente das emergentes reuniões internacionais, quer fossem dedicadas a discussões propriamente técnico-científicas, quer às melhores “armas” a serem utilizadas pela luta antivenérea.

O Dr. Silva Araújo faleceu no dia 2 de junho de 1900.

Antônio Augusto de Azevedo Sodré

Nasceu na Fazenda Caboclo, em Maricá, Estado do Rio de Janeiro, no dia 13 de dezembro de 1864, descendente das mais tradicionais famílias do Rio de Janeiro, como eram as de Álvares de Azevedo e Ribeiro de Almeida. O Doutor Azevedo Sodré era filho de José Paulo de Azevedo Sodré, fazendeiro coronel, e de Cândida Ribeiro de Almeida Sodré; sobrinho do ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, Antonio Augusto Ribeiro de Almeida (avô materno do arquiteto Oscar Niemeyer), que foi homenageado com a denominação de seu nome à rua onde morava, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

Formou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil – hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1885, aos 21 anos de idade, defendendo tese de doutorado sobre “Estudos comparativos dos diferentes métodos de tratamento da sífilis”. Embora recém-formado, não hesitou em se inscrever para ser Professor da faculdade e, mesmo classificado em 1º lugar, não foi nomeado pelo Imperador devido a sua pouca idade. Um ano depois, aos 22 anos, prestou novo concurso obtendo mais uma vez o 1º lugar, sendo nomeado Professor para a Cadeira de Clínica Médica que regeu por 39 anos.

Em 1886, passou a trabalhar no Hospital da Beneficência Portuguesa. Em 1887, dois anos após a formatura, tornou-se Médico-adjunto do Hospital da Misericórdia e fundou a revista “Brasil Médico”, Revista Semanal de Medicina e Cirurgia, que durante muitos anos foi o principal periódico médico do país, e que Azevedo Sodré dirigiu e orientou até a morte, durante quarenta e dois anos.

Atuou como preparador interino de matéria Médico-Terapêutica, interno de Clínica de Doenças Cutâneas e Sifilíticas e preparador de Terapêutica Experimental. Imaginou e promoveu a criação da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, chamando para seu Presidente o Professor Hilário Soares de Gouvêa e ocupando a Vice-Presidência da Instituição. Em 1894 conquistou a Cátedra de Patologia Interna e depois de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, da qual foi diretor em 1911-1912.  Assumiu a chefia da Comissão Sanitária Federal, incumbido de combater a epidemia de cólera, que conseguiu impedir que ultrapassasse o Vale do Paraíba fluminense e, depois, a extinguiu totalmente. Foi Delegado do governo brasileiro, juntamente com o médico sanitarista Oswaldo Gonçalves Cruz, com a missão de negociar a Convenção Sanitária com os governos da Argentina, Paraguai e Uruguai.

Tornou-se, ainda, Professor de Medicina Pública da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro e fundou a Companhia de Seguros de Vida Equitativa dos Estados Unidos do Brasil, a maior empresa no gênero de seu tempo em todo o território nacional.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentando a memória: “Beriberi”, foi empossado em 21 de julho de 1898 e a presidiu de 1905 a 1907. É o Patrono da Cadeira 31.

Azevedo Sodré, em 1915, tornou-se Diretor da Instrução Pública, no Distrito Federal, e fundou duas escolas, criou o Serviço Médico Escolar, a merenda nas escolas, as Associações de Pais e Professores e reformulou o currículo da Escola Normal, empreendendo uma modificação nas normas internas, possibilitando às futuras docentes um contato maior com a prática em sala de aula. Durante a presidência de Wenceslau Braz, foi indicado Prefeito do Rio de Janeiro (6 de maio de 1916 a 15 de janeiro de 1917) e, neste cargo, resolveu o problema da comercialização da carne, instituiu as feiras livres, projetou a criação de um imposto único territorial e inaugurou a avenida Niemeyer, ligando o bairro do Leblon ao de São Conrado. Eleito Deputado Federal, pelo Estado do Rio de Janeiro, foi vulto eminente do partido chefiado pelo estadista Nilo Peçanha e destacou-se na Câmara em duas legislaturas como membro das comissões de instrução e de higiene públicas.

Entre as numerosas obras científicas, destacam-se “Lições de Patologia Intertropical”, “Saneamento no Brasil” e suas contribuições sobre beribéri e difteria, para a “Grande Enciclopédia Médica Norte-Americana” e sobre febre amarela – com a colaboração de Miguel de Oliveira Couto – para a “Enciclopédia Nothnagel” de Berlim, e para o “Tratado de Medicina de Roger Vidal e Teissier” de Paris.

No ano de 1925, doou um imóvel de sua propriedade ao Distrito Federal para que nele se instalasse uma escola que deveria ser batizada com o seu nome. Assim, o Doutor Antônio Augusto de Azevedo Sodré tornou-se Patrono da Escola Municipal Azevedo Sodré, localizada no bairro da Praça da Bandeira, na cidade do Rio de Janeiro.

Faleceu em sua Fazenda da Quitandinha, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, no dia 1º de fevereiro de 1929.

Joaquim Pinto Portella

O Dr. Joaquim Pinto Portella nasceu em Pernambuco, no dia 23 de novembro de 1860, filho do Conselheiro Dr. Manoel do Nascimento Machado Portella e de Joana Francelina Pinto Portella.

Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1882, apresentou tese de doutoramento “O tratamento cirúrgico dos fibromas uterinos: aborto simulado; estudo comparativo da talha e de litotrícia nos cálculos vesicais; febres perniciosas”.

Foi eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, no dia 14 de novembro de 1889, apresentando a monografia “A coxalgia nas crianças”. Com notável monografia intitulada “Da dispepsia nas crianças, estudo clínico” obteve, em 1899, o primeiro Prêmio Alvarenga, concedido pela Academia Nacional de Medicina, sendo sua memória laureada. O Dr. Joaquim Pinto Portela presidiu a Academia Nacional de Medicina no biênio 1903/05 e, em 16 de julho de 1925, passou a pertencer à Classe dos Membros Eméritos.

O Dr. Pinto Portella foi Cirurgião Adjunto do Hospital de Beneficência Portuguesa e, em 1890, foi nomeado Cirurgião do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Foi, ainda, nomeado Cirurgião da enfermaria de crianças do Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, e posteriormente, em 1914, Chefe do Serviço Cirúrgico dos meninos e meninas do Hospital São Zacharias.

Teve inúmeros trabalhos publicados nos Anais e nos Boletins da ANM, além de publicações nas Revistas Médicas do Rio de Janeiro. Dentre seus trabalhos, destacam-se: “Sobre o tratamento do noma nas crianças, pelo cloreto de zinco”, “Ortopedia na Itália e na França, sob o ponto de vista da moderna ortopedia”, “A patogenia e tratamento das luxações congênitas no quadril”, “Dos lábios leporinos complicados (goela de lobo) e seus resultados ortopédicos”, “Da operação de Kirmisson nos pés tortos” e “Necessidade da fundação de institutos ortopédicos e hospitais marítimos para crianças raquíticas no Rio de Janeiro”,

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 22 de junho de 1934.

Antônio Fernandes Figueira

O Dr. Antônio Fernandes Figueira nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 13 de junho de 1863, filho de Manoel Fernandes Figueira e D. Genuína da Rocha Figueira. Filho de pais pobres, sua mãe faleceu em seu nascimento.

Estudou no Colégio Pedro II e formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1886, apresentando tese de doutoramento “Condições patogênicas e modalidades clínicas da histeria”. Ainda estudante, frequentou os cursos livres de Pediatria ministrados por Carlos Arthur Moncorvo de Figueiredo, na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, e foi assistente de Cândido Barata Ribeiro, Professor Titular da Clínica de Pediatria da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

O Dr. Fernandes Figueira iniciou suas atividades clinicando em Juiz de Fora, Minas Gerais, e depois retornou à sua cidade natal, dedicando-se à saúde infantil, com ênfase no aleitamento materno, e seu público-alvo eram, primordialmente, as operárias e as crianças de até um ano de idade.

Em 1895, conquistou o prêmio Visconde de Alvarenga da Academia Nacional de Medicina, apresentando a monografia: “Diagnóstico das cardiopatias infantis”. Na Academia, foi eleito Membro Titular, em 23 de julho de 1903, e foi seu Presidente entre 1907 e 1908. É o Patrono da Cadeira 50.

Difundiu seu nome, mundialmente, com a obra “Elementos de Semiologia Infantil”, publicado em 1903, logo adotado no ensino médico brasileiro e considerada por pediatras europeus a melhor no gênero.

O Dr. Fernandes Figueira dirigiu a enfermaria de doenças infecciosas de crianças no Hospital São Sebastião do Rio de Janeiro e a Policlínica das Crianças na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Em 1905, dirigiu a Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras da Assistência a Alienados, hoje denominada Escola de Enfermagem Alfredo Pinto da Universidade do Rio de Janeiro (UNI-RIO). Foi nomeado Membro Consultivo junto à Liga das Nações, nas questões referentes ao problema da proteção e assistência à infância.

