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Joaquim Vicente Torres Homem

O Dr. Joaquim Vicente Torres Homem nasceu em 1800 na cidade de Campos, província do Rio de Janeiro. Era filho de Vicente de Torres Homem e Francisca Gomes Moreira, e irmão de Francisco de Salles Torres Homem (Visconde de Inhomerim), figura destacada no cenário político imperial. Casou-se com Bernarda Angélica dos Santos Torres, e teve como filho o também médico e professor da cadeira de clínica médica de adultos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, João Vicente Torres Homem (1837-1858).

Foi agraciado com os títulos de Comendador da Ordem de Cristo e de Grande do Império, e foi membro do Conselho do Imperador.

Dr. Joaquim Vicente Torres Homem viajou para a França por volta de 1819, e lá se formou como bacharel em ciências físicas e naturais. Doutorou-se em Medicina em 5 de novembro de 1829 na Faculté de Médecine de Paris, com a tese intitulada “De l’utilité de l’auscultation et de la percussion dans le diagnostic de quelques maladies de la poitrine”. De volta a sua terra natal, se radicou na cidade do Rio de Janeiro.

Em julho de 1831 apresentou, no concurso para o lugar de substituto na cadeira de medicina da então Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, a tese intitulada “Da dysenteria”, sendo esta uma das primeiras teses defendidas naquela instituição (AS PRIMEIRAS, 1912). No ano de 1833 concorreu à cadeira de química médica e princípios elementares de mineralogia na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, apresentando a tese intitulada “Fabrico de assucar no Brazil; analyse da agua gazoza da Villa de Campanha”. Foi aprovado em 23 de fevereiro de 1833, e ocupou esta cadeira até seu falecimento, em 1858.

Ocupou o cargo de diretor interino da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1856, e durante sua administração realizou importantes ações em prol do aperfeiçoamento do ensino naquela instituição, ao ter conseguido “transformar em escola de medicina um convento de recolhidas” (SANTOS, 1857, p.13).

Foi eleito, em 22 de julho de 1830, para a cadeira nº 18, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, e posteriormente, no 4º trimestre de 1832, tornou-se seu presidente. Foi também colaborador do Semanário da Saúde Pública, periódico daquela sociedade.

Em 1830, por solicitação da Câmara dos deputados, a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, nomeou uma comissão para elaborar um anteprojeto de organização das escolas médicas do Império, da qual Joaquim Vicente Torres Homem participou, juntamente com os associados José Martins da Cruz Jobim, Joaquim José da Silva, José Maria Cambuci do Valle, Octaviano Maria da Rosa, João Maurice Faivre, e Joaquim Candido Soares de Meirelles. O projeto intitulava-se “Plano de organização das escolas de medicina do Rio de Janeiro e Bahia. Para ser apresentado à Câmara dos Srs. Deputados pela Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, em satisfação ao convite que lhe foi feito pela mesma Câmara a 7 de outubro de 1830”, e foi apresentado à Assembleia da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro em 1831.

Foi médico da Imperial Câmara, tendo sido um dos que trataram da enfermidade, diagnosticada como febre intermitente nervosa, que havia acometido a princesa brasileira, D. Paula Mariana. Relatou este fato no “Relatório da moléstia de sua alteza a sereníssima princesa, senhora D. Paula Marianna”, elaborado juntamente com Francisco José de Sá, Fidélis Martins Bastos e José Martins da Cruz Jobim, e publicado no Diário do Governo de 19 de janeiro de 1833.

Faleceu em 9 de dezembro de 1858.

Francisco Freire Allemão de Cisneiros

Nasceu na freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, na Fazenda do Mendanha, atualmente Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de julho de 1797, filho dos lavradores João Freire Allemão e de Feliciana Angélica do Espírito Santo.

Iniciou sua carreira na vida religiosa, tornando-se sacristão, por não possuir os recursos financeiros necessários para dedicar-se à carreira científica. Na convivência com o padre Luis Pereira Duarte, aprendeu a gramática latina e outras disciplinas como francês, inglês, espanhol, hebraico e latim, mas decidiu abandonar a carreira sacerdotal e ministrar aulas particulares, das quais retirava seu meio de sustento. Seu irmão mais velho, Antonio Freire Allemão de Cisneiros, que cursava o segundo ano da Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, ofereceu-lhe ajuda financeira e no ano de 1822, Francisco Freire Allemão lá ingressou, onde se diplomou como cirurgião, em 1827. Frequentou a Universidade de Paris a convite do governo francês, quando foi aluno do químico Jean Baptiste Dumas e do naturalista Georges Léopold Chrétien Frédéric Dagobert, o Barão Cuvier. Obteve seu doutorado na Universidade de Paris, em 1831, defendendo a tese: Dissertation sur le goitre. Regressando ao Brasil, foi aprovado Catedrático de disciplina na cadeira de Botânica e Elementos de Zoologia, em 1833.

Foi eleito Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1832, sendo empossado em 19 de maio do mesmo ano. Atuou como Presidente da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro no terceiro trimestre de 1832 e da Academia Imperial de Medicina de 1838 a 1839. Sua Memória para a Academia versava o “Uso das preparações de sódio na cura do bócio”- assunto pioneiro na época.

Nomeado médico da Imperial Câmara, em 1840, Freire Allemão conseguiu curar o Imperador Pedro II de uma ameaça de congestão cerebral. Em 1843, participou da comitiva imperial, incumbida de acompanhar a vinda da princesa D. Teresa Cristina, noiva do Imperador Pedro II, de Nápoles ao Rio de Janeiro. Mais tarde, foi Professor de Botânica das Princesas Isabel e Leopoldina.

Membro do Conselho de Sua Majestade, Comendador da Ordem da Rosa, Comendador da Ordem de Cristo e Comendador da Ordem de Francisco I do Reino de Nápoles, foi Lente de Botânica e Zoologia Médicas, de 1833 a 1853, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. De 1858 a 1866 foi Lente da Seção de Ciências Físicas e Naturais na Escola Central. Participou de diversas associações profissionais e sociedades médicas; foi Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional e da Sociedade Philomatica e Membro Honorário do Imperial Instituto Médico Fluminense.

Fundou e presidiu a Sociedade Velosiana de Ciências Naturais do Rio de Janeiro para estudos da Botânica. Em 1874, presidiu a comissão de Botânica e Zoologia do Instituto Farmacêutico do Rio de Janeiro. Após descrever muitas plantas e identificar numerosos gêneros, tornou-se um dos naturalistas e botânicos mais conhecidos no Brasil do século XIX. Em 1866, foi nomeado Diretor do Museu Imperial e Nacional, cargo que ocupou até o ano de 1870, embora problemas de saúde o tenham afastado desta função em alguns momentos.

Faleceu aos 77 anos, na antiga propriedade de seus pais, no dia 11 de novembro de 1874.

João José de Carvalho

O Dr. João José de Carvalho nasceu no dia 24 de fevereiro de 1806 no Rio de Janeiro. Foi filho de Antônio José de Carvalho e de Emerenciana Joaquina de Carvalho. Se formou na Faculdade de Medicina de Paris em 1828 e defendeu tese de doutoramento sob o título: “De l’influence du sang sur la production des maladies”.

Foi Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, admitido com a apresentação da Memória: “Reflexões sobre a Anatomia Patológica em sua relação com a Medicina prática”. O Dr. João José de Carvalho foi empossado em 29 de junho de 1832, durante a gestão de José Francisco Xavier Sigaud – sob a presidência do Acadêmico Agostinho Thomaz d’Aquino (vice-presidente) e presidiu a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje Academia Nacional de Medicina, no 1º trimestre de 1833.

Faleceu em 22 de março de 1867.

Francisco de Paula Cândido

Nasceu em 2 de abril de 1805, na Fazenda do Macuco, freguesia da Piranga, Comarca de Mariana, Estado de Minas Gerais filho do fazendeiro Antonio Gomes Cândido e de Anna Rosa Umbelina de Jesus Gomes Cândido. Era genro de Manoel Ignacio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho (Marquês de Itanhaém), Senador do Império que sucedeu a José Bonifácio de Andrada e Silva, como tutor do Imperador D. Pedro II.

Entrou para o seminário de Mariana com oito anos de idade, quando iniciou sua carreira na vida religiosa e, mais tarde, a abandonou em função da disciplina de clausura do seminário. Ingressou na carreira militar, em 1821, e, posteriormente, cursou a Academia Militar da Corte, no Rio de Janeiro, por três anos. Em 1825, Paula Cândido partiu para a Europa e se matriculou na Faculdade de Medicina de Paris (Universidade de Sorbonne). Entre 1825 e 1832, frequentou os institutos e cursos superiores em Paris, obtendo, em 1829, o grau de bacharel em Letras e, pouco tempo depois, o de bacharel em Ciências Médicas.

Foi médico voluntário da “legião sanitária” organizada pelo governo francês, em razão da epidemia de cólera-mobus e recebeu a Grande Medalha de Ouro em reconhecimento aos serviços prestados. Em 31 de agosto de 1832, doutorou-se pela Faculté de Médicine de Paris, com a tese Sur l’électricité animale, apresentada também na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde obteve por concurso a cadeira de Física Médica da qual tomou posse, em março de 1833, e a ocupou por 30 anos.

Eleito Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, apresentando memória intitulada: “Observações sobre a febre tifoide”, foi empossado em 30 de janeiro de 1833 e eleito por três vezes presidente: no 1º e 2º trimestres de 1834, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro; de 1840 a 1842 e de 1852 a 1855, da Academia Imperial de Medicina, hoje Academia Nacional de Medicina, onde é Patrono da Cadeira 20.

Deputado pela Província de Minas Gerais, eleito em 1838, desempenhou seu mandato por quatro legislaturas, de 1838 a 1845 e de 1849 a 1856.

Médico efetivo da Imperial Câmara, nomeado em 14 de agosto de 1840, e Conselheiro do Império, foi agraciado com o Hábito e a Comenda de Cristo e a grande dignatária da Rosa, pelo Imperador D. Pedro II e condecorado com a Comenda da Real Ordem de Izabel a Católica, pela Rainha da Espanha.

Redator dos Annaes de Medicina Brasiliense, dirigiu o Diário da Saúde e o jornal literário Brasil Ilustrado, que circulavam na Corte.

Francisco de Paula Cândido foi o primeiro presidente da Junta Central de Higiene Pública, criada pelo decreto n. 598, de 14 de setembro de 1850, com o objetivo de conservar a salubridade nas cidades, fiscalizar o exercício das artes de curar e inspecionar a saúde pública (funcionava como um órgão consultor do Governo Imperial em matéria de política de saúde pública), e exerceu a presidência até o ano de 1864. Sua atuação foi destacada pelo combate à epidemia de cólera-morbus e pelo controle do surto de febre amarela endêmica em várias regiões do Brasil. Paula Cândido procurava elevar e moralizar o exercício da farmácia no Brasil e prestigiava a Sociedade Farmacêutica fundada, no país, em março de 1851 e presidida por Ezequiel Corrêa dos Santos. O seu presidente, assim como outros sócios farmacêuticos, como Manoel Francisco Peixoto e os franceses João Maria Soullié e João Francisco Blanc, já vinham atuando na Secção de Farmácia da Academia Imperial de Medicina.

Foi Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Honorário da Academia de Belas Artes, Membro de l’Académie Diplomatique (Paris), da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e Patrono titular da cadeira 16 da Academia Mineira de Letras.

Faleceu em Paris, no dia 5 de abril de 1864, com 58 anos de idade, sendo sepultado no Cemitério de Montmartre.

O município de Paula Cândido, no estado de Minas Gerais, foi assim denominado em homenagem ao médico sanitarista, em 1953.

José Pereira Rego (Barão do Lavradio)

O Dr. José Pereira Rego nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 1816, filho de Manoel José Pereira Rego e Anna Fausta de Almeida Rego. Teve como filho o também médico José Pereira Rego Filho (1845-1929), Membro Titular da Academia Nacional de Medicina.

Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1838, defendendo a tese de doutoramento “Fenômenos obtidos pelos diversos métodos de exploração do coração, e aplicação dos mesmos fenômenos ao diagnóstico de algumas afecções do mesmo órgão mais frequentes” – que era uma síntese dos mais avançados estudos sobre a semiologia do coração e serviu mais tarde de compêndio de estudo para os alunos de Clínica Médica.

Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, em 1839, com Memória intitulada “Disenterias”, foi empossado em 26 de março de 1840 e eleito Presidente nos períodos de 1855/1857 e 1864/1883. Em 09 de outubro de 1883, foi aclamado Presidente Perpétuo da Academia Imperial de Medicina. Foi também médico honorário da Imperial Câmara e Comendador das Ordens de Nosso Senhor Jesus Cristo e Imperial da Rosa; recebendo o título de Barão do Lavradio em 1874 em função do intenso trabalho que desenvolveu no planejamento e coordenação das medidas sanitárias contra a grave epidemia de febre amarela que ocorreu no Rio de Janeiro.

Foi o primeiro cirurgião a indicar a ergotina e o centeio espigado no tratamento das hemorragias uterinas puerperais. Na área da saúde pública, foi membro da Junta Central de Higiene Pública e prestou atendimento às vítimas da primeira eclosão da cólera-morbo que ocorreu no Rio de Janeiro, em 1855. Em razão do falecimento de Francisco de Paula Cândido, então Presidente da Junta, foi nomeado Presidente efetivo e a chefiou de 1864 a 1881. A segunda eclosão da enfermidade aconteceu em 1867 e Pereira Rego relatou, detalhadamente, a incidência e a difusão da cólera-morbo e da febre amarela; nesses relatórios, propôs ao Governo Imperial a reorganização dos serviços sanitários terrestre e marítimo, e a adoção de medidas para melhoria das condições sanitárias da cidade. Passou a acumular este cargo com o de Inspetor de Saúde do Porto do Rio de Janeiro (1865) e o de Inspetor Geral do Instituto Vacínico (1873).

Desentendendo-se com o Imperador Pedro II, demitiu-se dos três cargos públicos em 1881. Passou, então, a dedicar-se à Pediatria, exercendo suas atividades no Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro; aí escreveu um “Formulário de Moléstias de Crianças”.

Foi vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro de 1865 a 1868.

Recebeu do Rei de Portugal, em 1870, o título de Comendador da Real Ordem Militar Portuguesa da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Foi agraciado, também, com os títulos de Comendador das Ordens de Nosso Senhor Jesus Cristo, Imperial da Rosa e da Ordem de Francisco José da Áustria.

Médico Honorário da Imperial Câmara, recebeu o título de Barão do Lavradio no ano de 1874, em função do intenso trabalho que desenvolveu no planejamento e coordenação das medidas sanitárias contra a grave epidemia de febre amarela que ocorreu no Rio de Janeiro. Em 1877, a Princesa Isabel elevou esse título à honra de grandeza.

O Dr. José Pereira Rego foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Membro do Conselho Fiscal do Imperial Instituto Fluminense de Agricultura e da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, Sócio Benemérito e Consultor da Sociedade Amante da Instrução, presidindo-a por seis anos, e um dos Sócios Fundadores do Instituto Homeopático do Brasil. Foi, ainda, Membro Correspondente da Real Academia Médica de Ciências de Lisboa, da Société Française de Hygiène e da Reale Accademia di Medicina di Torino.

Em sua carreira, o Dr. José Pereira Rego publicou muitos trabalhos sendo, a maioria, nos Anais da Academia Imperial de Medicina, hoje Anais da Academia Nacional de Medicina. Pereira Rego foi o precursor dos sanitaristas brasileiros.

Faleceu de caquexia secundária (“úlcera do esôfago”), na sua cidade natal, no dia 22 de novembro de 1892.

Antonio da Costa

O Dr. Antonio da Costa nasceu no dia 15 de março de 1816 no Rio de Janeiro. Foi filho do cirurgião Antonio da Costa e de Gertrudes Mathilde de Sá e Silva. 

Estudou Medicina em Paris e Montpellier. E tornou-se Doutor em Medicina em 1839 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, apresentando tese de doutoramento sob o título “Aperçu sur les gangrènes externes”. 

Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, hoje Academia Nacional de Medicina, tomou posse na sessão de 15 de maio de 1846 e a presidiu no biênio 1857/59.

O Dr. Antonio da Costa foi Cirurgião honorário da Imperial Câmara; Cirurgião dos Hospitais da Misericórdia, da Ordem Terceira do Carmo e da Ordem da Penitencia; Médico da Sociedade Francesa de Beneficência e da Legação da França; Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Imperial Academia de Medicina, da Sociedade Anatômica de Paris e da de Ciências Médicas de Lisboa; Comendador da Ordem de Cristo, cavaleiro da Ordem do Cruzeiro e da Legião de Honra da França, e das Ordens de Cristo e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, de Portugal.  

O Dr. Antonio da Costa faleceu em 07 de julho de 1860.

Manoel Feliciano Pereira de Carvalho

O Dr. Manoel Feliciano Pereira de Carvalho nasceu no dia 8 de junho de 1806, na cidade do Rio de Janeiro. Era filho do Major de Ordenanças José Pereira de Carvalho e de Thereza Nepomuceno de Carvalho.

Formado pela Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro, o Dr. Manoel Feliciano Pereira de Carvalho recebeu a “Carta de Cirurgião Formado” em 26 de abril de 1828. Foi médico e primeiro cirurgião do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Escolhido Médico do Paço Imperial, recebeu o Oficialato da Rosa, a respectiva comenda, a grande dignitária da mesma Ordem, o Hábito de Cristo, o Oficialato do Cruzeiro e o título de Conselheiro “por seu merecimento e letras”.

Eleito Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, com apresentação da Memória “Aneurismas do coração”, sendo empossado no dia 7 de agosto de 1830. O Dr. Feliciano Pereira foi Presidente da Academia Imperial de Medicina de 1859 a 1861. 

Foi professor do renomado médico espírita Dr. Bezerra de Menezes, o “Médico dos Pobres”, e o levou para integrar o quadro de médicos-operadores do Exército Brasileiro, com honras militares, no posto de Cirurgião-Tenente.

Foi, também, Professor de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Coronel Cirurgião-Mor e Chefe do Corpo de Saúde do Exército. Em atenção aos serviços militares que prestou à Pátria, foi agraciado com a nomeação de Cavalheiro da Ordem de São Bento de Aviz e recebeu a graduação de Brigadeiro pelos bons serviços prestados na guerra contra o Paraguai.

o Dr. Manoel Feliciano Pereira de Carvalho é, também, o Patrono da cadeira 37 da Academia Brasileira de Medicina Militar.

Ele faleceu na sua cidade natal, no dia 11 de novembro de 1867, aos 61 anos de idade, quando era Brigadeiro Professor e Chefe do Corpo de Saúde do Exército.

Antonio Felix Martins (Barão de São Felix)

O Dr. Antonio Felix Martins nasceu no dia 20 de novembro de 1812 em Inhaúma, Rio de Janeiro, filho do Cirurgião-Mor José Antonio Martins e de Rita Angélica de Jesus.

Diplomou-se médico e doutor pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1833, onde foi Professor de Patologia Geral. Além disso, o Dr. Felix Martins foi médico efetivo da Imperial Câmara, Membro da Comissão Central de Saúde Pública, Inspetor do Hospital Marítimo de Santa Isabel de Jurujuba e Presidente da Junta Central de Higiene Pública. Foi também provedor da Inspeção de Saúde do Porto, nomeado pelo decreto nº 268 de 29/01/1843 – neste cargo teve atuação decisiva nas epidemias de cholera morbus e febre amarela que assolaram o Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX.

Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, o Dr. Felix Martins foi empossado no dia 15 de outubro de 1835. Foi eleito seu Presidente no dia 18 de maio de 1861, permanecendo nesta posição até 1864. No ano de 1866 passou a pertencer à classe dos Membros Titulares Honorários.

O Dr. Felix Martins também recebeu da Sociedade de Medicina de Liège o título de sócio correspondente, em atenção aos serviços prestados à Ciência. Foi nomeado Conselheiro Imperial por decreto de 11 de dezembro de 1875 e recebeu o título de Barão de São Felix, por carta-mercê, em 11 de dezembro de 1875, sendo também condecorado Comendador da Imperial Ordem da Rosa e Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo.

Na política, foi Vereador, em 1844, Suplente, de 1847 a 1848, e Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, de 1851 a 1852.

Acometido de uma infecção palustre perniciosa (malária), o Dr. Felix Martins faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 18 de fevereiro de 1892, aos 79 anos de idade.

Em homenagem ao Doutor Antonio Felix Martins, Barão de São Felix, a Rua Princesa dos Cajueiros, onde residiu, no centro da cidade do Rio de Janeiro, passou a ser chamada Rua Barão de São Felix (decreto n. 1165, de 31 de outubro de 1917).

Agostinho José de Souza Lima

Nasceu em 11 de março de 1842, em Cuiabá, estado do Mato Grosso, filho do coronel Severo José de Souza Lima e de Nympha Symphronia de Araujo Lima.

Doutorou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1864, defendendo a tese intitulada “Qual a natureza e o tratamento das urinas vulgarmente chamadas leitosas ou quilúria?”.

Foi Professor Catedrático de Medicina Legal e Toxicologia na mesma faculdade, entre 1877 e 1912 e, de 1902 a 1916, Professor de Medicina Pública na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Médico da Escola de Tiro do Realengo, e depois nomeado Tenente Cirurgião do 7º Batalhão da Guarda Nacional, exerceu a função de Cirurgião-Mor da Polícia. Em 1877, em conjunto com seu assistente, Borges da Costa, foi nomeado consultor da polícia e, em 1879, foi autorizado a ministrar um curso prático de Tanatologia Forense no necrotério oficial, estudando a morte e seus problemas médico-legais. A partir de 1891, a disciplina de Medicina Legal passou a configurar como obrigatória nos cursos de Direito do país. Souza Lima foi proclamado “Primaz da Medicina Legal no Brasil” por organizar sob orientação científica a medicina forense em nossa Pátria.

Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, hoje Academia Nacional de Medicina, apresentando Memória intitulada: “Da cremação dos cadáveres”, foi empossado em 15 de setembro de 1879, e por proposta de vários Acadêmicos foi transferido para a Classe dos Membros Honorários, em abril de 1909. Souza Lima foi Presidente da Academia Imperial de Medicina no período de 1883 a 1889 e da Academia Nacional de Medicina em 1896/97 e de 1900 a 1901. Em sessão de 3 de outubro de 1963, foi escolhido Patrono da Cadeira 3.

Diretor de Higiene e da Assistência Pública Municipal, em 1894, enriqueceu a literatura médica nacional com trabalhos de grande merecimento, salientando-se, dentre eles, o “Tratado de Psicologia”, o “Manual de Química Legal” e a obra clássica, de incontestável valor: “Tratado de Medicina Legal”, reproduzida em diversas edições. Foi Presidente de honra da Sociedade Eugênica que se organizou em São Paulo, em 1916.

A Rua Souza Lima, criada pela lei n. 7, de 26 de maio de 1902, situada no bairro de Copacabana – Rio de Janeiro, é uma homenagem ao dr. Agostinho José de Souza Lima.

