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Síndromes pós-covid

Dificuldade de atenção, perda de memória, palpitação, redução da capacidade pulmonar, hepatite, perda de cabelo, baixa acuidade visual, insuficiência renal, trombose, problemas com sono. Estas são apenas algumas das consequências que podem ser causadas pela covid-19. 

Nesta quinta-feira (8/4), a partir das 14:00, encontro da ANM promoverá esclarecimentos sobre as doenças pós-covid. 

Entre os convidados, os acadêmicos Celso Ramos que falará sobre a infectologia; José Galvão Alves abordará as alterações gastrointestinais; Fábio Jatene focará nos aspectos do coração; Patrícia Rocco pontuará a infecção no pulmão; o fígado e as vias biliares será tema do hepatologista Carlos Eduardo Brandão, as manifestações cutâneas serão assunto do dermatologista Omar Lupi; o transplante renal pós-covid será enfocado por José Medina. Problemas renais, no ouvido e na garganta, psiquiátricos e os pacientes oncológicos serão ainda abordados, respectivamente, pelos médicos José Suassuna, Jair de Castro, Antonio Egídeo Nardi e Paulo Hoff. A oftalmologista Heloisa Nascimento, do Programa Jovens Lideranças Médicas da ANM, falará sobre impacto da covid na retina.

O encontro ainda contará com Carmita Abdo falando de sexualidade e covid; a jornalista Claudia Collucci, da Folha de São Paulo, que abordará as lacunas na assistência aos sequelados; Fabricio Braga Silva que discutirá a importância da reabilitação; e Flávio Kapczinski com as manifestações neuropsiquiátricas.

Coordenado pelos acadêmicos Carlos Alberto Barros Franco e José Galvão Alves, a live é gratuita e não necessita inscrições prévias.

Serviço:
Data: quinta-feira (8/4)
Horário: a partir das 14 horas
Live: zoom/anmbr ou facebook/acadnacmed

Nossas histórias médicas

Minha melhor história médica promete emocionar a todos! Este é o tema do próximo simpósio promovido pela Academia Nacional de Medicina. Serão histórias de cirurgiões contadas em poucos minutos. Medo: causas e consequências serão ainda abordados em palestra do psiquiatra Sérgio Zaidhaft, especializado em saúde mental.

Entre os acadêmicos que contarão alguns de suas experiências, os cirurgiões Silvano Raia, Paulo Niemeyer, Jacob Kligerman, Milton Meier, Fabio Jatene, Talita Franco, o atual presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort Jr, e o ex-presidente Pietro Novelino, entre outros.

Na ocasião será lançado o livro “Para onde vamos com essa pressa?”, do acadêmico e também cirurgião José de Jesus Camargo, organizador do evento. Os comentários serão da professora Rosiska Darcy de Oliveira, da Academia Brasileira de Letras.

O evento é nesta quinta-feira (25/3), a partir das 14 horas, em nossos canais virtuais Facebook/acadnacmed e Zoom/anmbr. Não perca!

Serviço:

Dia: 25/03 – quinta-feira
Horário: a partir das 14 horas
Local: Zoom/anmbr ou Facebook/acadnacmed

Estratégias para vacinar todos e Já

Na atual conjuntura, existem muitos brasileiros, entidades, instituições nas esferas pública e privada, gestores e parlamentares empenhando-se para apoiar e ajudar os governantes, em todas as esferas e independentemente de partidos, para a aquisição de vacinas para toda população nacional. Esse movimento aspira que as decisões possam ser estratégicas e embasadas em evidências científicas, a partir de reflexões e estudos realizados pelos nossos cientistas e instituições de pesquisa. Por isso, nosso objetivo foi reunir diferentes iniciativas de empresários, consórcios e parlamentares para nos colocarmos à disposição deste trabalho, no diagnóstico dos gargalos e buscando soluções conjuntas e respaldadas pelas evidências.

Com a organização da Academia Nacional de Medicina, da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil e da Universidade Federal de São Paulo serão reunidos representantes das academias, universidades, consórcios, parlamentares e empresários no webinário “Estratégias para vacinar todos e Já!”. O encontro virtual objetiva estratégias para mais vacinas, através do levantamento dos gargalos atualmente enfrentados, bem como possíveis soluções conjuntas para a aquisição e vacinação imediata em massa no Brasil, baseadas em estudos e evidências científicas. Nessa coalizão para obtenção de vacinas, participam reitores da Unifesp, UFRJ e UFMG; representantes da Frente Nacional de Prefeitos e Frente Parlamentar Mista de Medicina; da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid  da Câmara dos Deputados; Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia;  além do empresariado brasileiro, representado por Luiza Helena Trajano e o movimento Unidos pela Vacina.

Programação

“Estratégias para vacinar todos e Já!”

Organizadores :

Academia Nacional de Medicina (ANM), Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Data :17 de março de 2021

Horário:17h

Link para acesso:https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

Apresentações

17h00 –  Academias:

Rubens Belfort – Academia Nacional de Medicina (ANM)  

Luiz Davidovich – Academia Brasileira de Ciências (ABC)

Acácio Alves de Souza Lima Filho – Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB)

17h05  – Universidades nas pesquisas das vacinas:

Reitora Soraya Smaili- Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Reitora Sandra Regina Goulart Almeida – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Reitora Denise Pires de Carvalho – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

17h10 – Empresários e Prefeitos:

Luiza Helena Trajano – Mulheres do Brasil e Unidos pela Vacina 

Jonas Donizette – Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

17h30 – Comunicação  :

Guga Chacra – Globo News

17h50 – Parlamento:

Deputado Luizinho Teixeira – Presidente da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid  (Câmara dos Deputados)

Deputado Hiran Gonçalves – Presidente da Frente Parlamentar Mista de Medicina 

Senador Izalci Lucas – Presidente da Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação.

18h10 – Perguntas e propostas

18h30 –  Encerramento

(Com informações da assessoria da Unifesp)

Estratégias brasileiras para vacinas

Nesta quinta-feira, dia 11 de março, a Academia Nacional de Medicina (ANM) promove simpósio sobre as Estratégias brasileiras para a produção de vacinas.

Entre os convidados, o acadêmico da ANM e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcelo Marcos Morales, atualmente como Secretário de Políticas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Morales falará sobre os avanços das pesquisas desenvolvidas no âmbito da RedeVírus do MCTI, principalmente às relacionadas ao desenvolvimento de vacinas. São 15 estratégias nacionais de vacinas que receberam um investimento de R$ 26 milhões do Ministério. Dessas estratégias, três são contra a covid-19 e estão em testes de animais.

O acadêmico Jerson Lima Silva, também pesquisador na UFRJ e presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do  Estado do Rio de Janeiro, Jerson Lima Silva, será outro dos convidados. Lima Silva falará dos investimentos das Fundações de Amparo à Pesquisa e, especialmente, dos editais lançados pela agência fluminense e quais estão nos planos para 2021, focado em vacinas.

Na agenda,  ainda palestra do professor Ricardo Gazinnelli, que apresentará a produção de lotes BPF para os ensaios clínicos de vacinas para covid-19 e doenças negligenciadas. E da Anvisa, Gustavo Mendes Lima Santos, contará qual é a situação atual para registro de vacinas: o caso covid-19.

A experiência do Instituto Vital Brazil na produção de imunobiológicos será abordado pelo presidente da instituição, Átila Torres de Castro; e o vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger, falará sobre como andam as estratégias de produção de vacinas pela instituição.

O evento, que começará às 15:00, é coordenado pelo presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., e será transmitido via Facebook Live/acadnacmed e pela plataforma zoom/anmbr.

Serviço:
Dia: 11/3/2021
Horário:15:00 às 18:00
Local: Facebook/acadnacmed e zoom/anmbr

‘Vacina Salva’: campanha é lançada na ANM

Iniciativa tem o objetivo de gerar conscientização sobre o papel da vacina na saúde pública.

Nesta quinta-feira, 4 de março, acontece o lançamento oficial da campanha Vacina Salva (#VacinaSalva), uma iniciativa da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) em parceria com instituições científicas. Foram convidadas a Academia Nacional de Medicina (ANM), Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 

A proposta da campanha é gerar conscientização sobre a importância da vacinação, sobretudo no cenário da pandemia da covid-19, evidenciando o papel da vacina na erradicação de doenças e na saúde coletiva.

O presidente nacional da Abap, Mario D’Andrea, conta que as peças publicitárias fazem uma defesa da vacinação em massa para combater a covid-19 e serão veiculadas na internet, TVs e rádios de todo país. O enxoval conta com um filme de 1 minuto e 30 segundos, spots de rádio e placas de rua (OOH). Segundo ele, a Abap, como uma das entidades mais importantes da comunicação brasileira, tem como missão fundamental combater as fakes news

–     Neste momento, em que novas variantes da covid aparecem, as vacinas escasseiam e aumenta o número diário de infectados e mortes, a resposta solidária é o caminho para o controle da pandemia e a segurança da população: “o cada um por si” deve ser substituído pelo “cada um por todos”. A covid-19 e suas variantes serão vencidas com o uso de máscaras, o distanciamento social e a vacinação em massa, destaca o presidente da ABC, Luiz Davidovich. 

O pesquisador Ildeu de Castro Moreira, presidente da SBPC, ressalta que “a vacinação é hoje a forma mais eficaz de combater doenças, por isso, vamos fazer uma retrospectiva histórica para ressaltar o que ela significa para a saúde do Brasil e do mundo ao longo de décadas. Esta iniciativa é muito importante para estimular a vacinação e para mostrar que ela é de suma importância no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. É muito gratificante para a SBPC se unir a entidades de setores fundamentais da comunidade científica e da saúde preocupadas com o esclarecimento da população.” O presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, Acácio Alves de Souza Lima Filho, reforça a mensagem, lembrando que vacinas tornam o mundo melhor porque reúnem o conhecimento das Ciências em benefício da Humanidade. 

O lançamento ocorre durante a sessão virtual, promovida pela Academia Nacional de Medicina, aberta ao público, e intitulada “Frente à covid: a resposta solidária da sociedade brasileira”, na qual o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, fará uma homenagem a instituições e personalidades que tiveram uma atuação de destaque no enfrentamento da pandemia. Segundo ele, a pandemia estimulou a solidariedade e os bons exemplos devem ser difundidos e perpetuados em nosso país.

Entre os homenageados, a Fundação Lemann e a iniciativa do Fundo de Apoio à Aprendizagem; o consórcio de veículos de mídia no levantamento de dados diários sobre o número de casos e óbitos em decorrência da covid, representado pela Folha de São Paulo; o Itaú com o Instituto Todos pela Saúde, além da Fiocruz e do Butantan.

Serviço

Webhall “Frente à covid: a resposta solidária da sociedade brasileira”

Data: 4 de março

Horário: 18h às 20h

Local: Facebook (http://facebook.com/acadnacmed) e Zoom (http://acknetworks.zoom.us/anmbr)

Programação veja na agenda das sessões científicas em https://www.anm.org.br/frente-a-covid-a-resposta-solidaria-da-sociedade-brasileira/.

Humanismo e espiritualidade

Espiritualidade e clínica terapêutica; Fé e ciência; Saúde e salvação são os temas deste imperdível Curso de Verão promovido pela Academia Nacional de Medicina. A live será nesta quinta (4/2), a partir das 17:00, nos canais da ANM: Facebook/acadnacmed ou pelo zoom/anmbr.

Entre os convidados o psicanalista e escritor Paulo Blank; o padre Paul Alexander Schweitzer, do Departamento de Matemática da PUC-RJ; Maria Clara Lucchetti Bingemer, do Departamento de Teologia da mesma universidade; e comentários do ex-presidente da ANM, Jorge Alberto Costa e Silva. O evento é gratuito e não precisa de inscrições. 

#saúde #esperitualidade #fé #ciência.

Serviço:
Data: 04/02/2021
Horário: 17:00
Local: Facebook/acadnacmed e zoom/anmbr

Gargalos no atendimento de pacientes com covid-19

Gargalos no atendimento de pacientes com covid-19

Falta de ventiladores mecânicos, oxigênio para pacientes graves, medicamentos necessários para intubação traqueal, demanda crítica de agulhas e seringas para terapia intensiva e para uso de vacinas. Estes são alguns dos gargalos que serão discutidos na live “Limitações hospitalares no atendimento a pacientes graves com covid.”