Foi Chefe do Serviço de Pediatria da Santa Casa da Misericórdia e fundador do primeiro hospital de Pediatria da cidade do Rio de Janeiro, a Policlínica das Crianças. Foi, também, fundador da Sociedade Brasileira de Pediatria, da qual foi Presidente, de 1910 a 1927, e Presidente Perpétuo. Foi o verdadeiro iniciador da Pediatria brasileira e o primeiro médico do Brasil a deixar a presença das mães ao lado das crianças nas enfermarias, como forma de auxílio no tratamento.

A convite de Carlos Chagas aceitou a chefia da Inspetoria de Higiene Infantil, do Departamento Nacional de Saúde, realizando notável trabalho sobre os planos de assistência à infância, a fim de diminuir o acentuado índice de mortalidade infantil na cidade. Fundou Postos de Higiene Infantil, creches distritais e conseguiu dos industriais a fundação de creches nas fábricas.

Foi o responsável pela instalação do Abrigo-Hospital Arthur Bernardes, hoje Instituto Fernandes Figueira, e também responsável pela Seção de Pediatria (Pavilhão Bourneville) do Hospital Nacional de Alienados, contratado pelo médico Juliano Moreira, cuidando da educação médico-patológica dos menores retardados, a primeira organização deste gênero na América do Sul.

Fez parte de diversas associações médicas e pediátricas no Brasil e no exterior: Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, das Sociedades de Pediatria do Uruguai, Argentina e Paris e da Sociedade de Psiquiatria e Neurologia e da Liga de Higiene Mental. É o Patrono da Cadeira 3 da Academia Brasileira de Pediatria.

Sua vasta produção é composta, primordialmente, de trabalhos técnico-científico, onde destacam-se: o folheto “Bases científicas da alimentação da criança: suas consequências sociais”, publicado em 1905; o “Livro das mães”, com a primeira edição em 1910; e “Elementos de patologia infantil”, publicado em 1929, após a sua morte. Foi colaborador do periódico “Brasil Médico.

Era, também, poeta e romancista. Aos 17 anos publicou uma série de poemas intitulados “Adejos”. Escreveu, ainda, uma biografia de Torres Homem e um livro sobre o Padre Antônio Vieira. Foi Orador do Instituto dos Bacharéis em Letras e Membro da Sociedade de Ensaios Literários e do Grêmio Castro Alves.

Faleceu na sua cidade natal, em 11 de março de 1928, vítima de um edema pulmonar.

Em sua homenagem, foram batizados com seu nome o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), reconhecidamente um centro nacional de referência pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação, no bairro do Flamengo, e o Espaço de Desenvolvimento Infantil Doutor Antonio Fernandes Figueira, no bairro de Bonsucesso, ambos na cidade do Rio de Janeiro.

Alfredo do Nascimento e Silva

O Dr. Alfredo do Nascimento e Silva nasceu no Rio de Janeiro no dia 18 de janeiro de 1866. Filho de Manoel Joaquim do Nascimento e Silva e Virginia Medeiros do Nascimento e Silva.Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1888. 

Lente substituto de Medicina Legal e Higiene na antiga Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais (1894) e foi Lente e Catedrático de Química, Física e Ciências Naturais da Escola Superior de Guerra Militar da Praia Vermelha. 

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1892 e tornou-se Membro Emérito em 1929. Ocupou vários cargos de Diretoria, tendo sido Presidente no biênio 1908 – 1909.  

Atuou como diretor da antiga Escola Normal do Distrito Federal (1920). Foi Membro da Comissão médico-legista da Assistência Judiciária (1899), Membro do Conselho Consultivo da Liga Brasileira contra Tuberculose (1900) e seu Presidente (1915), Membro da Liga Brasileira contra a Tuberculose, do Instituto de Docentes Militares e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.


Faleceu no dia 6 de março de 1951.

Marcos Bezerra Cavalcanti

O Dr. Marcos Bezerra Cavalcanti nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 22 de outubro de 1854. Foi filho de Manuel Bezerra Cavalcanti e Josefa Lourenço Cavalcanti.

Transferiu-se para o Rio de Janeiro aos 16 anos de idade, estudou no Mosteiro de São Bento e, depois, matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde formou-se em Medicina, em 1878, defendendo tese sob o título “Do Hematocele”. Ainda estudante, recebeu a primeira condecoração: Cavaleiro da Ordem da Rosa, por serviços durante a grande epidemia de febre amarela ocorrida em 1876.

Depois de formado, clinicou durante dois anos na cidade de Jundiaí, em São Paulo.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, sendo empossado no dia 27 de agosto de 1903. Tornou-se Emérito em 1928 e Presidente em 1909. É o Patrono da Cadeira 34.

O Dr. Bezerra Cavalcanti foi Lente e Catedrático de Operações e depois de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ) e Cirurgião e Chefe de Serviço do Hospital da Santa Casa da Misericórdia e da Beneficência Portuguesa.

Foi, também, um dos fundadores da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, juntamente com os médicos Lucas Antônio de Oliveira Catta Preta, Hilário Soares de Gouvêa e Henrique Alexandre Monat, tendo sido seu Presidente em 1894, além de Membro do Conselho Superior de Ensino e representante do Brasil no Congresso Internacional de Medicina de Lisboa e de Londres e no Congresso do Câncer em Paris.

Dentre suas obras destacam-se “Colotomia lombar e colotomia ilíaca”, “Osteossarcoma no maxilar superior”, “Cura Radical da hérnia”, “Ferida acidental do cotovelo” e “Da frequência do cancro no Brasil”.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 16 de outubro de 1932.

Miguel da Silva Pereira

O Dr. Miguel da Silva Pereira nasceu em São José do Barreiro, no Estado de São Paulo, no dia 2 de julho de 1871, filho de Virgílio Pereira e de Porcina Magalhães Pereira.

Filho e neto de lavradores, foi criado na fazenda do Campinho, lugar de São José do Barreiro. Aprendeu a ler em casa e, aos 12 anos, entrou no Colégio Pedro Segundo, no Rio de Janeiro, como interno. Ali redigia um jornal de estudante, A Refrega, e fazia propaganda republicana dentro do colégio. Aos 19 anos entrou para a Faculdade de Medicina, na Rua Santa Luzia. Abandonou as aulas em 1893, na revolta de Floriano Peixoto, quando foi lutar em Niterói, e depois quando uma epidemia de cólera aconteceu no Vale do Paraíba.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ), em 1896, defendendo tese de doutoramento intitulada “Hematologia Tropical”, considerada obra notável.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina no dia 30 de dezembro 1897, apresentando Memória para admissão intitulada “Anemia Tropical”. Foi Presidente da Academia entre 1910 e 1911. É o Patrono da Cadeira No. 02.

O Dr. Miguel da Silva Pereira começou a vida profissional como médico visitador da Associação do Empregados do Comércio. Foi Professor Catedrático de Patologia Médica e depois de Clínica Medica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e Chefe de Serviço da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Deu início, anos depois, à maior campanha de saneamento do Brasil, dois anos de luta até que, em 1918, no governo de Venceslau Brás, tenha início o saneamento do país.

Foi grande propagador das qualidades do clima das atuais cidades de Miguel Pereira e Paty do Alferes e da criação nesta região de sanatórios para o tratamento de doentes de tuberculose.

Produziu uma obra capital que lhe absorvera anos de trabalho e observação, o “Tratado de Clínica Médica”. Não chegou a ser impressa, posto que queimou os originais em protesto contra a moléstia não identificada que o abateu em plena maturidade. 

Faleceu muito moço, no dia 23 de dezembro de 1918, com apenas quarenta e sete anos de idade, ficando famoso por sua luta pela higiene no Rio de Janeiro e por sua extensa clínica particular.

O distrito de Estiva, então pertencente ao município de Vassouras, foi rebatizado com seu nome em 1955. Hoje é a cidade de Miguel Pereira.



Carlos Pinto Seidl

O Dr. Carlos Pinto Seidl nasceu no dia 24 de novembro de 1867, em Belém, no Estado do Pará, filho do austríaco, humanista e eminente Professor das Letras Clássicas Carlos Seidl e de D. Raymunda Pinto Seidl. Nos dizeres do Prof. Olympio Oliveira Ribeiro da Fonseca, Carlos Seidl foi um homem privilegiado por nascer em família letrada com amplas tradições de estudos. Era neto materno do Cirurgião-Mor José Antônio Teixeira Pinto.

Fez parte de sua educação no Ginásio Paraense, posteriormente, denominado Colégio Estadual Paes de Carvalho, e seguiu para um seminário na França. Percebendo não ter vocação eclesiástica, retornou ao Brasil e se diplomou em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ), em 1892, apresentando a tese intitulada “Da etiologia perante o diagnóstico, a terapêutica e a higiene”. Em 1890, ainda estudante, integrou a comissão médica do Rio de Janeiro que assistiu à população de Campinas no surto de febre amarela.

