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COMO LIDAR COM A TRISTEZA E DEPRESSÃO DURANTE A PANDEMIA?

Olá, meu nome é Ives Cavalcante Passos e sou médico psiquiatra, jovem líder médico pela Academia Nacional de Medicina e professor da faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Neste podcast, transmitirei algumas informações sobre o que é depressão e o que é tristeza. Além disso, também apresentarei dicas para lidar com os sintomas depressivos nesse momento de pandemia que estamos vivenciando.

A depressão é um termo usado para descrever uma variedade de sintomas. Seu sintoma central é o humor deprimido, que se caracteriza por sentir-se triste, vazio ou sem esperança. A depressão é também caracterizada por falta de energia, sentimentos de culpa e capacidade diminuída de se concentrar. Associado a esses sintomas também podem estar presentes a falta de motivação e a perda de interesse em atividades prazerosas. Algumas vezes, mesmo coisas do dia a dia se tornam difíceis, como ir ao trabalho, pagar contas, cuidar da higiene pessoal, sair da cama ou deixar a casa.

O padrão de sono pode estar alterado. Por exemplo, uma pessoa deprimida pode acordar muito cedo, ter dificuldade de adormecer ou ainda acordar no meio da noite. A atividade sexual pode também ficar prejudicada e ser evitada. O apetite pode diminuir ou aumentar levando à perda ou ganho de peso. Algumas vezes, a depressão é uma reação a experiências de vida desagradáveis, como a morte de uma pessoa próxima ou a perda de um emprego. Outras vezes, a depressão pode aparecer sem ser convidada ou sem uma razão clara e ficar por um longo período de tempo.

A depressão é frequente na população. Um grande estudo demonstrou que um total de 14,2% dos adultos sofre de depressão no Brasil. A prevalência é duas vezes maior em mulheres que em homens, sendo que a prevalência em indivíduos de 18 a 29 anos é três vezes maior do que a prevalência em indivíduos acima dos 60 anos. O transtorno depressivo está listado entre as cinco principais causas de anos vividos com incapacidade em todo o mundo. Isso se deve a sua alta prevalência e recorrência. É importante notar que a Organização Mundial de Saúde estima que menos da metade das pessoas com depressão têm acesso ao tratamento.

Um passo importante para identificar a depressão é diferenciá-la da tristeza. A tristeza é uma das emoções básicas descritas e é um estado emocional normal e experimentada por todos nós. Quando ativada, a tristeza tem a função de nos ajudar a refletir sobre nossas emoções, pensamentos e comportamentos, impulsionando-nos em direção a mudanças.

A tristeza é importante para reavaliarmos situações que não estão funcionando de maneira adequada e seguir um novo caminho. É comum ficarmos mais pensativos e reclusos durante a tristeza para que possamos reavaliar algumas experiências de vida. A tristeza é uma experiência emocional passageira e não leva, em geral, a prejuízos na vida de um indivíduo. Entretanto, quando a tristeza é frequente e acompanhada de outros sintomas depressivos, ela pode nos levar a prejuízos no trabalho e na vida pessoal e, em alguns casos, ser o prenúncio de um episódio depressivo.

Depois que entendemos o que é depressão e o que é tristeza, gostaria de compartilhar algumas dicas de como lidar com os sintomas depressivos durante o momento atual. Com a pandemia causada pelo novo coronavírus, várias atividades, tanto laborais como de lazer, estão sendo restringidas. Tais medidas são importantes para reduzir o crescimento do número de casos. Alguns pacientes com depressão, entretanto, podem se sentir preocupados com a alteração da sua rotina e redução do contato social. O receio é a piora (ou surgimento) dos sintomas depressivos com a redução das atividades. Além disso, o receio de contrair a doença, a perda de familiares e amigos e a crise financeira também podem agravar os sintomas de saúde mental. Uma população que está sob maior risco para depressão é a dos profissionais de saúde da linha de frente. Estudos científicos têm apresentado aumento da depressão e ansiedade entre esses profissionais durante a pandemia.