O evento é promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM), nesta sexta-feira (29/1), das 9:00 às 12:00, nos canais virtuais Facebook/acadnacmed ou pela plataforma zoom/anmbr.

Organizado pelos acadêmicos Patrícia Rocco, Carlos Alberto Barros Franco e José Luiz Gomes do Amaral, terá abertura dos presidentes da ANM, Rubens Belfort Jr., e Acácio Lima, da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil. Entre os convidados, Marcelo Morales, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Jorge Afiune, diretor médico da Cristália; Paulo Fraccaro, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e dos Laboratórios; Felipe Saddy, da Unidade Ventilatória do Hospital Copa D’Or; Marcelo Viana, chefe da Fisioterapia Respiratória do Hospital Samaritano; Walban Damasceno de Souza, presidente do Conselho da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia em Produtos para Saúde.

O evento é gratuito e não precisa de inscrições. Para saber mais, acesse https://www.anm.org.br/limitacoes-hospitalares-no-atendimento-a-pacientes-graves-com-covid-19/.

Serviços:
Data: sexta-feira (29/1/21)
Horário: das 9:00 às 12:00
Local: virtual Facebook/acadnacmed ou zoom/anmbr

Machado de Assis de corpo e alma

Nesta quinta-feira (21/1), a Academia Nacional de Medicina promove inédito Programa de Verão e traz aspectos machadianos para abordar a saúde. O evento faz parte da série Humanismo & Saúde, em homenagem ao acadêmico Ricardo Lopes Cruz (in memoriam), falecido em virtude da covid-19.

Na programação desta semana, “Epidemias e interesses em Machado de Assis”, com o pesquisador Helio de Seixas Guimarães, da USP; “A psiquiatria de Machado de Assis”, com o médico Marco Antonio Brasil, da Faculdade de Medicina da UFRJ; “A convulsão do corpo: o Machado de Silvano Santiago”, com Pedro Meira Monteiro, da Princeton University, dos Estados Unidos; e “Sintoma, doença e delírio: dissimulações machadianas, com Marta de Senna, pesquisadora da Casa de Rui Barbosa e da UFRJ.

O evento acontecerá das 17:00 às 19:00, em nossas plataformas virtuais: Zoom Meeting/anmbr ou Facebook Live/acadnacmed.

A programação completa pode ser conferida no link https://www.anm.org.br/programa-de-verao-humanismo-literatura-machado-de-assis-de-corpo-e-alma/

ANM promove Programa de Verão

“Humanismo e música. O impacto das doenças na obra de grandes compositores” é o tema do inédito programa de verão da Academia Nacional de Medicina (ANM). Uma homenagem ao acadêmico Ricardo Lopes Cruz.

Serviço
Data: 14 de janeiro de 2021, quinta-feira
Horário: Das 17h às 19h
Acesso: Plataforma Zoom Meeting: anmbr ou pela fanpage da ANM: https://www.facebook.com/acadnacmed

Confira a programação
17h – Abertura e Considerações Iniciais, com o Presidente da ANM, Acad. Rubens Belfort Jr. e a coordenação do Acad. Marcello Barcinski

17h10 – Homenagem a Ricardo Cruz conduzida pelo Acad. Carlos Eduardo Brandão

17h20 – “O efeito da surdez na mudança estética da música de Beethoven”
Rafael Fonseca (Guia dos Clássicos YouTube – RJ)

17h50 – “O impacto da neurossífilis na vida e na obra de Donizetti e Smetana”
Matheus Kahakura (Instituto de Neurologia de Curitiba)

18h20 – Comentários: Acad. Gilberto Schwartsmann

18h35 – Perguntas e Discussão Geral

Academia Nacional de Medicina discute registro de vacinas contra covid

O registro de vacinas contra covid será o tema do próximo simpósio promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM) em parceria com as academias Brasileira de Ciências (ABC) e de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB). O evento está programado para quinta-feira (12/11), a partir das 14 horas.

Entre os convidados, o gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes Lima Santos, o presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, Marco Aurelio Krieger, vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruza, e a advogada Aline Mendes Coelho, com experiência na área de Direito Regulatório e Sanitário.

O evento, coordenado pelo presidente da ANM, Rubens Belfort Jr.,e o acadêmico Paulo Buss, ainda contará com Helena Nader, vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências, e Acácio Lima, presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

Antonio Britto, ex-presidente da Interfarma, e Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Anvisa são outros convidados. Como debatedora, a jornalista do Estado de São Paulo, Roberta Jansen.

Serviço:
Simpósio “Registro e vacinação: prováveis cenários na covid-19
Dia: 12/11/2020 – quinta-feira
Horário: 14 horas
Web Hall da ANM: zoom/anmbr e transmissão ao vivo pelo Facebook/acadnacmed

Inscrições abertas para Jovens Líderes Médicos

Até o dia 30 de outubro de 2020, estarão abertas as inscrições para o Programa de Jovens Lideranças Médicas da Academia Nacional de Medicina.

Criado em 2014, o Programa no país já selecionou 50 médicas e médicos brasileiros de vários estados, assim como atuantes em outros países como Canadá e Estados Unidos, e com especializações em diferentes áreas. 

 O objetivo é contribuir com a formação de jovens médicos e fomentar um ambiente de ideias criativas e transformadoras para a medicina brasileira.

Para o presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort Jr, a iniciativa visa aproximar a ANM dos melhores jovens profissionais e com espírito de liderança.

 – Queremos implantar novas ideias para a medicina brasileira, a partir também do olhar feminino. O programa apoia a diversidade racial e de gênero. 

 A seleção privilegiará a inclusão de qualidades excepcionais como: 

 1)   formação acadêmica: doutorado, produção científica, consistente e atividades de orientação de ensino;

 2)   assistencial: prática clínica ou cirúrgica e aperfeiçoamento das condições assistenciais;

 3)   gestão e desenvolvimento de políticas de saúde e ações sociais.

 Entre os requisitos, ser brasileiros ou naturalizado, ter no máximo 40 anos, ser indicado por membros titulares das Academias Nacional de Medicina ou da Brasileira de Ciências, ou ainda por docentes de cursos de pós-graduação em Medicina, níveis 5,6 e 7 da Capes.

Um dos coordenadores do projeto, o acadêmico Marcello Barcinski, ressalta que o Programa estimula que os participantes sejam norteadores de caminhos criativos e de uma medicina humanizada.

As inscrições são gratuitas. 

Serviço:

Programa Jovens Lideranças Médicas da Academia Nacional de Medicina

Inscrições: até 30 de outubro

Informações e edital em http://www.anm.org.br/programa-jovens-liderancas-medicas-o-programa/

O que há de novo na medicina e na ciência para celebrar o Outubro Rosa?

Como conciliar segurança e estética no tratamento cirúrgico do câncer de mama? Quais são as últimas novidades sobre a biologia molecular e tratamentos com alvos terapêuticos? Estas são algumas questões que permearão os debates do simpósio “Atualização em câncer de mama”, promovido nesta quinta-feira (8/10), a partir das 14 horas, com transmissão ao vivo nos canais da Academia Nacional de Medicina no Facebook/acadnacmed e na plataforma zoom/anmbr.

Entre os convidados, o professor Ben Anderson, da Organização Mundial da Saúde, que abordará as iniciativas globais para a saúde das mamas; os médicos Vilmar Marques, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Maria Isabel Achatz, coordenadora da Unidade de Oncogética do Hospital Sírio Libanês,  Luiz Henrique Gebrim, do Centro de Referência da Saúde da Mulher do Hospital Pérola Byington, e Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia e especialista em Bioética. Como mediadoras, as jornalistas Ana Lucia Azevedo, do jornal O Globo, e Natalia Culminale, do Portal Futuro da Saúde. A abertura do evento é do presidente da ANM, Rubens Belfort Jr; e a coordenação é dos acadêmicos Maurício Magalhães Costa e Paulo Hoff.

Serviço:

Simpósio Atualização em câncer de mama

Data: Quinta-feira, 8/10

Local: zoom/anmbr e Facebook/acadnacmed

Vacinas contra covid: qual, quando, como e em quem?

Academia Nacional de Medicina (ANM) promove o Simpósio ”Vacinas e Covid: qual, quando, como, em quem? Medicina, mercado, política e sociedade.” O evento será na próxima quinta-feira (17/9), a partir das 14:00.

Entre temas e convidados, Mariângela Simão (OMS) falará sobre as iniciativas da instituição para oferecer vacinas com equidade; José Carlos Felner, Presidente da GlaxoSmithKline, que abordará as estratégia de implementação dos programas de vacinas; Lily Yin Weckx(Unifesp) com testes clínicos de fase 3 da vacina AZD-1222 no Brasil (vacinas Oxford) e Maria Bernardini, diretora médica da Astra Zeneca, que abordará um tema de interesse para todos: qual é a provável disponibilidade de uma vacina no Brasil? 

A iniciativa de aplicar a vacina Coronavac do Butantan/Sinovac será apresentada por Esper Georges Kallás (USP). Para debater a vacina russa e sua aplicação no Paraná, o convidado é o professor Jorge Augusto Callado Afonso, presidente do Tecpar. E ainda haverá um conferencista internacional, que é o Secretário de Relações Exteriores da National Academy of Medicine dos EUA, Carlos Del Rio, com o tema Challenges of developing and deploying a vaccine during a pandemic.

O evento ainda contará com Marcelo Morales da ANM e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Jorge Kalil e Ricardo Gazzinelli, da ABC; Celso Ramos, da ANM, e a epidemiologista Carla Domingues.

Serviço:

Programação completa http://anm.org.br/conteudo_view.asp?id=3328

Local: Web Hall da ANM na plataforma zoom/anmbr ou pelo Facebook/anm1829

Dia: 17/09/2020

Horário: das 14:00 às 20:00

Covid-19 Soros de cavalo têm mais de 20 vezes anticorpos neutralizantes

Nesta quinta-feira, dia 13/08, em sessão científica na Academia Nacional de Medicina, o pesquisador da UFRJ, Jerson Lima Silva, presidente da Faperj, e o médico Adilson Stolet, presidente do Instituto Vital Brazil, anunciarão o depósito de uma patente e a submissão de uma publicação oriundos dos resultados das pesquisas com soros produzidos por cavalos para o tratamento da Covid-19.

Depois de 70 dias, os plasmas de quatro dos cinco cavalos do Instituto Vital Brazil, no Rio de Janeiro, que foram inoculados, em maio de 2020, com a proteína S recombinante do coronavírus, produzida na Coppe/UFRJ, apresentaram anticorpos neutralizante 20 a 50 vezes mais potente contra o vírus SARS-CoV-2 do que os plasmas de pessoas que tiveram Covid-19.

Em virtude dos excelentes resultados, os pesquisadores da UFRJ e do Instituto Vital Brazil acabam de depositar patente referente a invenção de soro anti-SARS-CoV-2, produzido a partir de equinos imunizados com a glicoproteína recombinante da espícula do vírus SARS-CoV-2.

A originalidade do trabalho está na produção do soro por equinos contra os vírus SARS-CoV-2. O pedido de patente se refere ao processo de produção do soro anti-SARS-CoV-2, a partir da glicoproteína da espícula (spike) com todos os domínios, preparação do antígeno, hiperimunização dos equinos, produção do plasma hiperimune, produção do concentrado de anticorpos específicos e do produto finalizado, após a sua purificação por filtração esterilizante e clarificação, envase e formulação final.

O trabalho científico, que envolve parceria da UFRJ, Instituto Vital Brazil e Fiocruz, está sendo depositado no MedRxiv, um repositório de resultados preprint (pré-publicados).