Logo depois de formado, foi nomeado Diretor do Hospital São Sebastião, onde permaneceu durante 37 anos, de 1892 a 1929, transformando-o num centro de pesquisas para o estudo das doenças tropicais e infecciosas.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, no dia 28 de novembro de 1895, apresentando memória intitulada “Do isolamento nosocomial – contribuição para o estudo da profilaxia defensiva no Rio de Janeiro”, e empossado em 5 de dezembro de 1895. Foi Presidente da Academia Nacional de Medicina no período de 1910 a 1913 e tornou-se Membro Emérito em 1927. É o Patrono da Cadeira 17.

Foi do Dr. Carlos Seidl um dos primeiros artigos sobre o uso dos Raios-X na medicina, em 1896.

Considerado um dos mais eminentes sanitaristas brasileiros, ocupou o cargo de Diretor Geral de Saúde Pública, equivalente, hoje, ao de Ministro da Saúde, entre 1912 e 1918, pedindo demissão do cargo por ocasião da gripe espanhola e substituído por Carlos Chagas. No livro “A propósito da pandemia de 1918: fatos e argumentos irrespondíveis”, publicado em 1919, o Dr. Carlos Seidl narra suas experiências pessoais e desventuras ao longo deste evento, expondo opiniões e rebatendo as críticas por sua atuação na Diretoria Geral de Saúde Pública, além de discussões acadêmicas e manifestações de apoio diante dos profundos ataques a sua figura pública.

Em 1915, presidiu a Comissão de Profilaxia da Lepra, que contava com a participação de importantes sociedades médicas, além de médicos e cientistas, com o objetivo de estudar os temas relacionados à transmissão e profilaxia da lepra. Ao final dos estudos e debates, em 1919, a comissão aprovou as conclusões necessárias para servir de base a um projeto de lei de combate à doença.

O Dr. Carlos Seidl também fez parte do Conselho Deliberativo da Liga Brasileira Contra o Analfabetismo, fundada no Rio de Janeiro, em 1915, visando o combate ao analfabetismo em todo o Brasil. As atividades da Liga foram encerradas em 1940, após realizações empreendidas pelo presidente Getúlio Vargas no campo da educação.

Foi Professor Catedrático de Medicina Pública da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1916.

Jornalista e publicitário, o Dr. Carlos Seidl deixou extensa bibliografia abordando os mais diversos assuntos na seara médica. Colaborou na imprensa no “O País”, “Jornal do Commercio” e “A Tribuna” e foi diretor da “Revista Médico-Cirúrgica do Brasil” durante anos. Um dos fundadores e o primeiro Presidente do Sindicato Médico Brasileiro em 1927.

Foi um dos fundadores e Presidente da Liga Brasileira Contra a Tuberculose, criada em 1900, e do Sindicato Médico Brasileiro, em 1927; fundou a Sociedade Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal, em 1907, juntamente com um grupo de 40 médicos, dentre ele Miguel CoutoJuliano MoreiraFernandes Figueira, Carlos Eiras, Afrânio Peixoto e Miguel Pereira; e presidiu a Sociedade de Medicina do Rio de janeiro, em 1912-1913.

Recebeu a Medalha da Coroa da Itália e a Comenda de Oficial da Legião de Honra da França e manteve intercâmbio cultural, social e científico com altas especialidades médicas internacionais. Membro da Sociedade de Higiene de Paris, e um dos mais notáveis higienistas de sua época, foi, também, Membro do Círculo Médico Argentino, da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, da Real Academia Hispano-Americana de Ciências e Artes de Cadiz e da Associação Internacional contra a Tuberculose de Berlim.

É o Patrono da Cadeira 12 da Academia Brasileira de Medicina Militar.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 19 de outubro de 1929.

Em sua homenagem, a Rua Carlos Seidl, no bairro do Caju, na cidade do Rio de Janeiro, foi batizada com seu nome.

Marcello André Barcinski

Nascido em 28 de agosto de 1940, em São Paulo (SP).

Filho de Jan Barcinski e Izabella Barcinski.

Graduou-se em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1965). Doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1974) e Pós-doutorado no National Institutes of Health, dos Estados Unidos (1976-1978).

Ainda como estudante de Medicina, iniciou seu treinamento em pesquisa no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde, em 1988, se tornou Professor Titular de Biofísica. Aproveitando a abordagem multidisciplinar do Instituto, criou o Laboratório de Imunogenética, que expandiu suas fronteiras em várias áreas de pesquisa imunológica e cresceu para o que é agora o Programa de Imunologia, produzindo pesquisa de alta qualidade e fornecendo formação para candidatos ao PhD em Imunologia.

Em 1991, mudou-se para o Departamento de Parasitologia da Universidade de São Paulo, com o objetivo de desenvolver pesquisas em Imunoparasitologia. Em 1999, foi nomeado pelo Ministério da Saúde do Brasil para auxiliar na reorganização e expansão da pesquisa no Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro. Lá, criou a Divisão de Medicina Experimental e organizou o Programa de Pós-Graduação em Oncologia Experimental.

Tem experiência na área de biofísica e imunologia, especialmente em imunologia celular, atuando principalmente nas áreas de imunoparasitologia e Medicina Translacional com ênfase nos efeitos da morte celular programada por apoptose.

Criou o conceito do “mimetismo apoptótico”, demonstrando pela primeira vez que a atenuação da resposta imune por mecanismos de apoptose em patógenos unicelulares (Leishmania spp) tem um papel importante no estabelecimento de doenças parasitárias. O mesmo mecanismo opera também no estabelecimento de tumores.

Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências (1992), Vice-Presidente da Federação Brasileira de Sociedades de Biologia Experimental (FESBE), Presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), Membro da Comissão Brasileira de Biotecnologia (CTNBio), entre outros cargos de administração de pesquisa. Recebeu a Ordem Nacional do Mérito Científico, da Presidência da República (1998); e foi agraciado com o prêmio LAFI de pesquisa (1986) e o SBI Lifetime Achievement Award in Immunology, da Sociedade Brasileira de Imunologia (2014). Atuou como membro permanente ou ad hoc em várias agências nacionais e internacionais de outorga e definição de políticas, tais como o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), a Coordenação Nacional de Educação Superior (CAPES) e a Organização Mundial de Saúde (três anos como membro e outros três anos como Presidente do Comitê Diretor de Pesquisa em Doenças Tropicais sobre Doença de Chagas).

Pesquisador Visitante no Instituto Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro e Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Diretor de Metrologia Aplicada às Ciências da Vida (Dimav) no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Tem mais de 100 artigos científicos e 10 capítulos de livros publicados.

Na ocasião de sua candidatura como Membro Titular na Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Uma Nova Percepção das Doenças Parasitárias”.

Currículo Lattes

José de Jesus Peixoto Camargo

Nascido em 6 de agosto de 1946 em Vacaria (RS).

Graduou-se em Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no ano de 1970, optando pela Cirurgia Torácica.

Possui Mestrado em Ciências Pneumológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Brasil. “Fellow” em Cirurgia Torácica da “Mayo Clinic Foundation” (Rochester, EUA, 1981) e Especialista em Cirurgia Torácica pelo Departamento de Cirurgia Torácica da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (1981).

Foi o pioneiro em transplante de pulmão no Brasil e da América Latina em 1989, sendo o primeiro a realizar transplante de pulmão com doadores vivos fora dos Estados Unidos em 1999. É responsável por dois terços dos transplantes de pulmão feitos até hoje no Brasil. Realizou mais de 30.000 cirurgias de tórax. Tem centenas de publicações científicas e já proferiu cerca de 900 conferências, em 22 países.

Professor da disciplina de Terapêutica Cirúrgica do Tórax nos cursos de Pós-graduação em Medicina (Pneumologia), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1976) e Professor responsável pela disciplina de Cirurgia Torácica da Faculdade de Medicina de Passo Fundo (1973-1980); Professor de Cirurgia Torácica na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Idealizador e dirigente do Centro de Transplantes da Santa Casa de Porto Alegre; Diretor de Cirurgia Torácica no Pavilhão Pereira Filho e da Santa Casa.

Diretor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia; “Fellow” do American College of Chest Physicians e Governador nos anos de 1986-1990 e 2002-2006; “Fellow” do International College of Surgeons; Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; Membro Fundador da Asociación Sudamericana de Cirurgia Toracica (1990); Membro da Academia Sul-riograndense de Medicina (1992); Miembro de Honor de la Sociedad Argentina de Tisiologia y Patologia Toracica (1990) e Sócio Fundador da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (1997).

É médico e escritor, autor de quatro livros de sua especialidade, além dos livros “Não pensem por mim”, “A tristeza pode esperar” e “ Do que você precisa para ser feliz?”.

Currículo Lattes

José Osmar Medina de Abreu Pestana

Nasceu em 18 de junho de 1953 em Ipaussu (SP).

Graduou-se em Medicina pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (1979), depois de ter exercido a profissão de torneiro mecânico entre os 16 e 19 anos e de técnico de laboratório durante todo o curso de Graduação.