Algumas dicas são interessantes para prevenir e lidar com sintomas depressivos nesse momento. A primeira delas é agir no comportamento. A inclusão de atividades, sobretudo as prazerosas, na rotina, ajudam a melhorar e prevenir os sintomas depressivos. Durante esse período de epidemia o ideal é investir em atividades que possam ser realizadas em casa. Alguns exemplos são ler um livro, fazer algum trabalho manual, trabalhar no seu jardim particular, assistir um filme, brincar com jogos de tabuleiro ou on-line, organizar o armário ou o escritório, aprender um instrumento musical, cozinhar ou até mesmo fazer reparos em casa. Além disso, reservar um horário para cuidar de si e manter um padrão de sono regular também são hábitos importantes.

Uma outra dica é, no início do dia, construir uma “lista de afazeres” para organizar a rotina. Escolha atividades laborais que te dão um senso de realização pessoal. Não esqueça também de preencher com atividades de lazer, como fazer um encontro com amigos remotamente através de uma plataforma on-line.

Está também comprovada a eficácia da atividade física na prevenção e tratamento dos sintomas depressivos. Algumas academias disponibilizaram programas por meio de aplicativos para atividades em casa. É importante, entretanto, que essas orientações sejam realizadas por profissionais. Outra dica interessante para combater os sintomas ansiosos que muitas vezes caminham juntos com os sintomas depressivos são as técnicas de respiração diafragmática, relaxamento muscular, meditação e mindfulness, que podem ser orientadas on-line por profissionais. Tenha em mente também que ficar excessivamente atento a noticiários, sites, redes sociais e até mesmo grupos de Whatsapp pode elevar a ansiedade a um nível prejudicial. Sugerimos, portanto, que você escolha um momento do dia (ou no máximo dois) para se informar acerca do novo coronavírus.

Finalmente, é importante ressaltar que as consultas com psiquiatras, médicos e psicólogos podem ser realizadas de maneira on-line. Portanto, dentro do possível, é interessante manter os atendimentos, tanto clínicos como os de psicoterapia, através de plataformas on-line.

Prof. Dr. Ives Cavalcante Passos

Professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Membro do Programa Jovens Lideranças Médicas 2016-2021

Sob a tutoria do Acad. Antonio Egídio Nardi

MICROLITIASE E PANCREATITE AGUDA

Oitenta por cento dos casos de pancreatite aguda estão relacionados à presença de cálculos biliares. Isto é sobretudo importante quando está presentes a microlitíase. São cálculos pequenos, menores de três milímetros e micro cristais (“ lama biliar”) presentes interior da vesícula. Podem migrar com facilidade através do ducto cístico para o colédoco e papila, provocando pancreatite aguda.

Os casos de pancreatite aguda de causa desconhecida podem ser causados por estes microcálculos; difíceis de serem demonstrados pelo ultrassom convencional. A doença tem tendência a se repetir e os próximos surtos são cada vez mais graves. A encoendoscopia deve ser solicitada.

A associação de microcálculos com doenças da mucosa da vesícula é muito frequente, devido a uma condição litogênica. Devemos investigar sua presença quando o ultrassom mostra pólipos, ademiomatose ou colesterolose.

É comum os microscálculos que não foram vistos pelo ultrassom convencional estarem associados aos cálculos maiores.

As cirurgias da vesícula biliar são normalmente indicadas nos casos de doença sintomática. Porém, os casos sem sintomas de pacientes com cálculos pequenos e com microcálculos, devem ser analisados de forma diferente.

Nos casos sem comorbidades a cirurgia laparoscópica da vesícula é hoje um

procedimento muito seguro e muito bem realizado pelos cirurgiões.

Delta Madureira Filho

Centro Médico Sorocaba. Botafogo. Telefones: 2286 1444 e. 2266 5343

América Medical City. Barra. Telefones: 3495 8495 e 3495 8518

UVEÍTE GERAL

A uveíte é a inflamação da camada interna, ou vascular, do olho. Ela pode se apresentar de três tipos: uveíte anterior, intermediária e posterior, que acomete a retina. Quando os três tipos são manifestados simultaneamente, chamamos de uveíte difusa.