A pandemia por Covid-19 resultou, até agosto de 2020, em mais de 700 mil mortes e mais de 19 milhões de casos confirmados. No Brasil, a triste marca de 100 mil óbitos e três milhões de infectados foi atingida esta semana. Enquanto não há vacinas aprovadas e, mesmo posteriormente, em virtude da dificuldade em atender à grande demanda de vacinação em todo o mundo, o uso potencial da imunização passiva por terapia com soro deve ser considerado com uma opção.

A soroterapia é um tratamento bem-sucedido, usado, há décadas, contra doenças como raiva, tétano e picadas de abelhas, cobras e outros animais peçonhentos como aranha e escorpiões. Os soros produzidos pelo Instituto Vital Brazil têm excelente resultado de uso clínico, sem histórico de hipersensibilidade ou quaisquer outras eventuais reações adversas. Os estudos clínicos ocorrerão em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

Participaram da pesquisa um grupo grande de cientistas, incluindo Leda Castilho e Renata Alvim (Coppe/UFRJ); Adilson Stolet, Luís Eduardo Ribeiro da Cunha e  Marcelo Strauch (Instituto Vital Brazil); Amilcar Tanuri, Andrea Cheble Oliveira, Andre Gomes, Victor Pereira e Carlos Dumard (UFRJ); Thiago Moreno Lopes (Fiocruz) e Herbert Guedes (UFRJ/Fiocruz).

 A pesquisa contou com apoio financeiro da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Serviço:

O anúncio será feito em conferência online no Web Hall da ANM zoom/anmbr e em transmissão ao vivo pelo Facebook/anm1829.

Dia: Quinta-feira – 13/08

Horário: a partir das 18:00

Mais informações:

Claudia Jurberg – Faperj e ANM –  tel.(21) 99973.4982

Thaís Marini – Instituto Vital Brazil – tel. (21) 99662.2965

Carlos Ribeiro/Coppe – tel. (21) 96781.6238

Prêmios da Academia Nacional de Medicina

Nesta quinta-feira, dia 6/8, as grandes conquistas da medicina, premiadas neste ano pela Academia Nacional de Medicina (ANM), terão apresentações em sessão científica virtual, a partir das 14:30. Haverá transmissão ao vivo aberta ao público.

Os prêmios da ANM são considerados os mais antigos, pois foram instituídos em 1829. Neste ano de 2020, concorreram aos nove prêmios 63 candidaturas – um número recorde.

O grande prêmio Presidente da Academia Nacional de Medicina foi para um grupo que reúne médicos das universidades Federal do Espírito Santo, Federal de São Paulo e da Columbia University sobre avanços para o tratamento da principal doença oftalmológica relacionada à perda da visão em adultos maiores de 55 anos: a Degeneração Macular Relacionada à Idade. O grupo estudou moléculas pró e antiangiogênica que podem contribuir para vascularização ocular e a aplicação dos sistemas CRISPR-Cas para edição do genoma, também conhecida como “cirurgia genômica” no campo da Oftalmologia.

Outro trabalho vencedor da edição do 2020 dos prêmios da ANM aborda as técnicas para transplante de fígado. De um grupo de médicos da Unidade de Transplante de Fígado, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade do Estado de Pernambuco, o trabalho original acompanhou 87 pacientes submetidos ao procedimento, entre 2018 e janeiro de 2020. Foram analisadas duas técnicas cirúrgicas e diversos parâmetros entre os pacientes. Os resultados contribuem para indicar qual técnica gera menos instabilidade pós-cirúrgica e que leva ao melhor funcionamento do enxerto após o transplante. Este trabalho venceu na categoria Prêmio Presidente José Cardoso de Moura Brasil.

Lista completa dos agraciados na edição 2020 dos prêmios da ANM

PRÊMIO MIGUEL COUTO – Novo modelo in vivo para avaliar alterações macroscópicas, histológicas e moleculares da doença de Peyronie

​Autor: David Jacques Cohen

​​ Faculdade de Medicina do ABC / Escola Paulista de Medicina- Universidade

​​ Federal de São Paulo

​Coautores:

• Faculdade de Medicina do ABC/ Escola Paulista de Medicina- Universidade Federal de São Paulo

​Sidney Glina

​Renan Pelluzzi Cavalheiro

​Ana Maria do Antonio Mader

​San Won Han

​Maria Aparecida Silva Pinhal

​Therese Rachel Theodoro

​Willany Veloso Reinaldo

​Vivian Barbosa Navarro Borba

​Giuliana Petri

PRÊMIO FERNANDES FIGUEIRA – Identificação da dor em neonatos: percepção visual das características faciais neonatais pelos adultos

​Autora: Marina Carvalho de Moraes Barros

​​ Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

​Coautores:

• Centro Universitário Fundação Educacional Inaciana “Padre Sabóia de Medeiros” (FEI)

​​Carlos Eduardo Thomaz

​​Lucas Pereira Carlini

​​Rafael Nobre Orsi

​​Pedro Augusto Santos Orona Silva

• Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

​​Giselle Valério Teixeira da Silva

​​Juliana do Carmo Azevedo Soares

​​Tatiany Medeiros Heiderich

​​Rita de Cássia Xavier Balda

​​Adriana Sanudo

​​Solange Andreoni

​​Ruth Guinsburg

PRÊMIO MADAME DUROCHER – Primeiro nascimento mundial após transplante uterino com doadora falecida

​Autor: Dani Ejzen

​​ Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

​Coautores:

• Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

​Wellington Andraus

​José Maria Soares Jr

​Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque

​Edmund Chada Baracat

PRÊMIO ANTÔNIO AUSTREGÉSILO RODRIGUES LIMA – O papel de citocinas inflamatórias e da via da quinurenina na fisiopatologia do transtorno de pânico

​Autora: Laiana Azevedo Quagliato

​​ Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro – IPUB

PRÊMIO PRESIDENTE ALOYSIO SALLES – Alterações neurológicas em pacientes com linfomas

​Autora: Lucilene Silva Ruiz e Resende

​​ Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

​Coautora: Ligia Niéro-Melo

​​ Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

PRÊMIO PRESIDENTE ALOYSIO SALLES – Alterações neurológicas em pacientes com linfomas

​Autora: Lucilene Silva Ruiz e Resende

​​ Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

​Coautora: Ligia Niéro-Melo

​​ Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP

PRÊMIO PRESIDENTE JOSÉ CARDOSO DE MOURA BRASIL – Revascularização retrógrada no transplante ortotópico de fígado: efeitos na estabilidade hemodinâmica e função do enxerto

​Autor: Olival Cirilo Lucena da Fonseca Neto

​​ Unidade de Transplante de Fígado de Pernambuco – UTF-PE

​​ Unidade de Transplante de Fígado do Hospital Universitário Oswaldo Cruz

​Coautores:

• Unidade de Transplante de Fígado (UTF) – Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC)

Universidade de Pernambuco (UPE)

​Gabriel Guerra Cordeiro

​Paulo Sérgio Vieira de Melo

​Américo Gusmão Amorim

​Priscylla Jennie Monteiro Rabêlo

​José Olímpio Maia de Vasconcelos Filho

​Pedro Renan de Melo Magalhães

​Ludmila Rodrigues Oliveira Costa

​Raimundo Hugo Matias Furtado

​Gustavo da Cunha Cruz

​Cláudio Moura Lacerda

PRÊMIO ACADEMIA NACIONAL DE MEDICINA – Angiogênese da retina e coroide: biomarcadores e engenharia genética

​Autor: Thiago Cabral – Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

​Coautores:

• Universidade Federal do Espírito Santo

​Luiz Guilherme Marchesi Mello

​Júlia Polido

• Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo

​Caio V. Regatieri

​Luiz H. Lima

​Maurício Maia

• Stanford University

​Vinit B. Mahajan

• Columbia University

​Stephen S Tsang

• Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE/IAMSPE)

​Akiyoshi Oshima

​Pedro Serracarbassa

Serviço:

Dia 06 de agosto de 2020

Horário: a partir das 14:30

Local: transmissões ao vivo via zoom: anmbr ou pelo Facebook /anm1829

De Shakespeare ao novo coronavírus

O que a literatura das pandemias de séculos passados pode nortear reflexões atuais sobre o novo coronavírus?

A pandemia pelo SARS-CoV-2 que, atualmente, está no dia a dia de milhões de pessoas ao redor do mundo, além de foco em várias instituições mundiais, apresenta ainda grandes desafios tanto para comunidades médica e científica, como para a sociedade. Estudar o passado, através da literatura, que retratou grandes mazelas da humanidade, para entender o presente é o tema central de live nesta quinta-feira (16).

Intitulada A pandemia e a literatura, o evento é uma realização conjunta das Academias Nacional de Medicina (ANM), Brasileira de Ciências (ABC) e de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) e abordará algumas obras inspiradoras.

Romeu e Julieta, de William Shakespeare; A peste, de Albert Camus; A montanha mágica, escrita por Thomas Mann; Ensaio sobre a cegueira, clássico de José Saramago; Moby Dick, de Herman Melville; Chão de Ferro, do brasileiro Pedro Nava; e Decameron, de Giovanni Boccaccio, serão algumas das obras comentadas por escritores e médicos durante o evento. 

Organizado pelos acadêmicos da ANM, Gilberto Schwartsmann e Ricardo Lopes Cruz, também secretário geral, a live terá como convidados os membros da Academia Brasileira de Letras, Geraldo Carneiro, Domício Proença e Nélida Piñon, além de médicos como Margareth Dalcolmo, da Fiocruz, e os acadêmicos José de Jesus Camargo, pioneiro no transplante de pulmão na América Latina; José Osmar Medina Pestana, um dos líderes do maior programa de transplante de rim no mundo.

“A literatura é um marco na história que nos ajuda a interpretar o presente. Por isso, revisitar outras epidemias descritas por grandes escritores é motivo do nosso próximo debate”, enfatiza o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., que terá a companhia dos presidentes Luiz Davidovich da ABC, e Acácio Lima, da ACFB.

Confira a programação completa:

 http://www.anm.org.br/conteudo_view.asp?id=3298

Serviço:

Evento: Sessão virtual da ANM – Simpósio: A pandemia e a literatura.

Data: 16/7/20, quinta-feira

Horário: das 15h às 17h e das 18h às 20h

Como participar: plataforma ZOOM Meetings ou pelo Facebook da Academia Nacional de Medicina.

Acesse: https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

Julho amarelo

Diante da crise sanitária imposta pelo novo coronavírus, outras doenças foram esquecidas pela população. Em um esforço nacional para reverter cenários trágicos, o presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, Carlos Eduardo Brandão-Mello, membro da Academia Nacional de Medicina, lembra que estamos em pleno Julho Amarelo, o mês de conscientização das doenças do fígado.

Embora haja vacina contra os vírus das hepatites B, nas redes pública e privada do Brasil, estima-se ainda há prevalência de 1 a 2 milhões de casos da doença no país. Desses, cerca de 90% não diagnosticados e menos de 30% tratados com as drogas antivirais específicas. No mundo, são mais de 350 milhões de infectados.

Conhecidas desde Hipócrates, no 5o século antes de Cristo, as hepatites virais, hoje divididas em cinco diferentes tipos (A, B,C, D, E) são consideradas um dos maiores problemas de saúde pública.

Outro agravo é a infecção pelo vírus da hepatite C. Estima-se 71 milhões de pessoas infectadas em todo mundo pelo vírus da hepatite C e, no Brasil, quase 2 milhões. A infecção por esse vírus é a mais importante causa de hepatite crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular, sendo a principal causa de indicação de transplante hepático no mundo industrializado.

As cirroses são consideradas, hoje em dia, entre as dez principais causas de morte na população mundial, explica Brandão-Mello, junto com as doenças cerebrovasculares, coronarianas, neoplasias, traumas e doenças renais. 

Brandão-Mello, que é também professor da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, ressalta outras doenças hepáticas como a gordurosa não alcoólica do fígado e as hepatites crônicas e cirroses de natureza auto-imune, e as medicamentosas, principalmente pelo uso de algumas substâncias, além das hepatites metabólicas, por sobrecarga de ferro (hemocromatose) e cobre (doença de Wilson), dentre outras.

A OMS planejava erradicar as hepatites virais, em 2030, mas com a pandemia do SARS-CoV-2 e o isolamento social, as campanhas de testagem e triagem se tornaram um desafio hercúleo. E como Hipócrates dizia: “A cura está ligada ao tempo e, às vezes, também às circunstâncias.