Faleceu na cidade de Petrópolis, em 28 de dezembro de 1921.

José Cardoso de Moura Brasil

O Dr. José Cardoso de Moura Brasil nasceu em Vila Iracema, no Estado do Ceará, no dia 10 de fevereiro de 1849, filho do Tenente Coronel José Cardoso Brasil e de Tereza de Moura Brasil.

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, o Dr. José Cardoso de Moura Brasil colou grau como Doutor em novembro de 1872, defendendo a tese “Tratamento Cirúrgico da Catarata”.

Em 1873, partiu para a Europa e lá permaneceu por cerca de três anos. Durante este período, passou dois anos em Paris nas Clínicas dos eminentes oculistas De Wecker, Galezovski e Meyer, tendo sido indicado pelo Professor De Wecker como seu Chefe de Clínica, cargo que exerceu durante mais de um ano. E também frequentou as Clínicas de Londres e Viena a cargo de famosos oftalmologistas, como Bowman, Crickett, Arlt, Jaeger, Fuchs e outros.

O Dr. José Cardoso de Moura Brasil regressou ao Brasil em 1876 e exerceu durante mais de 50 anos a Clínica Oftalmológica na cidade do Rio de Janeiro, atendendo milhares de pacientes e publicando trabalhos expressivos, não só sobre assuntos de sua especialidade, como também outros relativos a problemas agrícolas e sociais.

Médico oftalmologista, químico, farmacêutico e pesquisador, foi o criador do centenário colírio que leva seu nome, e que continua a ser produzido por um grande laboratório.

Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, apresentando memória sob o título “Tratamento da Conjuntivite granulosa aguda pelo Abrus Precatorius”, foi empossado no dia 7 de novembro de 1882  e a presidiu pela última vez com este nome, em 1889; foi o primeiro a presidi-la com o atual nome Academia Nacional de Medicina, até 1891. Em 1918, passou para a Classe de Membros Titulares Honorários. Em sessão de 3 de outubro de 1963, foi escolhido Patrono da Cadeira 66; sua dedicação à instituição ficou eternizada na forma de busto em bronze.

O Dr. Moura Brasil publicou interessantes trabalhos, não só sobre assuntos de sua especialidade, como também outros relativos a problemas agrícolas e sociais. Ocupou importantes cargos de governo na área da agricultura e no Ministério do Interior, Higiene e Saúde.Foi Presidente do Liceu de Artes e Ofícios, da Sociedade Nacional de Agricultura e do Centro da Lavoura do Café do Brasil. Foi, também, um dos fundadores da Clínica de Olhos da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, além de seu Diretor durante 43 anos, reeleito sucessivamente.

Agraciado com os títulos de Comendador da Ordem de Cristo e da Ordem Portuguesa de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, recusou o de Barão, que lhe foi oferecido pelo Conselheiro João Alfredo.

O Dicionário Biobibliográfico Cearense, do Barão de Studart, o denomina “Príncipe da cirurgia oculista no País”. O salão nobre da Câmara Municipal de Fortaleza, ostenta seu retrato como cearense benemérito. No centenário de seu nascimento, foi inaugurado um busto em sua homenagem pelo “Centro Médico Cearense”, em Fortaleza, no largo do Passeio Público. É Patrono da Cadeira 18 da Academia Cearense de Letras e da 34 da Academia Cearense de Ciências.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 31 de dezembro de 1928. Seus descendentes, formadores de verdadeira dinastia, continuam sua obra.

Vicente Cândido Figueira de Saboia (Visc. de Saboia)

O Dr. Vicente Cândido Figueira de Saboia nasceu na cidade de Sobral, no Ceará, no dia 13 de abril 1835. Foi filho do Tenente Coronel José Baltasar Aughery de Saboia e de Joaquina Figueira de Mello Saboia. Casou-se no dia 6 de janeiro de 1861, no Rio de Janeiro, com Luísa Marcondes Jobim, natural do Rio Grande do Sul, filha do senador José Martins da Cruz Jobim (um dos fundadores da atual ANM) e de Maria Amália Marcondes. O casal teve cinco filhos. 

Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1858, apresentando a tese de doutoramento “Estreitamento da uretra no homem”.

Inscreveu-se na Academia Imperial de Medicina em 1863, apresentando memória intitulada “Ensaio sobre o tratamento da blenorragia” e foi empossado no dia 14 de agosto de 1863, atuando como Presidente da Academia Nacional de Medicina entre 1891 e 1892. Em outubro de 1908, pela comemoração do centenário de fundação do ensino médico no país, a Academia mandou cunhar medalhas comemorativas, de ouro, prata e bronze, com a efígie do cirurgião. É o Patrono da Cadeira 63.

Incumbido pelo governo de preparar um plano completo de reforma do Ensino Superior, Sr. Visconde de Saboia apresentou um projeto, amplamente desenvolvido, que serviu de base para o Decreto de 19 de abril de 1879, estabelecendo o ensino livre.

Foi Professor Catedrático de Clínica Cirúrgica na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ), assumiu a Diretoria da mesma instituição de 1881 a 1889 e, no ano seguinte, tornou-se médico efetivo da Imperial Câmara e Comendador da Imperial Ordem de Cristo.

Em 1881, já nomeado médico da Casa Imperial e Cirurgião da Corte, foi designado Diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Exerceu este cargo durante oito anos, afastando-se do mesmo com a Proclamação da República, em solidariedade ao Imperador, de quem era amigo e médico particular.

Foi Chefe da 18ª Enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, chefiada depois (como 15ª Enfermaria) pelos Acadêmicos Augusto Brant Paes Leme, Augusto Paulino Soares de Souza e Augusto Paulino Soares de Souza Filho.

Foi membro de diversas instituições cientificas nacionais e internacionais: Sociedade de Obstetrícia de Londres, Academia de Ciências de Lisboa, Academia de Medicina de Paris, Academia de Medicina de Roma e Sociedade de Cirurgia de Paris.

Em suas sucessivas viagens, estabeleceu contato com expoentes da Medicina no continente europeu, como o Lorde Joseph Lister, de Glasgow (Escócia), com quem aprendeu e trouxe para o Brasil o método da antissepsia, que lhe permitiu praticar como rotina a cirurgia abdominal. Foi o primeiro a utilizar a atadura gessada no Brasil.

Em sua atividade literária, o Dr. Vicente Cândido Figueira de Saboia escreveu cerca de 35 trabalhos científicos, dentre os quais destaca-se o “Tratado de Obstetrícia”, usado como livro texto nas Faculdades de Medicina de Montpellier e Louvain, em francês. Sua obra de maior repercussão foi a “Reforma do Ensino Médico no Brasil”. Nos últimos anos de sua vida dedicou-se a uma reflexão mais filosófica, com a obra “Vida psíquica do homem”, na qual tratava do materialismo e espiritualismo.

Ele foi também Conselheiro do Imperador, Médico da Imperial Câmara, Barão e depois Visconde de Saboia.

Faleceu no dia 18 de março de 1909, em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro.

Em 1912, foi instituído, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, o Prêmio Visconde de Saboia, conferido anualmente ao autor da melhor tese de doutorado sobre obstetrícia. No prédio do Curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará, campus de Sobral, foi erguida, em 2007, uma estátua de Saboya e, no ano de 2008, o colegiado instituiu a Medalha Visconde de Saboia para homenagear aqueles que prestaram importantes serviços à medicina e à educação médica.

Foi homenageado, também, com nome de rua: Rua Visconde de Saboia, no bairro Cavalcanti, na cidade do Rio de Janeiro.

João Baptista de Lacerda

O Dr. João Baptista de Lacerda, que, por vezes também assinava Dr. Lacerda Filho, nasceu em Campos dos Goytacazes, no dia 12 de julho de 1846, filho do médico Dr. João Baptista de Lacerda e de Maria d’Assumpção Coni de Lacerda.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1870, apresentando a tese “Das indicações e contraindicações da digitalis no tratamento das moléstias dos aparelhos circulatório e respiratório”.

Foi empossado como Membro Titular da Academia Imperial de Medicina no dia 21 de abril de 1885, ocupou vários cargos na Diretoria da ANM, vindo a ser seu Presidente de 1893 a 1895. Em sessão de 3 de outubro de 1963, foi escolhido Patrono da Cadeira 87.

No Rio de Janeiro, o Dr. Baptista de Lacerda desempenhava suas funções tanto na Secção de Antropologia, Zoologia e Paleontologia do Museu Nacional, quanto em uma enfermaria do Hospital da Misericórdia. Nomeado Subdiretor da Secção em que trabalhava pelo Ministro da Agricultura, ele não conseguiu abrir mão da paixão crescente por seus estudos e pesquisas experimentais, e abandonou a Clínica.

Foi eleito subdiretor do Laboratório de Fisiologia Experimental, (único no Brasil durante muitos anos) e tornou-se, posteriormente, Diretor do Museu Nacional por vários anos.

Ao mesmo tempo em que ocupava estes cargos, foi Redator do Jornal do Commercio, Diretor da Revista Lux, tendo ainda outros títulos como: Professor Honorário da Universidade de Santiago do Chile; Membro Correspondente da Sociedade de Antropologia de Berlim, Paris e Florença, da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Sociedade Médica Argentina.

Foi Vice-Presidente do Congresso Médico Pan-americano de Washington em 1893 e Presidente da Secção de Fisiologia do mesmo Congresso; Presidente Honorário do Congresso Médico Latino-Americano de Buenos Aires; e Membro da Comissão nomeada por esse Congresso para formular as bases de um Código Médico Internacional. 

O Dr. Baptista de Lacerda tinha Pasteur como modelo e era seguidor do método experimental e se tornou um dos primeiros bio-antropologistas brasileiros, sendo premiado, em 1878, com a medalha de bronze na exposição antropológica de Trocadero, em Paris, e na Exposição de Chicago, em virtude de seus trabalhos e estudos científicos acatados e respeitados nos centros mais cultos da Europa e da América

O Dr. Lacerda foi um dos primeiros ofiólogos brasileiros e fez pesquisas sobre venenos de anfíbios e batráquios próprios do Brasil, bem como sobre o curare, uma substância tóxica preparada e utilizada por nossos índios.

Ele descobriu a ação do permanganato de potássio como antídoto de venenos de ofídios demonstrando-a diante do Imperador D Pedro II, do Ministro da Agricultura e de vários cientistas e professores. Tal descoberta salvou a vida de milhares de pessoas antes da descoberta dos soros antiofídicos.

O Instituto Oswaldo Cruz tem muito orgulho da vacina preparada contra o carbúnculo sintomático (a manqueira) de Alcides Godoy, mas vale ressaltar que esta apenas sucedeu e substituiu a apresentada por Dr. Lacerda, que foi crucial para a observação de uma redução na mortalidade de gado em determinado local analisado, de 35% para 1% em um período de dois meses.

João Baptista de Lacerda, um dos principais expoentes da “tese do embranquecimento”, foi o cientista eleito para representar o Brasil no Congresso Universal das Raças (Londres, 1911). Esse congresso reuniu intelectuais do mundo todo para debater o tema do racialismo e da relação das raças com o progresso das civilizações. O Brasil, única nação latino-americana convidada, seria visto como exemplo de mistura de raças, e Baptista de Lacerda defenderia que políticas de imigração fariam com que mestiços embranquecessem e descendentes de negros passariam a ficar progressivamente mais brancos a cada nova prole gerada. Lacerda levou ao evento o artigo “Sur les métis au Brésil” (Sobre os mestiços do Brasil), em que defendia o fator da miscigenação como algo positivo, no caso brasileiro, por conta da sobreposição dos traços da raça branca sobre as outras, a negra e a indígena. Fato curioso na apresentação foi a exibição de uma cópia do quadro “A Redenção de Cam”, do pintor espanhol Modesto Brocos; nele, o autor interpreta à revelia o simbolismo bíblico propondo a diluição da cor negra na sucessão de descendentes e insere nessa sucessão a “redenção”, a “absolvição” de uma “raça amaldiçoada”. O “escurecimento” dos descendentes de Cam teria desembocado na raça negra africana, que poderia ser redimida por meio da mistura com a raça branca europeia.

Era irmão do Acadêmico Álvaro de Lacerda.

Ele faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 6 de agosto de 1915, quinze dias após ter lido em Sessão desta Casa um trabalho sobre a Etiologia do Beribéri, o último que escreveria.

José Lourenço de Magalhães

O Dr. José Lourenço de Magalhães nasceu na cidade de Estância, em Sergipe, no dia 11 de setembro de 1831. Era filho de Romão Lourenço de Magalhães e Antônia Isabel Fernandes.

Formou-se Doutor pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1856, defendendo a tese de doutoramento “Como reconhecermos que o cadáver, que se nos apresenta, pertence a um indivíduo que morreu afogado?”.

Especializou-se na França e na Alemanha, onde aprofundou seus conhecimentos em oftalmologia. Realizou seguidas viagens a Europa e, graças aos seus estudos sobre a lepra, tornou-se bastante conhecido no Brasil e no exterior.

Durante a epidemia de cólera, em 1863, desempenhou um relevante serviço, pelo qual recebeu reconhecimento posterior. Eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, o Dr. Lourenço foi empossado no dia 21 de abril de 1885 e tornou-se presidente em 1895.

Ele foi Membro Titular da Academia Imperial de Medicina em 21 de abril de 1885. Ocupou vários cargos da Diretoria e, em 1902, passou a Membro Correspondente desta Instituição.

Trabalhou como oftalmologista em Estância, Laranjeiras, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. O Dr. Lourenço foi Sócio correspondente da Sociedade Médica de Emulação de Paris e correspondente de importante periódico de oftalmologia editado em Paris e escreveu uma importante obra sobre beribéri, sobre impaludismo e assuntos oftalmológicos do século XIX. Foi também Diretor do Hospital Colônia de Guapira para leprosos.

Foi delegado de saúde em Estância e delegado de polícia, bem como tenente coronel chefe do Estado Maior do Comando Superior da Guarda Nacional.

Foi deputado provincial (1862-1869) e presidente da Sociedade Fraternidade Sergipana (Bahia).

No início da década de 1890, o médico José Lourenço de Magalhães, ferrenho anti-contagionista que defendia a curabilidade da lepra e que, desde 1878, vinha utilizando uma terapêutica própria no tratamento dos leprosos. Com uma farta produção científica, onde defendia de forma fervorosa suas teorias e combatia o paradigma bacteriológico, José Lourenço de Magalhães publica, em 1882, o livro “A morféia no Brasil” e, em 1885, “A curabilidade da Morféia”. Nestes trabalhos Magalhães, além de defender a curabilidade da lepra, propõe um novo método terapêutico que não divulgava por considerá-lo anticientífico. Fiel aos princípios formadores do saber médico que rejeitava teoria vagas e abstratas, Lourenço de Magalhães defende seu método, argumentando que não confiava exclusivamente na terapêutica, mas sobretudo na higiene.

Faleceu na cidade de São Paulo, em 23 de novembro de 1905.

Antonio José Pereira da Silva Araújo

O Dr. Antonio José Pereira da Silva Araújo nasceu 18 de setembro de 1853 em Salvador, na Bahia. Era filho de Antonio José Pereira da Silva Araújo e Maria Gertrudes Muniz de Aragão.

Formou-se em Medicina no ano de 1874, apresentando sua tese de doutoramento sob o título: “Uma dissertação sobre a patogênese da febre traumática, da infecção purulenta e da septicemia”.

Foi eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina e empossado no dia 7 de novembro de 1882. Foi presidente da Academia Nacional de Medicina no período de 1897 a 1900.

O Dr. Antônio José Pereira da Silva Araújo se destacou entre os sifilógrafos da segunda metade do século XIX, e passou a ser considerado o precursor da especialidade no Brasil.

Radicou-se no Rio de Janeiro no início da década de 1880 e passou a atuar com visibilidade internacional. Defendeu a medicina de caráter experimental e prático e foi considerado um dos principais representantes das ideias pasteurianas no Brasil.

Isso, inclusive, fez com que a Academia Nacional de Medicina o incumbisse do elogio fúnebre a Pasteur em 1895.

O Dr. Silva Araújo exerceu o cargo de medico do asilo de expostos da Santa Casa de Misericórdia. Foi ainda chefe do Serviço de Doenças de Pele e Sífilis e diretor do Laboratório de Microscopia da Policlínica do Rio de Janeiro, simultaneamente.

A sua trajetória intelectual indica que a estreita relação com a parasitologia tropical e, posteriormente, com a bacteriologia, tornou o campo da dermato-sifilografia florescente no país e prestigiado no exterior.

Os sifilógrafos brasileiros giravam em torno de teorias e ideias produzidas na Europa, mas não deixavam de apresentar dados, descobertas e interpretações bastante originais, participando ativamente das emergentes reuniões internacionais, quer fossem dedicadas a discussões propriamente técnico-científicas, quer às melhores “armas” a serem utilizadas pela luta antivenérea.

O Dr. Silva Araújo faleceu no dia 2 de junho de 1900.

Antônio Augusto de Azevedo Sodré

Nasceu na Fazenda Caboclo, em Maricá, Estado do Rio de Janeiro, no dia 13 de dezembro de 1864, descendente das mais tradicionais famílias do Rio de Janeiro, como eram as de Álvares de Azevedo e Ribeiro de Almeida. O Doutor Azevedo Sodré era filho de José Paulo de Azevedo Sodré, fazendeiro coronel, e de Cândida Ribeiro de Almeida Sodré; sobrinho do ex-Ministro do Supremo Tribunal Federal, Antonio Augusto Ribeiro de Almeida (avô materno do arquiteto Oscar Niemeyer), que foi homenageado com a denominação de seu nome à rua onde morava, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

Formou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil – hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1885, aos 21 anos de idade, defendendo tese de doutorado sobre “Estudos comparativos dos diferentes métodos de tratamento da sífilis”. Embora recém-formado, não hesitou em se inscrever para ser Professor da faculdade e, mesmo classificado em 1º lugar, não foi nomeado pelo Imperador devido a sua pouca idade. Um ano depois, aos 22 anos, prestou novo concurso obtendo mais uma vez o 1º lugar, sendo nomeado Professor para a Cadeira de Clínica Médica que regeu por 39 anos.

Em 1886, passou a trabalhar no Hospital da Beneficência Portuguesa. Em 1887, dois anos após a formatura, tornou-se Médico-adjunto do Hospital da Misericórdia e fundou a revista “Brasil Médico”, Revista Semanal de Medicina e Cirurgia, que durante muitos anos foi o principal periódico médico do país, e que Azevedo Sodré dirigiu e orientou até a morte, durante quarenta e dois anos.

Atuou como preparador interino de matéria Médico-Terapêutica, interno de Clínica de Doenças Cutâneas e Sifilíticas e preparador de Terapêutica Experimental. Imaginou e promoveu a criação da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, chamando para seu Presidente o Professor Hilário Soares de Gouvêa e ocupando a Vice-Presidência da Instituição. Em 1894 conquistou a Cátedra de Patologia Interna e depois de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, da qual foi diretor em 1911-1912.  Assumiu a chefia da Comissão Sanitária Federal, incumbido de combater a epidemia de cólera, que conseguiu impedir que ultrapassasse o Vale do Paraíba fluminense e, depois, a extinguiu totalmente. Foi Delegado do governo brasileiro, juntamente com o médico sanitarista Oswaldo Gonçalves Cruz, com a missão de negociar a Convenção Sanitária com os governos da Argentina, Paraguai e Uruguai.

Tornou-se, ainda, Professor de Medicina Pública da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro e fundou a Companhia de Seguros de Vida Equitativa dos Estados Unidos do Brasil, a maior empresa no gênero de seu tempo em todo o território nacional.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentando a memória: “Beriberi”, foi empossado em 21 de julho de 1898 e a presidiu de 1905 a 1907. É o Patrono da Cadeira 31.

Azevedo Sodré, em 1915, tornou-se Diretor da Instrução Pública, no Distrito Federal, e fundou duas escolas, criou o Serviço Médico Escolar, a merenda nas escolas, as Associações de Pais e Professores e reformulou o currículo da Escola Normal, empreendendo uma modificação nas normas internas, possibilitando às futuras docentes um contato maior com a prática em sala de aula. Durante a presidência de Wenceslau Braz, foi indicado Prefeito do Rio de Janeiro (6 de maio de 1916 a 15 de janeiro de 1917) e, neste cargo, resolveu o problema da comercialização da carne, instituiu as feiras livres, projetou a criação de um imposto único territorial e inaugurou a avenida Niemeyer, ligando o bairro do Leblon ao de São Conrado. Eleito Deputado Federal, pelo Estado do Rio de Janeiro, foi vulto eminente do partido chefiado pelo estadista Nilo Peçanha e destacou-se na Câmara em duas legislaturas como membro das comissões de instrução e de higiene públicas.

Entre as numerosas obras científicas, destacam-se “Lições de Patologia Intertropical”, “Saneamento no Brasil” e suas contribuições sobre beribéri e difteria, para a “Grande Enciclopédia Médica Norte-Americana” e sobre febre amarela – com a colaboração de Miguel de Oliveira Couto – para a “Enciclopédia Nothnagel” de Berlim, e para o “Tratado de Medicina de Roger Vidal e Teissier” de Paris.

No ano de 1925, doou um imóvel de sua propriedade ao Distrito Federal para que nele se instalasse uma escola que deveria ser batizada com o seu nome. Assim, o Doutor Antônio Augusto de Azevedo Sodré tornou-se Patrono da Escola Municipal Azevedo Sodré, localizada no bairro da Praça da Bandeira, na cidade do Rio de Janeiro.

Faleceu em sua Fazenda da Quitandinha, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, no dia 1º de fevereiro de 1929.

Joaquim Pinto Portella

O Dr. Joaquim Pinto Portella nasceu em Pernambuco, no dia 23 de novembro de 1860, filho do Conselheiro Dr. Manoel do Nascimento Machado Portella e de Joana Francelina Pinto Portella.

Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1882, apresentou tese de doutoramento “O tratamento cirúrgico dos fibromas uterinos: aborto simulado; estudo comparativo da talha e de litotrícia nos cálculos vesicais; febres perniciosas”.

Foi eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, no dia 14 de novembro de 1889, apresentando a monografia “A coxalgia nas crianças”. Com notável monografia intitulada “Da dispepsia nas crianças, estudo clínico” obteve, em 1899, o primeiro Prêmio Alvarenga, concedido pela Academia Nacional de Medicina, sendo sua memória laureada. O Dr. Joaquim Pinto Portela presidiu a Academia Nacional de Medicina no biênio 1903/05 e, em 16 de julho de 1925, passou a pertencer à Classe dos Membros Eméritos.

O Dr. Pinto Portella foi Cirurgião Adjunto do Hospital de Beneficência Portuguesa e, em 1890, foi nomeado Cirurgião do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Foi, ainda, nomeado Cirurgião da enfermaria de crianças do Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, e posteriormente, em 1914, Chefe do Serviço Cirúrgico dos meninos e meninas do Hospital São Zacharias.