Várias são as causas, mas as três principais são: doenças infecciosas, autoimunes e causas secundárias, como uso de medicação, traumas ou neoplasias primárias e secundárias no olho. Doenças infecciosas que comumente causam uveíte são sífilis, tuberculose e toxoplasmose, enquanto entre as autoimunes então a  sarcoidose, doença de Behçet, artrite reumatoide e artrite idiopática infantil.

A principal causa de uveíte no mundo é a toxoplasmose. A inflamação costuma ocorrer em 20% dos pacientes que tiveram contato com o agente etiológico.

Geralmente, o primeiro sintoma é o aparecimento de moscas volantes, que são pontos pretos na visão. Dependendo do local de acometimento da uveíte, pode haver relato de olho vermelho, dor e baixa de visão.

Essa ainda é uma doença infelizmente negligenciada no Brasil, e um quarto dos pacientes já procuram o oftalmologista com sequelas ou cegueira. A conscientização se mostra importante porque 80% dos casos de pior evolução poderiam ter sido evitados pelo diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Profa. Dra. Heloisa do Nascimento Salomão

Diretora Clínica – Instituto Oftalmológico Nascimento e Clínica Oftalmológica Santa Luzia

Membro do Programa Jovens Lideranças Médicas 2021-2026

Sob a tutoria do Acad. Rubens Belfort Jr.

MOSCAS VOLANTES

As moscas volantes são uma queixa muito comum, e frequentemente caracterizadas como pontos pretos, como insetos, vistos ao focalizar a visão em paredes brancas, superfícies claras ou ambientes com muita luz.

Esse sintoma está muito associado ao descolamento do vítreo posterior. O humor vítreo, como é chamada a substância viscosa da cavidade interna do olho, é transparente. Ao se deslocar, o vítreo apresenta opacidade e é percebido como pontos pretos na visão. Mas qual a implicação disso? Raramente, em cerca de 1% dos casos, o deslocamento do vítreo pode ser um primeiro sinal de descolamento de retina.

Essa condição costuma ser comum, benigna e de alívio rápido, mas um mapeamento de retina deve ser feito frequentemente pelo oftalmologista, principalmente se houver aumento súbito do sintoma, para garantir a integridade da retina e da visão.

Profa. Dra. Heloisa do Nascimento Salomão

Diretora Clínica – Instituto Oftalmológico Nascimento e Clínica Oftalmológica Santa Luzia

Membro do Programa Jovens Lideranças Médicas 2021-2026

Sob a tutoria do Acad. Rubens Belfort Jr.

CIRURGIA REFRATIVA

As cirurgias refrativas são opções de tratamento simples, rápido e efetivo para a correção dos vícios de refração do olho, como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo. O principal objetivo desse procedimento é a diminuição da necessidade do uso de óculos e lentes de contato, sendo possível em alguns casos a eliminação total desses auxílios. O grau final dependerá da cicatrização de cada paciente.

A principal maneira de melhorar o estado refracional do olho é através do remodelamento da córnea com uso de laser, e as duas principais técnicas para isso são o Lasik e o PRK. Ambas apresentam resultados excelentes, mas sua recomendação varia de acordo com parâmetros oculares de cada paciente.

O Lasik é feito a partir de um flap, com o laser atingindo camadas mais internas da córnea. Já o PRK, sigla para “ceratectomia fotorreativa”, é feito a partir de uma esfoliação do epitélio corneano, e o laser incide diretamente sobre a superfície da córnea.

Enquanto a técnica do Lasik tem pós-operatório com recuperação mais rápida e com menos incômodo, a do PRK tem maiores garantias de sucesso em graus mais altos e córneas mais finas.