Concluiu a Residência Médica em Nefrologia no Hospital São Paulo (1983), permanecendo ligado à instituição como Chefe de Plantão do Pronto Socorro e na liderança do grupo de transplante renal. Após a obtenção do título de Doutor em Medicina em 1986, pela disciplina de Nefrologia em Transplante Renal, concluiu dois cursos de Pós-doutorado, um na área clínica de Transplante Renal na Cleveland Clinic, nos Estados Unidos (1987-1988), e outro em Transplante Experimental na Universidade de Oxford, Inglaterra (1989).

Após seu retorno ao Brasil em 1990, reassumiu a liderança do programa de Transplante de Órgãos da UNIFESP, e, desde então participa de todo o processo de consolidação legal e logística dos programas de transplantes de órgãos no Brasil.

Em 1998 coordenou o início das atividades clínicas assistenciais e de ensino no Hospital do Rim – Fundação Oswaldo Ramos, onde permanece como um dos líderes na sua organização e direção. Após 15 anos de atividades, o Hospital do Rim tem hoje o maior programa mundial de transplantes renais, tendo realizado mais de 10 mil transplantes e capacitado mais de 600 profissionais que hoje ocupam posições importantes em programas de transplantes em outros estados brasileiros.

Presidiu por duas vezes a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e a Sociedade Latino Americana de Transplantes. Preside o Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP desde 1996, sendo membro da Comissão de Ética da Sociedade Internacional de Transplantes.

Exerce liderança em pesquisa clínica e experimental em transplantes, já tendo publicado 251 manuscritos em periódicos nacionais e internacionais, além de ter ministrado palestras nas principais Universidades brasileiras e internacionais.

Em 2004, foi eleito Fellow do Royal College of Surgeons da Inglaterra, baseado na dimensão da sua atividade no transplante de órgãos. Em 2012 foi Professor Visitante convidado da Universidade de Harvard, onde conheceu o professor Joseph Murray, prêmio Nobel de Medicina, que fez o primeiro transplante renal em 1954.

Professor Titular da disciplina de Nefrologia da Escola Paulista de Medicina UNIFESP; Diretor Superintendente do Hospital do Rim; e Membro do Conselho Superior Estratégico da FIESP.

Desenvolve trabalho voluntário em diversas comunidades. Inicialmente, na assistência à saúde de índios do Xingu, seguido por mais de 30 anos de atividade clínica na cidade de Ipaussu. Envolveu-se também na coordenação do desenvolvimento de programas de transplante em alguns países da África Subsaariana. Seu trabalho voluntário foi reconhecido diversas vezes, tendo sido premiado com títulos de cidadão honorário Paulistano, Soteropolitano e Baiano.

Desenvolve atividade de tutoria voluntária concentrada em alunos admitidos no curso médico pelo sistema de cotas raciais, promovendo o aprendizado de idiomas e o intercâmbio internacional destes alunos. Como reconhecimento da sua dedicação acadêmica, Dr. Medina foi nomeado patrono da turma de formandos do curso médico em 2013.

Currículo Lattes

Giovanni Guido Cerri

Nasceu em 9 de outubro de 1953, em Milão, Itália.

Filho de Vittorio Cerri e Elma Facchin Cerri.

Emigrou para o Brasil em 1955, onde começou sua carreira de radiologia, assumindo papéis de liderança em importantes organizações nacionais e globais. Graduou-se, em 1976, pela FMUSP, onde posteriormente fez residência e doutorado.

Diretor do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Recebeu sua primeira nomeação como professor associado da FMUSP em 1986. Foi presidente da Sociedade de Radiologia de São Paulo (Sociedade Paulista de Radiologia – SPR) (1987-1989). Em reconhecimento à sua capacidade de liderança, Giovanni Guido Cerri foi nomeado presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia para o biênio 1989-1991, e atuou como editor da Revista Brasileira de Radiologia até 2006.

Professor Titular de Radiologia desde 1996, foi Presidente da Comissão de Pós-Graduação e Diretor clínico do Hospital das Clínicas da FMUSP de 1998 a 2002.

Tornou-se também diretor da FMUSP e presidente do Conselho do Hospital das Clínicas.

Foi Presidente (2006-2009) e diretor científico (2009-2011) da Federação Mundial de Ultrassonografia em Medicina e Biologia. Em janeiro de 2011, foi nomeado secretário de Saúde do Estado de São Paulo e está trabalhando no reforço do papel dos cuidados de saúde regional, abordando questões como o transplante de órgãos e tratamento oncológico; empreende esforços no trabalho contra a mortalidade infantil e no aumento do número de leitos hospitalares.

Está envolvido em várias associações médicas, inclusive, atualmente, atua como presidente do Conselho do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo da Universidade de São Paulo.

Giovanni Guido Cerri já publicou cerca de 300 artigos científicos em revistas internacionais e brasileiras; 22 livros e cerca de 50 artigos em jornais e revistas; orientou 48 teses e realizou conferências em 25 países.

Recebeu mais de 30 prêmios e distinções concedidos por sociedades do Brasil e do exterior por seu trabalho no campo da Medicina.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Tomografia por Emissão de Pósitrons/Ressonância Magnética (PET/RM): a Experiência Inicial no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo”.

Currículo Lattes

Discurso de Saudação

Discurso de Posse

Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro

Nascido em 19 de agosto de 1952 no Rio de Janeiro,

Graduou-se em Medicina pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques (1976), obtendo o Mestrado em 1981 (Diplôme d´ Études et de Recherches en Biologie Humaine) e o Doutorado em 1983 (Doctorat d´ État en Biologie Humaine) pela Universidade de Paris VI (Pierre et Marie Curie) e Pós-Doutorado no Institut Pasteur (Paris, 1998).

Quando de sua candidatura à Academia Nacional de Medicina (ANM), apresentou a Monografia intitulada “Otimização da infecção experimental de primatas neotropicais Saimiri sciureu por Plasmodium falciparum para a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas antimaláricas”. Foi eleito membro titular em 15 de julho de 2010, na ocasião, como o 6º acadêmico mais jovem da ANM, e tomou posse no dia 31 de agosto de 2010. Recebeu o diploma das mãos de seu ex-Professor de internato no Hospital Universitário Gaffrée Guinle da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Omar da Rosa Santos e acompanhado em seu ingresso no Salão Miguel Couto pelos Acadêmicos Adolpho HoirischFrancisco José Barcellos SampaioJulio Studart de MoraesPaulo Marchiori BussPedro Clóvis Junqueira e Sérgio Augusto Pereira Novis. Foi Primeiro-Secretário da ANM na gestão do Presidente Francisco Sampaio (2016-2017) e é atualmente (2020-2021) Diretor de Arquivo da ANM.

Pesquisador Titular do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que dirigiu em 1993 e 1994, e onde chefiou o Departamento de Ensino e o Departamento de Imunologia. Chefe do Laboratório de Pesquisas em Malária, que abriga o Centro de Pesquisas, Diagnóstico e Treinamento em Malária (CPD-Mal) – Laboratório de Referência da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS-MS) para o diagnóstico de malária na Região Extra-Amazônica.

Membro Titular da Academia Fluminense de Medicina (2002), Membre Correspondant Étranger de l’Académie Nationale de Médecine (França, 2009), Chevalier dans l’Ordre des Palmes Académiques (2013), Médaillé de la Société Française de Médecine Tropicale (2016) e Doutor Honoris Causa pela Universidade Nova de Lisboa (2016) e Membro Titular da Academia Fluminense de Letras (Classe de Letras, 2019). Presidente da Federação Internacional de Medicina Tropical (2012-2016) e Membro do seu board de 2001 a 2020, além de Membro Assessor ad-hoc do CNPq, Finep, Faperj e várias outras agências governamentais de fomento à Pesquisa.

Editor Associado da Neurociencias e Membro do Corpo Editorial de diversos periódicos científicos (Acta Tropica, Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Médécine TropicaleParasite, The Open Parasitogy, The Open Autoimmunity Journals e outros).

Autor de cerca de 220 publicações científicas, incluindo 152 em revistas com corpo editorial indexadas (ISI, Web of Science), artigos de popularização científica e em jornais, capítulos e prefácios de livros, livros, teses (duas aprovadas com menção “très honorable”), monografias (três: Université Pierre et Marie Curie, Academia Fluminense de Medicina e ANM) e 378 comunicações em congressos nacionais e internacionais. Conferencista convidado/participante em mesas redondas de 237 congressos e eventos científicos em 46 cidades e 14 países.

Orientador de 35 teses [12 Mestrados, 13 Doutorados, 10 monografias] e 67 estágios de estudantes, médicos, farmacêuticos, bioquímicos em sistema de iniciação científica e aperfeiçoamento em mais de 840 meses de treinamento. Participante de 73 bancas examinadoras. Coordenador e/ou Organizador de 52 Eventos Científicos e responsável pela condução de mais de 50 projetos financiados. Realizou 80 missões técnicas no exterior em 29 cidades de 13 Países.

Tem experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Protozoologia humana, atuando principalmente nos temas: malária humana e experimental simiana e murina; Plasmodium falciparum, P. vivax e P. simium, malária das florestas Amazônica e Atlântica, imunidade protetora; ensaios vacinais e imunopatologia da malária. Também tem interesse e projetos em curso sobre cognição imune e neural.