ANM homenageia os 120 anos da Fiocruz

A Academia Nacional de Medicina (ANM) homenageou, no dia 18 de junho de 2020, os 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz.

Na abertura do encontro, o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, destacou o apreço e admiração pela centenária instituição que está sempre à frente no combate às pandemias, em prol da saúde e da qualidade de vida das pessoas.

Coordenado pelo acadêmico Paulo Buss, o evento contou com apresentações de diretores de algumas unidades da Fiocruz e depoimentos de vários expoentes da saúde da ciência e da cultura brasileira, além de uma apresentação da atual presidente da instituição, Nísia Trindade Lima.

No bloco “O que é a Fiocruz hoje”?, cinco diretores de diferentes unidades apresentaram um breve panorama sobre pesquisa, ensino, assistência e produção de insumos para saúde desenvolvidos na instituição.

Já o segundo bloco, “Apreciação dos acadêmicos da Fiocruz”, contou com a participação dos acadêmicos e membros do corpo de profissionais da instituição: Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, José Gomes Temporão, Léa Rodrigues Coura, José Rodrigues Coura e Paulo Buss.

Em seguida, representantes de diversas instituições de peso na área da saúde, da ciência e da cultura concederam relatos e prestaram homenagens à Fiocruz. Participaram deste momento os reitores de universidades federais do Rio de Janeiro e do Maranhão, respectivamente, Denise Pires de Carvalho e Natalino Salgado; os presidentes das Academias Brasileira de Letras e de Ciências, Marco Lucchesi e Luiz Davidovich,

Davidovich ressaltou a conexão forte entre a ABC e a Fiocruz, lembrando que Oswaldo Cruz foi um dos fundadores e vice-presidente da primeira diretoria da ABC. Davidovich resumiu assim sua visão sobre a instituição:

 – Assim como grandes artistas, grandes escritores e grandes músicos se transformam em símbolos dos tempos, a Fiocruz é mais que uma instituição. É uma marca nacional e internacional. Esta marca está associada a ciência de qualidade no SUS. E mostra como uma política de Estado de longo tempo pode beneficiar o país.

Em sua conferência, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, traçou uma linha do tempo sobre as conquistas da saúde pública e o enfrentamento dos grandes desafios na medicina brasileira, tendo a Fundação Oswaldo Cruz um papel de liderança. De forma elegante, descreveu a irmandade junto à Academia Nacional de Medicina, preservando memória, tradições e focando na busca por parcerias, através de seus eméritos profissionais que são também acadêmicos, em projetos de inovação atuais e futuros.

O acadêmico José Augusto Messias, orador do evento, lembrou fatos marcantes da instituição desde a sua criação como Instituto Soroterápico, em uma antiga fazenda na zona Norte do Rio de Janeiro, ao triste episódio conhecido como Massacre de Manguinhos, lembrando o nome de cada um dos 10 cientistas que perderam o direito de continuar a trabalhar durante a ditadura militar, na década de 70. Messias nomeou cada um dos cassados e finalizou: “Presentes!”

Ao final, o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr. ressaltou a irmandade que une as duas instituições há mais de um século e sentenciou:

Uma placa virtual foi entregue pelo presidente Rubens Belfort à Nísia Trindade Lima com o compromisso de um encontro presencial quando a epidemia de covid-19 acabar.

Reflexões sobre cirurgião idoso e covid-19

Até que ponto, o cirurgião com idade avançada por operar? Quais as consequências que a idade pode apresentar durante uma cirurgia? Estas são algumas das perguntas que serão debatidas durante o Simpósio Reflexões sobre o Cirurgião Idoso – evento promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM), nesta quinta-feira, dia 25 de junho, a partir das 14 horas, no zoom meeting anmbr ou em live pelo Facebook/anm1829.

Na programação, os acadêmicos Silvano Raia, Fábio Jatene, José de Jesus Camargo, Arno von Ristow e Henrique Murad abordarão temas como as atividades adequadas ao cirurgião idoso e  mostrarão os resultados da pesquisa sobre cirurgiões idosos realizada pela ANM em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, entre outros assuntos.

Entre os convidados palestrantes estão os médicos Wilson Jacob e Sérgio Almeida de Oliveira, ambos da USP, Savino Gasparini Neto, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. E mais o epidemiologista Alexandre Kalache, especialista em estudo do envelhecimento e que preside o Centro Internacional de Longevidade do Brasil e integrante do GT de Envelhecimento e Saúde Coletiva da Abrasco, que falará sobre “Pandemia em tempos de cólera” e o professor e geriatra Dr. João Toniolo que abordará o tema “Manejo da Covid em pacientes geriátricos em casa e residência para idosos”.

Mais informações no site anm.org.br.

Serviço:

Simpósio Reflexões sobre o cirurgião idoso

Local: zoom meeting anmbr ou pelo Facebook/anm1829

Dia: 25 de junho de 2020

Horário: a partir das 14 horas

Mapa da covid no mundo

A pandemia da desigualdade e a vulnerabilidade dos cidadãos; confinamento, saúde mental e violência; a disponibilidade de testagem em massa e as curvas epidemiológicas; os diferentes sistemas de saúde e opções de tratamento; os Governos e as ações econômicas. Estes foram alguns dos temas abordados em diferentes reuniões científicas que a Academia Nacional de Medicina promoveu, ao longo do último mês, com academias de medicina de Portugal, França, Reino Unido, Espanha, China e, por último, com 10 países da América Latina.

Dos chineses vieram oito lições de como enfrentar a pandemia por Covid-19, incluindo a resposta científica; as medidas recomendadas pela saúde pública; quais foram os gargalos e as soluções para os momentos críticos; como conseguiram a mobilização da sociedade; a importância da circulação de informações sobre a evolução da epidemia; a cooperação internacional e o suporte logístico para combater a propagação do novo coronavírus. 

No encontro entre as academias brasileira e francesa, estreitou-se laços que as unem há mais de 100 anos e ressaltou-se a importância dos princípios científicos aplicados a ações de saúde, sob aspectos clínicos, translacionais, humanos e sociais de forma global, priorizando, no entanto, características de cada país.

Os ingleses trouxeram experiências que evidenciaram a importância das colaborações que mantiveram ao longo da epidemia com países como China e Itália  e que contribuíram para orientação da população quanto às medidas de prevenção como a adoção de comportamento para mitigação da crise.

Portugal apresentou um panorama de sucesso no controle da epidemia. Dentro da evolução da pandemia, Portugal encontra-se duas semanas à frente do Brasil, tendo sua curva se estabilizado como em um planalto. O país se organizou de forma exemplar durante seis meses e colhe agora os resultados desse investimento.

E por fim, na última semana, a Academia Nacional de Medicina realizou encontro com 10 academias  de medicina de países da América Latina. Neste Fórum Ibero-Americano de Covid-19, participaram Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Equador, Uruguai, além da Espanha e Portugal.

Com mais de 100 participantes por encontro, os debates resultaram em uma série de documentos disponíveis no site da Academia Nacional de Medicina (www.anm.org.br)  e outros enviados para autoridades como o Secretário Geral da ONU, André Guttierrez, ressaltando a importância da ciência e da medicina, os impactos negativos das desigualdades e falta de equidade na saúde, e a urgência na busca de soluções globais e que incluam também os países periféricos e emergentes.

Pesquisa em covid-19 Academias Nacional de Medicina, Brasileira de Ciência e de Ciências Farmacêuticas promovem evento que reúne mais de 100 médicos e cientistas

Aumento no número de mortes; queda na arrecadação dos estados e Necessidade de maiores recursos para pesquisa; surgimento de gastos impensáveis com uma epidemia; perda de vidas, necessidade recursos para projetos de impacto e de aprovação rápida de projetos de pesquisa para prevenção, diagnóstico, tratamento de pacientes; e avaliação dos efeitos sociais e econômicos das medidas de isolamento. Estes foram alguns dos aspectos abordados em sessão virtual promovida pelas Academias Nacional de Medicina (ANM), Brasileira de Ciência (ABC) e de Ciências Farmacêuticas.

“Pesquisa na covid-19” foi o tema da última reunião científica, organizada pelos acadêmicos Rubens Belfort Jr., presidente da ANM, Marcello Barcinski e Wanderley de Souza.

O acadêmico Marcelo Marcos Morales, da ANM e ABC e Secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), apresentou as ações governamentais diante da pandemia. Uma das primeiras foi o descontingenciamento dos R$ 100 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Além disso, Morales falou sobre a criação da Rede Vírus com foco em fármacos, vacinas, ensaios clínicos, biobanco e estudos sobre impactos sociais. Segundo ele, na área de fármacos, foram estudadas duas mil moléculas, sendo selecionadas, inicialmente, 15 e uma delas, a nitazoxanida – utilizada como antiparasitário – já está sendo testada em 150 pacientes com sintomas leves. 

– Este é um estudo multicêntrico que reúne 17 hospitais.  Além disso, o país conta com outros 50 ensaios clínicos aprovados por comitês de ética, finalizou.

O presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e também acadêmico da ANM e ABC, Jerson Lima Silva, mostrou um panorama da produtividade científica brasileira em relação a outros países, alguns modelos de financiamento e a curva de investimentos na área pelo Rio de Janeiro. Ao completar 40 anos, a Faperj tinha expectativas de aporte de recursos no valor de R$ 530 milhões para este ano, de acordo com a Lei Orçamentária Anual, porém foram autorizados R$ 370 milhões e parte desses recursos está sendo investido em pesquisas da covid-19. Lima Silva ainda apresentou os editais emergenciais que foram lançados em virtude da chegada da pandemia ao país e os projetos aprovados.

Evaldo Vilela, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e membro da ABC, falou sobre o lançamento de edital emergencial para o enfrentamento da covid-19. De acordo com Vilela, 2.200 projetos foram enviados, representando uma demanda superior de R$ 1,700 bilhão. O resultado dos 30 projetos aprovados sairá no final de maio e os agraciados trabalharão em rede de pesquisas que podem englobar da biologia e medicina às ciências sociais, entre outras áreas.

O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Luiz Eugênio Mello, foi outro dos convidados. Mello ressaltou a importância dos investimentos em C&T de forma continuada e por longo tempo. Luiz Eugênio ainda trouxe exemplos históricos que levaram às conquistas de hoje no enfrentamento da pandemia no estado de São Paulo. Segundo ele, foi graças aos investimentos feitos pela agência há muito tempo. Ele relembrou que, apenas dois dias após o surgimento do primeiro caso de coronavírus da América Latina ter sido confirmado, pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz e das universidades de São Paulo e de Oxford publicaram a sequencia completa do genoma viral do coronavírus.

_ Isto só foi possível pois a Fapesp há muitos anos investe no laboratório da professora Ester Sabino, do Instituto de Medicina Tropical da USP.  

O Diretor de Inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Alberto Dantas, apresentou as três linhas lançadas pela agência agora durante a epidemia no Brasil. Com recursos totalizando mais de R$ 890 milhões, receberão aportes projetos de pesquisa, de subvenção econômica e linhas de financiamento reembolsáveis. Os recursos disponibilizados serão aplicados em projetos para ampliação da capacidade de processamento de amostras na rede pública, desenvolvimento e fabricação de produtos nacionais como ventiladores. Além disso, segundo Dantas haverá crédito para reconversão industrial, escalonamento de dispositivos médicos e inovação em saúde.

 
O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Denizar Vianna, ex-assessor especial do Ministério da Saúde (MS), ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do MS foi outro palestrante. Vianna fez um relato histórico da organização do país, desde janeiro de 2020, criando um sistema de vigilância do vírus, modelos preditivos da epidemia no país e a criação de um canal de comunicação junto à população,  além da implementação da telemedicina que, segundo ele espera, seja um dos legados da epidemia.

Nota de falecimento

A Academia Nacional de Medicina comunica com enorme pesar o falecimento, no dia 04 de maio de 2020, do seu ex-presidente, o cirurgião oncológico Marcos Fernando de Oliveira Moraes.