A avaliação pré-operatória envolve a topografia de córnea, ou exame de formato, e paquimetria, ou exame de espessura. Esses exames garantem a correta avaliação para indicação cirúrgica e um planejamento mais assertivo do procedimento, uma vez que margens de segurança precisam ser delimitadas para evitar a fragilização da córnea.

Quando esses parâmetros de espessura e formato são bem avaliados e respeitados, o resultado é bastante previsível e satisfatório, com objetivo inicial de eliminação da dependência de óculos concluído.

Profa. Dra. Heloisa do Nascimento Salomão

Diretora Clínica – Instituto Oftalmológico Nascimento e Clínica Oftalmológica Santa Luzia

Membro do Programa Jovens Lideranças Médicas 2021-2026

Sob a tutoria do Acad. Rubens Belfort Jr.

OFTALMOLOGIA BÁSICA

Como as visitas ao oftalmologista podem prevenir doenças comuns e corrigir distúrbios oculares?

As visitas frequentes ao médico oftalmologista são fundamentais, primeiramente, para a verificação da acuidade visual e, consequentemente, da necessidade de óculos corretivos para a visão, de modo a melhorar a qualidade de vida e facilitar a realização de atividades do dia a dia.

Os três principais distúrbios de visão que podem ocorrer são miopia, hipermetropia e astigmatismo, além da presbiopia – muito conhecida como vista cansada – prevalente a partir dos quarenta anos.

A miopia é caracterizada pela formação da imagem anteriormente à retina, o que prejudica a visão a maiores distâncias, enquanto a hipermetropia é a imagem formada posteriormente à retina, o que prejudica a focalização a distâncias pequenas. Já o astigmatismo é a distorção da visão em qualquer distância, causada por assimetria da córnea.

Além disso, o exame de neonatos – que é, por lei, obrigatoriamente realizado em maternidades – é fundamental para a identificação de doenças oculares congênitas. Após essa avaliação, qualquer mancha branca, ou queixas como dor, piora da visão ou vermelhidão, ou relatos de olho torto e reflexos alterados devem ser examinadas por um oftalmologista.

Atualmente, em tempos de revolução tecnológica, a exposição de crianças a telas de celulares ou tablets tem aumentado e, como consequência, a necessidade de óculos começa cada vez mais cedo em crianças. Para evitar isso, a recomendação é de que até os dois anos a criança seja exposta a telas pelo menor tempo possível, e a partir dessa idade o uso recomendado é de uma hora ao dia, com aumento gradual conforme seu crescimento.

As principais doenças oftalmológicas que precisam ser combatidas são a catarata, o glaucoma e a retinopatia diabética.

A catarata é caracterizada pela opacificação do cristalino, e tem como principal causa o envelhecimento, podendo também ser diagnosticada em recém-nascidos como catarata congênita ou após traumas oculares. A indicação de tratamento é cirúrgica a partir do momento em que as atividades diárias do paciente são atrapalhadas ou impedidas, sendo a implantação de lente intraocular feita com auxílio de tecnologia avançada e de resultados seguros e promissores.

Já o glaucoma é uma doença silenciosa, de difícil diagnóstico, e mais um motivo para visitas regulares com um oftalmologista. O glaucoma causa perda de campo visual de fora para dentro, o que explica por que sua percepção geralmente ocorre em casos já avançados.

O principal fator de risco para o glaucoma é a pressão intraocular elevada, mas a existência de diversos tipos de manifestação requer avaliação de especialista, e cuidados especiais devem ser tomados em indivíduos com histórico familiar da doença.

A última doença oftalmológica de grande prevalência e que precisa ser ferozmente combatida é a retinopatia diabética. A descompensação dos níveis glicêmicos, principalmente a partir do quinto ano desde o diagnóstico do diabetes melito, é o principal fator de risco para a ocorrência de lesões vasculares no fundo do olho. O sofrimento de vasos da microcirculação da retina, ocasionado pela oclusão e que resulta em isquemia, é um estímulo para a proliferação de novos vasos, o que leva a complicações no fundo do olho.