Currículo Lattes

PubMed

Artigos não repertoriados como Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro [1][2] e [3].

Discurso de Saudação

Discurso de Posse

Discurso do Presidente da ANM

Discurso laudatório do Professor Flávio Chame Barreto, por ocasião da posse do Professor Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro na Academia Fluminense de letras, Niterói, 17/10/2019

Discurso de posse do Dr. Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro como Acadêmico Titular (cadeira 31, Classe de Letras) da Academia Fluminense de Letras, Niterói, 17/10/2019

Discurso de saudação laudatória ao Professor Doutor Hilton Seda em sua posse como Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina, RJ, 12/09/2019

Entrevista ao Canal Saúde (Fiocruz) sobre o livro Imagem, micróbios e espelhos de sua autoria em 24/07/2018

Conferência – Oswaldo Cruz: Pesquisador e Acadêmico, ANM em 03/08/2017

Saudação ao Professor Marc Gentilini, empossado Membro Correspondente Estrangeiro da ANM, ANM França, Paris, 02/04/2017

Allocution au Professeur Marc Gentilini, assermenté Membre Correspondant Étranger de l’ ANM, ANM France, Paris, 02/04/2017

Doutoramento honoris causa: Discurso de investidura do Professor Doutor Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, Lisboa, 25/11/2016

Doutoramento honoris causa: Discurso laudatório proferido pelo Dr. Luís Gomes Sambo por ocasião da cerimônia de atribuição do título de doutor honoris causa ao Professor Doutor Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, Lisboa, 25/11/2016 

Observatório Juventude, Ciência e Tecnologia da Escola Politécnica Joaquim Venâncio (Fiocruz), em 15/10/2014

Discurso proferido ao ser sagrado Chevalier dans l’Ordre des Palmes Académiques, na cerimônia conduzida pelo Consul da França no Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz, RJ, 01/08/2013

Homenagem de Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro à Delir Corrêa Gomes Maués da Serra Freire (IOC) em 04/9/2008

Cerimônia de encerramento do Curso Técnico em Biologia Parasitária e de entrega de título de Doutor Notório Saber a quatro cientistas do Instituto Oswaldo Cruz 15/12/1995

Carlos Alberto Basílio de Oliveira

Nascido em 07 de julho de 1942, no Rio de Janeiro.

Filho de Alberto Paiva de Oliveira e Iracema Basílio de Oliveira.

Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1969). Tem especialização em Didática pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1972), Mestrado em Anatomia Patológica também pela UFRJ (1984) e Doutorado em Patologia (Anatomia Patológica), pela Universidade Federal Fluminense (1994).

Diretor da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (1992-1996) e Chefe do Departamento Patologia e Apoio Clínico (1998-2012). Chefe do Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Universitário Gaffré e Guinle (1988-2012). Coordenador do Centro de Referência Nacional em Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, do Ministério da Saúde. Chefe de Laboratório da Hospital São Vicente de Paula.

Professor Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Professor Emérito da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Anatomia Patológica e Patologia Clínica. Uma de suas linhas de pesquisa consiste na história do bócio endêmico no Brasil e no mundo.

Desde 1972, foi homenageado inúmeras vezes pelas turmas de Doutorado da Escola de Medicina e Cirurgia da UniRio, assim como foi Patrono diversas vezes dos formados em Medicina.

Na Academia Nacional de Medicina, recebeu o Prêmio Alvarenga (1973); Prêmio Rocha Vaz (1981 e 1985); Prêmio Benjamin Baptista (1986); Prêmio Costa Junior (1988) e Prêmio Austregésilo (1989). Recebeu também o Prêmio Roche (1976); o Prêmio AMIL de Medicina (2003) e o diploma de Jubileu de Prata completado a serviço da UniRio (2002).

Desde 2000, é Membro Honorário da Força Aérea Brasileira. Membro da Sociedade Brasileira de Patologia; Membro da Sociedade Brasileira de Citopatologia; Membro da Academia Brasileira de Medicina Militar; Membro Titular-Fundador da Academia de Medicina do Rio de Janeiro (AMRJ). Membro Titular da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação. Membro Titular-Fundador da Sociedade Brasileira de História da Medicina, Capítulo do Estado do Rio de Janeiro (2008). Membro Fundador da Sociedade de Cancerologia do Estado do Rio de Janeiro (SCRJ). Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ). Membro da Sociedade Latino Americana de Citologia (SLAC) e Sociedade Latino Americana de Patologia (SLAP).

Possui mais de 180 trabalhos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Infecções Oportunistas Pulmonares em Necropsias, na Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS)”.

Currículo Lattes

Manassés Claudino Fonteles

Nascido em 7 de setembro de 1941 em Aquiraz, Ceará.

Filho de João Teófilo Fonteles e Alcina Lopes de Queiróz. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (1967), possui Doutorado em Farmacologia pelo Medical College of Georgia (1974) e Pós-doutorado na University of Rochester (New York-1979-80).

A partir do 2º ano médico começou a ser orientado por Geraldo de Sousa Tomé, exímio patologista da Escola de Bogliolo. Trabalhou, durante este período, com câncer experimental e frequentou, nas férias, a Universidade de Pernambuco, estagiando com Oswaldo Lima e Evans e Silva. Foi monitor de Bioquímica por dois anos e, posteriormente, estagiou no Laboratório do saudoso professor Lauro Sollero, na Faculdade de Medicina da Praia Vermelha. Aí veio a trabalhar com Guilherme Kurtz de quem recebeu estímulo para o início dos primeiros passos na direção de um projeto de pesquisas definido. Com ele também publicou seu primeiro trabalho internacional.

Em 1978 foi para o Rio de Janeiro, onde concluiu a especialização em Farmacologia. Retornou ao Ceará, onde consolidou grupo de pesquisadores que viria a constituir o Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFC.

Professor Titular e Emérito da Universidade Estadual do Ceará; Clinical Professor at the University of Virginia; Professor Titular e Emérito da Universidade Federal do Ceará e Professor/Pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde exerceu o cargo de Reitor (2003-2010).

No decorrer de sua vida profissional recebeu inúmeros prêmios e títulos, podendo destacar entre eles: Comenda da Ordem Nacional do Mérito Cientifico (2002), Medalha da Inconfidência (2006) e Diploma e Medalha do Mérito Tamandaré (2007).

Apresentou mais de duzentas comunicações em congressos nacionais e internacionais e é autor de mais de 100 trabalhos científicos. Em 1990 descobriu o fator natriurético símile (FNS), que lhe tem dado reconhecimento internacional pela semelhança deste hormônio com as guanilinas.

Foi Chefe de Departamento durante quinze anos, Vice-Diretor de Centro por 4 anos e Coordenador da Pós-Graduação por três anos.

É membro da Academia Brasileira de Ciências, daAmerican Society of Pharmacology, da Sociedade Sigma XI, da Academia de Ciências de Nova Iorque, das Academias Cearenses de Medicina e de Ciências. Além disso, fez parte dos Comitês Assessores do CNPq, da FINEP e da CAPES.

Tem experiência na área de Farmacologia, com ênfase em Farmacologia Cardiorenal, atuando principalmente nos seguintes temas: Preservação Renal para Transplante, Hormônios Natriuréticos e Anti-hipertensivos do tipo Guanilinas, Mecanismos de proteção vascular no Diabetes e Efeitos Nefrotóxicos de Toxinas Animais.

Currículo Lattes

Milton Ary Meier

Nasceu em 30 de julho de 1934, em São Paulo (SP).

Graduou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil em 1960. Como estudante, foi monitor de Anatomia e Auxiliar Acadêmico de Medicina, trabalhando com Paulo Pernambuco, no Hospital Carlos Chagas. Fez o internato de Medicina em Cirurgia no Hospital Moncorvo Filho, na Cadeira do Professor Alfredo Monteiro, com Josias de Freitas e, no Hospital Silvestre, Residência em Cirurgia, com Ary Frauzino Pereira e José Hilário, em 1960-1961.

Possui Mestrado pela Universidade de Illinois, Doutorado pela Universidade do Brasil (atual UFRJ) e Docente Livre, pela Universidade Gama Filho. Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde trabalhou por 31 anos, exerceu as seguintes posições: Professor Assistente, Professor Adjunto e Chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca.

Em 1963, foi aceito como residente na Casa de Saúde São Miguel, sob a liderança de Fernando Paulino e depois, Domingos Junqueira de Moraes, um dos pioneiros da cirurgia cardíaca no Brasil, com quem ficou até 1968.

Aprovado pelo Educational Council for Foreign Medical Graduates (ECFMG) e com bolsa da Capes, foi aceito como Residente em Cirurgia Cardiotorácica no Hospital da Universidade de Illinois (1968-1972), em Chicago, tendo como chefes David Long e Lloyd Nyhus.

No final da residência, em 1972, teve como prêmio estágios nos Serviços de Cirurgia Cardíaca da Clínica Mayo com Dwight MacGoon, no Children’s de Boston com Aldo Castañeda, na Universidade do Alabama, com John Kirklin e no Texas Heart Institute em Houston, com Denton Cooley.