Teve inúmeros trabalhos publicados nos Anais e nos Boletins da ANM, além de publicações nas Revistas Médicas do Rio de Janeiro. Dentre seus trabalhos, destacam-se: “Sobre o tratamento do noma nas crianças, pelo cloreto de zinco”, “Ortopedia na Itália e na França, sob o ponto de vista da moderna ortopedia”, “A patogenia e tratamento das luxações congênitas no quadril”, “Dos lábios leporinos complicados (goela de lobo) e seus resultados ortopédicos”, “Da operação de Kirmisson nos pés tortos” e “Necessidade da fundação de institutos ortopédicos e hospitais marítimos para crianças raquíticas no Rio de Janeiro”,

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 22 de junho de 1934.

Antônio Fernandes Figueira

O Dr. Antônio Fernandes Figueira nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 13 de junho de 1863, filho de Manoel Fernandes Figueira e D. Genuína da Rocha Figueira. Filho de pais pobres, sua mãe faleceu em seu nascimento.

Estudou no Colégio Pedro II e formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1886, apresentando tese de doutoramento “Condições patogênicas e modalidades clínicas da histeria”. Ainda estudante, frequentou os cursos livres de Pediatria ministrados por Carlos Arthur Moncorvo de Figueiredo, na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, e foi assistente de Cândido Barata Ribeiro, Professor Titular da Clínica de Pediatria da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

O Dr. Fernandes Figueira iniciou suas atividades clinicando em Juiz de Fora, Minas Gerais, e depois retornou à sua cidade natal, dedicando-se à saúde infantil, com ênfase no aleitamento materno, e seu público-alvo eram, primordialmente, as operárias e as crianças de até um ano de idade.

Em 1895, conquistou o prêmio Visconde de Alvarenga da Academia Nacional de Medicina, apresentando a monografia: “Diagnóstico das cardiopatias infantis”. Na Academia, foi eleito Membro Titular, em 23 de julho de 1903, e foi seu Presidente entre 1907 e 1908. É o Patrono da Cadeira 50.

Difundiu seu nome, mundialmente, com a obra “Elementos de Semiologia Infantil”, publicado em 1903, logo adotado no ensino médico brasileiro e considerada por pediatras europeus a melhor no gênero.

O Dr. Fernandes Figueira dirigiu a enfermaria de doenças infecciosas de crianças no Hospital São Sebastião do Rio de Janeiro e a Policlínica das Crianças na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Em 1905, dirigiu a Escola Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras da Assistência a Alienados, hoje denominada Escola de Enfermagem Alfredo Pinto da Universidade do Rio de Janeiro (UNI-RIO). Foi nomeado Membro Consultivo junto à Liga das Nações, nas questões referentes ao problema da proteção e assistência à infância.

Foi Chefe do Serviço de Pediatria da Santa Casa da Misericórdia e fundador do primeiro hospital de Pediatria da cidade do Rio de Janeiro, a Policlínica das Crianças. Foi, também, fundador da Sociedade Brasileira de Pediatria, da qual foi Presidente, de 1910 a 1927, e Presidente Perpétuo. Foi o verdadeiro iniciador da Pediatria brasileira e o primeiro médico do Brasil a deixar a presença das mães ao lado das crianças nas enfermarias, como forma de auxílio no tratamento.

A convite de Carlos Chagas aceitou a chefia da Inspetoria de Higiene Infantil, do Departamento Nacional de Saúde, realizando notável trabalho sobre os planos de assistência à infância, a fim de diminuir o acentuado índice de mortalidade infantil na cidade. Fundou Postos de Higiene Infantil, creches distritais e conseguiu dos industriais a fundação de creches nas fábricas.

Foi o responsável pela instalação do Abrigo-Hospital Arthur Bernardes, hoje Instituto Fernandes Figueira, e também responsável pela Seção de Pediatria (Pavilhão Bourneville) do Hospital Nacional de Alienados, contratado pelo médico Juliano Moreira, cuidando da educação médico-patológica dos menores retardados, a primeira organização deste gênero na América do Sul.

Fez parte de diversas associações médicas e pediátricas no Brasil e no exterior: Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, das Sociedades de Pediatria do Uruguai, Argentina e Paris e da Sociedade de Psiquiatria e Neurologia e da Liga de Higiene Mental. É o Patrono da Cadeira 3 da Academia Brasileira de Pediatria.

Sua vasta produção é composta, primordialmente, de trabalhos técnico-científico, onde destacam-se: o folheto “Bases científicas da alimentação da criança: suas consequências sociais”, publicado em 1905; o “Livro das mães”, com a primeira edição em 1910; e “Elementos de patologia infantil”, publicado em 1929, após a sua morte. Foi colaborador do periódico “Brasil Médico.

Era, também, poeta e romancista. Aos 17 anos publicou uma série de poemas intitulados “Adejos”. Escreveu, ainda, uma biografia de Torres Homem e um livro sobre o Padre Antônio Vieira. Foi Orador do Instituto dos Bacharéis em Letras e Membro da Sociedade de Ensaios Literários e do Grêmio Castro Alves.

Faleceu na sua cidade natal, em 11 de março de 1928, vítima de um edema pulmonar.

Em sua homenagem, foram batizados com seu nome o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), reconhecidamente um centro nacional de referência pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação, no bairro do Flamengo, e o Espaço de Desenvolvimento Infantil Doutor Antonio Fernandes Figueira, no bairro de Bonsucesso, ambos na cidade do Rio de Janeiro.

Alfredo do Nascimento e Silva

O Dr. Alfredo do Nascimento e Silva nasceu no Rio de Janeiro no dia 18 de janeiro de 1866. Filho de Manoel Joaquim do Nascimento e Silva e Virginia Medeiros do Nascimento e Silva.Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1888. 

Lente substituto de Medicina Legal e Higiene na antiga Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais (1894) e foi Lente e Catedrático de Química, Física e Ciências Naturais da Escola Superior de Guerra Militar da Praia Vermelha. 

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1892 e tornou-se Membro Emérito em 1929. Ocupou vários cargos de Diretoria, tendo sido Presidente no biênio 1908 – 1909.  

Atuou como diretor da antiga Escola Normal do Distrito Federal (1920). Foi Membro da Comissão médico-legista da Assistência Judiciária (1899), Membro do Conselho Consultivo da Liga Brasileira contra Tuberculose (1900) e seu Presidente (1915), Membro da Liga Brasileira contra a Tuberculose, do Instituto de Docentes Militares e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.


Faleceu no dia 6 de março de 1951.

Marcos Bezerra Cavalcanti

O Dr. Marcos Bezerra Cavalcanti nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 22 de outubro de 1854. Foi filho de Manuel Bezerra Cavalcanti e Josefa Lourenço Cavalcanti.

Transferiu-se para o Rio de Janeiro aos 16 anos de idade, estudou no Mosteiro de São Bento e, depois, matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde formou-se em Medicina, em 1878, defendendo tese sob o título “Do Hematocele”. Ainda estudante, recebeu a primeira condecoração: Cavaleiro da Ordem da Rosa, por serviços durante a grande epidemia de febre amarela ocorrida em 1876.

Depois de formado, clinicou durante dois anos na cidade de Jundiaí, em São Paulo.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, sendo empossado no dia 27 de agosto de 1903. Tornou-se Emérito em 1928 e Presidente em 1909. É o Patrono da Cadeira 34.

O Dr. Bezerra Cavalcanti foi Lente e Catedrático de Operações e depois de Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ) e Cirurgião e Chefe de Serviço do Hospital da Santa Casa da Misericórdia e da Beneficência Portuguesa.

Foi, também, um dos fundadores da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, juntamente com os médicos Lucas Antônio de Oliveira Catta Preta, Hilário Soares de Gouvêa e Henrique Alexandre Monat, tendo sido seu Presidente em 1894, além de Membro do Conselho Superior de Ensino e representante do Brasil no Congresso Internacional de Medicina de Lisboa e de Londres e no Congresso do Câncer em Paris.

Dentre suas obras destacam-se “Colotomia lombar e colotomia ilíaca”, “Osteossarcoma no maxilar superior”, “Cura Radical da hérnia”, “Ferida acidental do cotovelo” e “Da frequência do cancro no Brasil”.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 16 de outubro de 1932.

Miguel da Silva Pereira

O Dr. Miguel da Silva Pereira nasceu em São José do Barreiro, no Estado de São Paulo, no dia 2 de julho de 1871, filho de Virgílio Pereira e de Porcina Magalhães Pereira.

Filho e neto de lavradores, foi criado na fazenda do Campinho, lugar de São José do Barreiro. Aprendeu a ler em casa e, aos 12 anos, entrou no Colégio Pedro Segundo, no Rio de Janeiro, como interno. Ali redigia um jornal de estudante, A Refrega, e fazia propaganda republicana dentro do colégio. Aos 19 anos entrou para a Faculdade de Medicina, na Rua Santa Luzia. Abandonou as aulas em 1893, na revolta de Floriano Peixoto, quando foi lutar em Niterói, e depois quando uma epidemia de cólera aconteceu no Vale do Paraíba.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ), em 1896, defendendo tese de doutoramento intitulada “Hematologia Tropical”, considerada obra notável.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina no dia 30 de dezembro 1897, apresentando Memória para admissão intitulada “Anemia Tropical”. Foi Presidente da Academia entre 1910 e 1911. É o Patrono da Cadeira No. 02.

O Dr. Miguel da Silva Pereira começou a vida profissional como médico visitador da Associação do Empregados do Comércio. Foi Professor Catedrático de Patologia Médica e depois de Clínica Medica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e Chefe de Serviço da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Deu início, anos depois, à maior campanha de saneamento do Brasil, dois anos de luta até que, em 1918, no governo de Venceslau Brás, tenha início o saneamento do país.

Foi grande propagador das qualidades do clima das atuais cidades de Miguel Pereira e Paty do Alferes e da criação nesta região de sanatórios para o tratamento de doentes de tuberculose.

Produziu uma obra capital que lhe absorvera anos de trabalho e observação, o “Tratado de Clínica Médica”. Não chegou a ser impressa, posto que queimou os originais em protesto contra a moléstia não identificada que o abateu em plena maturidade. 

Faleceu muito moço, no dia 23 de dezembro de 1918, com apenas quarenta e sete anos de idade, ficando famoso por sua luta pela higiene no Rio de Janeiro e por sua extensa clínica particular.

O distrito de Estiva, então pertencente ao município de Vassouras, foi rebatizado com seu nome em 1955. Hoje é a cidade de Miguel Pereira.



Carlos Pinto Seidl

O Dr. Carlos Pinto Seidl nasceu no dia 24 de novembro de 1867, em Belém, no Estado do Pará, filho do austríaco, humanista e eminente Professor das Letras Clássicas Carlos Seidl e de D. Raymunda Pinto Seidl. Nos dizeres do Prof. Olympio Oliveira Ribeiro da Fonseca, Carlos Seidl foi um homem privilegiado por nascer em família letrada com amplas tradições de estudos. Era neto materno do Cirurgião-Mor José Antônio Teixeira Pinto.

Fez parte de sua educação no Ginásio Paraense, posteriormente, denominado Colégio Estadual Paes de Carvalho, e seguiu para um seminário na França. Percebendo não ter vocação eclesiástica, retornou ao Brasil e se diplomou em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ), em 1892, apresentando a tese intitulada “Da etiologia perante o diagnóstico, a terapêutica e a higiene”. Em 1890, ainda estudante, integrou a comissão médica do Rio de Janeiro que assistiu à população de Campinas no surto de febre amarela.

Logo depois de formado, foi nomeado Diretor do Hospital São Sebastião, onde permaneceu durante 37 anos, de 1892 a 1929, transformando-o num centro de pesquisas para o estudo das doenças tropicais e infecciosas.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, no dia 28 de novembro de 1895, apresentando memória intitulada “Do isolamento nosocomial – contribuição para o estudo da profilaxia defensiva no Rio de Janeiro”, e empossado em 5 de dezembro de 1895. Foi Presidente da Academia Nacional de Medicina no período de 1910 a 1913 e tornou-se Membro Emérito em 1927. É o Patrono da Cadeira 17.

Foi do Dr. Carlos Seidl um dos primeiros artigos sobre o uso dos Raios-X na medicina, em 1896.

Considerado um dos mais eminentes sanitaristas brasileiros, ocupou o cargo de Diretor Geral de Saúde Pública, equivalente, hoje, ao de Ministro da Saúde, entre 1912 e 1918, pedindo demissão do cargo por ocasião da gripe espanhola e substituído por Carlos Chagas. No livro “A propósito da pandemia de 1918: fatos e argumentos irrespondíveis”, publicado em 1919, o Dr. Carlos Seidl narra suas experiências pessoais e desventuras ao longo deste evento, expondo opiniões e rebatendo as críticas por sua atuação na Diretoria Geral de Saúde Pública, além de discussões acadêmicas e manifestações de apoio diante dos profundos ataques a sua figura pública.

Em 1915, presidiu a Comissão de Profilaxia da Lepra, que contava com a participação de importantes sociedades médicas, além de médicos e cientistas, com o objetivo de estudar os temas relacionados à transmissão e profilaxia da lepra. Ao final dos estudos e debates, em 1919, a comissão aprovou as conclusões necessárias para servir de base a um projeto de lei de combate à doença.

O Dr. Carlos Seidl também fez parte do Conselho Deliberativo da Liga Brasileira Contra o Analfabetismo, fundada no Rio de Janeiro, em 1915, visando o combate ao analfabetismo em todo o Brasil. As atividades da Liga foram encerradas em 1940, após realizações empreendidas pelo presidente Getúlio Vargas no campo da educação.

Foi Professor Catedrático de Medicina Pública da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1916.

Jornalista e publicitário, o Dr. Carlos Seidl deixou extensa bibliografia abordando os mais diversos assuntos na seara médica. Colaborou na imprensa no “O País”, “Jornal do Commercio” e “A Tribuna” e foi diretor da “Revista Médico-Cirúrgica do Brasil” durante anos. Um dos fundadores e o primeiro Presidente do Sindicato Médico Brasileiro em 1927.

Foi um dos fundadores e Presidente da Liga Brasileira Contra a Tuberculose, criada em 1900, e do Sindicato Médico Brasileiro, em 1927; fundou a Sociedade Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal, em 1907, juntamente com um grupo de 40 médicos, dentre ele Miguel CoutoJuliano MoreiraFernandes Figueira, Carlos Eiras, Afrânio Peixoto e Miguel Pereira; e presidiu a Sociedade de Medicina do Rio de janeiro, em 1912-1913.

Recebeu a Medalha da Coroa da Itália e a Comenda de Oficial da Legião de Honra da França e manteve intercâmbio cultural, social e científico com altas especialidades médicas internacionais. Membro da Sociedade de Higiene de Paris, e um dos mais notáveis higienistas de sua época, foi, também, Membro do Círculo Médico Argentino, da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, da Real Academia Hispano-Americana de Ciências e Artes de Cadiz e da Associação Internacional contra a Tuberculose de Berlim.

É o Patrono da Cadeira 12 da Academia Brasileira de Medicina Militar.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 19 de outubro de 1929.

Em sua homenagem, a Rua Carlos Seidl, no bairro do Caju, na cidade do Rio de Janeiro, foi batizada com seu nome.

Nuno Ferreira de Andrade

O Dr. Nuno Ferreira de Andrade nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 27 de julho de 1851. Era filho de Camillo Ferreira de Andrade.

Tornou-se Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1875, defendendo a tese “Do diagnóstico e do tratamento das nevroses viscerais”.

Foi professor de Filosofia, por concurso, aos 17 anos, de Ciências Médicas, em 1877, da Clínica Psiquiátrica, de 1881 a 1883, Lente de Higiene, de 1884 a 1888, e da 1ª Cadeira de Clínica Médica, em 1888, na qual obteve o primeiro lugar no concurso com a tese “Fisiologia dos epitélios”, concorrendo com Júlio Rodrigues de MouraCândido Barata RibeiroJosé Benício de Abreu e João Baptista de Lacerda, expressões da Medicina no Brasil.

Foi eleito Membro Titular da Academia Imperial de Medicina, em 1876, apresentando memória intitulada “Da natureza e do diagnóstico da alienação mental”. Foi Presidente da Academia Nacional de Medicina de 1901 a 1903 e tornou-se Emérito em 1907. É o Patrono da Cadeira 60.

Segundo consta ao final no texto da referida memória, esta fora aprovada somente quanto à veracidade dos fatos, e não quanto às apreciações de seu relator. Nuno Ferreira de Andrade ressaltou, em seu relato, a ineficácia das medidas tomadas pelo Governo Imperial em relação ao ensino médico, após o decreto de 19 de abril de 1879 (Reforma Leôncio de Carvalho), e deste fato provavelmente decorreu a sua não publicação.

Foi autor da Memória Histórica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, de 1879, relatando os principais fatos ocorridos naquele estabelecimento de ensino, o qual permaneceu manuscrito e restrito ao âmbito da Congregação, sem ser divulgado através do Relatório do Ministro do Império, conforme preconizavam os Estatutos de 1854 daquela instituição.

Investido pelo Imperador no Hábito de Cristo e no título de Conselheiro de Sua Majestade, O Dr. Ferreira de Andrade ocupou a direção do serviço sanitário do Hospício de Pedro II, em 1882. Nomeado Inspetor Geral de Saúde dos Portos, ocupou este cargo até 1889. Durante sua atuação na Inspetoria, foi criado, em 1886, o Lazareto da Ilha Grande, instalado na enseada do Abrahão (Ilha Grande – RJ), para executar o regime quarentenário vigente na época, face à epidemia de cólera que grassava em várias cidades da Europa e da Ásia.

Foi o primeiro Diretor Geral da Diretoria Geral de Saúde Pública, estabelecida a partir da fusão das atribuições do Instituto Sanitário Federal e da Inspetoria Geral de Saúde dos Portos, ocupando este cargo de 1897 até 1903.

Após a instauração do governo republicano no Brasil, transferiu-se para a Europa, onde dedicou-se ao estudo da Economia Política, na Sorbonne, na França e, sem se desligar da Medicina, conviveu com Richet, Leroy Beaulieu e Charcot, o reformador da Neurologia. E, a partir de 1905, dedicou-se ao jornalismo, participando da redação de “A Ordem”, “O Paiz”, do “Jornal do Brasil” e do Boletim da Associação Comercial.

O Dr. Ferreira de Andrade faleceu na sua cidade natal, no dia 17 de dezembro de 1922.

João Alvares Carneiro

Nasceu em 18 de outubro de 1776, no Rio de Janeiro. Filho de André Carneiro e de D. Anna Lyonisia de Santa Roza, foi batizado na freguesia de S. José desta corte.

Ao ficar órfão, foi educado por caridade e estudou parte do curso de Medicina ministrado no hospital do Rio de Janeiro, obtendo cartas de proto-médico (o principal médico de qualquer organização). Embora não tenha concluído seu curso, foi um profissional tão hábil e seguro, que logo conquistou vasta reputação.

Em 1796, o Dr. João Alvares Carneiro se mudou para Portugal a fim de aprofundar seus estudos; formou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa, no mesmo ano. Adiante, em uma viagem, foi aprisionado por franceses e argelinos e, ao final desta experiência, desembarcou no Porto graças a um amigo antigo e patrício, que também era médico, que lhe deu a oportunidade de estudar em Lisboa, donde saiu para visitar, em viagem científica, vários portos da Ásia, até que regressou ao Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão em clínicas de forma brilhante e transformou-se no médico mais afamado de sua pátria. Ele possuía considerável popularidade, pois era o médico dos pobres, tratando-os gratuitamente.

Foi Membro fundador da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (atual Academia Nacional de Medicina) e seu Presidente no 1º trimestre de 1831. Cirurgião efetivo da Imperial Câmara, nomeado por D. Pedro I, em 1829. Médico do Hospital da Misericórdia (Santa Casa da Misericórdia) e Cirurgião da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo.

Faleceu em 18 de novembro de 1837.

Christovão José dos Santos

Nasceu em 23 de dezembro de 1790, em Desterro, atual Florianópolis – Santa Catarina. Filho de José Joaquim dos Santos e Gertrudes Maria do Nascimento.

Formado em Medicina no ano de 1816 pela Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ), foi o primeiro Cirurgião do Hospital Militar da Guarnição da Corte, reinado de D. Pedro I, nomeado em 20 de novembro de 1829.

Membro Titular e Fundador da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, depois Academia Imperial de Medicina, e, hoje, Academia Nacional de Medicina, Christovão José dos Santos foi empossado e considerado um dos Membros Natos em sessão de 30 de junho de 1829, e a presidiu no 3º e 4º trimestres de 1830.

Participou da Comissão de Salubridade Geral da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1830, juntamente com José Martins da Cruz Jobim e Joaquim José da Silva, que denunciou os maus tratos, a falta de um tratamento físico e moral condizentes, de um médico especialista, de enfermeiros competentes e, sobretudo, de condições higiênicas adequadas ao tratamento de alienados mentais reclusos nas enfermarias da Santa Casa da Misericórdia. A partir destas constatações passaram a reivindicar a implantação de um projeto de medicalização da loucura no Brasil e a criação de um hospício na cidade do Rio de Janeiro.

Faleceu em 21 de outubro de 1868.

Octaviano Maria da Rosa

Nasceu no Rio de Janeiro em 1801.

Formado em Cirurgia e em Medicina pela Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ).

Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, depois Academia Imperial de Medicina, foi empossado e considerado um dos Membros Natos em sessão de 30 de junho de 1829.

Octaviano Rosa foi Presidente da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, hoje, Academia Nacional de Medicina, no 2º trimestre de 1831 e em 1833.

Aos 41 anos de idade, uma enfermidade violenta o levou à morte prematura.

Faleceu em 29 de janeiro de 1842.

Miguel de Oliveira Couto

O Dr. Miguel de Oliveira Couto nasceu no Rio de Janeiro, no dia 1º de maio de 1865, filho de Francisco de Oliveira Couto e de Maria Rosa do Espírito Santo.

Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1885, defendendo a tese “Da etiologia parasitária em relação às doenças infecciosas”. Durante o curso médico, trabalhou sob a direção do professor José Pereira Rego e foi interno, por concurso, da Clínica Médica do Dr. João Vicente Torres Homem.

Em 1892, convidado por Azevedo Sodré, ingressa no Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e trabalha, também, no Hospital de São Sebastião, onde desenvolveu importantes estudos sobre a febre amarela.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentando memória intitulada “O pneumogástrico na influenza”, foi empossado no dia 1º de abril de 1897. Ocupou vários cargos em diretorias e tornou-se seu Presidente, de 1913 até 1915, porém, foi reeleito seguidamente. Tornou-se Emérito, em 1927, e foi aclamado Presidente Perpétuo, em 11 de julho de 1929. Presidiu a ANM até 1934, quando faleceu. É o Patrono da Cadeira 9.