A retinopatia diabética também é silenciosa em fases iniciais, e a compensação clínica dos níveis glicêmicos é a principal medida preventiva e de controle da progressão da doença. Porém, alguns casos lasers e injeções intraoculares se fazem necessárias.

Profa. Dra. Heloisa do Nascimento Salomão

Diretora Clínica – Instituto Oftalmológico Nascimento e Clínica Oftalmológica Santa Luzia

Membro do Programa Jovens Lideranças Médicas 2021-2026

Sob a tutoria do Acad. Rubens Belfort Jr.

Grande aumento do consumo de álcool durante o período de confinamento pelo COVID-19

Acad. Antonio Egidio Nardi:

Para enfrentarmos a pandemia COVID-19, seus riscos e ameaças, temos tomado medidas de higiene e saúde pública, como lavar as mãos com regularidade, isso de máscaras, álcool 70% para as mãos e isolamento social. As medidas para isolamento social envolvem o distanciamento físico1. A maioria dos países tem adotado diferentes graus de restrições ao isolamento social, desde um confinamento total, com fechamento de comércio, escolas e escritórios, até outros países com um relativo confinamento. Vários fatores começaram a ameaçar a nossa saúde mental, entre eles o distanciamento social de amigos, do trabalho e principalmente de familiares. Somos animais sociais e a nossa saúde social faz parte de nossa saúde total. O cancelamento de encontros com amigos, festas, casamentos e outros momentos de confraternização social trazem riscos de aumento de sintomas de ansiedade e de depressão. Soma-se a tudo isso o fechamento de bares e restaurantes que são locais públicos de confraternização e de consumo de álcool. 

De repente, o álcool que era consumido com amigos e familiares passou a ser consumido com maior frequência em casa. O álcool passou a ser consumido muitas vezes diariamente e sem o controle social espontâneo. Para algumas pessoas todo dia passou a ser final de semana e o álcool um companheiro constante. A procura e o aumento do consumo de álcool em situações estressantes ocorre por seu efeito ansiolítico, calmante, que no início parece relaxar, mas abre um leque de riscos para a saúde física, mental e social. Por exemplo, acidentes, violência doméstica e quadros de transtornos mentais aumentam a demanda de serviços emergenciais já sobrecarregados pela pandemia atual.  

O álcool é uma droga psicoativa associada a aumento do risco de várias doenças somáticas e psíquicas, além de estar frequentemente associado à violência familiar. Segundo a Organização Mundial de Saúde2, o consumo de álcool é uma das principais causas de mortalidade evitável e é o responsável direto por mais de 3 milhões de mortes por ano. Certamente os danos aumentam conforme a quantidade ingerida e não há uma quantidade segura. Além disso, no caso específico de infecções, como pelo COVID-19, o álcool diminui a capacidade imunológica do organismo e coloca os consumidores mais vulneráveis ao vírus durante a atual pandemia.

Entre as várias notícias falsas e absurdas, chegou a circular nas diversas mídias que as bebidas alcoólicas poderiam proteger contra a infecção pelo COVID-19, o que resultou em inúmeras situações médicas de gravidade e óbito3. 

Em relação à saúde mental, o álcool é extremamente prejudicial. Além de poder desencadear ou exacerbar quadros depressivos e de violência; sua presença aumenta enormemente o risco de suicídio. Soma-se a tudo isso, o isolamento social, o medo de doença e os problemas econômicos trazidos pela pandemia. Na quarentena muitas pessoas procuram métodos não saudáveis para lidar com o estresse e a solidão como o álcool e drogas. Em um cenário de isolamento social, com menos interação com colegas e familiares, é muito fácil perder o controle. Este uso vai cobrar um preço sob forma de mais ansiedade (rebote no caso do álcool), ataques de pânico, depressão, risco de suicídio, violência doméstica e outros sintomas psiquiátricos. Mais ainda, o impacto cerebral deste uso abusivo pode perdurar por muito tempo depois do fim da pandemia. É bom lembrar que a alimentação saudável na qualidade e na quantidade, são pontos importantes e não devem ser esquecidos. 