Adorado por pacientes e reconhecido pela sua extrema capacidade de erguer instituições, lançar novos desafios e concretizar sonhos impossíveis, Marcos Moraesnasceu na cidade de Palmeiras dos Índios, em Alagoas, em 10 de agosto de 1936. Aos 12 anos, saiu do agreste alagoano para morar no Rio de Janeiro. Aqui, graduou-se em medicina na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, foi diretor do INCA por oito anos, presidente da Academia Nacional de Medicina em duas gestões, e recebeu o título de Professor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O nome de Marcos Moraes tem reconhecimento nacional e internacional na idealização do Programa Nacional de Câncer, na década de 90, e na luta antitabagista, tendo levado o INCA a ser o representante oficial do Brasil na Organização Mundial de Saúde para o Programa Tabaco ou Saúdee contribuído para que o país reduzisse em 40% o número de fumantes.

Além da visão empreendedora e de liderança incontestável na saúde, Marcos Moraes foi uma pessoa ímpar junto aos mais vulneráveis. Seu olhar ia muito adiante da dor física, buscando formas de atenuar o sofrimento da alma.

Por muitos anos, acalentou um sonho de criar a primeira casa de acolhida para pacientes terminais na cidade do Rio de Janeiro. Segundo ele, “um lugar para onde as pessoas iriam para aproveitar da melhor maneira possível o resto de vida que tinham”.

Ele se orgulhava de contar que a Fundação do Câncer, onde presidiu o Conselho de Curadores, já obtivera parte dos recursos necessários para sua implantação: “O lugar deve ser bonito. Tem que ter plantas, flores”, dizia ele, que foi inspirado por uma paciente terminal, cuja história foi transformada em personagem em um conto escrito por ele.

Seu nome era “Marta”. Sua história: a pobre mulher protelou por dois anos a ida ao médico, depois de descobrir um nódulo no seio. Sua ideia era evitar a perda do emprego de doméstica. Ela tinha quatro filhos: Paula, deficiente física; João que bebia demais; Maria era prostituta e Cida, telefonista.

Quando Marta foi atendida no Hospital de Ipanema, já não havia o que fazer. Dali, foi transferida para a casa de repouso, que abrigava pacientes sem possibilidade de cura. 

Tempos depois, apreensiva, voltou para casa quando soube que seus filhos estavam dispostos a participar de um programa supervisionado pelo INCA. João e Maria foram treinados e cuidaram da mãe durante 47 dias. Moraes contava que esteve duas vezes com Marta, quando vivenciou momentos gratificantes como médico. Marta havia confessado que estava nos dias mais importantes de sua vida. Seus filhos, por quem tinha grande preocupação, agora eram pessoas amorosas. Morreu feliz.

Marcos Fernando de Oliveira Moraes nos deixa em um momento crucial da saúde pública brasileira e mundial. Com certeza, teria muito a nos ensinar para além da pandemia.

– Marcos Moraes foi mais do que médico, mais do que cirurgião e mais do que cientista. Foi um dos maiores líderes brasileiros no combate ao câncer e ao tabagismo. Em sua trajetória de vida, construiu instituições e formou o melhor de uma geração de médicos no país. Na Academia Nacional de Medicina exerceu grande influência e, por duas vezes presidente, deixou marcas indeléveis em sua história, afirmou Rubens Belfort Jr, atual presidente da ANM.

A Academia Nacional de Medicina se solidariza com a família neste momento de extrema dor. Marcos Moraes cumpriu com louvor o seu ciclo e seus ensinamentos serão nossa inspiração.

Marcos Moraes faleceu de causas naturais. Deixa dois filhos, um neto e uma neta.

Brasil e China no combate ao Covid-19

Haverá uma segunda onda da pandemia? Existe imunidade? Como usar a tecnologia para informação da população?

Na série de encontros promovidos pela Academia Nacional de Medicina (ANM) com academias de medicina ao redor do mundo, nesta quinta (30), das 7:00 às 9:00, haverá sessão científica com os chineses.

Oportunidade única de atualização e informação sobre a situação atual da pandemia de Covid-19 na China. A sessão será transmitida ao vivo pelo Facebook da ANM.

Programação completa

Brazil-China Virtual Meeting

on Efforts to Cope with COVID-19

07:00-07:15 AM (Rio time), 18:00-18:15 (Beijing time)

Opening remarks and introductions

Prof. Rubens Belfort Jr. – President, National Academy of Medicine of Brazil

Prof. Xiao Nong Zhou – Director, National Institute of Parasitic Diseases at China CDC & Chinese Center for Tropical Diseases

Co-chairs: Acad. Oswaldo Moura Brasil and Maurício Magalhães

07:15-07:30 am (Rio time), 18:15-18:30 pm (Beijing time)

COVID-19: China’s update and sharing

By Acad. & Dr. Fu Geoge Gao, Director General of China CDC, Acad. for Chinese Academy of Science

07:30-07:45 am (Rio time), 18:30-18:45 pm (Beijing time)

COVID-19: clinical management covering case diagnosis and treatment

Chinese specialist

07:45-08:15 am (Rio time), 18:45-19:15 pm (Beijing time)

Q&A –

NAM’s Academicians and Chinese specialists

08:15-08:45 am (Rio time), 19:15-19:45 pm (Beijing time)

Discussion

08:45-09:00 (Rio time), 19:45-20:00 pm (Beijing time)

Final remarks and closure

Prof. Rubens Belfort Jr. – National Academy of Medicine of Brazil (NAM)

Prof. Xiao Nong Zhou – Director, National Institute of Parasitic Diseases at China CDC & Chinese Center for Tropical Diseases

Serviço:

Quinta-feira, dia 30 de abril

Horário: das 7:00 às 9:00h

Local: pelo aplicativo zoom ID 455.635.5455 ou pelo Facebook/anm1829

Academias de Medicina do Brasil e França contra Covid-19

Desde o início de abril, a Academia Nacional de Medicina (ANM) está promovendo uma série de encontros com academias de medicina de outros país. Nesta quinta-feira, dia 22 de abril, a partir das 13:00, a reunião científica será com os franceses, com transmissão ao vivo pelo Facebook (https://www.facebook.com/anm1829/), ou via zoom com inscrição antecipada.

Quais são as características dos sistemas de saúde pública e da epidemiologia no Brasil e França? O que nos aproxima e quais as lições que podemos aprender?

O debate será em inglês. Abaixo, segue a programação completa.

E partir das 18:00, a ANM promove reunião científica também sobre Covid-19. Nesta sessão, os convidados são os médicos e acadêmicos Rui Maciel que falará sobre “testes disponíveis para diagnóstico da Covid-19: quando solicitá-los e como interpretá-los” e Daniel Tabak com a palestra intitulada “A pandemia”.

Brazil-France Meeting: efforts to cope with COVID-19

Meeting Programme

13:00-13:20                                                                               

Opening remarks and introductions

Prof. Rubens Belfort Jr. – President, National Academy of Medicine of Brazil 

Prof. Jean-François Allilaire – Executive Secretary, National Academy of Medicine of France

Mr. Keyvan Sayar – Counsellor for Global Issues at Ambassade de France au Brésil

Prof. Patrice Debré – Head of Internationl, National Academy of Medicine of France

Acad. Jorge Alberto Costa e Silva – Fellow, National Academy of Medicine of Brazil

PART I – Chair: Prof. Patrice Debré – National Academy of Medicine of France

13:20-13:30

Public Health and Epidemiology

Prof. Dr. Vincent Jarlier − Former Chief of the Bacteriology Department of Pitié Salpêtrière hospital APHP (10’)

13:30-13:50

Discussion (20’)

13:50-14:00

Diagnostic Tests and Patients Follow-up

Prof. Dr. Christine Rouzioux − Former Chief of the Virology Department of Necker Hospital APHP (10’)

14:00-14:20

Discussion (20’)

PART II – Chair:Prof. Jorge Alberto Costa e Silva, National Academy of Medicine of Brazil

14:20-14:50

Patients Management outside and inside Hospitals 

Prof. Dr. Anne Claude Crémieux − Chief of Infectious Department of Saint Louis Hospital (APHP) (10’)

Prof. Esper Kallás – Chairman, Infectious Diseases, University of São Paulo (10’)

Acad. Patrícia Rocco – Fellow, National Academy of Medicine of Brazil (10’)

14:50-15:10

Discussion (20’)

15:10-15:25

Coronavirus in Brazil: social, medical and research activities

Acad. Carlos Alberto Mandarim-de-Lacerda (5’)

Acad. Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro (5’)

Acad. Eliete Bouskela (5’)

15:25-15:45 General Discussion (20’)

Chairs: Profs. Jorge Alberto Costa e Silva (Brazil) and Patrice Debré (France)

15:45-16:00

Final remarks and closure

Prof. Rubens Belfort Jr. – President, National Academy of Medicine of Brazil 

Prof. Jean-François Allilaire – Executive Secretary, National Academy of Medicine of France

O que as autópsias podem explicar da Covid-19?

Com este tema, o acadêmico Paulo Saldiva e as médicas Marisa Dolhnikoff e Renata Monteiro, da Faculdade de Medicina, da Universidade de São Paulo, contaram os resultados preliminares de um projeto de autópsias minimamente invasivas para Covid-19. O encontro aconteceu em sessão científica virtual da Academia Nacional de Medicina, com mais de 100 inscritos.

Até o momento, foram analisados os corpos de 10 pacientes, metade de cada sexo e que morreram com o novo coronavírus. Com idade que variava entre 33 e 83 anos e que estiveram em unidades de terapia intensiva até 15 dias, os corpos dos pacientes foram submetidos a exames post mortem, através de tomografia, ultrassom e microscopia.

Vários órgãos foram estudados como pulmão, onde foram retiradas 48 amostras; fígado com oito amostras, rins e baço. Os resultados mostram uma agressividade impressionante do vírus e, em virtude disso, abordou-se também características da resposta imunológica frente à inflamação. Ainda não se sabe o porquê do vírus iludir a resposta imunológica.

No Brasil não existem salas de autópsias que atendam às exigências de segurança para infecções altamente contagiosas como a do novo coronavírus. Por esta razão, a equipe da FMUSP usou imagens de ultrassom para retirar, por meio de punção por agulha, amostras dos órgãos. As amostras foram depois depositadas em um biorepositório para análises futuras. O grupo espera finalizar  entre 50 e 60 autopsias. Até o momento, não há estudo no mundo com essa amplitude.

 Além disso, os pesquisadores mostraram que as autópsias permitiram conclusões sobre certos aspectos da doença como a comprovação histológica da formação de trombos  na microcirculação pulmonar. O grupo está com um artigo aceito e sob revisão para publicação em um periódico científico.

Nova diretoria assume Academia Nacional de Medicina

O oftalmologista paulista Rubens Belfort Jr. é o novo presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM). A posse aconteceu no dia 3 de março, nos salões da ANM. O mandado é para o biênio 2020-2021. Belfort Jr. recebeu a faixa presidencial das mãos do acadêmico antecessor na presidência da ANM, Jorge Alberto Costa e Silva.

Eleito como membro titular em 1998, Belfort Jr. liderará 100 dos melhores médicos do país que se dedicarão às atividades de congregar profissionais em reuniões periódicas com o intuito de debater questões pertinentes à medicina nacional e internacional, incluindo as sessões científicas, que ocorrem toda quinta-feira. Além de outros projetos como se aproximar da sociedade através de conteúdos médicos de forma mais acessível; do programa de incentivo a jovens lideranças médicas e a organização de eventos, entre outras atividades.


Graduado em medicina pela Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), em 1970, Belfort Jr. concluiu doutorado em oftalmologia pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1981 e fez outro doutorado, desta vez em microbiologia e imunologia, pela EPM/Unifesp, concluído em 1985. É livre-docente e professor titular de oftalmologia da mesma universidade, pesquisador 1A CNPq, membro da Academia Brasileira de Ciências. Belfort Jr. já recebeu, entre outros prêmios, a Medalha ao Mérito Oswaldo Cruz da Presidência da República, a Ordem do Mérito Científico Nacional, Classe Grã-Cruz e o prêmio Conrado Wessel de Medicina, da Fundação homônima. Tem mais de 500 artigos publicados e orientou cerca de 70 alunos de doutorado, mestrado, iniciação científica.