Foi Chefe dos Serviços de Cirurgia Cardíaca do Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Carvalho (IECAC), do Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, do Hospital Naval Marcílio Dias e de Cirurgia Cardíaca Pediátrica do Hospital Pró-Cardíaco.

Foi Secretário Geral (1988-1989) e depois Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, no biênio de 1990-1992. Instituiu, nesta sociedade, o exame para o Título de Especialista em Cirurgia Cardíaca, reconhecido pela AMB.

É membro de 29 Sociedades de Cirurgia, Cardiologia e Cirurgia Cardíaca no Brasil e no exterior. Entre estas, o American Association for Thoracic Surgery; American College of Surgeons; Society of Thoracic Surgeons; American College of Chest Physicians; Colégio Brasileiro de Cirurgiões. É Membro Titular e Emérito da Sociedade Brasileira de Cardiologia; Membro Titular e Emérito da International Society of Cardiothoracic Surgeon; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular; Membro Titular e Emérito da Sociedade Latina de Cardiologia Pediátrica; Fellow do The World Society for Pediatric and Congenital Heart Surgery e Membro da Academia Brasileira de Medicina Militar.

O Acadêmico é membro do Conselho Editorial das mais conceituadas revistas da especialidade. Participou de 39 bancas examinadoras para concessão de Mestrado, Doutorado e Docência Livre em nove universidades no Brasil.

É autor e co-autor de centenas de trabalhos publicados no Brasil e no exterior. Apresentou trabalhos, participou de mesas redondas, simpósios e fez conferências em mais de quatrocentos congressos no Brasil, América do Sul e do Norte, Europa e Ásia.

Nos cinquenta anos dedicados à cirurgia cardíaca, participou como cirurgião em mais de oito mil operações cardíacas, sendo 80% delas em crianças. Nos vários serviços que dirigiu, participou na formação de 55 cirurgiões cardiovasculares com o Título de Especialista. Onze desses cirurgiões são chefes de serviços em vários estados do Brasil, no Perú, na Guatemala e na Malásia.

Na ocasião de sua posse como Membro Titular na Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Cirurgia da Transposição das Grandes Artérias”. Foi recebido na ANM pelo Acadêmico Adib Domingos Jatene e a Comissão de Recepção foi composta pelos Acadêmicos: Marcos Fernando de Oliveira Moraes, Paulo Niemeyer Soares Filho, Luiz Cesar Póvoa, Rubem de Andrade Arruda, Henrique Murad e Pedro Monteiro Sampaio.

Currículo Lattes

Oswaldo Moura Brasil do Amaral Filho

Nasceu em 09 de fevereiro de 1948, no Rio de Janeiro.

Eleito em 19 de abril de 2012, tomou posse como Membro Titular da Academia Nacional de Medicina no dia 12 de junho de 2012 para ocupar a Cadeira de número 31. Sua monografia apresentada à Academia Nacional de Medicina teve como título: “Resultados da Vitrectomia Via Pars Plana para o Tratamento das Complicações da Retinopatia Diabética Proliferativa: Tipo 1 vs. Tipo 2”.

Bisneto do patriarca da família Moura Brasil, Oswaldo Moura Brasil é originário de uma família tradicional com 14 oftalmologistas que se dedicam há cinco gerações à saúde dos olhos.

Graduou-se em Medicina no ano de 1971 pela Escola Médica do Rio de Janeiro da Universidade Gama Filho, onde fez Internato e Residência Médica em Oftalmologia sob orientação do Prof. Luiz Eurico Ferreira. Completou seu aprendizado cirúrgico em retina e vítreo no Serviço de Oftalmologia, Retina Associates, sob direção do Prof. Charles Schepens do Massachusetts Eye and Ear Infirmary, em Boston, USA.

Tem Mestrado em Oftalmologia pela UFRJ e é especialista pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Professor Adjunto da EMRJ; Chefe de Clínica do Serviço de Oftalmologia do Hospital Universitário da UGF; Professor de Pós-Graduação e Coordenador da Disciplina Retina e Vítreo no Curso da Sociedade Brasileira de Oftalmologia / Universidade Estácio de Sá.

Em 1990, publicou com colaboradores o livro “Vítreo – Clínica e Cirurgia”, a primeira publicação em nosso país sobre o tema, pela Editora Cultura Médica.

As Teses: “Vitrectomia Via Pars Plana” – apresentada para concorrer a Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, e “Avaliação do Tratamento Cirúrgico Vítreo-Retiniano em Diferentes Apresentações Clínicas da Vítreo-retinopatia Proliferativa” – submetida ao Corpo Docente da Faculdade de Medicina da UFRJ, para a obtenção do grau de Mestre – foram as primeiras teses publicadas sobre cirurgia vítreo-retiniana.

Diretor Técnico e Chefe do Setor de Retina e Vítreo do Instituto Brasileiro de Oftalmologia (IBOL), no Rio de Janeiro, onde trabalha desde 1971.

Fundador, Vice-Presidente e Cirurgião do Instituto Catarata Infantil, associação sem fins lucrativos que tem como objetivo realizar gratuitamente a cirurgia de catarata congênita em crianças carentes.

Membro Emérito e Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia; Membro Titular e Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo; Membro Titular, Fundador e Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ocular e Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Também é Membro de diversas instituições nacionais e internacionais como o Conselho Brasileiro de Oftalmologia; a American Academy of Ophthalmology; a Associação Panamericana de Oftalmologia; a Retina Society, como Emérito; a American Society of Retina Specialists; a Sociétè Fraçaise D’Oftalmologie; a Euretina; a European Vitreo Retina Society, entre outras.

Recebeu Medalha e Diploma distinguidos pelos relevantes serviços prestados à Marinha do Brasil, assim como o título de “Amigo da Marinha”.

Empossado como Conselheiro Emérito do Conselho de Minerva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é também Membro da Câmara Técnica de Oftalmologia do Cremerj e foi também agraciado com o título de Membro Honorário da Academia Brasileira de Medicina Militar.

Discursos da Cerimônia de Posse

José Horácio Costa Aboudib Jr.

Nasceu em 6 de março de 1953, em Cachoeiro do Itapemerim (ES).

Filho de José Horácio Costa Aboudib e Dora Vieira Aboudib.

Graduou-se em Medicina pela Universidade de Brasília em 1976. Mestrado em Cirurgia Plástica pela Universidade de São Paulo (USP – 1997) e Doutorado em Ciências Médicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ – 2014), apresentando a tese “Estudo Epidemiológico das Pacientes Submetidas a Gluteoplastia”.

No final da Residência em Cirurgia Geral, em 1978, fez prova para o Curso de Especialização em Cirurgia Plástica do Professor Ivo Pitanguy, sendo aprovado em primeiro lugar.

Em outubro de 1983 fez Concurso para Professor Auxiliar de Ensino da UERJ, sendo aprovado em primeiro lugar.

Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro, para o período de 2000 a 2001, quando organizou as Jornadas Cariocas. De 2006 a 2007 foi Diretor Científico, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, responsável pela organização de todos os eventos oficiais da Sociedade.

Exerceu a presidência nacional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no biênio 2012-2013, tendo organizado o Congresso Brasileiro de 2013, com 2.500 inscritos, o que representou à época o recorde de inscrições em Congressos da Especialidade.

Coordenador Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia e Ciências Cirúrgicas.

Possui produção científica importante, tendo mais de 300 participações em Conferências e Mesas Redondas, mais de 60 trabalhos científicos publicados, 15 Capítulos em livros da Especialidade, tendo publicado ainda a obra “Você e a Cirurgia Plástica”, livro dirigido ao público leigo.

Agraciado pela Câmara dos Vereadores com a Medalha Pedro Ernesto em 1994 e com o Título de Cidadão Honorário da cidade do Rio de Janeiro em 2008, em reconhecimento de sua dedicação à população do Rio de Janeiro.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Bases Anatômicas para a Cirurgia de Rejuvenescimento Facial”.

Currículo Lattes

Memória: “Bases Anatômicas para a Cirurgia de Rejuvenescimento Facial”

Carlos Eduardo Brandão Mello

Nascido no Rio de Janeiro em 31 de agosto de 1956.

Formado pela Escola de Medicina e Cirurgia (EMC) da UNIRIO em 1979. Mestrado em Gastroenterologia na UFRJ (1988), Doutorado na Universidade Federal de São Paulo (1997) e Livre Docência em Clínica Médica na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) em 2004.

Realizou Fellowship na Universitá Degli Studi di Milano (Itália) em 1986, na Unidade de Doenças do Fígado. Cursou pós-doutorado e aperfeiçoamento nas universidades de Harvard (2006-2007), Paris (2008 e 2011), Mount Sinai School of Medicine New York (2012) e no Barts and the London School of Medicine em 2013.

Professor Titular e responsável pelas disciplinas de Clínica Médica e de Gastroenterologia na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e Chefe do Ambulatório de Gastroenterologia e Doenças do Fígado do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG).

Professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, trabalhando no Serviço de Hepatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Hepatologia; Membro do Corpo Editorial e Revisor dos periódicos European Journal of Gastroenterology and Hepatology, BMJ Case Reports e Revista Panamazonica de Saúde.

Atua na área de Medicina Interna, com interesse na Gastroenterologia e Hepatologia, com ênfase principalmente nas seguintes sub-áreas: Hepatites virais, co-infecção pelos vírus da hepatite C (HCV) e da hepatite B (HBV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV), hipertensão porta e tratamento da hepatite C.

Participou ativamente do atendimento médico as vítimas do acidente radioativo de Goiânia, com inúmeras publicações exclusivas nesta particular área do conhecimento médico.

Currículo Lattes

Discurso de Saudação

Discurso de Posse

Discurso do Presidente da ANM

Ricardo José Lopes da Cruz

Nasceu em 10 de abril de 1954.

Graduou-se em Medicina no dia 07 de dezembro de 1977 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fez Internato e Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital Federal de Ipanema; em Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Instituto Nacional de Câncer (INCa-RJ) e completou sua formação na área de Cirurgia Crânio-maxilo-facial no Departamento de Cirurgia Plástica da Escola Médica de Pós-Graduação da PUC-RJ, sob a coordenação do Acadêmico Ivo Pitanguy.

Eleito em 12 de setembro de 2013, tomou posse como Membro Titular da ANM no dia 18 de março de 2014 para ocupar a Cadeira de número 62 da Secção de Cirurgia. Sua monografia apresentada à Academia Nacional de Medicina teve como título: Trauma de Face e o Resgate da Identidade.

Foi recebido na ANM pela Academica Talita Franco; e sua Comissão de Recepção incluiu os Academicos Adolpho Hoirisch, Celso Portela, Ivo Pitanguy, Jacob Kligerman, Jayme Marsillac e Marcos Moraes.

Criou e chefiou o Serviço de Cirurgia Maxilo-Facial do Hospital Federal de Ipanema por vinte anos (de 1983 a 2003). Foi médico do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto Nacional do Câncer por seis anos (1985 a 1990); e do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Instituto Fernandes Figueira por doze anos (1990 a 2003).

Desde fevereiro de 2003, criou e chefia o Centro de Atenção Especializada em Cirurgia Crânio-maxilo-facial do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) atendendo a pacientes com deformidades congênitas, do desenvolvimento e adquiridas (por trauma e tumores) do esqueleto cranio-facial. Na unidade, aplica técnicas de planejamento digital para intervenções cirúrgicas com precisão de milímetros. Mais de mil cirurgias já foram realizadas no INTO, beneficiando pacientes com deformidades no crânio, maxilar e face.

É Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (1980); Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (1984); Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (1988); Membro da Federacion Ibero-Latinoamericana de Cirugia Plastica (1993); Membro da AO Alumni Association (1997) e Membro Fundador (1994) e Ex-Presidente por duas gestões da Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial (2003-2006); além de ser Membro Honorário da Academia Brasileira de Medicina Militar.

Em 1987, escreveu, com outros autores, o primeiro livro no país sobre Cirurgia Cranio-maxilo-facial – Osteotomias Estéticas da Face – lançado pela Editora Medsi.

Faleceu no dia 8 de dezembro de 2020 na cidade do Rio de Janeiro.

Currículo Lattes

Memória: “Trauma de Face e o Resgate da Identidade”

Discursos da Cerimônia de Posse

Omar da Rosa Santos

Nascido em 20 de maio de 1940, no Rio de Janeiro (RJ).

Filho de Homero da Fonseca Santos e Zulmar da Rosa Santos.

Graduou-se em Medicina pela Escola de Medicina e Cirurgia da UNIRIO (1964) e é Bacharel em Ciências Jurídicas (1977). Obteve Livre Docência em Clínica Médica/Nefrologia (Unirio, 1971) e em Clínica Médica (Unirio, 1983).

Estagiou nas seguintes especialidades médicas: Clínica Médica, Obstetrícia, Medicina e Cirurgia de Urgência, Psiquiatria, Anestesiologia, Laboratório Clínico, Clinica Cirúrgica de Pré e Pós-Operatório, Ginecologia, em diversos serviços entre 1959 e 1964.

Especializou-se em Reumatologia (1966; Didática de Ensino Superior (1972); Administração Hospitalar (1978) e Nefrologia (1971).

Atuou como médico (1965 e 1971) na Santa Casa de Misericórdia (RJ); Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (I.A.P.B.); Ministério da Educação e da Saúde; Hospital de Isolamento Francisco de Castro (SUSEME); Hospital Universitário Antonio Pedro; Maternidade Clara Basbaum; Departamento de Saúde do Tribunal de Justiça do RJ (Médico Diretor 1972-1991); Hospital Federal do Andaraí (Fundador do Serviço de Nefrologia 1972-1992); Hospital Universitário Gaffré e Guinle (Chefe de Serviço de Clínica Médica e de Nefrologia 1966-2010), Clínica UNI-RIM Nefrologia (1979-2010) e Secretaria de Medicina Social (INAMPS, Ministério da Saúde, 1981-1990).

Na Escola de Medicina e Cirurgia da UNIRIO (RJ) galgou todas as posições da vida acadêmica, desde 1965. Foi Professor Auxiliar, Professor Assistente (1974), Professor Adjunto (1976) e Professor Titular (1983-2010) de Clínica Médica, tendo alcançado as posições de Professor Emérito (2012) e Chefe de Divisão de Médica do HUGG.

Além disso atua como Professor Coordenador Acadêmico no Hospital Central do Exército desde 2010.

Membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia; Sociedade Brasileira de Nefrologia; Sociedade de Nefrologia do Rio de Janeiro (ex-Presidente); Sociedade Internacional de Nefrologia; Sociedade Medica e Cirúrgica do Rio de Janeiro; SINE-MED (RJ); Colégio Brasileiro de Cirurgiões (1983/2013); Sociedade Médica Católicas (RJ); Grupo de Reflexão Católica (RJ-2005/2011); SMCRJ( 1965 até os dias atuais); Academia Brasileira de Reumatologia (Emérito-1980); Academia Fluminense de Medicina; ACAMERJ (1992); Academia Brasileira de Medicina Militar (1992); Academia de Medicina do Rio de Janeiro (1997); Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação (2000); Academia Carioca de Letras (2006); Academia Luso Brasileira de Letras (2010); Academia Fides ET Ratio (2011); Sociedade Eça de Queiróz (2013); Academia Estadual de Medicina do Amazonas; Academia Estadual de Medicina do Ceará; Academia Estadual de Medicina do Piauí; Mariana do Açores (Portugual) e Real Nacional de España.

Dentre suas produções técnico-culturais, destacam-se cerca de 150 artigos científicos de revisão e editoriais; 16 teses e Monografias; cerca de 650 artigos de Temas Livres; 2 livros-texto; 8 livros acadêmicos/culturais, dos quais 3 no prelo; 53 capítulos de livros-texto e cerca de 25 publicações literárias.

Participou de 23 concursos públicos, sendo aprovado em todos com louvor.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Contribuição ao Conhecimento das Nefropatias Vinculadas à Infecção pelos Vírus de Imunodeficiência Humana”.

Currículo Lattes

José Galvão-Alves

Nasceu em 19 de novembro de 1952, em Guaratinguetá (SP).

Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1976). Fez Residência na especialidade de Clínica Médica no Hospital São Francisco de Assis e no Hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especializou-se em Gastroenterologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1980, onde também cursou mestrado em Gastroenterologia em 1982. No mesmo ano, realizou um “update in internal medicine”, pela Harvard Medical School. Concluiu Doutorado em Gastroenterologia pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Leciona em universidades desde 1980, quando ingressou na Escola de Medicina da Universidade Gama Filho e onde se tornou Professor Titular entre 1997 a 2006. Em 1983, ingressou na Escola de Medicina da Fundação Técnico Educacional Souza Marques, na disciplina de Clínica Médica (Professor Titular de 1997 a 2006). Também lecionou, a partir de 1984, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, na disciplina Gastroenterologia, onde também foi Professor Titular (1994 a 2006).

Trabalhou no setor de emergências do Hospital Estadual Carlos Chagas (1978-982) e no Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro (1979-2006). Neste último, foi diretor entre 1991 e 1994 e fundador responsável pelo setor de endoscopia digestiva (1985-2004) e pelo ambulatório de sub-especialidade em Gastroenterologia (2003-2004).

Publicou mais de 230 trabalhos em revistas e periódicos médicos, cerca de 20 livros e contribuiu em mais de 120 capítulos de livros.

É membro de diversas sociedades médicas, entre elas a de Gastroenterologia e Nutrição do Rio de Janeiro (onde presidiu entre 1999 a 2000), a Brasileira de Clínica Médica (da qual foi Presidente Regional até 2010), e a Brasileira de Hepatologia. É membro fundador da Sociedades Brasileira de Medicina Interna, da Sociedade Brasileira do Pâncreas (cuja presidência ocupou entre 1999 e 2004. Membro da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática (presidida entre 1984-86), do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (na especialidade Gastroenterologia), da Academia Latino-Americana de Nutrologia, entre outras.