Foi Professor de Propedêutica, substituindo a Francisco de Castro, e, mais tarde, Catedrático de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ) e Chefe da 18ª Enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, depois chefiada pelos Acadêmicos Pedro Alves da Costa Couto e José Galvão Alves. Na Santa Casa, estabeleceu memorável serviço donde promanaram inúmeras teses e memórias cobrindo toda a Clínica Médica e onde orientou inúmeros clínicos de escola, além de ter instalado na 7ª Enfermaria, que também chefiou, o primeiro aparelho se Raio X do Brasil. Foi o pioneiro da Medicina de Aviação.

O Dr. Miguel Couto também foi Membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e da Paraíba, Membro e Vice-Presidente da Sociedade Médica dos Hospitais do Rio de Janeiro e Membro do Conselho Técnico-Administrativo da Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, do Conselho Superior de Ensino e da Sociedade de Medicina de São Paulo, além de Sócio Benfeitor da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

Atuou como Membro Correspondente da “Societé de Pathologie Exotique” de Paris, da Academia de Medicina de Havana, da Academia de Medicina da Colômbia, da Sociedade Médico-cirúrgica do Equador, da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, da Sociedade Médica dos Hospitais de Paris, Membro Honorário da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Niterói, da Academia Nacional de Medicina da França, da Academia de Medicina de Buenos Aires, da Academia de Medicina de Berlim, da Real Academia Médica de Roma, da Associação Médica Argentina e do Instituto Brasileiro de Estomatologia. Fundou e integrou a Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal. É o Patrono da Cadeira 6 da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro e da Cadeira 39 da Academia Brasileira de Medicina Militar.

Além disso, destacou-se como Professor “Honoris Causa” da Universidade de Buenos Aires e da Universidade de Lima (Peru) e recebeu a Medalha da Instrução Pública da Venezuela e da Coroa da Bélgica.

Deixou vasta obra, destacando-se: “Dos espasmos nas afecções dos centros nervosos”, “A gangrena gasosa fulminante”, “Patogenias das icterícias” (com o Dr. Azevedo Sodré), “Diagnóstico Precoce da Febre Amarela pelo Exame Espectroscópico da Urina” e “Lições de Clínica Médica”.

Sua atividade não ficou limitada ao campo da medicina, tendo ocupado posição de relevo nas letras e na política. Era poliglota e profundo conhecedor da língua portuguesa.

Foi Membro da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, sendo eleito um Membro Imortal da ABL, em 1916.

Combateu, a imigração japonesa, que considerava poder vir a constituir sério perigo para o Brasil.

Na Associação Brasileira de Educação, a 2 de julho de 1927, proferiu uma conferência em que apresentava um projeto sobre educação, largamente distribuído em todas as escolas normais e institutos profissionais da então Capital Federal. Era sugerida, nesse documento, a criação do Ministério da Educação, com dois departamentos: o do ensino e o da higiene. Em 14 de novembro de 1930, um decreto do Chefe do Governo Provisório da República criava uma Secretaria de Estado, com a denominação de Ministério da Educação e Saúde Pública.

Em 1933, foi eleito Deputado Constituinte pelo Distrito Federal (Rio de Janeiro).

Um de seus filhos foi o Acadêmico Miguel Couto Filho, médico ilustre, Ministro da Saúde (1953-1954), Governador do Estado do Rio de Janeiro (1955-1958) e Senador (1959-1967).

Faleceu no dia 6 de junho de 1934, na sua cidade natal, em função de um ataque violento de “angina pectoris”.

O Anfiteatro da ANM leva o seu nome e, também em sua homenagem, foram nomeados o famoso Hospital Municipal Miguel Couto, no bairro da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro, e o bairro de Miguel Couto, na cidade de Nova Iguaçu, além de ruas e praças espalhadas pelo país.

Antonio Austregésilo Rodrigues Lima

Dr. Antônio Austregésilo Rodrigues de Lima nasceu em Recife, capital do Estado de Pernambuco, no dia 21 de abril de 1876, filho do advogado José Austregésilo Rodrigues de Lima e de Maria Adelaide Feitosa Lima.

Aos 16 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde doutorou-se em Medicina, em 1899, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo tese intitulada “Estudo clínico do delírio”. Ainda estudante, serviu como auxiliar na comissão médica que combateu a epidemia de cólera no Vale do Paraíba, em 1896. Frequentou, como interno, a enfermaria chefiada pelo Prof. Francisco de Castro e, em 1901, trabalhou com o Dr. Miguel Couto.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 4 de setembro de 1903. Ocupou vários cargos na diretoria e tornou-se Emérito em 22 de agosto de 1929. Foi Vice-Presidente entre 1933 e 1934 e Presidente nos biênios 1935/37, 1945/47 e 1949/51. É o Patrono da Cadeira 11.

Em sua primeira viagem à Europa, frequentou, na França, os serviços de Widal, Babinski e Dejorine, e, na Alemanha, os de Krause e Oppenheim. Posteriormente, já como professor consagrado de Neurologia no Brasil, visitou outros serviços de Neurologia e Neurocirurgia, particularmente nos Estados Unidos da América

Em 1909, foi designado Professor substituto de Clínica Médica, Patologia Interna e Clínica Propedêutica e, em 1912, Professor Catedrático da recém-criada Cadeira de Neurologia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ). Foi, ainda, Professor Honorário da Faculdade de Medicina de Pernambuco.

O Dr. Austregésilo foi Chefe da Seção Pinel do Hospício Nacional, onde criou e desenvolveu notável núcleo de estudos e ensino médico. Instalou a Clínica Neurológica na 20ª enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, ficando esse serviço clínico dividido em dois setores: Clínica Médica e Neurologia. Juntamente com os médicos Adauto BotelhoPernambuco Filho e Ulysses Viana, fundou o Sanatório Botafogo. Foi, também, médico da Policlínica de Botafogo.

É considerado o pioneiro da Neurologia e do estudo dos distúrbios do movimento no Brasil. Uma das contribuições mais lembradas de Antônio Austregésilo é o sinal semiológico que leva seu nome e do médico Faustino Esposel. O sinal de Austregésilo-Esposel é considerado um dos substitutos do sinal de Babinski (reflexo plantar) e foi publicado em 1912, no periódico L’Encéphale.

Austregésilo foi o introdutor e divulgador no Brasil de dois tratamentos para a síndrome parkinsoniana: o uso de escopolamina e a fórmula criada por Roemer, com o uso de sulfato de atropina. Este tratamento foi sugerido no artigo intitulado: “O tratamento atropínico da síndrome parkinsoniana” publicado em 1945.

Dirigiu o Instituto de Neuropatologia da Assistência a Psicopatas e os “Arquivos Brasileiros de Neurologia e Psiquiatria”. Foi Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Medicina legal e da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sifilografia, da Sociedade Brasileira de Criminologia, da Sociedade Brasileira de Educação, da Sociedade de Neurologia de Paris, da Sociedade Médica de Lisboa, da Sociedade de Psiquiatria de Paris e da Sociedade de Neurologistas da Alemanha.

Além disso, foi Membro Honorário da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, da Sociedade Médica de Pernambuco, da Sociedade de Medicina do Rio Grande do Sul, da Sociedade de Medicina de Niterói e da Academia de Medicina de Buenos Aires. Representou o Brasil em vários Congressos Internacionais de Medicina, de Neurologia e de Psiquiatria. Foi condecorado com a Medalha da Ordem de Santiago da Torre e Espada de Portugal, a Medalha da Ordem da Coroa da Romênia e a Medalha da Legião de Honra da França.

Em 1928, após retornar de viagem aos Estados Unidos, impressionado com a resolução diagnóstica e os resultados obtidos nos Serviços de Neurocirurgia de Harvey Cushing e Charles Frazier, designou, inicialmente, o cirurgião Augusto Brandão Filho, codenominado “príncipe dos cirurgiões” e, logo depois, Alfredo Alberto Pereira Monteiro e seu assistente, José Ribeiro Portugal, a iniciarem oficialmente o que veio a ser a Escola de Neurocirurgia Brasileira. Deve-se ressaltar seu dileto discípulo que o acompanhou até o final: Antonio Rodrigues de Mello.

Desde cedo trazia o pendor para a literatura. Ainda em sua terra natal, participou, precocemente, do movimento literário e artístico da Escola de Recife. Ingressou na Academia Brasileira de Letras, em 1914, tendo sido seu Presidente, em 1939.

Na política, foi Deputado Federal por Pernambuco, de 1922 até 1930.

Autor de várias obras, não só científicas, mas também de caráter literário, foi colaborador efetivo do periódico “Brasil Médico” e das revistas “A Noite”, “Revista Médica de São Paulo e da “Revista de Medicina”. Publicou, também, muitos trabalhos em jornais médicos brasileiros, franceses, alemães, americanos, espanhóis e argentinos.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, aos 84 anos, no dia 23 de dezembro de 1960.

O Salão Nobre da ANM leva o seu nome.

Aloysio de Castro

O Dr. Aloysio de Castro, médico, poeta, poliglota e musicista nasceu em 14 de junho de 1881, na cidade do Rio de Janeiro, filho do Acadêmico Francisco de Castro e de Maria Joana Monteiro Pereira de Castro. A convivência com os médicos que frequentavam a casa de seu pai, como Francisco de Paula FajardoAntonio Augusto de Azevedo SodréJoão Paulo de CarvalhoAugusto Brant Paes LemeEduardo Chapot-Prévost e Raimundo Nina Rodrigues, entre outros, foi um imperativo na sua decisão pela Medicina.

Tornou-se Doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, em 1903, defendendo tese intitulada “Das desordens da marcha e seu valor clínico”. Foi interno e assistente de na Cadeira de Clínica Propedêutica, de Miguel Couto, estabelecendo-se entre eles uma relação de “mestre e discípulo”.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina com a memória intitulada “Sobre o Síndrome de Stokes-Adams”, e tomou posse em 21 de julho de 1904. Tornou-se Emérito em 23 de novembro de 1933 e presidiu a ANM de 1937 a 1942 e de 1943 a 1945. É o Patrono da Cadeira 58.

Em 1906, a Congregação da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro conferiu-lhe um prêmio por ter sido o melhor aluno de sua turma, o qual lhe possibilitou uma viagem à Europa para aperfeiçoar-se em semiologia nervosa. Realizou este aperfeiçoamento no Hospital Bicêtre, na França, com o neuropatologista Pierre Marie, considerado à época a maior expressão da neurologia. Frequentou sua enfermaria e laboratório, tornando-se seu assistente assíduo. Frequentou, também, o Hospice de la Salpêtrière, L´Hospice de La Charité e os Hospitais Necker, Beaujon, Saint-Louis, o Hôtel-Dieu e o Val-de-Grâce.

Ao retornar ao Brasil, em 1907, reassumiu seu posto, como assistente de clínica propedêutica, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e também na 7ª enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, para o qual havia sido indicado, desde seu doutoramento.

Foi Professor Catedrático de Patologia Médica, de 1909 a 1914, e de Clínica Médica, de 1915 a 1924, além de Diretor, de 1915 a 1925, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ); durante sua gestão, foi inaugurado o novo edifício na Avenida Pasteur e criado o Instituto de Radiologia, inaugurado em 1919 e instalado no Pavilhão “Francisco de Castro”, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, onde ocupou a 4ª Enfermaria.

O Dr. Aloysio de Castro foi Subcomissário de Higiene e Assistência Pública do Rio de Janeiro, Chefe da 4ª Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia e Chefe do serviço de Clínica Médica da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, onde empregou a cinematografia de casos observados para ilustração de suas aulas, introduzindo, igualmente, o ensino clínico em ambulatório.

Foi também Membro da Comissão de Cooperação Intelectual da Sociedade da Liga das Nações, Diretor Geral do Departamento Nacional de Ensino e do Instituto Ítalo-Brasileiro de Alta Cultura, Professor Honorário das Faculdades de Medicina de Montevidéu e de Buenos Aires, Membro correspondente da Academia de Medicina de Paris e da Academia de Ciências de Lisboa, Membro da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal do Rio de Janeiro e da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, Professor “Honoris causa” da Faculdade de Medicina de Niterói, Professor Emérito da Universidade do Brasil, Membro da Academia Pontifícia de Ciências do Vaticano e da Academia Brasileira de Letras, da qual foi Presidente em 1930 e em 1951.

É considerado o precursor da Neurossemiologia no Brasil e foi agraciado, pelo governo brasileiro, com a Grã-Cruz do Mérito Médico.

Escreveu artigos, ensaios, discursos e livros sobre os mais variados assuntos, além de composições musicais. No campo da Medicina, destacam-se as obras “Notas e observações clínicas” (três volumes), “Distrofia gênito-glandular”, em parceria com Oscar de Souza, “Discursos, conferências e escritos vários” e “Tratado de semiótica nervosa”.

Colaborou com trabalhos publicados em jornais e revistas nacionais e estrangeiras, tais como: Brasil-Medico, Annaes Paulistas de Medicina e Cirurgia, Annaes da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, Revista Brasileira de Medicina e Pharmacia, Jornal dos Clínicos, Folha Médica, A Patologia Geral, Revue Neurologique, Nouvelle Iconographie de la Salpetriére, Encephale, Presse Médicale e Neurologische Zentralblatt.

Faleceu na sua cidade natal, no dia 7 de outubro de 1959.

Em 1964, o Instituto de Cardiologia, criado em 1941 pelo Presidente Getúlio Vargas, passou a se chamar Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (IECAC) em homenagem ao ilustre médico e foi instalado no antigo Hospital dos Radialistas, localizado no bairro do Humaitá, no Rio de Janeiro.

Joaquim Moreira da Fonseca

O Dr. Joaquim Moreira da Fonseca nasceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 21 de julho de 1886. Foi filho de Manoel Moreira da Fonseca e Luiza Mendes da Luz Fonseca.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1910 defendendo tese intitulada “Contribuição ao estudo do núcleo lenticular”.

Foi empossado Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 16 de outubro de 1919 com a Memória “Insuficiência suprarrenal na gripe”, e eleito Emérito em 1945. Ocupou vários cargos na Diretoria, foi Vice-Presidente entre 1938 e 1942, e Presidente entre 1942 e 1943.

Foi Livre Docente de Clínica Médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ) e Professor Catedrático de Doenças Tropicais e Infecto-contagiosas da mesma Faculdade. Recebeu o Prêmio Costa-Alvarenga, concedido pela Academia Nacional de Medicina em 1914.

Foi também Sócio efetivo e secretário geral da Sociedade Médica de São Lucas, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sifilografia, da Sociedade Brasileira de Medicina Interna, da Sociedade de Patologia Infecciosa de Buenos Aires. Além de Membro efetivo da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, da Sociedade Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal, Membro e Secretário da Sociedade Médica dos Hospitais, do Rio de Janeiro, e Membro Emérito da Academia Brasileira de Medicina Militar.

O Dr. Moreira da Fonseca foi Membro Honorário da Sociedade Brasileira de Pediatria, da Sociedade Médica de Petrópolis, da Sociedade Médica de Lourdes, da Academia Brasileira de História da Medicina, da Academia de Medicina de São Paulo, da Associação Médica Argentina e Presidente da Delegação oficial do Brasil na IIIª Conferência Internacional sobre Poliomielite, em Roma.

Ele foi condecorado com a Medalha Carlos Chagas, do Mérito Médico Nacional. Comendador da Ordem Pontifícia de São Gregório Magno, da Ordem Pontifícia “Pro Ecclesia et Pontífice”, da Ordem de São João de Latrão (Roma), Comendador, com placa, da Ordem do Santo Sepulcro; e da Ordem do Mérito Médico – Grande Oficial.

Faleceu no dia 1º de maio de 1970.

Raul David de Sanson

O Dr. Raul David de Sansonnasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de fevereiro de 1887, filho de Henrique Pedro David de Sanson e D. Henriqueta David de Sanson.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1909, apresentando tese de doutoramento no ano seguinte cujo tema foi “Operação de Lagrange para prótese ocular”. Ainda estudante, foi auxiliar do Instituto Vacínico Municipal, em 1906 e 1907. Frequentou como interno, na Santa Casa de Misericórdia, as enfermarias de Domingos de Góes e Vasconcelos, Silvio Moniz, Almeida Magalhães e Miguel Pereira. Após a formatura, mudou-se para a Alemanha para frequentar aulas em clínicas de Hamburgo e da Universidade de Heidelberg.

Ao retornar ao Rio de Janeiro, especializou-se em Otorrinolaringologia e Oftalmologia junto ao Acadêmico Hilário de Gouvêa. Obteve, em 1920, após um concurso de provas e títulos, o título de Docente da Faculdade Nacional de Medicina.

Adiante fez outras especializações na Alemanha em Cirurgia Plástica e, ao retornar oficialmente ao Brasil, tornou-se chefe de vários serviços de Otorrinolaringologia no Rio de Janeiro, tais como da Policlínica de Botafogo, do Hospital São João batista da Lagoa, Hospital de Nossa Senhora da Saúde e da Fundação Gaffrée e Guinle.

Tornou-se Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, em 15 de outubro de 1925, apresentando Memória intitulada “Considerações sobre a técnica da intervenção de Killian”, e tornou-se Emérito em 1957. Ocupou vários cargos na diretoria e foi Presidente entre 1947 e 1949. Além disso, o Dr. Sanson é Patrono da Cadeira 75 da Secção de Cirurgia da ANM. Nesta gestão, teve o encargo de conseguir a doação de terreno para a construção da atual sede da Academia.

Foi também Professor Catedrático de Otorrinolaringologia das Faculdades de Medicina das atuais UFRJ e UERJ e o pioneiro na cirurgia do câncer de laringe e grande defensor da via externa no tratamento das sinusites fronto-etmoidais.

Foi fundador e Vice-presidente na primeira diretoria da Sociedade de Otorrinolaringologia do Rio de Janeiro, Membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, da Sociedade de Dermatologia e Sifilografia, da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal, da Sociedade Francesa de Bronco-esofagologia, Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e do Colégio Internacional de Cirurgiões, Membro Correspondente da Sociedade Belga de Otorrinolaringologia e Membro Honorário da Sociedade de Medicina de Petrópolis e da Sociedade Otorrinolaringológica do Uruguai.

Escreveu diversos trabalhos científicos e foi colaborador da “Revista Brasileira de Cirurgia”. Foi sócio da Academia Brasileira de Imprensa, admitido em 1943.

Em 1950, foi condecorado pelo governo francês com a Medalha da Legião de Honra da França.

O Dr. Sanson faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 10 de agosto de 1962.

Jacintho Rodrigues Pereira Reis

Dr. Jacintho Rodrigues Pereira Reis nasceu em 1768, filho de José Rodrigues Pereira e Joaquina Ignacia da Rosa. Formado em Medicina no ano de 1831 pela Escola Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ). Cirurgião Honorário da Câmara Imperial, reinado de D. Pedro I, nomeado em 20 de agosto de 1830.

O Dr. Jacintho Rodrigues foi Diretor do Instituto Vacínico e Membro Titular da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, que se tornou Academia Imperial de Medicina. Foi empossado e considerado um dos Membros Natos em sessão de 30 de junho de 1829. Foi presidente da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, que hoje é a  Academia Nacional de Medicina, no quarto trimestre de 1831.

Fundou em junho de 1859 junto com seu sobrinho e genro, o Instituto Hahnemaniano do Brasil, do qual foi Presidente. Foi condecorado com o oficialato da Ordem da Rosa e Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Escreveu: “O amigo da razão” carta aos redatores do “Reverbo”, em 1822; “Reflexões às calunias tecidas pelo cirurgião formado Joaquim José da Silva ao Dr. Joaquim Candido Soares de Meirelles”, em 1831; “Estado da vacina no Brasil”, em 1851-1852, nos Anais Brasilienses de Medicina e “Medidas contra o cólera-morbus”, nos Anais Brasilienses de Medicina, em 1856.

Faleceu em 13 de março de 1882, com a idade de 114 anos.

Álvaro Cumplido de Sant’Anna

O Dr. Álvaro Cumplido de Sant’Anna nasceu no Rio de Janeiro no dia 26 de maio de 1896. Foi filho de José Joaquim Rodrigues de Sant’Anna e D. Hercília Cumplido de Sant’Anna.

Doutorou-se em Medicina em 1918 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Tornou-se Livre docente em Microbiologia pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ). Professor Catedrático de Urologia pela Faculdade de Ciências Médicas da qual foi Diretor (atual UERJ).

Tornou-se Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 26 de junho de 1930 apresentando Memória intitulada “Tratamento dos blastomas vesicais por via transuretral”, e tornou-se Emérito em 1980. Ocupou vários cargos na Diretoria, foi Vice-Presidente entre 1949 e 1951 e Presidente entre 1951 e 1953 e 1953 e 1955. Foi o grande realizador da construção do prédio sede atual da Academia Nacional de Medicina, tendo sido reeleito para o biênio seguinte, por alteração dos estatutos, afim de completar seu trabalho.

Foi também Membro Benfeitor da Sociedade Brasileira de Proctologia, Membro da “Societé Internationale d’Urologie”, da Sociedade Brasileira de Urologia da qual foi Presidente, da Associação Latino-Americana de Academias de Medicina, da Confederação Americana de Urologia da qual foi Presidente várias vezes passando a Presidente Permanente, Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina do México, da Academia Brasileira de Medicina Militar, do Instituto Brasileiro de História da Medicina, da Sociedade Peruana de Urologia.

Foi Presidente de Honra da Associação Espanhola de Urologia, Medalha do Pacificador do Exército Brasileiro, Comendador da Ordem de Isabel a Católica da Espanha, Grã-Cruz da Ordem do Mérito Médico, Medalha de Honra do Ministério da Guerra da França, Medalha da Vitória e Cruz de Campanha do governo do Brasil.

O Dr. Cumplido de Sant’Anna faleceu em 28 de agosto de 1980.

Deolindo Augusto de Nunes Couto

Nasceu no Piauí em 1902. Doutor em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil em 1926. Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 20 de agosto de 1942. Emérito em 1976. Participou de várias Diretorias. Presidente em 1955-59, 1969-71, 1973-75, 1977-79, 1981-83. Professor Catedrático de Neurologia e depois Emérito da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ). Professor Catedrático de Clínica Neurológica da UFF e da UNIRIO. Vice-Reitor e Reitor da UFRJ. Criador do Instituto de Neurologia da UFRJ, que hoje leva o seu nome. Membro de inúmeras sociedades médicas. Membro da Academia Brasileira de Letras.

Medalha do Mérito Oswaldo Cruz, medalha da Academia de Ciências de Lisboa, do Mérito Civil da Espanha, do Mérito Médico Nacional, do Mérito Aeronáutico, do Mérito de D. João VI, da Ordem do Mérito Naval, do Mérito Educativo, do Mérito Coronel Assunção (Polícia Militar do Estado da Guanabara, medalha da Legião de Honra da França.

Faleceu em 29 de maio de 1992.

Ugo Pinheiro Guimarães

O Dr. Ugo Pinheiro Guimarães nasceu no Rio de Janeiro no dia 12 de março de 1901. Filho de Francisco Pinheiro Guimarães e D. Maria Joaquina Pinheiro Guimarães.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil em 1923 defendendo a tese: “Cirurgia e Medicina”. Fez residência médica no Sloan Ketering Memorial Hospital, de Nova York.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 11 de abril de 1940 apresentando Memória intitulada “Estudo anatomo-clínico radiológico da mama normal e patológica”, tornou-se Emérito em 1970 e a presidiu no biênio 1959/61.