Saiba mais sobre o ANM

A história da Academia Nacional de Medicina confunde-se com a história do Brasil e é parte integrante e atuante na evolução da prática da medicina no país. Fundada sob o reinado do imperador D. Pedro I, em 30 de junho de 1829, mudou de nome duas vezes, mas seu objetivo mantém-se inalterado: o de contribuir para o estudo, a discussão e o desenvolvimento das práticas da medicina, cirurgia, saúde pública e ciências afins, além de servir como órgão de consulta do Governo brasileiro sobre questões de saúde e de educação médica.

Desde a sua fundação, seus membros se reúnem toda quinta-feira, às 18 horas, para discutir assuntos médicos da atualidade, numa sessão aberta ao público. Esta reunião faz da Academia Nacional de Medicina a mais antiga e única entidade científica dedicada à saúde a reunir-se regular e ininterruptamente por tanto tempo. A Academia também promove congressos nacionais e internacionais, cursos de extensão e atualização e, anualmente, durante a sessão de aniversário, distribui prêmios para médicos e pesquisadores não pertencentes aos seus quadros. Neste ano, serão nove prêmios em diversas categorias e as inscrições continuam abertas

Academia Nacional de Medicina promove simpósio no Dia Mundial do Rim

O Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, este ano terá como tema central “Saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina!”. Para ampliar os debates técnico científicos, a Academia Nacional de Medicina (ANM) irá promover na data um Simpósio sobre o tema.

Organizado pelo Acadêmico Omar da Rosa Santos, o evento abordará os seguintes temas: Estratégia para detecção da doença renal crônica; Nefrologia futurista e futurológica; Conquistas e avanços na nefrologia; Nefrologia do presente ao futuro; Infecções no transplante renal; Estratégia para detecção da doença renal crônica no SUS, entre outras palestras.

“As campanhas e eventos alusivas ao Dia Mundial do Rim têm como objetivos centrais reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo. A ANM, sempre atenta as questões globais de saúde, investe em discussões de alto nível”, enfatizou o Acadêmico.

Serviço

Saiba mais sobre a Doença Renal Crônica

A doença renal crônica (DRC) se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão arterial, “filtrar” o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras.

Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou são poucos e inespecíficos. Por isto, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, muitas vezes em estágio avançado, quando é necessário tratamento de diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, com exames de baixo custo, como a creatinina no sangue e o exame de urina simples.

Julho Amarelo: Mês de Conscientização das doenças do Fígado

O Julho Amarelo, à semelhança de outros eventos marcantes do calendário, como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, é o mês dedicado a campanha de conscientização sobre as principais doenças do Fígado e, em particular, as hepatites virais.

As hepatites virais são consideradas, desde os idos tempos da história da humanidade, um dos nossos maiores problemas de saúde publica. Hipocrates ao descrever, no 5o século antes de Cristo, quadro epidêmico de icterícia, tornou-se, muito provavelmente, o responsável pelo primeiro relato de surto de hepatites virais de que se tem noticia. Posteriormente, outros registros surgiram, muitos associados a guerras ou a condições de saneamento básico inadequado ou inexistente.

Na última metade do século passado notável desenvolvimento ocorreu na área da Moderna Hepatologia, com a descoberta, isolamento e clonagem dos principais tipos de hepatites virais (A, B, C, D, E), divididos em dois grupos: os entericamente transmitidos (A e E) e àqueles transmitidos por via parenteral (percutanea), sexual e vertical (perinatal) (B, C e D). Acrescente-se a essas descobertas, o desenvolvimento e a produção desde os anos 80/90 das vacinas contra os vírus da hepatite A e B, ja disponíveis em nosso meio e dispensadas na rede pública de saúde.

Duas dessas formas de hepatite chamam a atenção pelo seu potencial de cronificação e de complicações: A hepatite B altamente endêmica no sudeste asiático e na Africa subsaahariana é responsavel por mais de 300 milhões de individuos contaminados, muitos que se contaminaram pela via vertical ou seja durante o trabalho de parto, podendo nesses recém natos evoluir para cronificação em até 60 a 80% dos casos. A hepatite C, predominantemente adquirida por exposição, no passado remoto a transfusão de sangue e derivados, uso e compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas pelo uso de drogas ilicitas injetáveis é responsável por mais de 70 milhões de casos em todo o mundo, sendo que 75 a 85% dos casos irão evoluir para hepatite crônica e cerca de 20% a 30% destes para cirrose e suas complicações como o cancer do fígado, falencia hepática e transplante de fígado. No Brasil admite-se que tenhamos taxas de 0.5% a 1.0% de prevalência, respectivamente das hepatites B e C.

A Organização Mundial de Saúde em 2017, em conjunto com vários paises, incluindo o Brasil, planeja a erradicação das hepatites virais até 2030, meta ambiciosa, mas que repousa na identificação e triagem da população susceptivel, em sua maioria assintomática e anictérica (sem a presença da cor amarela nos olhos). Em todo o mundo e, até mesmo nos paíse ditos desenvolvidos, mais de 80% dos indíviduos não foram triados e nem diagnósticados e, o que é mais decepcionante, menos de 25% foram tratados com as drogas antivirais específicas para a hepatite B (Entecavir e Tenofovir) e para a hepatite C (Agentes antivirais de ação direta -DAA) como o Sofosbuvir, Ledipasvir e Velpatasvir, todos dispensados na rede de atenção básica de saude do SUS.

Dessa forma, faz-se necessária ampla rede de testagem dos nossos cidadãos, assim como o acesso aos serviços de referencia, além da conscientização da importância das medidas de higiene e prevenção.

Nesse momento de pandemia do novo coronavírus que nos impõe isolamento e distanciamento social as nossas campanhas de testagem e triagem sorológica, habitualmente realizadas de modo presencial, tornaram-se proibitivas, o que não nos impede de conclamar a toda a sociedade brasileira para que se conscientize sobre a importância das doenças do fígado e, em particular das hepatites virais. 

É de fundamental importância a noção de que essas infecções virais são preveníveis por medidas de saneamento básico e água tratada para as formas de transmissão oral e fecal, como, também, já dispomos de vacinas seguras, altamente eficazes na prevenção das hepatites A, B e, por consequinte, D (Delta) e, de tratamento antiviral com altas taxas de cura, superiores a 95%, para as formas de hepatite viral C.

Carlos Eduardo Brandão-Mello é Professor Titular da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro – UNIRIO. Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e Membro Titular da Academia Nacional de Medicina (ANM)

A Importância das Hepatites Virais e das doenças crônicas do Fígado

As hepatites virais são consideradas, desde os idos tempos da história da humanidade, um dos nossos maiores problemas de saúde pública.  Hipócrates ao descrever, no 5o século antes de Cristo, um quadro epidêmico de icterícia, tornou-se o responsável por um dos primeiros relatos de surtos de hepatites virais de que se tem notícia. 

Posteriormente, outros registros surgiram, muitos associados a guerras ou a condições de saneamento básico inadequado ou inexistente. 

Muitos séculos depois de Hipócrates, já no final do século 19, surgiram os primeiros registros de casos de hepatites transmitidas por via percutânea, tendo sido, estes, descritos por Lurman e colaboradores. 

Nas décadas seguintes diversos autores descreveram casos de hepatites transmitidas por via percutânea, sendo que, somente em meados do século passado (1943), surgiram as primeiras associações de casos de hepatite com transfusão de sangue e derivados.

Com relação à identificação dos vírus e seus marcadores, as últimas décadas do século passado foram bastante profícuas.  Em meados dos anos 60, Baruch Blumberg identificou o antígeno de superfície (HBsAg), o qual foi, inicialmente, denominado antígeno Austrália (Au), por ter sido identificado a partir de estudo realizados em aborígenes australianos. 

Praticamente uma década se passou até que Steven Feinstone, em estudos utilizando fezes de humanos, identificasse, através de imunomicroscopia eletrônica o HAV. 

A identificação do vírus Delta (HDV), em 1977, através dos estudos de Mario Rizzeto, também ocupou lugar de destaque na década de 70, tornando mais amplas as possibilidades de estudos das hepatites virais.  O vírus E, cujas características epidemiológicas se assemelham as do vírus A, foi identificado na década de 80, através de imunomicroscopia eletrônica, tendo sido clonado somente em 1990, quando recebeu a denominação atualmente em uso. 

Alguns anos se passaram até que outro vírus pudesse ser identificado.  Em 1989, Choo et al. identificaram o vírus da hepatite C (HCV), um dos vírus de transmissão parenteral pertencente ao grupo dos agentes não-A, não-B, permitindo redução drástica das infecções através das transfusões de sangue e/ou derivados.

A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) é a mais importante causa de hepatite crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular, sendo a principal causa de indicação de transplante hepático no mundo industrializado (Sherlock, 1994, Sherlock, 1995, Manns, 2017). A hepatite provocada pelo HCV é transmitida predominantemente por via parenteral, no passado remoto através de transfusões de sangue e seus derivados e, mais recentemente, pelo uso de drogas ilícitas injetáveis e através de promiscuidade sexual.

Estimava-se que mais de 170 milhões de indivíduos estivessem cronicamente infectados pelo HCV em todo o mundo (Sherlock, 1995, Manns, 2017). Atualmente a prevalência global de indivíduos infectados pelo HCV baseado na positividade por anticorpos anti-HCV é estimada em 1,6 % (variando de 1,3%-2,1 %), o que corresponderia a 115 milhões (variando de 92-149 milhões) de indíviduos infectados. Entretanto, alguns indivíduos espontaneamente ou por resultado de tratamento conseguem eliminar o vírus, persistindo apenas os anticorpos anti-HCV reagentes. Portanto, se levarmos em conta apenas a prevalência global virêmica, a estimativa reduz-se para 1% (variando de 0,8-1,14 %) ou 71 milhões (variando de 62-79 milhões) de pessoas infectadas com o HCV (MANNS et al., 2017; Blach, 2017).

Mais recentemente no Brasil, a prevalência da infecção virêmica pelo HCV é estimada em 0,9 % (variando entre 0,6%-0,9%), o que corresponderia a um população de quase dois milhões de pessoas infectadas (BLACH et al., 2017). Esses dados foram revistos pelo Ministério da Saúde do Brasil sendo a estimativa de prevalência de 0.7%, ao redor de 700 mil casos.

O HBV pode ser transmitido por via parenteral, através da inoculação de sangue ou derivados infectados, por via sexual, perinatal e intra-domiciliar. O período de incubação do HBV varia de 42 a 180 dias, podendo estar presente na saliva, sêmen e outros fluídos biológicos, como líquor e secreção vaginal.

O HBV apresenta elevada prevalência em indivíduos sexualmente promíscuos (homo e heterossexuais) e em usuários de drogas ilícitas injetáveis. Outro grupo de risco para a aquisição do HBV inclui os profissionais da área de saúde, como dentistas, enfermeiros, médicos, funcionários de banco de sangue e de laboratórios. 

A transmissão vertical do HBV de mães HBsAg e HBeAg positivo para o recém-nato durante o trabalho de parto é a principal via de contaminação observada em regiões de alta endemicidade, como no sudeste asiático e na África subsaahariana, sendo que o risco de cronificação, nestes casos, pode atingir 60% a 90%.

A freqüência da infecção pelo HBV e os modos de transmissão são marcadamente diferentes nas diversas regiões do globo. Nos Estados Unidos, com exceção do Alaska, onde a prevalência é alta, Europa Ocidental e Austrália a infecção pelo HBV é de baixa endemicidade, com ocorrência primária na idade adulta e taxas de cronificação de 0,2% a 0,9%.

Em contraste, a infecção pelo HBV é altamente endêmica na China, Sudeste Asiático, África sub-Saahariana, Ihas do Pacífico e em certas regiões do Oriente Médio, onde as taxas de prevalência da infecção crônica atingem 8% a 15%.