Editor científico da revista médica Vitrô Gastroenterologia (1995 a 1996) e consultor científico das revistas Vitrô Cancerologia (1996), Medicus (1996 a 1997) e Medicina (1998). Foi coordenador científico da revista Ars Cvrandi – Gastroenterologia (1985 a 1990), membro do conselho editorial da GED (da Federação Brasileira de Gastroenterologia, entre 2002 e 2004) e membro do comitê científico do Journal of Clinical Rheumatology (2006). É fundador da Revista Brasileira do Pâncreas (1997) e do Jornal Brasileiro de Gastroenterologia (2001).

Membro do conselho científico da revista JBM (desde 1986), editor científico da Revista Brasileira do Pâncreas (desde 1997), e do Jornal Brasileiro de Gastroenterologia (desde 2001).

Currículo Lattes

Antonio Martins Pinheiro

Nascido a 30 de maio de 1788, no Rio de Janeiro. Filho de Martins Pinheiro e D. Maria José Sacramento. Graduou-se pela Escola Médico-Cirúrgica.

Membro Fundador da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, foi considerado um dos Membros Natos em Sessão de 30 de junho de 1829, junto a Joaquim Candido Soares de MeirellesLuiz Vicente De SimoniJosé Francisco Xavier SigaudJosé Martins da Cruz JobimJean Maurice FaivreJacintho Rodrigues Pereira ReisAntônio Américo D’UrzedoOctaviano Maria da RosaChristovão José dos SantosAntônio Joaquim da Costa SampaioJosé Maria Cambuci do ValleJosé Augusto Cezar de MenezesJoão Alvares CarneiroFidélis Martins Bastos Joaquim José da Silva e José Marianno da Silva. Na instituição, foi Vice-presidente (3º trimestre de 1832).

Dentre as obras do também Acadêmico Luiz Vicente De Simoni, constam os manuscritos “Versos ao meu compadre e amigo o cirurgião Dr. Antônio Martins Pinheiro Júnior e pessoas de sua família em dias de festividades caseiras; versos ao meu compadre o comendador José Maria do Amaral e pessoas de sua família em dias de festas caseiras; sonetos ao meu amigo e colega o sr. Dr. Antônio Felix Martins hoje barão de S. Félix e sonetos e poemas dedicados a pessoas de seu convívio”, que datam 20/12/1848 – 29/09/1880.

Tesoureiro da Santa Casa de Misericórdia de Resende, em 1835.

Faleceu a 08 de julho de 1877.

João Alvares Carneiro

Nasceu em 18 de outubro de 1776, no Rio de Janeiro. Filho de André Carneiro e de D. Anna Lyonisia de Santa Roza, foi batizado na freguesia de S. José desta corte.

Ao ficar órfão, foi educado por caridade e estudou parte do curso de Medicina ministrado no hospital do Rio de Janeiro, obtendo cartas de proto-médico (o principal médico de qualquer organização). Embora não tenha concluído seu curso, foi um profissional tão hábil e seguro, que logo conquistou vasta reputação.

Em 1796, o Dr. João Alvares Carneiro se mudou para Portugal a fim de aprofundar seus estudos; formou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa, no mesmo ano. Adiante, em uma viagem, foi aprisionado por franceses e argelinos e, ao final desta experiência, desembarcou no Porto graças a um amigo antigo e patrício, que também era médico, que lhe deu a oportunidade de estudar em Lisboa, donde saiu para visitar, em viagem científica, vários portos da Ásia, até que regressou ao Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão em clínicas de forma brilhante e transformou-se no médico mais afamado de sua pátria. Ele possuía considerável popularidade, pois era o médico dos pobres, tratando-os gratuitamente.

Foi Membro fundador da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (atual Academia Nacional de Medicina) e seu Presidente no 1º trimestre de 1831. Cirurgião efetivo da Imperial Câmara, nomeado por D. Pedro I, em 1829. Médico do Hospital da Misericórdia (Santa Casa da Misericórdia) e Cirurgião da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo.

Faleceu em 18 de novembro de 1837.

Antonio Joaquim da Costa Sampaio

Nasceu em Portugal e graduou-se Cirurgia e Medicina no Rio de Janeiro.

Membro Fundador da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, eleito em 17 de junho de 1829. Foi considerado um dos Membros Natos em Sessão de 30 de junho de 1829, junto a Joaquim Candido Soares de MeirellesLuiz Vicente De SimoniJosé Francisco Xavier SigaudJosé Martins da Cruz JobimJean Maurice FaivreJacintho Rodrigues Pereira ReisAntônio Américo D’UrzedoOctaviano Maria da RosaChristovão José dos SantosAntônio Martins PinheiroJosé Maria Cambuci do ValleJosé Augusto Cezar de MenezesJoão Alvares CarneiroFidélis Martins BastosJoaquim José da Silva e José Marianno da Silva.

Seu falecimento foi informado em Sessão Extraordinária, em 20 de março de 1830.

Fidélis Martins Bastos

Graduou-se pela Faculdade de Medicina de Paris em 1824, defendendo tese de doutoramento intitulada “Dissertation sur l’epilepsie”.

Em 1827, o corpo médico-cirúrgico do Hospital Real Militar e Ultramar era constituído por: Antonio Francisco Leal Filho (primeiro-médico), Mariano José do Amaral (primeiro-médico graduado), Vicente Gomes da Silva, João Maria Pachtold (licenciado), Fidélis Martins Bastos (segundos médicos supranumerários), Christovão José dos Santos(primeiro-cirurgião), Joaquim José dos Santos (segundo-cirurgião) e Francisco Bernardo de Sant’ana (segundo-cirurgião supranumerário).

Atuou como médico efetivo da Imperial Câmara nomeado em 13 de agosto de 1828.

Membro Fundador da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro. Considerado um dos Membros Natos em Sessão de 30 de junho de 1829, junto a Joaquim Candido Soares de MeirellesLuiz Vicente De SimoniJosé Francisco Xavier SigaudJosé Martins da Cruz JobimJean Maurice FaivreJacintho Rodrigues Pereira ReisAntônio Américo D’UrzedoOctaviano Maria da RosaChristovão José dos SantosAntônio Martins PinheiroJosé Maria Cambuci do ValleJosé Augusto Cezar de MenezesJoão Alvares CarneiroAntonio Joaquim da Costa SampaioJoaquim José da Silva e José Marianno da Silva.

Escreveu sobre o uso do decocto de raízes da romeira no tratamento das teníases. Em 1831, o Dr. José Francisco Xavier Sigaud, em companhia do Fidélis Martins Bastos e José Maria Cambuci do Valle, fundou outro periódico, intitulado “Semanario de Saúde Pública da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro”, cuja publicação foi interrompida em 1833, para ser retomada em 1835, então sob o nome de “Revista Médica Fluminense”.

Pelo decreto n. 397, de 25/11/1844, foi criado o Hospital Militar da Guarnição da Corte, na antiga sede no Morro do Castelo, tendo sido encarregado Carlos José d’Almeida para sua instalação e indicado Christovão José dos Santos como seu primeiro diretor. Em 1850, com a transferência de parte da Faculdade para dependências da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, as demais salas foram utilizadas pelo Hospital Militar da Guarnição da Corte. Neste período integravam o corpo médico do hospital Fidélis Martins Bastos (1º médico), Christovão José dos Santos (1º cirurgião), Domingos Marinho de Azevedo Americano (2º médico), Antônio Ferreira França (2º cirurgião), e João Maria da Luz como responsável pela bótica.

Recebeu a condecoração de Cavaleiro da Ordem da Rosa e da Ordem de Cristo.

Faleceu em 17 de março de 1847.

Christovão José dos Santos

Nasceu em 23 de dezembro de 1790, em Desterro, atual Florianópolis – Santa Catarina. Filho de José Joaquim dos Santos e Gertrudes Maria do Nascimento.

Formado em Medicina no ano de 1816 pela Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ), foi o primeiro Cirurgião do Hospital Militar da Guarnição da Corte, reinado de D. Pedro I, nomeado em 20 de novembro de 1829.

Membro Titular e Fundador da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, depois Academia Imperial de Medicina, e, hoje, Academia Nacional de Medicina, Christovão José dos Santos foi empossado e considerado um dos Membros Natos em sessão de 30 de junho de 1829, e a presidiu no 3º e 4º trimestres de 1830.

Participou da Comissão de Salubridade Geral da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1830, juntamente com José Martins da Cruz Jobim e Joaquim José da Silva, que denunciou os maus tratos, a falta de um tratamento físico e moral condizentes, de um médico especialista, de enfermeiros competentes e, sobretudo, de condições higiênicas adequadas ao tratamento de alienados mentais reclusos nas enfermarias da Santa Casa da Misericórdia. A partir destas constatações passaram a reivindicar a implantação de um projeto de medicalização da loucura no Brasil e a criação de um hospício na cidade do Rio de Janeiro.

Faleceu em 21 de outubro de 1868.