O Dr. Pinheiro Guimarães foi Professor Catedrático de Cirurgia, Patologia e Propedêutica Cirúrgica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ); Catedrático de Propedêutica Cirúrgica na Escola de Medicina e Cirurgia (UNIRIO); Emérito das Universidades Estadual, UNIRIO e UFRJ; Membro do “American College of Surgeons” e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, do qual foi duas vezes Presidente; Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Tuberculose; Membro da Sociedade Brasileira de Urologia, da Associação Médica Pan-Americana, da “Societé Internationale de Chirurgie”, do Colégio Internacional de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cancerologia. Diretor do Serviço Nacional de Câncer inaugurou em sua gestão o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o dirigiu de 1970 a 1972. Membro correspondente da Sociedade Argentina de Urologia, da Associação Médica da Argentina, da Academia de Medicina de Nova York e da Sociedade de Cirurgiões do Paraguai.

Ele representou o país em inúmeros Congressos Internacionais, além de integrar o Comitê de Premiação do Prêmio Nobel. Foi congratulado com o Prêmio Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Além disso foi condecorado com grau Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Médico e Oficial da Legião de Honra da França. Recebeu Medalha de Mérito da Cruz Vermelha Brasileira, da Associação de Cirurgiões Militares dos Estados Unidos, da Ordem do Mérito Naval, Medalha Clementino Fraga, da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal, da Ordem de Leopoldo da Bélgica.

Faleceu em 29 de dezembro de 1992.

José Martins da Cruz Jobim

José Martins da Cruz Jobim nasceu na cidade de Rio Pardo, na então província do Rio Grande do Sul, em 26 de fevereiro de 1802, filho mais velho do tenente português José Martins da Cruz Jobim e de sua primeira esposa, Eugênia Rosa Pereira Fortes. Entre seus irmãos estava Antônio Martins da Cruz Jobim, mais tarde Barão de Cambaí. Filho de pais pobres, mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro para receber uma educação mais aprimorada, tendo sido matriculado no extinto Seminário Episcopal de São José. Foi médico, professor e político brasileiro do século XIX, um dos pioneiros da Psiquiatria no Brasil.

Foi um dos fundadores da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, criada em 1829 e posteriormente denominada Academia Imperial de Medicina, juntamente com Joaquim Candido Soares de MeirellesLuiz Vicente De SimoniJosé Francisco Xavier Sigaud e Jean Maurice Faivre. Foi Presidente da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, no 3º trimestre de 1831, 3º e 4º trimestres de 1834. Foi Presidente da Academia Imperial de Medicina nos períodos de 1839-1840 e 1848-1851.

Casou-se, em 1830, com Maria Amélia Marcondes do Amaral, de família paulista, com quem teve sete filhos. Uma de suas filhas, Luiza Marcondes Jobim, casou-se com Vicente Cândido Figueira Sabóia, posteriormente Visconde de Sabóia, que foi Presidente da Academia Nacional de Medicina em 1891-1892 e é o Patrono da Cadeira n. 63.

Viajou para a França em 1821, onde ingressou na Faculté de Médecine de Montpellier, tendo se transferido, posteriormente, para a Faculté de Médecine de Paris, instituição na qual diplomou-se como bacharel em Ciências Físicas (1826) e doutor em Medicina (1828).

Ao retornar ao Brasil, em 5 de março de 1828, foi nomeado médico do Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, onde chefiou uma de suas enfermarias. Teve presença marcante nesta instituição, exonerando-se de suas funções no ano de 1859. Em 1860, lhe foi concedido o título de primeiro e único médico honorário do Hospital da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Dedicou-se, também, a atividades clínicas em seu consultório particular, situado à rua do Lavradio n. 53, no bairro da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro.

José Martins da Cruz Jobim participou de várias comissões organizadas pela Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo sido, em 1830, indicado como relator da Comissão de Salubridade designada para examinar a situação das prisões, hospitais, casa de expostos e hospícios. Neste mesmo ano, integrou a comissão encarregada, pela Câmara dos Deputados, de elaborar um plano para as escolas médicas. O projeto produzido intitulou-se “Plano de Organização das Escolas Médicas do Império”, redigido pela Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, por Convite que a Augusta Câmara dos Deputados lhe dirigiu em 07 de outubro de 1830, e foi apresentado por José Martins da Cruz Jobim à Câmara dos Deputados do Império, sendo votado e aprovado.

A intersecção entre as doenças infecciosas, a pobreza e a doença mental foi um assunto importante para a Neuropsiquiatria brasileira no início do século XIX. José Martins da Cruz Jobim estava engajado em uma abordagem higienista baseada em estudos sintomatológicos e anatomopatológicos. Escreveu “Insânia loquaz” em 1831, o primeiro texto escrito sobre doença mental no Brasil, baseado em dados clínicos e patológicos compatíveis com meningite tuberculosa. Assim, Jobim é considerado um dos pioneiros da Psiquiatria no Brasil e merece o título de primeiro Neuropsiquiatra do Brasil.

Na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, foi Lente de Medicina Legal e Toxicologia entre 1833 e 1854, e Diretor entre 1842 e 1872, tendo sido jubilado e aposentado como diretor em 1872.

Em 1844, José Martins da Cruz Jobim viajou para Nápoles (Itália) como emissário particular de D. Pedro II junto à Corte do Rei das Duas Sicílias e, no seu retorno, foi designado médico da comitiva do Imperador que realizaria sua primeira visita às províncias do sul do império brasileiro. Nesta ocasião, foi nomeado, ainda em Porto Alegre, para o Conselho da Coroa.

Foi deputado geral, na 7ª e 8ª legislaturas, pela província do Rio Grande do Sul (1849-1851) e senador do Império, pela província do Espírito Santo (1851), cargo este que assumiu em 6 de maio de 1851 e permaneceu até a data de sua morte, em 1878.

Cruz Jobim foi Conselheiro do Imperador e Membro Correspondente da Real Academia de Ciências de Nápoles e de Lisboa e agraciado com as Comendas da Ordem da Rosa e de Cristo, e da Imperial Ordem da Rússia de S. Estanislau.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1878.

Teve o seu necrológio escrito por José Eduardo Teixeira de Souza, Orador oficial da Academia Imperial de Medicina, em 30 de junho de 1879, na sessão comemorativa do cinquentenário da Instituição.

Entre as homenagens prestadas a José Martins da Cruz Jobim, destacam-se a emissão de selo comemorativo por ocasião do 150º aniversário de seu nascimento, pelo Departamento dos Correios e Telégrafos (lei nº 1.671, de 12/09/1952), e a mudança do nome da Rua Constantino Alves, situada no bairro de Irajá, na cidade do Rio de Janeiro, para Rua Cruz Jobim (Decreto n. 5.224, de 5/04/1935).

Olympio Oliveira Ribeiro da Fonseca

O Dr. Olympio Oliveira Ribeiro da Fonseca nasceu no Rio de Janeiro no dia 07 de maio de 1895. Filho do Dr. Olympio Arthur Ribeiro da Fonseca que foi Secretário Geral e, depois, Secretário Perpétuo da Academia Nacional de Medicina, e de D. Elisa Oliveira Ribeiro da Fonseca.

Graduou-se em Microbiologia e Zoologia Médica pelo Curso de Aplicação do Instituto Oswaldo Cruz e doutorou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil em 1915, apresentando a tese “Estudos sobre os flagelados parasitos”.

Ele foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 21 de junho de 1928 e tornou-se Emérito em 1960. Ocupou vários cargos na Diretoria e foi Presidente entre1961 e 1963.

O Dr. Olympio da Fonseca foi Professor Catedrático de Biologia Geral da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Estado da Guanabara, Professor Catedrático de Parasitologia da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ), Diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Fundador e Presidente da Sociedade Brasileira de Biologia.

Além disso, foi Presidente de Honra e Perpétuo da Sociedade Franco-Brasileira de Medicina, Presidente da Sociedade Médica da Língua Portuguesa, Membro Titular e Presidente da Sociedade Brasileira da História da Ciência, Membro da Academia Brasileira de Ciências, , Membro Honorário da Academia Brasileira de Medicina Militar, da Academia Francesa de Microbiologia, da Academia Real de Medicina da Bélgica, da Sociedade Micológica da França, da Sociedade Francesa de Microbiologia, da Sociedade de Microbiólogos Espanhóis, da Sociedade Belga de Medicina Tropical.

Medalha da Legião de Honra (França), Grã-Cruz da Ordem do Mérito Médico, Comendador da Ordem do Mérito Militar, da Ordem de Daneborg (Dinamarca), da Ordem Nacional de Saúde Pública (França), Medalha Naval de Serviços Distintos (Brasil), medalha da Ordem Nacional do Mérito do Paraguai, Presidente Somoza e Miguel Larreinaga (Nicarágua). Além de Membro correspondente de Academias e Sociedades de Medicina de Buenos Aires, Caracas, Paris, Londres, França, Argentina Alemanha e Equador.

O Dr. Fonseca faleceu de mal súbito em 10 de abril de 1978.

Inaldo de Lyra Neves-Manta

O Dr. Inaldo de Lyra Neves-Manta nasceu na cidade de Jaboatão, no Estado de Pernambuco, no dia 3 de setembro de 1903. Filho de João da Silva Neves-Manta e Joana de Lyra Neves-Manta.

Doutorou-se em Medicina em 1929 pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ).

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 26 de julho de 1945 apresentando Memória intitulada “As Toxicomanias. Fundamento Ético, Sociológico e Terapêutica Clínica”. Tornou-se Emérito em 1984 e ocupou vários cargos na diretoria. Foi Presidente entre 1963 e 1965 e 1967 e 1969.

Livre Docente em Clínica Psiquiátrica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, Professor Titular de Clínica Psiquiátrica da mesma Universidade, da Faculdade de Medicina de Vassouras e da Escola de Medicina Souza Marques, Professor “Honoris Causa” da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco e da Fundação de Ensino Superior de Olinda.

O Dr. Neves-Manta criou, implantou e dirigiu o Serviço de Medicina e Higiene Mentais – IPASE. Foi membro de elevada honra, fundador e titular da Associação Brasileira de Medicina Aeroespacial.

Foi também Professor Emérito das Faculdades de Medicina de Vassouras e da Faculdade de Medicina de Teresópolis, Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal, da Sociedade Brasileira de Criminologia, da Associação Brasileira de Psiquiatria, da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro – da qual foi Presidente -, da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores da qual foi Presidente.

Além de Membro do Instituto Brasileiro de História da Medicina, da Academia Brasileira de Medicina Militar, Membro Correspondente da Academia Nacional de Medicina do Peru, da Academia Alagoana de Letras, da Academia Dominicana de Letras, da Academia de Medicina de São Paulo ,Membro Honorário da Academia Nacional de Farmácia, do Instituto Brasileiro de História da Medicina, da “Societé Psychologique” de Paris, Membro Emérito da Academia Pernambucana de Medicina, Comendador da Ordem Nacional de Mérito Médico, da Ordem de San Carlos da Colômbia, colar D. Pedro I, colar Humberto Castelo Branco do Instituto Centro Americano de Cultura (PE), Medalha de Vital Brasil, Pereira Passos, Clementino Fraga e Oswaldo Cruz.

O Museu da ANM consagra o seu nome. Seu Busto foi entronizado no 7º pavimento da sede.

O Dr. Neves-Manta faleceu em 11 de janeiro de 2000.

Carlos Cruz Lima

O Dr. Carlos Cruz Lima nasceu em Belém do Pará, no dia 09 de novembro de 1902. Filho de Eládio de Amorim Lima e D. Lucinda Cruz Lima.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1926.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1945 apresentando Memoria intitulada “Um estudo sobre a regeneração sanguínea”. Ocupou vários cargos na Diretoria e foi Presidente da ANM entre 1965 e 1967.

Foi Livre Docente e Professor Catedrático de Clínica Médica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil e Professor Titular da Faculdade de Medicina Souza Marques. Além disso, exercendo seu cargo de Escrivão da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, integrou, como Presidente, a comissão permanente de Residência Médica, ascendeu ao cargo de Diretor e de Assessor Médico desta Irmandade.

Foi também Membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, da qual foi Presidente; da Sociedade de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal; da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e da Sociedade Brasileira de Cardiologia. E, ainda, Presidente da Associação Brasileira de Escolas Médicas

O Dr. Cruz Lima faleceu em 26 de maio de 1988.

José Francisco Xavier Sigaud

José Francisco Xavier Sigaud nasceu em Marselha, França, em 2 de dezembro de 1796. Filho de Jeronymo Sigaud e de Marie Catarine Eyglument.

Era bacharel em Letras e iniciou seus estudos na Faculté de Medicine de Montpellier (França). Doutorou-se em Medicina pela Faculté de Médecine de Strasbourg, em 7 de setembro de 1818, com a tese “Recherches et observations sur la phthisie laryngée” (Pesquisas e Observações sobre a Laringite Tuberculosa).

Em decorrência da perseguição política no contexto antibonapartista do reinado (1824-1830) de Charles X na França, Sigaud emigrou para o Brasil, desembarcando na cidade do Rio de Janeiro em 7 de setembro de 1825, onde se estabeleceu.

José Francisco Xavier Sigaud veio recomendado por carta de Ange Hyacinthe Maxence de Damas de Cormaillon, Barão de Damas e então Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, a Jacques-Marie Aymard, Conde de Gestas e Cônsul Geral da França no Brasil. Esta correspondência recomendava Sigaud como médico e naturalista, com interesse em clinicar e realizar estudos no campo da história natural.

Fixando-se no Rio de Janeiro, tornou-se conhecido por sua intensa atividade editorial, desenvolvida em parceria com um compatriota, o livreiro Pierre Plancher.

A dupla Sigaud-Plancher tem grande importância para a história do livro e da imprensa no Brasil do Primeiro Reinado e do período regencial. Foi deles, por exemplo, a iniciativa de fundar, em 1827, o famoso Jornal do Commercio, que se tornaria um dos mais importantes jornais de grande circulação na capital do Império.

Em 1829, Dr. José Francisco Xavier Sigaud, juntamente com Joaquim Candido Soares de MeirellesJosé Martins da Cruz JobimLuiz Vicente De Simoni e Jean Maurice Faivre, fundou a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, cujas reuniões preparatórias foram realizadas nas residências dos médicos, inclusive na de José Francisco Xavier Sigaud, situada na rua do Rosário, n. 185. Coube-lhe a redação do projeto dos estatutos da fundação desta sociedade, sendo, ainda, seu presidente em várias ocasiões (2º trimestre de 1830, 1º e 2º trimestres de 1832, e no período 1851-1852).

Foi responsável pela fundação do primeiro periódico médico brasileiro em 1827, que ostentava o extenso título de “O Propagador das Sciencias Medicas ou Anaes de Medicina, Cirurgia e Pharmacia; para o Império do Brasil e Nações Estrangeiras”. Fundou o jornal da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, intitulado “O Semanário de Saúde Pública”, lançado em 3 de janeiro de 1831, do qual foi o editor até 1835. Em 1835, aliou-se novamente a seu amigo Plancher para editar o “Diario de Saude ou Ephemerides das sciencias medicas e naturaes do Brazil”, que existiu até 1836 – tendo como companheiros de redação o médico Francisco de Paula Cândido e Francisco Crispiniano Valdetaro, médico e professor das princesas filhas de D. Pedro II.

Nas páginas deste periódico, publicou parte do material que viria a constituir sua obra “Du climat et des maladies du Brésil ou statistique médicale de cet Empire” (1844).

Em 12 de novembro de 1833, foi nomeado, por José Bonifácio de Andrada e Silva, médico honorário da família imperial pelos serviços prestados a D. Pedro II, especialmente no tratamento de uma moléstia que acometera o Imperador. Em 1840, foi efetivado como médico da Imperial Câmara.

Em 15 de julho de 1843, viajou para a França com o intuito de buscar informações sobre a enfermidade (amaurose) que acometera a visão de sua filha e para editar seu livro “Du Climat et des Maladies du Brésil”. Nesta ocasião, em Paris, tendo em vista suas relações com Jean-Baptiste Debret (1768-1848) e Angel Renzi, respectivamente membro e administrador-tesoureiro do Institut Historique de France, Sigaud foi recebido em uma das sessões desta sociedade, realizada em 17 de janeiro de 1844, e fez a leitura de sua memória “Sur les progrès de la Géographie au Brésil et sur la necessité de dresser une carte générale de cet Empire”. Esta sua memória foi publicada no periódico “L´Investigateur – Journal de institut historique”. Contou, também, com a colaboração do escritor e viajante Jean Ferdinand Denis (1798-1890), especialmente pela cessão de documentos raros para sua obra, a qual foi publicada em Paris, em 1844. Sua obra, “Du climat et des maladies du Brésil ou statistique médicale de cet Empire”, foi muito bem recebida na França, principalmente na Academie Royal de Médecine de Paris, tendo sido, inclusive, condecorado com a Cruz da Ordem Real da Legião de Honra.

O Dr. José Francisco Xavier Sigaud retornou da França para o Brasil em 10 de agosto de 1844, onde sua obra foi igualmente bem recebida, tendo o Imperador distinguindo-o com a nomeação de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro e a Academia Imperial de Medicina, acolhendo-o com elogios.

Participou da criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, estabelecido pelo Decreto n. 1.428, de 12 de setembro de 1854. A criação desta instituição foi inspirada no Institut des Enfants Aveugles, em Paris, onde o jovem cego José Álvares de Azevedo, filho de Manoel Álvares de Azevedo, havia estudado. Este, ao retornar ao Brasil, se ofereceu para ser professor de Adèle Marie Louise Sigaud, filha de Sigaud, cega desde os 15 anos de idade, o que motivou a José Francisco Xavier Sigaud a empenhar-se pela criação de uma instituição nos moldes da francesa. Sigaud apresentou o jovem professor ao Imperador D. Pedro II, de quem Sigaud era médico particular, de forma a estimular a criação de tal instituição. O Imperial Instituto dos Meninos Cegos recebeu o apoio do Imperador D. Pedro II, e foi inaugurado em 17 de dezembro de 1854, na Chácara n. 3, do Morro da Saúde, próximo à Praia do Lazareto, na cidade do Rio de Janeiro. Sigaud foi seu primeiro diretor e permaneceu no cargo até a data de sua morte. Adèle Marie Louise Sigaud, sua filha, foi a primeira aluna e, posteriormente, professora de primeiras letras e de música do mesmo instituto.

Em 19 de junho de 1859, foi inaugurado um pedestal em homenagem a Sigaud no salão nobre do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, com os seguintes dizeres: “J. F. X. Sigaud collaborador de J. A. Azevedo na fundação do Instituto dos Meninos Cegos e primeiro director do mesmo instituto”. Em 1890, o instituto, então denominado Instituto Benjamim Constant, foi transferido para o prédio na Praia da Saudade (atual Avenida Pasteur, bairro da Urca), na cidade do Rio de Janeiro, e, nas proximidades deste novo prédio, posteriormente, foi aberta uma rua a qual foi denominada como Rua Dr. Xavier Sigaud.

Recebeu a Cruz da Legião de Honra da França e foi condecorado pelo Imperador D. Pedro II como Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e Membro Titular da Sociedade Real de Medicina de Marselha.

Faleceu em 10 de outubro de 1856, no Rio de Janeiro, pobre, dentro do Instituto Imperial dos Meninos Cegos.

José Leme Lopes

O Dr. José Leme Lopes nasceu no Rio de Janeiro em 20 de outubro de 1904. Filho de Tito Lopes Carvalho da Silva e Azálea Leme Lopes.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1928, apresentando tese intitulada “Do equilíbrio ácido-base do sangue e suas variações patológicas”.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 13 de abril de 1961, apresentando Memória “Estados depressivos na clientela”. Tornou-se Emérito em 1988 e a presidiu nos biênios 1971/73 e 1979/81.

O Dr. Leme Lopes iniciou sua vida profissional como médico interno na Casa de Saúde Doutor Eiras. Foi encarregado do Setor de Neuropsiquiatria Infantil do Instituto de Puericultura da Universidade do Brasil e Diretor do Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Foi Professor Catedrático e depois Emérito de Psiquiatria da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, Diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, Professor de Psiquiatria em várias escolas do Rio de Janeiro, Membro da Liga Brasileira de Higiene Mental e Membro da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e Higiene Mental. O Dr. Leme Lopes foi Membro Fundador e primeiro Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Além disso, foi “Life Member” da Society for Personality Assessment” de Nova York, Membro da Sociedade Intenacional Rorschach (Suiça), da “Societé Internationale pour la Psychologie de l’Expréssion”, Membro Fundador e Presidente da Sociedade Católica Internacional para os Estudos Médico-psicológicos, Membro Correspondente da “American Psychiatric Association”, da Academia de Medicina de Buenos Aires e da Academia de Ciências de Lisboa.

Membro Honorário da Sociedade Real de Medicina Mental da Bélgica, da Academia de Medicina da Colômbia, da Academia de Medicina do Chile e foi também intitulado Comendador da Ordem de Rio Branco (Ministério das Relações Exteriores) e da Ordem de San Carlos (Colômbia).

Recebeu as Medalhas da Ordem do Mérito Médico, Clementino Fraga, Oswaldo Cruz e do Estado da Guanabara.

Faleceu aos 86 anos em 04 de junho de 1990.

Edgard Magalhães Gomes

O Dr. Edgard Magalhães Gomes nasceu em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro no dia 02 de novembro de 1901. Filho de Horácio Magalhães Gomes e Lucila Magalhães Gomes.

Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1926.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 13 de junho de 1946 apresentando Memória intitulada “Aspectos anátomo-clínicos da Cardiopatia Reumática”. Tornou-se Emérito em 1945, Vice-presidente entre 1972 e 1974 e Presidente entre 1975 e 1977. Segundo o Acadêmico e Presidente Francisco Sampaio, Magalhães Gomes foi o Acadêmico responsável por mandar confeccionar os Painéis do Salão Nobre pelo famoso pintor Castellane, apesar da resistência que recebeu de alguns membros da Diretoria na época em que propôs, nos anos 1976-1977.

Professor Catedrático de Fisiologia da Faculdade de Ciências Médicas; Docente livre das cadeiras de Clínica Médica e de Propedêutica Médica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, de Clínica Médica da Faculdade Fluminense de Medicina e, da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ (das quais tornou-se Catedrático de Clínica Médica).

Foi também Livre Docente da Escola de Medicina e Cirurgia do Instituto Hannemaniano (Alopatia). Professor Titular da Faculdade de Medicina Souza Marques. Foi Professor Catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, posteriormente emérito.