No Brasil evidenciou-se, em geral, baixa prevalência na Região Sul e alta prevalência na Região da Bacia Amazônica. (Brandão-Mello, et al., 2001; 2004; Brandão-Mello & Figueiredo Mendes, 2006, Brandão-Mello & Figueiredo Mendes, 2008; Focaccia , 2013,)

As hepatites virais são em sua grande maioria assintomáticas e seu diagnóstico repousa no diagnóstico imunosorológico através de testes de enzimaimunoensaio realizados por testagem rápida e em bancos de sangue e laboratorios. A OMS organizou um programa de erradicação das hepatites virais até 2030 baseado na identificação de maior numero de sujeitos e das campanhas de vacinação contra as hepatites virais A e B, que já apresentam vacinas disponíveis em quase todos os paises.

Cirrose Hepática e sua importância clinica

As hepatopatias crônicas são importantes causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Admite-se que existam mais de 70 milhões de indivíduos infectados pelo vírus da hepatite C (HCV) e de mais de 350 milhões infectados pelo vírus da hepatite B (HBV), distribuídos pelos cinco continentes. Essas duas enfermidades podem se cronificar e complicar ocasionando o surgimento de cirroses e de carcinoma hepatocelular.  

O consumo e abuso do álcool continua sendo outra importante causa de cirrose hepática, rivalizando-se as formas virais como as duas maiores etiologias da cirrose hepática

No Brasil estima-se que cerca de 1% da população esteja infectada pelo HCV e  0.5% a 1% pelo HBV. A hepatite crônica pelo HCV é uma das principais causas de cirrose e de indicação para o transplante hepático no mundo industrializado.

Além das cirroses de etiologia viral e alcoólica, extremamente prevalentes em todo o mundo, destacamos, também, a doença gordurosa não alcoolica do fígado e as hepatites crônicas e cirroses de natureza auto-imune, medicamentosas, principalmente pelo uso de alfametildopa, isoniazida, propiltiouracil, metabólicas, por sobrecarga de ferro (hemocromatose) e cobre (doença de Wilson), dentre outras.

Lembramos que as cirroses encontram-se, nos dias de hoje, dentre as dez principais causas de morte na população mundial, juntamente com as doenças cerebrovasculares, coronarianas, neoplasias, traumas e doenças renais.

O espectro de apresentação clínica dos pacientes com cirrose hepática pode compreender desde formas assintomáticas, nas quais os pacientes são identificados incidentalmente ao se submeterem a exames médicos periódicos e de rotina laboratorial, até formas de apresentação exuberante, florida, nas quais os pacientes exibem manifestações de insuficiência hepatocelular, com icterícia, diáteses hemorrágicas, ascite e hipertensão portal.

O Espectro da Doença Gordurosa Não Alcóolica do Fígado

A doença gordurosa não alcoolica do fígado (NAFLD na abreviatura inglesa) é uma desordem caracterizada pelo excesso de acúmulo de gordura (na forma de triglicerideos) nos hepatócitos (> 5% de conteúdo de gordura no fígado) referido como esteatose hepática.

Admite-se, hoje em dia, que a frequência de cirrose decorrente de NASH já ultrapassou àquela provocada pelo vírus da hepatite C, como a principal indicação de transplante hepático em adultos, com menos de 50 anos de idade.

A doença gordurosa não alcoolica (NAFLD) é atualmente a causa mais comum de alterações de enzimas hepáticas nos países ocidentais. De acordo com estudos populacionais usando ultrassonografia ou tomografia a prevalência de NAFLD é de 20% a 50%, sendo que com o emprego da RNM por espectroscopia a freqüência chega a ser de 45% em hispânicos, 33% em brancos e 24% na população negra nos EUA.

A prevalência de NAFLD chega a ser até maior em pacientes com outras comorbidades como Diabetes Mellitus tipo 2 (40% a 80%) e de 30% a 90% em obesos.

Por outro lado a recíproca também é verdadeira: pacientes com diabetes tem risco incrivelmente maior de desenvolver NASH, ainda mais naqueles com história familiar de diabetes; de morte por doença hepática crônica e cirrose e, é até 3 vezes maior o risco de morte por doença hepática crônica atribuída a presença de NASH.

Figado e COVID 19

Desde dezembro de 2019, um surto de infecção por um novo Coronavírus (SARS-CoV-2), iniciado em Wuhan (China), se tornou uma pandemia, promovendo séria ameaça à saúde publica em todo o mundo. O número crescente de casos (mais de 1 milhão até 05 de abril de 2020) atingiu proporções alarmantes na China, na Europa e nos EUA, e chegou ao Brasil em 26 de fevereiro de 2020.

A maioria dos casos de infecção pelo COVID-19 (> 80%) são assintomáticos ou com sintomas leves que se resolvem sem necessidade de tratamento específico. Entretanto, cerca de 15% podem evoluir com pneumonia intersticial grave e ter taxas de mortalidade de até 5%. Em geral, as formas graves decorrem de dano alveolar pulmonar e insuficiência respiratória grave (SARS).

O envolvimento hepático na infecção pelo COVID-19 foi objeto de estudo em, pelo menos, 7 séries de casos que analisaram os aspectos clínicos e serão resumidos a seguir em 5 tópicos distintos:

  1. Manifestações hepáticas em pacientes sem hepatopatias prévias.
  2. Manifestações hepáticas em pacientes com hepatopatias prévias.
  3. Potenciais mecanismos de lesão hepática.
  4. Manifestações hepatobiliares e gastrointestinais.
  5. Manifestações hepáticas em pacientes com doenças autoimunes, colestáticas, carcinoma hepatocelular e transplante hepático.

 Manifestações hepáticas em pacientes sem hepatopatias prévias:

As manifestações clínicas da infecção pelo SARS-CoV-2 são predominantemente de febre (98%), fadiga (69%), tosse seca (59%), anorexia (39%), mialgia (34%), dispneia (31%), diarreia e náuseas (10%), segundo um estudo chinês que analisou mais de 1.099 pacientes.

Cerca de 2% a 11% dos casos de infecção pelo COVID 19 apresentavam anormalidades laboratoriais hepáticas. A frequência de elevação das aminotransferases variou de 20% a 53%, sendo esta ocorrência maior nos pacientes com manifestações clínicas mais graves (ALT, AST > 2 x limite superior da normalidade (LSN). Nos casos leves, o aumento das enzimas hepáticas parece ser transitório e sem repercussões clínicas, não sendo necessário nenhum tratamento específico. 

 Aumento das bilirrubinas e redução das concentrações de albumina são pouco frequentes, mas podem ocorrer, principalmente, nos casos de evolução mais grave. Nestes, observou-se também alterações da coagulação, como prolongamento do tempo de protrombina, plaquetopenia, fibrinólise, coagulação intravascular disseminada (CIVD) e episódios de tromboembolia pulmonar.

Manifestações hepáticas em pacientes com hepatopatias prévias:

Na China, cerca de 300 milhões de indivíduos são portadores de infecção pelos vírus das hepatites B (HBV) e C (HCV) ou apresentam doença hepática crônica de etiologia metabólica. Desta forma, não seria incomum a ocorrência de infecção pelo novo coronavírus em pacientes com doenças hepáticas prévias. Admite-se que 2% a 11% dos pacientes com COVID-19 na China apresentavam doenças hepáticas crônicas pré-existentes. Nos pacientes com hepatite crônica viral B ou C o tratamento antiviral deve ser mantido e deve se avaliar o melhor momento para o inicio da terapia naqueles à espera dos medicamentos.

É plausível que pacientes com doença hepática crônica e cirrose hepática, à semelhança dos diabéticos, hipertensos, cardiopatas, portadores de DPOC e insuficiência renal crônica, possam apresentar maior susceptibilidade a infecções graves pelo SARS-CoV-2, porém este fato precisa ser avaliado por estudos clínicos. Atenção especial deve ser dispensada aos pacientes com cirrose descompensada Child B ou C e aqueles com hepatopatias crônicas em idade avançada. Sinais de descompensação da cirrose como encefalopatia hepática, icterícia, ascite ou sangramento digestivo devem ser avaliados para a possibilidade de se relacionarem com o COVID-19.

Dr. Carlos Eduardo Brandão-Mello

Professor Titular do Departamento de Clínica Médica da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH)

Membro Titular da Academia Nacional de Medicina (ANM)

Quase dois séculos a serviço da saúde

Fundada no reinado do imperador D. Pedro I, a Academia Nacional de Medicina (ANM), de forma frequente, recebia D. Pedro II que, por mais de 50 anos, foi um assíduo ouvinte das conferências sobre ciência e saúde. Sua cadeira permanece no Salão Nobre da ANM, até os dias atuais. Com enfermidade avançada, no dia 30 de junho de 1889, presidiu pela última vez, a sessão de aniversário da instituição.

Nesta terça-feira (30/6), a ANM completará 191 anos e, como já é tradição, uma cerimônia solene marcará a comemoração. Considerada a mais antiga instituição na área da saúde em funcionamento permanente, foi criada em 1829 pelo médico cirurgião Joaquim Cândido Soares de Meirelles, sob o nome de Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro. A finalidade sempre foi responder às perguntas dos governos sobre todos os assuntos de interesse da saúde.

Em 2020, com a chegada da pandemia pelo novo coronavírus, suas habituais sessões científicas foram transferidas para o universo online, no qual o atual presidente, professor da Unifesp e oftalmologista, Rubens Belfort Jr., estabeleceu um gabinete de crise que aborda, exclusivamente, vários aspectos do SARS-CoV-2, desde março. Já os tradicionais chás acadêmicos foram suspensos pela primeira vez.

Durante a cerimônia de aniversário, nesta terça, serão anunciados os ganhadores dos prêmios da ANM. Foram 63 candidaturas – um número recorde -, que concorrem aos nove prêmios nesta edição. As premiações da ANM são também consideradas as mais antigas, pois foram instituídas junto à idealização da instituição.

De 1829 a 2020, a Academia elegeu apenas um seleto grupo de 674 médicos brasileiros que ocupam uma das 100 cadeiras divididas entre as três Secções de Cirurgia, de Medicina e Ciências Aplicadas à Medicina.

Histórias pitorescas recheiam a trajetória da Academia Nacional de Medicina como a entrada da primeira mulher, Marie Josephine Mathilde Durocher, eleita em 1871. Parisiense, veio para o Brasil aos sete anos e, já naturalizada, matriculou-se no curso de Partos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1833. Para trabalhar como parteira e não sofrer descriminação, adotou uma indumentária masculinizada, vestindo-se de preto, com casaco, gravata, cartola e saia e esclareceu em uma publicação de 1871:

“Como primeira brasileira formada parteira, aos vinte e quatro anos, eu decidi que estava autorizada, ou melhor, obrigada a servir como um modelo para aqueles que viriam depois de mim.”

Famosas também foram as atuações da Academia Nacional de Medicina nas campanhas de saneamento, vacinação e durante o enfrentamento de outras epidemias como a de febre amarela, no início do século passado, e a pandemia de 1917. Credenciais que atraem novos médicos para o seu Programa de Jovens Lideranças Médicas.  Outras iniciativas da ANM também são relevantes para a história da medicina em nosso país. A criação do Arquivo, cujo rico acervo possui informações relacionadas não só à história da medicina e da ciência brasileira com as fotos de Madamme Durocher, a parteira da família real portuguesa, mas também importantes acontecimentos da história política e social do país como o atestado de óbito do Imperador D. Pedro II; e a Biblioteca repleta de obras raras que contam os avanços ao longo desses quase dois séculos.


Serviço:

Dia: 30/06 – terça-feira

Horário: das 18:00 às 20:00

Local: Web Hall da ANM na plataforma zoom meeting https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

ANM homenageia os 120 anos da Fiocruz

A Academia Nacional de Medicina (ANM) homenageou, no dia 18 de junho de 2020, os 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz.

Na abertura do encontro, o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, destacou o apreço e admiração pela centenária instituição que está sempre à frente no combate às pandemias, em prol da saúde e da qualidade de vida das pessoas.