As consequências para as famílias, em especial para os jovens, expostos a um consumo diário, exagerado e aceito socialmente são extremamente danosas. As famílias, principalmente os pais, que aumentaram o consumo de álcool no lar durante o período de confinamento devem lembrar que o exemplo de beber em excesso será aprendido pelo jovem e levado por toda a vida. Da mesma forma, a violência doméstica pode trazer danos mentais irreversíveis para a criança ou o jovem. Vários dados apontam um aumento de queixas de violência doméstica durante a pandemia, e muitas vezes associada ao consumo exagerado de álcool4. 

Alguns estudos demonstram o aumento do consumo de bebidas alcoólicas durante a pandemia do coronavírus em diversos países, incluindo o Brasil. Pesquisa realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em 33 países e dois territórios entre maio e junho de 2020 demonstrou que 42% dos entrevistados do Brasil relataram aumento do consumo de álcool neste período5.

Mudamos nossas vidas e perspectivas. Temos que cuidar da nossa saúde física e principalmente a mental. Uma crise é sempre um momento de aprendizado e estamos todos aprendendo. Por exemplo, notamos claramente que já estão alterados os conceitos de higiene, a valorização do investimento em ciência, educação e saúde, o respeito aos profissionais de saúde dedicados, maior incentivo ao uso das mídias digitais para trabalho, estudo e contatos sociais e a necessidade de uma organização melhor da sociedade. Toda crise traz a oportunidade de melhorarmos e evitarmos novos problemas. Temos que enfrentar a pandemia, o confinamento e o medo da infecção pelo COVID-19 e todas as suas consequências danosas, como a crise econômica e o aumento do consumo de álcool. Bebidas alcoólicas não são companhia e não são medicamentos para ansiedade e depressão. São gatilhos para inúmeras doenças, principalmente os transtornos metais e a violência doméstica. É primordial que a sociedade, as entidades médicas e a mídia responsável divulguem este alerta e que o uso e comercialização de bebidas alcoólicas seja melhor regulamentado pelo interesse da saúde em seus diferentes aspectos.

Referências

1. Garcia LP, Duarte E. Intervenções não farmacológicas para o enfrentamento à epidemia da COVID-19 no Brasil. Epidemiol Serv Saúde 2020; 29:e2020222.

2. World Health Organization. Alcohol and COVID: what do you need to know? http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0010/437608/Alcohol-and-COVID-19-what-you-need-to-know.pdf?ua=1 (acessado em 05/Mai/2020).

3. Shokoohi M, Nasiri N, Sharifi H, Baral S, Stranges S. A syndemic of COVID-19 and methanol poisoning in Iran: time for Iran to consider alcohol use as a public health challenge? Alcohol 2020; 87:25-7.

4. GARCIA, Leila Posenato and SANCHEZ, Zila M.. Alcohol consumption during the COVID-19 pandemic: a necessary reflection for confronting the situation. Cad. Saúde Pública [online]. 2020, vol.36, n.10 [cited 2021-01-06], e00124520. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2020001000501&lng=en&nrm=iso>.  5. Ramos R. Especialistas recomendam cuidados com o consumo de bebidas alcóolicas nas comemorações de fim de ano. O Globo. 15 de dezembro de 2020. https://oglobo.globo.com/sociedade/especialistas-recomendam-cuidados-com-consumo-de-bebidas-alcoolicas-nas-comemoracoes-de-fim-de-ano-24796721

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Brasil pode receber vacina da Pfizer até março; gelo seco é saída para armazenar – Folha Vitória

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Pfizer prevê início de vacinação no Brasil até março – Carta Capital

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Cientista nega ter indicado vermífugo para qualquer caso contra covid-19 – Folha de Vitória

Cientista nega ter indicado vermífugo para qualquer caso – Portal A Crítica

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Jamais sugeri o uso da nitazoxanida em qualquer paciente – Metropoles

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