O Professor Magalhães Gomes foi chefe das, 9ª e 22ª Enfermarias do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro e Irmão-mesário desta Irmandade. Além disso, foi Membro das Sociedades Brasileiras de Radiologia e de Gastroenterologia, Membro Titular da Academia Fluminense de Letras e da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Oftalmologia, Membro Honorário da Academia Brasileira de Medicina Militar, da Sociedade Brasileira de Reumatologia e da Sociedade de Cardiologia da França, Colômbia, México, Uruguai e do Colégio Americano de Cardiologia.

O Dr. Magalhães Gomes foi Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e membro do Instituto Histórico de Petrópolis. Recebeu o Prêmio Alfred Jurzykowsky, da Academia Nacional de Medicina, a medalha da Inconfidência do Governo do Estado de Minas Gerais e foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Médico.

Faleceu em 19 de outubro de 1986.

José de Paula Lopes Pontes

Nasceu em 2 de novembro de 1912, em Guaranésia (MG).

Filho de José Lopes Pontes e Calpurnia de Paula Pontes.

Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (atual UFRJ), em 1933.

Livre-Docente em Clínica Propedêutica Médica na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil; Professor Catedrático e Emérito de Clínica Médica da mesma Universidade. Diretor da Faculdade Nacional de Medicina (1970-1982), onde atuou como Diretor da Divisão Médica (1978). Professor de Dietoterapia do Instituto de Nutrição, Professor do Curso de Pós-graduação em Nutrologia e Gastroenterologia e Decano do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ.

Chefe do Serviço de Clínica Médica do Hospital Escola São Francisco de Assis, da Policlínica de Botafogo, e da 9ª Enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Organizou os Cursos de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1970).

Diretor do Departamento de Alimentação da Secretaria de Saúde Assistência da Prefeitura do Distrito Federal (1945), Diretor Responsável da Revista Brasileira de Medicina (1947), Presidente da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia e Nutrição e Diretor da Instituto de Nutrição Annes Dias do Estado da Guanabara.

Membro Fundador da Associação Brasileira de Escolas Médicas, Membro Fundador da International Society for the Study of Liver Diseases, Membro Associado da International Society of Internal Medicine da American Gastroenterological Association e do American College of Physicians. Foi Presidente da Associação Latino-Americana de Academias Nacionais de Medicina e da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia e Nutrição. Foi, ainda, Membro Honorário da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática e da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, além de Sócio correspondente da Academia Pernambucana de Medicina.

Recebeu ao longo da vida diversas honrarias e condecorações oficiais do mais alto grau, tendo sido condecorado Oficial da Ordem de Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores. Recebeu o Prêmio vocacional Valadão Pimentel pela Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro, a Medalha Anchieta pela Legião Brasileira de Assistência e a Medalha Clementino Fraga.

Foi membro de comissões examinadoras, participou de congressos e mesas redondas no Brasil e no exterior e publicou centenas de trabalhos e artigos científicos.

Em 2010 foi inaugurada a Clínica da Família Dr. José de Paula Lopes Pontes, em sua homenagem, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou Memória intitulada “Redução da Vida das Hematias na Cirrose Hepática”. Ocupou vários cargos em Diretorias e foi Presidente no biênio 1985-1987.

Faleceu em 11 de agosto de 1992.

Jorge Sampaio de Marsillac Motta

Nasceu em 30 de abril de 1911, em Dom Pedrito (RS).

Filho de Amâncio de Marsillac Motta e Thereza Sampaio de Marsillac.

Graduou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ), em 1933.

Durante a graduação, fez seu treinamento profissional com o Dr. Heleno da Costa Brandão, um dos fundadores do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Foi assistente da 1ª Cadeira de Clínica Cirúrgica e prestou seus serviços à Fundação Gaffrée Guinle.

O Dr. Jorge Marsillac foi um dos fundadores do Centro de Cancerologia, em 1938, anos mais tarde denominado Instituto Nacional de Câncer (INCA). Quatorze anos depois, foi responsável pela inauguração da Seção de Cirurgia de Cabeça e Pescoço no INCA – a primeira no país para o atendimento específico de portadores de lesões neoplásicas nessas regiões do corpo. Constituiu, ainda, o organograma da nova Seção, graças à experiência adquirida no período de treinamento no Memorial Hospital, em Nova York, nos EUA. Em 1967, foi nomeado Diretor do INCA, que, em 1968, comemorou 30 anos e foi alvo de um primoroso programa de pesquisas.

Foi Assistente Residente do Memorial Hospital de Nova York, Membro do Conselho Nacional de Saúde, Membro Fundador da Fundação Napoleão Laureano (João Pessoa – PB), Presidente das Sociedades Brasileiras de Cancerologia, Mastologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

Fundador e Presidente da Associação Brasileira de Assistência aos Cancerosos. Membro Titular da Academia Brasileira de Medicina Militar; da Academia Brasileira de Médicos Escritores; Titular e Presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; Professor Titular de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Escola Médica de Pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), e da disciplina de Cancerologia da Escola de Medicina Souza Marques do Rio de Janeiro.

Membro da Ordem Nacional do Mérito Médico, Membro Honorário da Academia Brasileira de Farmácia Militar e Médico do Ano (1988) da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.

Participou de inúmeros congressos e mesas redondas no Brasil e no exterior, integrou comissões examinadoras de concursos e publicou centenas de trabalhos e artigos científicos. Foi laureado com inúmeros prêmios e homenagens.

Em 1991, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço instituiu o Prêmio “Jorge de Marsillac”, em homenagem à obra do Acadêmico que, além de introduzir a Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Brasil, contribuiu ao longo de toda sua vida para a evolução da especialidade no país.

Em sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou Memória intitulada “Acidentes transoperatórios: complicações e sequelas”. Passou à categoria de Membro Emérito em 27 de outubro de 1994. Ocupou vários cargos da Diretoria e foi Presidente no biênio 1989-1991. Seu busto foi entronizado no hall de entrada do 7º pavimento da ANM.

Faleceu em 01 de outubro de 2001.

Rinaldo Victor De Lamare

Nasceu no dia 02 de janeiro de 1910, em Santos (SP).

Filho de Victor De Lamare e Conceição Menezes De Lamare.

Graduou-se em Medicina em 1932 pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ).

Considerado pelos colegas de profissão um dos melhores médicos do Brasil, Rinaldo Victor De Lamare foi o responsável por difundir, no início dos anos 30, o uso do soro caseiro como tratamento para a desidratação, ajudando a reduzir drasticamente a principal causa da mortalidade infantil durante décadas no Brasil.

Livre Docente de Pediatria na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, alcançando o cargo de Professor Titular de Pediatria e Puericultura e, posteriormente, Professor Emérito na Pontifícia Universidade Católica do RJ, onde galgou a Decania do Centro de Ciências Médicas e Biológicas.

Participou de várias sociedades médicas no exterior e viajou a vários países, participando de congressos científicos e ministrando conferências. Incansável, atuou ainda como diretor do Departamento Nacional da Criança do Ministério da Saúde e membro do Conselho Técnico de Saúde da Secretaria do antigo Estado da Guanabara, Diretor Superintendente e Vice-Presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), Delegado do Brasil às reuniões da UNICEF, no Departamento da ONU.

Em 1947, Rinaldo De Lamare passou três meses nos Estados Unidos, onde participou do V Congresso Mundial de Pediatria, que mudou os rumos da especialidade, com o aparecimento da penicilina, do fator Rh e da hidratação contínua gota a gota.

Presidiu a Sociedade Brasileira de Pediatria de 1948 a 1949, hoje a maior sociedade de especialidade do país. Foi um dos responsáveis pela nacionalização – com a filiação das entidades estaduais – e a aproximação com as entidades internacionais, como a Academia Americana de Pediatria, da qual era membro honorário. Foi Presidente também do Capítulo Brasileiro da American Society of Pediatrics, tendo frequentado vários congressos brasileiros e internacionais da especialidade.

Dentre as suas publicações, destaca-se o livro “A Vida do Bebê”, primeiro livro no Brasil com as noções básicas de pediatria, atualmente na 43ª edição. Com 6 milhões de exemplares vendidos, é considerado como uma verdadeira Bíblia para as mães brasileiras.

O médico orientou milhões de mães e pais sobre planejamento familiar, aleitamento materno, vacinação, primeiros socorros, doenças infantis e emergências pediátricas, fazendo grande uso dos jornais, rádio e televisão para divulgar suas ideias.

Em 1964, o médico lançou ainda o livro “A vida de nossos filhos”, visando oferecer orientações sobre o crescimento e a saúde de crianças entre 2 e 16 anos, cuja edição de 2017 foi revista e atualizada, sob a coordenação do Dr. Edimilson Migowski, professor-adjunto da UFRJ e diretor do Departamento de Pediatria da mesma universidade.

Recebeu inúmeras homenagens, tendo sido reconhecido como “o Pediatra mais famoso do Brasil”. Além deste fato, foi condecorado pelo Exército Brasileiro com a “Ordem do Pacificador”; nomeado Comendador e Grande Oficial da Ordem do Mérito Médico e do Mérito Legionário da LBA; recebeu as medalhas do Mérito Professor Clementino Fraga; de Insigne Benfeitor do Instituto Domingos Sávio e a Medalha do Estado da Guanabara. Aos 90 anos, recebeu o título de Médico do Ano, da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.

Em julho de 2000, aceitou o convite da SBP e esteve presente no lançamento da pedra fundamental do Memorial da Pediatria Brasileira, no Rio de Janeiro. Na ocasião declarou que “desde o lançamento de seu livro, a pediatria e a medicina em geral passaram por três grandes revoluções: a descoberta dos antibióticos, a criação de importantes vacinas e as grandes campanhas pelo aleitamento materno”.

No Rio de Janeiro, a prefeitura o homenageou em 2004, dando o seu nome à uma escola municipal e a um centro de cidadania, localizados no prédio do antigo Hotel São Conrado, reforçados com a inauguração, em 2010, da Clínica da Família Rinaldo De Lamare.

O Acadêmico teve entre seus clientes netos de presidentes, como os de Epitácio Pessoa, Arthur Bernardes, Castello Branco, Garrastazu Médici, entre outros. O médico só parou de clinicar em 1985, aos 75 anos, após se submeter à primeira das quatro cirurgias de ponte de safena.

Em sua gestão presidindo a Academia Nacional de Medicina, Albert Sabin proferiu o seu “Testamento Científico” em Memorável Sessão Solene na ANM.

Foi eleito Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina em 1974 e torna-se Membro Titular da Secção de Medicina em 25 de novembro de 1982 apresentando Memória intitulada “Meningites”. Foi Presidente da ANM entre 1991 e 1993.

Faleceu em 28 de abril de 2002.

Sergio d’Avila Aguinága

Nasceu em 19 de junho de 1922, no Rio de Janeiro (RJ).

Filho de Armando Aguinaga, médico e um dos fundadores da escola Ana Neri, e Alice d’Avila Aguinága.

Graduou-se na Faculdade Nacional de Medicina de Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1947. Residência em Urologia pelo Mass General Hospital, em Boston, EUA.

Livre Docente de Clínica Urológica (1958) e Professor Catedrático de Urologia (1967) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ); Professor de Urologia das escolas de Enfermagem Raquel Haddock Lobo e Ana Nery (1963); Professor do Curso de Pós-Graduação em Nefrologia da Cadeira de Clínica Médica da UERJ (1984) e Professor Titular de Urologia da Escola de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas (1985).

Organizou o Curso de Mestrado em Urologia da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ, em 1989, sendo seu primeiro coordenador.

Na UERJ, foi Vice-Diretor do Hospital das Clínicas, Chefe do Departamento de Especialidades Cirúrgicas e Membro Efetivo do Conselho Universitário, do Conselho Superior de Ensino e Pesquisa, e do Conselho Departamental da Faculdade de Ciências Médicas. Foi Chefe do Serviço de Urologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto por 25 anos e Chefe da Unidade de Transplantes Renais.

Foi Chefe do Serviço de Urologia da Policlínica de Copacabana e da Policlínica dos Pescadores, do Ministério da Agricultura, e Cirurgião Chefe do Hospital Central do Serviço de Assistência a Menores.

Médico licenciado pela Ordem dos Médicos de Portugal. Clinical Fellow no Massachussetts General Hospital (EUA); Honorary Clinical Consultant na Universidade de Cambridge (Inglaterra).

Membro fundador da Associação de Amigos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (AMHOP) e Presidente desta Associação de 1988 a 1991.

Além disso, foi Membro de diversas Sociedades Médicas, podendo-se destacar a Real Academia de Medicina da Espanha; a Sociedade Brasileira de Urologia, na qual foi Tesoureiro por 4 anos consecutivos e Presidente de 1977 a 1979; o Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Academia Brasileira de Medicina Militar. Foi ainda Redator Chefe do Jornal Brasileiro de Urologia (1997-1999) e Vice-Presidente do Centro de Estudos Médicos do Banco do Brasil (1965).

Publicou centenas de trabalhos científicos e teses relacionadas a urologia, além de 6 livros. Participou de diversos congressos e mesas redondas no Brasil e no exterior, foi membro de inúmeras comissões examinadoras, ministrou e organizou centenas de cursos, reuniões e simpósios.

Recebeu inúmeros títulos honoríficos, como a Medalha Nacional Juscelino Kubitschek de Oliveira, da Sociedade Brasileira de Urologia e as medalhas “Clementino Fraga” – pela UERJ; “Santos Dumont” e Comendador da Ordem do Mérito Aeronáutico – pelo Ministério da Aeronáutica; “Amigo da Marinha”, “Tamandaré” e o “Mérito Naval” – pelo Ministério da Marinha. Recebeu as medalhas de Mérito do Hospital Naval Marcílio Dias e “Avante Bombeiro”. Agraciado com a Medalha do Prêmio Álvaro Cumplido de Sant’Anna, outorga feita pela Confederação Americana de Urologia (CAU) e o Prêmio Alfred Jurzykowski, pela Academia Nacional de Medicina (ANM). Comendador da Ordem do Mérito Médico e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Diplomado pela Escola Superior de Guerra em 1976.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “O Ureter Pélvico – Tratamento cirúrgico das lesões”. Na instituição, atuou como Orador, Vice-Presidente (1991-1993) e Presidente (1993-1995. Foi responsável pela fundação do Arquivo da Academia Nacional de Medicina, batizado em sua homenagem, tendo sido seu Diretor entre 2007 e 2009. Passou à categoria de Membro Emérito em 2007.

Faleceu em 20 de junho de 2014, no Rio de Janeiro.

Augusto Paulino Soares de Souza Netto

Nasceu em 13 de setembro de 1932, no Rio de Janeiro.

Filho de Augusto Paulino Soares de Souza Filho e Lilia Faria Soares de Souza. Vem de uma família de consagrados cirurgiões. Seu avô, Augusto Paulino Soares de Souza, deixou muitos discípulos, entre eles seus dois filhos, Augusto Paulino Soares de Souza Filho e Fernando Paulino Soares de Souza, ambos também ocupantes da Cadeira nº39. O legado da família para a medicina permanece vivo por meio de seus filhos, um deles cirurgião ortopedista, também Augusto Paulino.

Graduou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1956.

Livre Docente em Cirurgia Gastroenterológica na Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense; “Visiting Professor of Surgery” na Mount Sinai School of Medicine, nos EUA; Professor Titular de Cirurgia Geral da Escola Médica de Pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; “Visiting Professor” do Departamento de Cirurgia da University of Illinois College of Medicine; “Visiting Professor” do Departamento de Cirurgia também do Mount Sinai School of Medicine”; Professor Titular de Cirurgia Geral da Universidade Gama Filho e da Escola de Medicina da Fundação Técnico Educacional Souza Marques no Rio de Janeiro.

Além disso, foi Chefe do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Municipal Souza Aguiar e do Serviço de Cirurgia da 13ª Enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia, ambos no Rio de Janeiro. Esta última foi motivo de grande dedicação profissional e marcou a trajetória do notável médico.

Membro da Sociedade de Gastroenterologia do Rio de Janeiro, Membro Titular Fundador da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia de Urgência; “Fellow” do “American College of Surgeons”; Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia; Membro Fundador do “Collegium Internationale Chirurgiae Digestivae”; Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; “Fellow” do American College of Gastroenterology”; Membro da “Societé Internationale de Chirurgie”; Membro Fundador do Colégio de Cirurgia Digestiva, São Paulo; “Fellow Member” da “InterAmerican Medical and Health Association”; Membro Fundador da Sociedade Brasileira do Pâncreas, na Santa Casa da Misericórida do Rio de Janeiro; Membro Honorário da Academia de Ciências Médicas da Romênia; da Academia de Medicina do Piauí; da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação e da Academia Nacional de Medicina da França, em Paris.

Foi condecorado com a Ordem do Mérito Médico na classe de Oficial; Medalha de Honra ao Mérito pelos serviços prestados à medicina brasileira. Recebeu Diploma e Medalha de Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; medalha Paulo Carneiro em homenagem ao seu centenário de nascimento oferecida pela UNESCO. Medalha de prata da Académie Nationale de Médecine da França e da Academia de Medicina de Portugal.

Na ocasião de sua candidatura a Membro titular da Academia Nacional de Medicina em 1989, apresentou a memória intitulada “Tratamento Cirúrgico das Hipoglicemias”. Foi eleito Vice-Presidente em1999 e tornou-se Presidente em 2001, exercendo o cargo até 2003.

Faleceu em 13 de maio de 2010, no Rio de Janeiro.

Pietro Novellino

Nasceu em 12 de janeiro de 1933, em Casaletto Spartano, na Província de Salerno, na Itália.

Filho de Giuseppe Novellino e Angelina Giúdice Novellino. Chegou ao Brasil aos 5 anos de idade, radicando-se, com os pais, em Juiz de Fora (MG). Ainda estudante recebeu o Prêmio (Diploma e Medalha de Ouro) Manoel Feliciano, na Faculdade Nacional de Medicina.

Graduou-se em 1957 pela Faculdade Nacional de Medicina, da Universidade do Brasil (atual UFRJ). Na mesma instituição obteve Doutoramento em Clínica Cirúrgica Geral em 1972, defendendo a tese “Tireoidectomia nos Bócios Nodulares”.

Livre-Docente/Doutor em Cirurgia pela UFRJ; chefe do serviço de Cirurgia Endócrina do Instituto Estadual de Endocrinologia e Diabetes; Professor Titular de Cirurgia e Emérito da Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO); Professor Titular (Clínica Cirúrgica) na Universidade Iguaçu e na Fundação Técnico-Educacional Souza Marques. Chefe de Serviço de Cirurgia do Hospital Gaffrée-Guinle.

Reitor da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro e Delegado do Ministério da Educação no Rio de Janeiro.

Membro Titular da Academia de Ciências da Sicília (Itália); da Academia Brasileira de Medicina Militar; e da Academia Brasileira de Educação. Membro Titular e Fundador da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia de Urgência; Membro da Sociedade Latino Americana das Doenças da Tireoide e da Sociedade Brasileira de Hospitais; Membro Honorário da Academia Amazonense de Medicina e da Real Academia Nacional de Espanha; Membro Emérito da Academia Fluminense de Medicina; Membro Efetivo do Conselho Superior do SENAC e do Conselho de Curadores do Colégio Pedro II; Membro Correspondente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (MG). Pertence ao Conselho Universitário da UNIRIO, além das Sociedades Brasileiras de Angiologia, de Endocrinologia e de Mastologia.

Chefe e Fundador do Serviço de Cirurgia Experimental do Hospital da Lagoa – INAMPS.

Condecorado com as Medalhas do Mérito Naval e Aeronáutico (ambas no Grau de Comendador); Medalha “Mérito Professor Clementino Fraga Filho”; “Cidadão Carioca”; Medalha “Pedro Ernesto”, “Medalha Tiradentes” conferida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Condecorado com a Ordem do Mérito Médico (grau de Oficial) do Ministério da Saúde, além de ter recebido medalhas honoríficas conferidas pelas Academias Francesa e Portuguesa de Medicina.

“Cidadão Benemérito” do Estado do Rio de Janeiro; “Estrela de Real Grandeza” na cidade de Juiz de Fora; Benfeitor da Policlínica Geral do Rio de Janeiro; “Conselheiro Emérito” na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Homenagem Especial do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – medalha e diploma; “Cidadão Honorário” da cidade de Juiz de Fora; Homenagem Especial do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Diploma de “Honra ao Mérito”.

“Prêmio Fernando Vaz” – Medalha Prata Dourada e Diploma. “Prêmio Brant Paes Leme” – Medalha Prata Dourada e Diploma; “Prêmio Rocha Vaz”; “Prêmio Alberto Coutinho”.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Feocromocitoma e seu tratamento Cirúrgico”. Ocupou vários cargos de diretoria, foi Vice-Presidente de 2001 a 2003 e Presidente de 2003 a 2005, 2009 a 2011 e 2013 a 2015.

Em sua primeira gestão, inaugurou o Busto do seu Decano, Acad. Fioravanti Di Piero, no saguão do 7º andar, em razão do Centenário Natalício do Acadêmico.

Currículo Lattes

Antonio Luiz de Medina

Nasceu em 14 de outubro de 1928, em Salvador (BA).

Filho de Francisco de Medina e D. Olga da Silva Lima de Medina.

Graduou-se em Medicina em 1952 pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Responsável pelo Departamento de Doenças Vasculares Periféricas do Hospital Pedro Ernesto; Chefe do serviço de Angiologia do mesmo hospital (1961-67); Chefe do serviço de Cirurgia Vascular do Hospital do IASERJ; Assessor Especial de Saúde na Prefeitura do Rio de Janeiro e Secretário de Estado de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Foi também Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; Membro Emérito da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e “Fellow” do Colégio Americano de Cirurgiões.

Em 1979, a convite do Dr. Julio Polisuk, criou o curso de Pós-Graduação em Cirurgia Vascular da PUC-Rio, o primeiro da especialidade no Brasil, do qual foi coordenador até sua morte. Sempre se manteve atualizado com relação aos avanços tecnológicos da sua especialidade – em 1992, quando já era um cirurgião vascular consagrado, foi feita a primeira cirurgia endovascular, por meio de cateteres. O Acadêmico então adaptou a ementa do curso para incluir o método cirúrgico em ascensão, utilizado em mais de 85% das operações vasculares. O curso fundado por Medina formou, até o ano de sua morte, cerca de122 especialistas em Cirurgia Vascular.

Recebeu as Medalhas Clementino Fraga; Ordem do Mérito René Fontaine em Cirurgia Vascular; Medalha de Mérito D. João VI – Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro; do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro; “Tiradentes” – Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; “José Bonifácio” – Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Medalha da Academia Portuguesa de Medicina. Condecorado com a Insígnia da Inconfidência do Governo do Estado de Minas Gerais; recebeu a Espátula do Colégio Brasileiro de Cirurgiões – Núcleo Central, e os Prêmios “Paulo Samuel Santos”, pelo Simpósio Internacional de Cirurgia Vascular e “Angiopatia”, pelo Laboratório Geigy.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “A Cirurgia da Carótida Extracraneana para o Tratamento da Insuficiência Cérebro Vascular”. Foi Presidente da Secção de Cirurgia no biênio 1993-1995 e Presidente da ANM entre os anos 2005 e 2007. Foi um dos mais renomados angiologistas do país.

Faleceu em 2 de junho de 2014, na cidade do Rio de Janeiro, tendo sido velado no Salão Nobre da Academia Nacional de Medicina.

Marcos Fernando de Oliveira Moraes

O Dr. Marcos Fernando de Oliveira Moraes nasceu na cidade de Palmeiras dos Índios, em Alagoas em 10 de agosto de 1936. Filho de Osório Accioly de Moraes e D. Djanira de Oliveira Moraes.

Graduou-se pela Faculdade de Ciências Médicas, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1963.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina no ano 1997, apresentando Memória intitulada “Padronização Técnica da Gastrectomia Radical” – foi empossado em 30 de setembro de 1997 e a presidiu no biênio 2007 a 2009. Em sua gestão progrediu a construção do Centro da Memória Médica Nacional no terreno lateral ao Prédio sede.

Foi Diretor do Instituto Nacional do Câncer por oito anos consecutivos, participou da elaboração do Programa Nacional de Câncer, na década de 90, contribuindo para a orientação da política de câncer no Brasil. Diante do sucesso de várias iniciativas, entre as quais uma política de controle do tabagismo, o Instituto foi nomeado pela Organização Mundial da Saúde colaborador para o Programa Tabaco ou Saúde.

Durante sua gestão, ampliaram-se ações já em desenvolvimento para a detecção precoce do câncer e foram incorporados ao Inca, o Hospital de Oncologia (do ex-Inamps), o Hospital Luíza Gomes de Lemos (da Associação das Pioneiras Sociais) e o Pro-Onco (da Campanha Nacional de Combate ao Câncer).

Posteriormente, participou da criação da Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer (FAF) para apoiar financeiramente o Inca e pesquisas contra o câncer. Foi o Presidente do Conselho de Curadores da FAF. Foi Coordenador do Programa Interinstitucional de Pesquisa, Ensino e Extensão na Biologia do Câncer da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, em 2007, foi eleito presidente da Academia Nacional de Medicina e reeleito em 2011.

Organizou e chefiou, no Hospital de Ipanema, o Serviço de Tumores de Partes Moles e a Comissão de Oncologia, bem como administrou o programa de residência médica do mesmo.

É “Master of Science in Surgery”, pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, onde apresentou a Tese “Role of the sympathetic nervous system in experimental duodenal ulceration” e “Fellow” do Serviço de Oncologia Cirúrgica da Universidade de Illinois. Foi Professor Titular de Cirurgia e Chefe do Departamento de Cirurgia da Universidade Gama Filho; Presidente e membro fundador da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e da American Trauma Society, em Chicago; Membro da Sociedade Latino-americana de Diretores de Institutos Nacionais do Câncer; Membro do Executive Council da World Federation of Surgical Oncology Society; representante oficial do Brasil na Organização Mundial de Saúde para o National Cancer Control Programmes.

Representante oficial do Brasil junto ao National Cancer Control Program da Organização Mundial de Saúde. Presidente da Sociedade Latino-americana de Diretores de Institutos Nacionais de Câncer e da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (ABIFCC). Coordenador do Programa Interinstitucional de Pesquisa, Ensino e Extensão na Biologia do Câncer da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mereceu o Prêmio de excelência em pesquisa concedido pela Kroc Foundation da Califórnia.

Faleceu em 4 de maio de 2020. 

Francisco José Barcellos Sampaio

Francisco José Barcellos Sampaio nasceu no Rio de Janeiro em 4 de outubro de 1954.

Possui graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1983), Mestrado em Ciências Morfológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986) e Doutorado em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (1989).

Foi eleito membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 19/08/1999, com apenas 15 anos de formado. Seu antecessor foi o Acadêmico José Maria Pinto Barcellos. Apresentou à Academia Nacional de Medicina a Monografia “Modificações Morfológicas e Bioquímicas do Gubernáculo durante a Migração do Testículo em Fetos Humanos”.

Tomou posse no dia 28/09/1999 tendo sido saudado pelo Acadêmico e ex-Presidente Sergio D’Avila Aguinága. A Comissão de Introdução ao plenário foi composta pelos Acadêmicos Fioravanti Alonso di Piero, Francisco Fialho, Mario Giorgio Marrano (Honorário), Roberto Soares de Moura, Gerson Cotta-Pereira e Fernando Pires Vaz. O Diploma foi entregue pelo Honorário Leônidas Cortes (Urologista mais antigo em atividade no País na ocasião).

A cerimônia foi presidida pelo Acadêmico Aloysio de Salles Fonseca, que fez magnífica saudação, como era do seu feitio, afirmando em um dado momento… “Duas personalidades distintas abraçando a mesma especialidade: Sergio Aguinága e Francisco Sampaio. E tão interessante e envolventes, são esses tutores da Urologia, que aqui tivemos e temos, um desfilar de Professores Titulares de Urologia de todo o País. Não me lembro nos meus muitos lustros de vida Acadêmica, ter tido a oportunidade de assistir a essa consagração dos Titulares da Especialidade a um novel Acadêmico. Não me recordo!Tenho certeza quase, que nos passos dessa Academia, nos últimos 50 anos, não tivemos tantos Professores Titulares da especialidade do recipiendário sentados à mesa da direção dos trabalhos. E sobraram alguns ainda no plenário!”.

É Professor Titular do Centro Biomédico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), por concurso público de provas e títulos, desde 1995, onde criou e coordena desde 1989 a Unidade de Pesquisa Urogenital (www.urogenitalresearch.org).

Pratica Urologia e possui Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia / Associação Médica Brasileira, por concurso de Provas e Títulos, desde 1987.

É Pesquisador 1A do CNPq (desde 1986, sem interrupção) e Cientista de Nosso Estado da FAPERJ.

Possui inserção na orientação de pós-graduação stricto sensu, tendo orientado e co-orientado, desde 1990, 49 alunos de Mestrado, 37 alunos de Doutorado e 3 Supervisões de Pós-Doutorado. Na graduação orientou mais de 100 bolsistas de Iniciação Científica, de agências oficiais de fomento à pesquisa.

Criou e coordena o Programa de Pós-Graduação em Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ (Fisiopatologia e Ciências Cirúrgicas – www.fisiocirurgiauerj.org), nota 5 da CAPES, e que representa uma integração excelente e profícua entre a Pesquisa Básica e várias Especialidades Cirúrgicas da UERJ, o que veio responder a um anseio antigo da comunidade acadêmica do Estado do Rio de Janeiro.

Foi Coordenador da Área de Medicina-III (Cirurgia) 2005-2007 e 2008-2011, CAPES / MEC. No período de 2004 – 2009 (disponível no Scimago), a área de Medicina-III passou no ranking de produção científica, da 17a. posição para a 8a. posição mundial.

Foi Editor Chefe do International Braz J Urol (www.brazjurol.com.br), revista oficial da Sociedade Brasileira de Urologia, de Janeiro de 2000 a Janeiro de 2010. No período a revista obteve todas as indexações (Scielo, PubMed e ISI/Web of Science) e passou a ser a revista número-1 no ranking das revistas de urologia, cirurgia e especialidades cirúrgicas na América Latina e Península Ibérica, tendo sido a 3ª revista de maior impacto em todas as especialidades médicas e biológicas no período.

É Membro do Corpo Editorial e Revisor ad-hoc de diversos periódicos internacionais de urologia, andrologia, cirurgia e morfologia nas áreas de rim, próstata, testículo, uretra, bexiga, litíase e oncologia.

Possui mais de 200 artigos científicos completos em revistas de circulação internacional, de impacto, indexadas no PubMed/Medline, um livro de Anatomia Urológica publicado nos EUA, New York, pela ThiemeVerlag, e dois livros publicados no Brasil sobre Anatomia Renal. Possui mais de 20 capítulos de livro no exterior e mais de 60 capítulos de livros no Brasil. Possui considerável captação de recursos, ininterrupta, há mais de 30 anos, junto às agências oficiais de financiamento à pesquisa.

 É professor visitante em diversas instituições de ensino superior.

Tem experiência na área de Morfologia e Urologia, com ênfase nos seguintes temas: rim, próstata, pênis, testículo, bexiga, uretra.

Alguns Prêmios e Homenagens:

1986 – Prêmio “´Frederico Froes”, Academia Nacional de Medicina.

1987 -1ª. COLOCAÇÃO NA PROVA DE TÍTULO DE ESPECIALISTA pela Sociedade Brasileira de Urologia.

1987 – Prêmio e Medalha“Alberto Gentile”, pela Obtenção do 1o. lugar no Concurso para Título de Especialista em Urologia, Sociedade Brasileira de Urologia.

1994 – Título de Amigo da Marinha, Hospital Naval Marcílio Dias.

1995 – Filme Premiado – “Conservative Surgery in Renal Cell Carcinoma, Anatomical Basis for Polar Resection”, Video Urology Times (NY, USA).

1995 – Prêmio de 2º Melhor Filme com o vídeo intitulado “Ureteropelvic Junction Stenosis: Vascular Background For Safe Endopyelotomy”, 7th VideoUrology World Congress, Tipei, Taiwan, Republica da China.

1999 – PARANINFO – Residentes de Urologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

1999 – Prêmio Campos Freire (entre 1.100 Temas-Livre), XXVII Congresso Brasileiro de Urologia, RJ.

2000 – PROFESSOR VISITANTE, Disciplina de Urologia, Universidade Federal de São Paulo.

2000-2010 – EDITOR-IN-CHIEF,International Braz J Urol.

2001 – Melhor Trabalho “Characterization of Glycosaminoglycans in the Human Pênis”, VI Latin American Congresson Sexual Impotence, Rio de Janeiro, RJ.

2001 – Título e Medalha do Mérito Pedro Ernesto, Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

2002 – PROFESSOR VISITANTE, Disciplina de Urologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

2002 – PROFESSOR VISITANTE, Disciplina de Urologia, Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre.

2002 – Título e Medalha Tiradentes, Assembleia dos Deputados do Rio de Janeiro.

2003 – PROFESSOR VISITANTE, Disciplina de Urologia, Universidade Federal do Rio Grande Do Sul.

2003 – Moção, Unidade de Pesquisa Urogenital, Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

2004 – Melhor Trabalho experimental em Urologia, XVI Jornada Carioca de Urologia, Sociedade Brasileira de Urologia-Secção Rio de Janeiro.

2005 – PROFESSOR VISITANTE, Divisão de Urologia, Faculdade de Medicina, USP.

2005 – PARANINFO dos Formandos (Residentes e Pós-Graduandos – 2005) Disciplina de Urologia e Programa de Pós-Graduação em Urologia, Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP.

2007 – Homenagem Especial, Patrono da III Maratona Urológica do Rio de Janeiro.

2007 – Prêmio – CISTOSCÓPIO DE OURO – pela Contribuição Acadêmica e Formação de Discípulos, Universidade de São Paulo – Divisão de Urologia da USP.

2008 – VISITING PROFESSOR, Division of Urology, University of Minnessota, USA.

2008 – VISITING PROFESSOR, Faculty of  Medicine Ramathibodi Hospital, Mahidol University, Bankok, Thailand.

2008 – Phaitun Gojaseni Lecture, HONORARY SPEAKER, 20th Thai Urological Association, The Thai Urological Association under the Royal Patronage. Faculty of Medicine Ramathibodi Hospital.

2008 – Prêmio Análise em Medicina 2008, Revista Análise. Mais Admirados pelos colegas de Especialidades.

2008 – Prêmio Henrique Rupp – pela contribuição Acadêmica e Formação de Discípulos, Instituto Albarran de Urologia.

2009 – Homenagem Especial. XI Congresso Nacional de Cirurgia Experimental.

2010 – Homenagem pelo trabalho realizado como Coordenador de Área – Cirurgia, Comitê de Avaliação da Medicina III, CAPES / MEC.

2011 – Best Poster, 26th Annual Congress of the European Urological Association, Viena, Austria.

2011 – Medalha Juscelino Kubitschek, da Sociedade Brasileira de Urologia.

2013 – Best Poster, 28th Annual European Congress of Urology, Milan, Italy.

2013 – Melhor trabalho de pesquisa básica, XXXIV Congresso Brasileiro de Urologia.

2014 – Best Poster, 29th Annual European Congress of Urology, Stockholm, Sweden.

Durante toda a vida acadêmica (últimos 32 anos) promoveu a integração básico-clínica-cirúrgica. No CNPq, possui bolsa de produtividade em pesquisa, ininterruptamente, desde 1986, tendo sido respectivamente pesquisador 3-C, 3-B, 3-A, 2-C, 2-B, 2-A, 1-C, 1-B, 1-A. É pesquisador 1-A desde 2001.

É Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, Secção de Ciências Aplicadas à Medicina (Cad. 92) desde 1999.

Na Academia Nacional de Medicina foi 1º. Tesoureiro (2001-2003), Presidente da Secção de Ciências Aplicadas (2009-2011), 1º. Vice-Presidente (2013 – 2015).

É o atual Presidente da Academia Nacional de Medicina (2015-2017). Há mais de 65 anos, a ANM não era presidida por um Membro da Secção de Ciências Aplicadas à Medicina.

Currículo Lattes

Memória para admissão “Modificações Morfológicas e Bioquímicas do Gubernáculo durante a Migração do Testículo em Fetos Humanos”

Discursos de Posse como Membro Titular – 1999

Discurso da Posse como Presidente da ANM – 2015

Jorge Alberto Costa e Silva

Dr. Jorge Alberto Costa e Silva nasceu em 26 de março de 1942, em Vassouras (RJ).

Filho de Jorge Carvalho da Silva e Etelvina Costa e Silva.

Graduou-se pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 1966.

Especialização em Metodologia Científica no Instituto Karolinska em Estocolmo, Suécia.

Iniciou sua carreira docente como Professor Assistente de Psiquiatria na Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; foi Professor Titular por concurso público de provas e títulos (1979), Presidente do Departamento de Psiquiatria e Diretor da Faculdade de Ciências Médicas (1980-1984), sendo responsável pela criação do serviço de Psiquiatria da Universidade e colaborou na iniciativa e continuação do Departamento de Medicinal Social. Na UERJ, criou o programa internacional de psiquiatria marcando assim o início da participação da psiquiatria brasileira no cenário internacional.

Foi igualmente responsável pela criação do Serviço de Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (onde é irmão da mesa diretora e foi mordomo dos prédios), que assiste à população de baixa renda, e que em sua homenagem recebeu o nome de Serviço de Psiquiatria Prof. Dr. Jorge Alberto Costa e Silva. Presidiu o Conselho das Escolas de Medicina no Brasil.

Professor Titular por concurso público de provas e títulos e hoje Professor Emérito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Por mais de 20 anos foi Professor Titular da Faculdade de Medicina Souza Marques. Foi também Professor e Vice-Presidente para assuntos internacionais da Universidade de Miami, além de professor e chairman do Centro Internacional de Políticas de Saúde Mental e Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque e “Senior Scientist” do International Mental Health Prevention Center (NY)

Pioneiro na realização de estudos clínicos em psicofarmacologia no Brasil, teve papel importante na modificação e organização da estrutura do Instituto Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde do Brasil.

Dr. Jorge Costa e Silva trouxe profissionais de renome internacional no campo da psiquiatria e saúde mental para dar formação on-the-job para psiquiatras e profissionais de saúde mental no Brasil. Dr. Jorge Costa e Silva gerou programas de bolsas de estudo que durante anos viabilizaram os estudos de jovens médicos em outros países, como os EUA, Portugal, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Suécia, Canadá, Suíça, Alemanha entre outros.

Foi agraciado com os dois maiores títulos concedidos pela American Psychiatric Association: Honorary Fellow e Distinguished Fellow. Emeritus Fellow da American College of Psychiatry. Honorary Member da World Psychiatric Association e da Panamerican Psychiatric Association. Membro Honorário de mais de 50 associações psiquiátricas de diversos países, inclusive da Associação Brasileira de Psiquiatria, Associação Mundial de Psiquiatria, Associação Latino-americana de Psiquiatria, etc.

Publicou mais de 300 artigos como autor ou coautor em revistas nacionais e internacionais e possui mais de 20 livros publicados como autor, coautor ou editor. É Membro do Conselho Editorial de inúmeras revistas médicas nacionais e internacionais e peer review de 5 revistas estrangeiras.

Integra o Conselho Científico de inúmeras organizações não-governamentais (ONG), organizações intergovernamentais e organizações privadas. Foi também eleito membro do Conselho Consultivo da Associação Psiquiátrica Latino-americana (APAL) e recebeu a Medalha EMBAIXADOR SÉRGIO VIEIRA DE MELLO pela sua luta e seus ideais pelo bem comum e pela paz entre as Nações. Este título foi dado pelo Parlamento Mundial para Segurança e Paz, uma organização intergovernamental com sede em Palermo, Itália. Membro do Conselho Consultivo do Instituto Superior de Estudos Sociais e Política da Universidade de Lisboa.

Participou como conferencista, organizador de mais de mil congressos e simpósios no Brasil e no mundo, assim como foi conferencista e organizador de cursos, seminários e mesas redondas em inúmeras instituições de ensino (universidades) e instituições de pesquisas, acadêmicas, governamentais e não governamentais. Trouxe para o Brasil, presidiu e organizou congressos internacionais como: Congresso Mundial de Psicomotricidade, Congresso Mundial de Psicoterapia (1982); Congresso Mundial de Psiquiatria Social (1986); o Congresso Mundial de Psiquiatria (1993) entre outros.

Algumas das suas principais contribuições no diagnóstico e tratamento dos transtornos psiquiátricos mentais e comportamentais incluem sua participação na Task Force da American Psychiatric Association e da Organização Mundial da Saúde (OMS CID-10) que identificou e classificou Transtorno de Pânico na DSM-III e CID-10. Participou de grupo coordenado pelo Dr. Moggen Schou, que identificou o uso de carbonato de lítio como “gold standart” para o controle de Transtorno Bipolar e seu o uso no controle de Depressão Unipolar. Participou desse estudo como P.I. (Principal Investigator) que levou a identificação do papel da supressão da dexametasona no diagnóstico da Depressão.

Sua carreira na Associação Mundial de Psiquiatria (WPA) teve início na Diretoria como Secretário Executivo (1983-1988) e, em seguida, foi eleito Presidente desta associação, se tornando o primeiro psiquiatra do hemisfério Sul a presidir a WPA (1988-1993). Durante sua gestão, criou inúmeros programas educacionais internacionais, que hoje se transformaram em uma das principais ferramentas da WPA, com programas que levam em consideração as diferentes realidades socioculturais, educacionais e linguísticas e que inspiraram a criação de outros programas análogos em diversos países do mundo. Durante o seu mandato como Presidente da WPA o Dr. Jorge Costa e Silva, aumentou o número de membros associados, terminou com o processo que envolvia a utilização indevida e abusiva da psiquiatria na antiga União Soviética, criou um programa de bolsa de estudos muito bem-sucedido. Também criou várias seções especializadas dentro da Associação, foi vice-presidente da seção de Metodologia de Pesquisa Psiquiátrica e presidente da Seção sobre Cérebro e Dor.

Como Diretor Internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS CID-10, 1993), criou um programa de saúde mental para populações desfavorecidas chamado “Nations for Mental Health”. Ainda na OMS, liderou o grupo “Tobaco and Health”, dedicado a reduzir, a longo prazo, o impacto do fumo sobre os fumantes e não-fumantes. Um dos principais enfoques do grupo foi a proibição do fumo em ambientes fechados, começando pela proibição em aviões. Para impulsionar ainda mais esta iniciativa, foi concedida condecoração ao primeiro diretor de companhia aérea que levou a cabo a proibição em todos os voos operados pela empresa. Este trabalho culminou na Convenção Quadro contra o Tabaco no Mundo (2003), da qual praticamente todos os países do mundo são signatários. Em 1994 a OMS conseguiu junto ao COI (Comitê Olímpico Internacional) proibir usuários de cigarros nos jogos olímpicos.

Na Universidade de Nova Iorque, participou da criação do Centro Internacional para Saúde, onde, além de outros projetos, desenvolveu um programa de tratamento da miopia na puberdade, que atingiu principalmente jovens de países como o antigo Zaíre (atual República Democrática do Congo) e Zimbabwe, onde estes jovens, excluídos da sala de aula, se tornavam grupo de risco para a cooptação pelas forças de guerra do conflito protagonizado pelos dois países. Neste mesmo mote, o Dr. Jorge Alberto Costa e Silva desenvolveu uma série de programas sobre transtornos de aprendizado escolar, levados a cabo no Instituto Brasileiro do Cérebro, do qual é fundador.

Por meio da parceria entre a Universidade de Harvard e a Organização Mundial da Saúde, dirigiu o Programa “Mental Health for Underserved Population”, que encara problemas de saúde mental para populações carentes e que ainda hoje beneficia milhares de pessoas. A convite do então presidente do Paquistão, desenvolveu um programa voltado para a identificação da epilepsia nas regiões rurais daquele país.

Expandindo o impacto de sua atuação para além do campo da psiquiatria, trabalhou com a Organização Mundial da Saúde (Setor de Doenças Tropicais Negligenciadas) na captação de recursos e na elaboração de um protocolo para erradicação da Bouba, doença que havia sido erradicada nos anos 50. Com a identificação de novos casos, foi criado um grupo de trabalho que beneficiou 2,5 milhões de crianças no continente, já com a doença, para curá-la nestes e erradicá-la no mundo.

Foi Presidente do Comitê Internacional de Prevenção e Tratamento da Depressão, Presidente do Conselho Internacional de Saúde Mental, Presidente da Associação Mundial de Psiquiatria Social, Presidente da Fundação Internacional para Saúde Mental, Presidente da Associação Internacional de Psicoterapia Médica, dentre outros importantes cargos desempenhados em instituições de destaque. Foi também membro do Conselho Internacional para o Progresso da Saúde Global junto a UNESCO; Senador e Embaixador da Organização Mundial dos Estados para a Segurança e a Paz (W.O.S.) junto a ONU. Durante 4 anos, foi Senador da área de Saúde do Parlamento Internacional.

Convidou o então presidente da Federação Mundial de Sociedades de Neurocirurgia, Prof. Armando Basso, para junto com a OMS criarem o Programa de Neurocirurgia e Saúde Pública, que alcançou reconhecimento global em sua atuação na captação de recursos para a compra de equipamentos e o desenvolvimento de técnicas cirúrgicas, em especial nos países do continente africano. Este programa foi criado em 1995, pela Organização Mundial da Saúde e continua ativo até hoje.

Foi responsável pela criação de diversas Fundações Internacionais nas quais trabalhou com membros da realeza, como as Rainhas da Espanha e da Suécia, respectivamente o Programa “International Foundation for Mental Health and Neurosciences” e o “International Foundation for Street Children”. Com a ex-Primeira Dama dos Estados Unidos, Rosalynn Carter, desenvolveu um programa de lideranças femininas (Primeiras Damas de vários países) contra doenças mentais e também um programa mundial contra a Epilepsia e Doença de Parkinson.

Participou de Grupos de Trabalho que criaram escalas de identificação e pontuação de patologias mentais e comportamentais (depressão, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, esquizofrenia e transtornos neurocognitivos, dentre outros). Além deste fato, trabalhou em programas voltados para diagnóstico, tratamento precoce e reabilitação de pacientes que sofrem de transtornos cognitivos moderados e de pacientes com deficiências físicas ou mentais, a partir da classificação internacional de “disability “criada pela OMS.

Trabalha no sentido de aperfeiçoar o uso de Inteligência Artificial no tratamento e identificação de transtornos mentais (ressonância magnética, eletroencefalograma quantitativo de alta resolução, neuromodulação, realidade virtual, neurofeedback e neuroreabilitação cognitiva).

Foi o investigador principal (PI) em inúmeras pesquisas médicas no Brasil e exterior, em especial no campo do diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças mentais, realizando pesquisas clínicas sobre critérios diagnósticos, desenvolvimento de instrumento de avaliação de sintomatologia psiquiátrica e também no campo da imagem funcional, com destaque para o estudo “Default Network System”, utilizando uma plataforma tecnológica de ressonância magnética funcional (fMRI).

Recebeu muitos prêmios e honrarias, como o “Chevalier dans l’Ordre National du Mérite” do Governo francês (Vice-Presidente da Associação desta Ordem no Brasil). Foi também premiado com o “Legion d’Honneur” pelo Governo Francês e “Doutor Honoris Causa” pela Universidade Nacional de Assunção no Paraguai, pela Universidade da República do Uruguai e pela Academia Brasileira de Filosofia em 2010. Cidadão Honorário da cidade de New Orleans nos Estados Unidos e da Cidade de Hamburgo na Alemanha. Recebeu também a “Medalha do Mérito Médico” pelo Presidente do Brasil e é “Doctor Honoris Causa in Humanities” da International Writers and Artists Association.

Foi designado “Grand Oficier” pela l’Ordre Souverain de Saint Jean de Jerusalém assim como “Chevalier de l’Ordre de Malte”. Ambassador at Large do Principado de Malta. Recebeu a Comenda do Mérito Médico (grau de Comendador) pelo Governo Federal brasileiro e a Medalha Clementino Fraga, pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Foi condecorado com a “Grande Cruz de Justiça”, concedida pela Organização Internacional de Juízes, em reconhecimento às suas ações pela justiça social, pela política e pela paz mundial, por meio de sua atuação científica, educacional, médica e de jurisprudências.

Em outubro de 1999, em congresso da Associação Mundial de Psiquiatria realizado em Hamburgo (Alemanha), foram selecionados 10 renomados psiquiatras de diferentes países para receberem o título de “Líder Mundial da Psiquiatria”, tendo sido o Dr. Jorge Alberto Costa e Silva o primeiro psiquiatra do hemisfério sul a receber este prêmio em razão de suas contribuições para o progresso e desenvolvimento desta especialidade naquela década.

Por suas relevantes contribuições não somente a Psiquiatria, mas a Saúde Mental como um todo, recebeu dois vistos de trabalho que considera muito importante: Visto O-1 pelo Governo dos Estados Unidos e o Passaporte Talento pelo Governo Francês. Ambos os vistos são concedidos a pessoas com habilidades extraordinárias, tais como: cientistas, pesquisadores, professores, experts em tecnologia, inventores etc.

Com diversos líderes espirituais de diferentes religiões, criou e iniciou projeto sobre Saúde e Fé, sob a tutela da Associação Mundial de Psiquiatria e da Organização Mundial da Saúde.

Seu trabalho, pautado principalmente na visão holística da prática médica (levando em consideração aspectos científicos, culturais, sociais, políticos econômicos etc.), busca o desenvolvimento de uma relação médico-paciente pautada na medicina social e holística. Essa visão se reflete não só nos trabalhos desenvolvidos da área médica, mas também na formação de discípulos (na casa dos milhares) e na elaboração de protocolos de pesquisa. Estas características acabaram por credenciá-lo como um ideólogo da medicina (metamedicina) e da ciência, culminando na sua eleição como membro da Academia Brasileira de Filosofia, sendo o único médico a ser eleito para esta instituição e eleito membro titular do PENCLUBE do Brasil, da Associação Brasileira de Médicos Escritores (ABRAMES). Atua dentro deste método holístico em tempo quase integral em sua peregrinação pelo mundo, tendo visitado e ajudado projetos em 142 países ao redor do globo.

Em 2018 foi condecorado pela Associação Brasileira de Clínica Médica por seus relevantes serviços prestados a medicina brasileira.

Em 25 de abril de 2019, recebeu o Colar Cândido Fontoura do Mérito Industrial Farmacêutico, por sua inestimável contribuição ao desenvolvimento da ciência no Brasil.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Depressão: Diagnóstico e Teste da Supressão da Dexametasona”. Foi duas vezes Vice-Presidente da Academia Nacional de Medicina no Brasil e em 06 de julho de 2017 foi eleito Presidente desta instituição para o biênio 2017-2019, que considera a posição mais importante de sua carreira.

É membro estrangeiro das Academias de Medicina da França, da Espanha e da Academia de Ciências na Suécia, além de ter presidido a Ordem de Malta no Brasil e Gran Chanceler da Ordem de São João de Jerusalém, Rhodes e Malta (organizações humanitárias com 1000 anos de atividades médico hospitalares, desde as Cruzadas). Membro da Accademia Costantiniana com sede na Itália. Membro da Associação dos Membros da Ordem do Mérito da França vinculada à Associação Nacional Francesa e Membro da Associação dos Amigos da Renascença Francesa.

Desde o início praticou a clínica psiquiátrica em instituições públicas, hospitais universitários e na clínica privada. Até hoje continua com suas três paixões profissionais: os pacientes, os alunos e as pesquisas.

Tem importante participação em conselhos científicos e administrativos, principalmente na Europa onde reside hoje. Nos Estados Unidos participa do Conselho Científico da Brace Pharma, empresa de desenvolvimento de medicamento de inovação radical, ao lado do laureado com Prêmio Nobel (Eric Kandel – USA).

Continua com intensa carreira profissional clínica, científica e acadêmica, estando hoje baseado na Europa (Portugal, França, Genebra e Suíça) onde é membro de vários conselhos científicos, culturais e de administração de empresas médico-científicas. Membro do Conselho Científico de inúmeras instituições médica, científica e farmacêuticas. Com grande afinidade e admiração pela cultura francesa, trabalha intensamente para estreitar os laços da cultura e medicina francesa com o Brasil e inúmeros países.

Seu trabalho internacional continua intenso e como presidente da Academia Nacional de Medicina do Brasil vem desenvolvendo parcerias com as Academias de Medicina da América Latina, Portugal, Espanha, Reino Unido, França e Estados Unidos.

Vem regularmente ao Brasil onde continua inspirando inúmeros profissionais da saúde e da educação universitária com seus conhecimentos.

De família de médicos (o pai) e artistas (avó musicista, avô pintor e cenógrafo, tio avô, Jacinto Benavente, Prêmio Nobel de Literatura). Talvez venha daí sua ampla visão científica, artística, cultural e humanitária.

Currículo Lattes

Discurso de posse como Presidente da ANM – 2017

Joaquim Candido Soares de Meirelles

Nasceu em Congonhas de Sabará, hoje Nova Lima, município do Estado de Minas Gerais, em 5 de novembro de 1797. Filho do cirurgião Manoel Soares de Meirelles e de Anna Joaquina de São José Meirelles, pertencia a uma família que descende do tempo de D. Fernando, em Portugal (1345-1383). Casado com Rita Maria Pereira Reis, filha do cirurgião Paulo Rodrigues Pereira e irmã do Dr. Jacintho Rodrigues Pereira Reis, que foi também Presidente da Academia Imperial de Medicina. Foram seus filhos: o conselheiro Saturnino Soares de Meirelles, médico e professor da Escola Naval e do Colégio Pedro II e fundador do Instituto Hahnemaniano do Brasil, em 1859; Nicomedes Rodrigues Soares de Meirelles, médico; Jacinto Rodrigues Soares de Meirelles, oficial de marinha e Candido Rodrigues Soares de Meirelles, doutor em Matemática. Casado com Maria Candida Marianna Vahya, em segundas núpcias, teve Luisa Candida Soares de Meirelles.

Liderou, em 1822, a Comissão de Patriotas que influenciou a decisão de D. Pedro I de permanecer no Brasil (dia do Fico). Iniciou sua carreira militar no Exército, onde começou como pensionista praticante, passando depois a cirurgião-ajudante no Batalhão de Caçadores, e, por fim, graduado cirurgião-mor da Cavalaria de Minas Gerais.

Formou-se em Medicina, no ano de 1822, na então Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ) e por decreto do Governo Imperial, em 1825, foi enviado a Paris para aperfeiçoamento dos estudos médicos. Lá obteve a dúplice coroa de Doutor em Medicina e Cirurgia, com apresentação de duas teses. Na primeira, o tema era Dissertation sur l´histoire de l`eléphantiasis (Dissertação sobre a Elefantíase); na segunda, Dissertation sur les plaies d’armes á feu (Dissertação sobre as lesões por arma de fogo).

Regressando ao Brasil, pediu demissão do Serviço do Exército, sendo desligado em decreto de 14 de julho de 1828. Ingressou no Hospital da Misericórdia (atual Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro), em enfermaria chefiada pelo médico italiano Luiz Vicente De Simoni. Naquela enfermaria, lançou a ideia da fundação da Sociedade de Medicina, à qual se associaram os médicos Luiz Vicente De SimoniJosé Martins da Cruz JobimJosé Francisco Xavier Sigaud e Jean Maurice Faivre.

Em 28 de maio de 1829, realizou-se a primeira sessão preparatória da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 30 de junho de 1829, Soares de Meirelles foi eleito Presidente da Sociedade, Membro Titular número 1, Membro Fundador e Membro Nato. Aprovada com o apoio do Marquês de Caravelas (José Joaquim Carneiro de Campos), pelo decreto de 15 de janeiro de 1830, a Sociedade foi instalada publicamente em 24 de abril de 1830 no Hospital de São Francisco de Paula. Sob a direção e iniciativa do primeiro Presidente eleito, em novembro de 1833, nasceu a proposta de transformar a Sociedade em Academia. Na sexta sessão aniversária, em 1835, compareceu pela primeira vez o Imperador Pedro II, com 9 anos, e, logo após, em 5 de novembro de 1835 a Sociedade foi elevada à categoria de Academia Imperial de Medicina. Soares de Meirelles presidiu a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro no período de 1829-1830/1833 e, já elevada à categoria de Academia Imperial de Medicina, de 1835-1838/1842-1848.

Sua vida foi cheia de aventuras e atividades políticas. Envolveu-se na rebelião dos liberais de Minas Gerais em 1842, foi preso e deportado para Lisboa, onde ficou até o decreto de anistia de 14 de março de 1844. Ao voltar ao Brasil, foram-lhe restituídos todos os títulos e honras. Soares de Meirelles mudou sua atuação na cena política: foi nomeado Médico da Imperial Câmara e Membro do Conselho de sua Majestade O Imperador; recebeu condecorações como a Comenda Imperial da Ordem da Rosa, a insígnia de Oficial da Ordem do Cruzeiro, o hábito de São Bento de Aviz e a medalha de ouro, comemorativa da Rendição de Uruguaiana. Foi eleito Membro da Assembleia Provincial do Rio de Janeiro, em uma legislatura, e Deputado na Assembleia Geral pela Província de Minas Gerais em 1845, 1847 e 1848. Professor de Anatomia e Fisiologia das Paixões na Academia Imperial de Belas Artes, Meirelles foi Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Membro da Academia de Medicina de Nápoles, da Sociedade Médica de Louvain e da Sociedade Filomática de Paris. Atuou como Redator da Revista Médica Fluminense no seu primeiro ano de publicação. Foi nomeado Cirurgião-Mor da Armada no posto de Capitão de Mar e Guerra, promovido a Chefe de divisão Graduado da Armada Nacional e Imperial, e primeiro Diretor de Saúde Naval. Em 10 de julho de 1865, partiu para Uruguaiana acompanhando D. Pedro II ao teatro da guerra com o Paraguai. Lá, participou da rendição paraguaia em Uruguaiana. Nessa viagem, não lhe faltaram provações, Soares de Meirelles, atacado pelo tifo, foi transferido, moribundo, para Alegrete, de onde regressou à Corte em 2 de maio de 1866 com a saúde já comprometida. Não se recuperaria, porém, jamais.

Progredindo sua enfermidade, faleceu na madrugada de 13 de julho de 1868, no Rio de Janeiro.

Em 8 de dezembro de 1941, foi indicado para Patrono da Cadeira 28 da Academia Brasileira de Medicina Militar e no dia 3 de outubro de 1963 foi escolhido para Patrono da Cadeira número 1 da Academia Nacional de Medicina.

Patrono do Corpo de Saúde da Marinha de Guerra, por decreto federal de 25 de novembro de 1968, sua data de nascimento passou a ser considerada dia festivo para todas as organizações de saúde da Marinha Brasileira.

Jarbas Anacleto Porto

Nasceu em 17 de fevereiro de 1921, em Caruaru, (PE).

Filho de Manoel Porto Filho e Auta Anacleto Porto.

Graduou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1946.

Foi residente do Department of Dermatology and Syphilology do University Hospital da University of Michigan. Livre-docente da Faculdade Nacional de Medicina; venereologista da Prefeitura do Rio de Janeiro; médico e chefe do Centro de Estudos do Hospital dos Servidores do Estado (IPASE); fundador e Professor de pós-graduação em Dermatologia no Instituto Carlos Chagas e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Nossa Senhora da Saúde da Santa Casa da Misericórdia e da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

Professor Titular de Dermatologia e Sifilografia da Escola de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e seu vice-diretor. Professor Titular de Dermatologia da Escola de Ciências Médicas de Volta Redonda, da Faculdade de Medicina de Vassouras, da Faculdade de Medicina de Valença e da Faculdade de Medicina da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques; Emérito da Escola de Medicina de Vassouras; membro do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro. Membro Honorário das Academias Fluminense e Amazonense de Medicina; Life Member da American Academy of Dermatology e da New York Academy of Sciences.

Fundador da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional do Rio de Janeiro, Jarbas Porto criou a sua marca (logotipo) e o jornal da entidade, o Rio Dermatológico. Foi o idealizador da 1ª Campanha de Prevenção do Câncer da Pele e Presidente da Sociedade em 1975.

Presidiu a Associação Latino-Americana das Academias de Medicina (ALANAM) e fez realizar o seu conclave no Rio de Janeiro (1999).

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Lupo eritematoso profundo aspectos clínicos e histopatológicos”. Na instituição, atuou como Secretário Geral (1987-1989), Tesoureiro (1989-1991), 2º Vice-Presidente (1991-1993), Secretário Geral (1995-1997), tendo sido seu Presidente no biênio 1997-1999.

Faleceu em 8 de setembro de 2006, na cidade do Rio de Janeiro.

Aloysio de Salles Fonseca

O Dr. Aloysio de Salles Fonseca nasceu no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1918. Filho de José de Salles Fonseca e Anna de Salles Fonseca.

Formou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1940. Logo após a sua formatura, instalou um consultório médico na farmácia de seu pai, nas proximidades do Morro da Mangueira, além de trabalhar como assistente voluntário e Professor do Genival Londres, no Hospital Souza Aguiar.

Em 1944 dirigiu o Serviço Médico do Centro Nacional de Ensino e Pesquisas Agronômicas (atual UFRRJ), realizando pesquisas e campanhas sanitárias, muitas das quais em convênio com o Serviço Nacional de Malária da época. Foi também Chefe do Serviço de Clínica Médica do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Foi eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 14 de junho de 1962 apresentando Memória intitulada “Policitemia Vera” e, tornou-se Membro Emérito em 2002. Ocupou vários cargos da Diretoria e foi Presidente em três biênios diferentes, 1983-85, 1987-89 e 1999-2001.

Presidiu o Congresso Internacional de Educação Médica, ano 2000 (ANM), elaborando precioso volume comemorativo. Na sua segunda gestão obteve a doação do terreno lateral ao prédio da Academia que ocupa agora (2011) o novo Prédio-sede em final de construção (Centro da Memória Médica Nacional).

, O Dr. Salles Fonseca foi um dos fundadores e idealizadores do Hospital dos Servidores do Estado (HSE). Além disso, foi Diretor do INAMPS, Professor Titular de Clínica Médica da Universidade Federal Fluminense (UFF) onde foi Diretor da Faculdade de Medicina, Diretor do Hospital Universitário Antônio Pedro da UFF, Membro do Conselho Nacional do Ministério da Saúde, Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, da Federação Pan-Americana de Faculdades/Escolas Médicas, da Associação Brasileira de Escolas Médicas e Membro correspondente estrangeiro da Academia Venezuelana de Medicina.

Ele implantou seu Plano de Reforma da Assistência Médica na Previdência Social, denominado Plano do CONASP, cujas Ações Integradas de Saúde constituem a espinha dorsal da Reforma Sanitária Brasileira, ora em vigor. Ocupou, interinamente, o Ministério da Assistência e Previdência Social.

Professor Emérito da Faculdade de Medicina de Teresópolis. Professor Honoris Causa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco.

Foi agraciado pelo Governo Brasileiro com as Comendas da Ordem do Rio Branco, da Ordem do Mérito Médico Nacional, da Ordem do Mérito Naval e da Ordem do Mérito Aeronáutico. Condecorado com a medalha de Honra Presidente Juscelino Kubitschek do Estado de Minas Gerais.

Faleceu em 28 de abril de 2007.

Rubens Belfort Mattos Junior

Rubens Belfort Mattos Jr, eleito em fevereiro de 1999, tomou posse como Membro Titular no dia 25 de maio de 1999 para a cadeira de número 64, patronímica de Henrique Guedes de Mello – Secção de Cirurgia, em decorrência do falecimento de Carlos Paiva Gonçalves.

Monografia apresentada à Academia Nacional de Medicina com o título: Face emulsificação da Catarata e Implante de Lente Intraocular em Uveítes (1998) e recebido na Academia Nacional de Medicina pelos Acadêmicos Luiz Cesar Póvoa, Paiva Gonçalves Filho e Oswaldo Ramos.

Exerce Clinica e Cirurgia Oftalmológica.

Nascido em São Paulo Rubens Belfort Jr. graduou-se em Medicina em 1970, pela Escola Paulista de Medicina, hoje Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP onde também se especializou em Oftalmologia, completou Mestrado em Microbiologia e Imunologia e posteriormente Doutorado em Ciências na Área de Imunologia. Em 1985 foi aprovado também em Doutorado em Medicina (Oftalmologia), na Universidade Federal de Minas Gerais. Ex Fellow da Proctor Foundation da Universidade da Califórnia em São Francisco e Cientista Visitante do National Eye Institute (NIH). Na década de 90 terminou seu MBA, pela FEA/USP.

Na EPM ocupou várias posições, incluindo de Professor Assistente, Professor Adjunto, Livre Docente, Coordenador de Residência, Coordenado do Curso de Pós Graduação, Chefe de Disciplina e Chefe do Departamento de Oftalmologia, além de Membro da Congregação da EPM e do CONSU da UNIFESP. Professor Titular de Oftalmologia desde 1981. Nas décadas de 70 e 80 foi Professor Titular da Faculdade de Medicina de Jundiaí.

Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República.

Cientista nível 1-A do CNPq.

Principais Prêmios/Palestras/Lectures/Conferências:

Doutor Honoris Causa:

Previamente:

Publicações, Conferências e Congressos

Currículo Lattes

Memória Acadêmica – Monografia: Facoemulsificação da Catarata e Implante de Lente Intra-Ocular em Uveítes

Discursos da Cerimônia de Posse

Fator H (Google): 65 – 17.272 citações

Rubem David Azulay

Nasceu em 9 de junho de 1917, em Belém (PA).

Filho de David Rubem Azulay e Luna Garson Azulay.

Graduou-se em Medicina pela Faculdade Fluminense de Medicina da Universidade Federal Fluminense (1940). Especializou-se em Dermatologia nos EUA, em 1945.

Professor Titular nas disciplinas de Clínica Dermatológica, Dermatologia e Sifilografia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil.

Foi Chefe e Emérito do Instituto de Dermatologia do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro e Professor Emérito da UFRJ, UFF, Universidade Gama Filho e da Escola de Medicina da Souza Marques.

Sempre interessado pela pesquisa e por doenças tropicais (pouco estudadas na época), fez o curso do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Começaram, então, suas grandes contribuições para a Dermatologia. Seus estudos sobre as doenças tropicais, como a hanseníase, leishmaniose e micoses são referência até hoje.

Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Presidente de Honra do Colégio de Hansenologia dos países em que a enfermidade é endêmica. Membro Honorário da Academia Brasileira de Medicina Militar, da American Association of Dermatology, da Deutsche Dermatologische Gesellschanft, da Societé Française de Dermatologie et de Syphilographie e da British Society of Dermatology, além de Presidente honorário da International Society of Dermatology.

Em dezembro de 2002 o Instituto de Dermatologia da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro passou a ser denominado Instituto de Dermatologia Prof. Rubem David Azulay, em homenagem ao Acadêmico, que atuou como Chefe do Serviço de Dermatologia da instituição até o fim de sua vida.

Em 2010, foi condecorado pelo Ministro da Saúde com a Ordem do Mérito Médico. Agraciado com a Medalha comemorativa de três centenários: o da fundação da Sociedade Francesa de Dermatologia, o da instalação do primeiro Congresso Mundial de Dermatologia que ocorreu em Paris e o da inauguração do Museu do Hospital São Luís.

Recebeu as Medalhas de Ouro “Oswaldo Cruz”; “Antonio Pedro”; Medalha de Mérito “Albert Sabin”; “Clementino Fraga”; “Tamandaré” – conferida pelo Ministro da Marinha -; do Mérito Militar no Grau de Oficial conferida pelo Ministério do Exército; Medalha Júlio Cezar Ribeiro de Souza, conferida pelo Governador do Estado do Pará; Medalha da Real Academia Nacional de Medicina da Espanha; título de Médico do Ano de 1999. Recebeu os Prêmios: “Adolpho Bloch”, no Setor de Saúde, e “Alfred Jurzykowski”, pela Academia Nacional de Medicina. É Autor de mais de 700 trabalhos, entre eles um Compêndio de Dermatologia, já na terceira edição.

Dentre os livros publicados, destacam-se: “Traços de minha vida”, “Contribuições dos Judeus na Medicina” e “Dermatologia”. Durante a sua carreira, contribuiu na graduação de cerca de 10 mil médicos e pós-graduou 600 dermatologistas, dos quais 18 se tornaram professores titulares em universidades no país. Foi ainda editor-chefe dos Anais Brasileiros de Dermatologia por duas vezes, introduzindo diversas inovações.

Em sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “A imunofluorescência no diagnóstico sorológico da sífilis” e tornou-se Presidente da instituição no biênio 1995-1997.

Faleceu em 11 de agosto de 2013, aos 96 anos.