Coordenado pelo acadêmico Paulo Buss, o evento contou com apresentações de diretores de algumas unidades da Fiocruz e depoimentos de vários expoentes da saúde da ciência e da cultura brasileira, além de uma apresentação da atual presidente da instituição, Nísia Trindade Lima.

No bloco “O que é a Fiocruz hoje”?, cinco diretores de diferentes unidades apresentaram um breve panorama sobre pesquisa, ensino, assistência e produção de insumos para saúde desenvolvidos na instituição.

Já o segundo bloco, “Apreciação dos acadêmicos da Fiocruz”, contou com a participação dos acadêmicos e membros do corpo de profissionais da instituição: Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, José Gomes Temporão, Léa Rodrigues Coura, José Rodrigues Coura e Paulo Buss.

Em seguida, representantes de diversas instituições de peso na área da saúde, da ciência e da cultura concederam relatos e prestaram homenagens à Fiocruz. Participaram deste momento os reitores de universidades federais do Rio de Janeiro e do Maranhão, respectivamente, Denise Pires de Carvalho e Natalino Salgado; os presidentes das Academias Brasileira de Letras e de Ciências, Marco Lucchesi e Luiz Davidovich,

Davidovich ressaltou a conexão forte entre a ABC e a Fiocruz, lembrando que Oswaldo Cruz foi um dos fundadores e vice-presidente da primeira diretoria da ABC. Davidovich resumiu assim sua visão sobre a instituição:

 – Assim como grandes artistas, grandes escritores e grandes músicos se transformam em símbolos dos tempos, a Fiocruz é mais que uma instituição. É uma marca nacional e internacional. Esta marca está associada a ciência de qualidade no SUS. E mostra como uma política de Estado de longo tempo pode beneficiar o país.

Em sua conferência, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, traçou uma linha do tempo sobre as conquistas da saúde pública e o enfrentamento dos grandes desafios na medicina brasileira, tendo a Fundação Oswaldo Cruz um papel de liderança. De forma elegante, descreveu a irmandade junto à Academia Nacional de Medicina, preservando memória, tradições e focando na busca por parcerias, através de seus eméritos profissionais que são também acadêmicos, em projetos de inovação atuais e futuros.

O acadêmico José Augusto Messias, orador do evento, lembrou fatos marcantes da instituição desde a sua criação como Instituto Soroterápico, em uma antiga fazenda na zona Norte do Rio de Janeiro, ao triste episódio conhecido como Massacre de Manguinhos, lembrando o nome de cada um dos 10 cientistas que perderam o direito de continuar a trabalhar durante a ditadura militar, na década de 70. Messias nomeou cada um dos cassados e finalizou: “Presentes!”

Ao final, o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr. ressaltou a irmandade que une as duas instituições há mais de um século e sentenciou:

Uma placa virtual foi entregue pelo presidente Rubens Belfort à Nísia Trindade Lima com o compromisso de um encontro presencial quando a epidemia de covid-19 acabar.

Pesquisa em covid-19 Academias Nacional de Medicina, Brasileira de Ciência e de Ciências Farmacêuticas promovem evento que reúne mais de 100 médicos e cientistas

Aumento no número de mortes; queda na arrecadação dos estados e Necessidade de maiores recursos para pesquisa; surgimento de gastos impensáveis com uma epidemia; perda de vidas, necessidade recursos para projetos de impacto e de aprovação rápida de projetos de pesquisa para prevenção, diagnóstico, tratamento de pacientes; e avaliação dos efeitos sociais e econômicos das medidas de isolamento. Estes foram alguns dos aspectos abordados em sessão virtual promovida pelas Academias Nacional de Medicina (ANM), Brasileira de Ciência (ABC) e de Ciências Farmacêuticas.

“Pesquisa na covid-19” foi o tema da última reunião científica, organizada pelos acadêmicos Rubens Belfort Jr., presidente da ANM, Marcello Barcinski e Wanderley de Souza.

O acadêmico Marcelo Marcos Morales, da ANM e ABC e Secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), apresentou as ações governamentais diante da pandemia. Uma das primeiras foi o descontingenciamento dos R$ 100 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Além disso, Morales falou sobre a criação da Rede Vírus com foco em fármacos, vacinas, ensaios clínicos, biobanco e estudos sobre impactos sociais. Segundo ele, na área de fármacos, foram estudadas duas mil moléculas, sendo selecionadas, inicialmente, 15 e uma delas, a nitazoxanida – utilizada como antiparasitário – já está sendo testada em 150 pacientes com sintomas leves. 

– Este é um estudo multicêntrico que reúne 17 hospitais.  Além disso, o país conta com outros 50 ensaios clínicos aprovados por comitês de ética, finalizou.

O presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e também acadêmico da ANM e ABC, Jerson Lima Silva, mostrou um panorama da produtividade científica brasileira em relação a outros países, alguns modelos de financiamento e a curva de investimentos na área pelo Rio de Janeiro. Ao completar 40 anos, a Faperj tinha expectativas de aporte de recursos no valor de R$ 530 milhões para este ano, de acordo com a Lei Orçamentária Anual, porém foram autorizados R$ 370 milhões e parte desses recursos está sendo investido em pesquisas da covid-19. Lima Silva ainda apresentou os editais emergenciais que foram lançados em virtude da chegada da pandemia ao país e os projetos aprovados.

Evaldo Vilela, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e membro da ABC, falou sobre o lançamento de edital emergencial para o enfrentamento da covid-19. De acordo com Vilela, 2.200 projetos foram enviados, representando uma demanda superior de R$ 1,700 bilhão. O resultado dos 30 projetos aprovados sairá no final de maio e os agraciados trabalharão em rede de pesquisas que podem englobar da biologia e medicina às ciências sociais, entre outras áreas.

O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Luiz Eugênio Mello, foi outro dos convidados. Mello ressaltou a importância dos investimentos em C&T de forma continuada e por longo tempo. Luiz Eugênio ainda trouxe exemplos históricos que levaram às conquistas de hoje no enfrentamento da pandemia no estado de São Paulo. Segundo ele, foi graças aos investimentos feitos pela agência há muito tempo. Ele relembrou que, apenas dois dias após o surgimento do primeiro caso de coronavírus da América Latina ter sido confirmado, pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz e das universidades de São Paulo e de Oxford publicaram a sequencia completa do genoma viral do coronavírus.

_ Isto só foi possível pois a Fapesp há muitos anos investe no laboratório da professora Ester Sabino, do Instituto de Medicina Tropical da USP.  

O Diretor de Inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Alberto Dantas, apresentou as três linhas lançadas pela agência agora durante a epidemia no Brasil. Com recursos totalizando mais de R$ 890 milhões, receberão aportes projetos de pesquisa, de subvenção econômica e linhas de financiamento reembolsáveis. Os recursos disponibilizados serão aplicados em projetos para ampliação da capacidade de processamento de amostras na rede pública, desenvolvimento e fabricação de produtos nacionais como ventiladores. Além disso, segundo Dantas haverá crédito para reconversão industrial, escalonamento de dispositivos médicos e inovação em saúde.

 
O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Denizar Vianna, ex-assessor especial do Ministério da Saúde (MS), ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do MS foi outro palestrante. Vianna fez um relato histórico da organização do país, desde janeiro de 2020, criando um sistema de vigilância do vírus, modelos preditivos da epidemia no país e a criação de um canal de comunicação junto à população,  além da implementação da telemedicina que, segundo ele espera, seja um dos legados da epidemia.

Brasil e China no combate ao Covid-19

Haverá uma segunda onda da pandemia? Existe imunidade? Como usar a tecnologia para informação da população?

Na série de encontros promovidos pela Academia Nacional de Medicina (ANM) com academias de medicina ao redor do mundo, nesta quinta (30), das 7:00 às 9:00, haverá sessão científica com os chineses.

Oportunidade única de atualização e informação sobre a situação atual da pandemia de Covid-19 na China. A sessão será transmitida ao vivo pelo Facebook da ANM.

Programação completa


Brazil-China Virtual Meeting on Efforts to Cope with COVID-19

07:00-07:15 AM (Rio time), 18:00-18:15 (Beijing time)


Opening remarks and introductions

Prof. Rubens Belfort Jr. – President, National Academy of Medicine of Brazil

Prof. Xiao Nong Zhou – Director, National Institute of Parasitic Diseases at China CDC & Chinese Center for Tropical Diseases

Co-chairs: Acad. Oswaldo Moura Brasil and Maurício Magalhães

07:15-07:30 am (Rio time), 18:15-18:30 pm (Beijing time)


COVID-19: China’s update and sharing

By Acad. & Dr. Fu Geoge Gao, Director General of China CDC, Acad. for Chinese Academy of Science

07:30-07:45 am (Rio time), 18:30-18:45 pm (Beijing time)


COVID-19: clinical management covering case diagnosis and treatment

Chinese specialist

07:45-08:15 am (Rio time), 18:45-19:15 pm (Beijing time)


Q&A –

NAM’s Academicians and Chinese specialists

08:15-08:45 am (Rio time), 19:15-19:45 pm (Beijing time)


Discussion

08:45-09:00 (Rio time), 19:45-20:00 pm (Beijing time)


Final remarks and closure

Prof. Rubens Belfort Jr. – National Academy of Medicine of Brazil (NAM)

Prof. Xiao Nong Zhou – Director, National Institute of Parasitic Diseases at China CDC & Chinese Center for Tropical Diseases


Serviço:

Quinta-feira, dia 30 de abril

Horário: das 7:00 às 9:00h

Local: pelo aplicativo zoom ID 455.635.5455 ou pelo Facebook/anm1829

Brasil e Portugal na luta contra o Covid-19 Academias dos dois países reúnem especialista em reunião virtual

O que une Brasil e Portugal na pandemia de Covid-19? Nesta quinta-feira (9/4), a Academia Nacional de Medicina recebe, de forma virtual, especialistas da Academia portuguesa de Medicina para trocar experiências sobre tratamento na terapia intensiva e aspectos encontrados em autópsias de pacientes com covid-19.

18h – Abertura da Sessão
Presidente Acad. Rubens Belfort Jr

18h05 – Comunicações da Secretaria Geral
Acad. Ricardo Cruz

18h10 – Informes da Presidência (Resumo da Semana)
Presidente Acad. Rubens Belfort Jr

18h20 – Aspectos Histológicos e Radiológicos em autópsias de pacientes com Covid-19
Acad. Paulo Saldiva (20′)

Comentários
Profa. Dra. Maria de Fátima Carneiro – Presidente da Academia Nacional de Medicina de Portugal (10′)

Acad. Carlos Alberto Basílio

18h50 – Terapia intensiva em Portugal no Covid-19
Prof. Dr. José Artur Paiva – Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Diretor do Serviço de Medicina Intensiva do Centro Hospitalar São João (20′)

Comentários
Acad. José Luiz Gomes do Amaral (10′)

19h20 – Conversa com a Bancada Acadêmica

20h – Encerramento

Jornalistas interessados podem se inscrever através do email robertalima@anm.org.br

Nova diretoria assume Academia Nacional de Medicina

O oftalmologista paulista Rubens Belfort Jr. é o novo presidente da Academia Nacional de Medicina. A posse se realizará na próxima terça-feira, dia 3 de março, nos salões da ANM. O mandado é para o biênio 2020-2021.

Belfort Jr. receberá a faixa presidencial das mãos do Acadêmico antecessor, Jorge Alberto Costa e Silva.

Eleito como membro titular em 1998, Belfort Jr. liderará 100 dos melhores médicos do país que se dedicarão às atividades de congregar profissionais em reuniões periódicas com o intuito de debater questões pertinentes à medicina nacional e internacional, incluindo as sessões científicas, que ocorrem toda quinta-feira. Além de outros projetos como se aproximar da sociedade através de conteúdos médicos de forma mais acessível; do programa de incentivo a jovens lideranças médicas e eventos internacionais como a transmissão do TEDMED 2020, neste mês de março.

O evento, fechado para convidados, acontecerá na sede da ANM, na Avenida General Justo, 365, Centro do Rio de Janeiro.

Saiba mais sobre o ANM

A história da Academia Nacional de Medicina confunde-se com a história do Brasil e é parte integrante e atuante na evolução da prática da medicina no país. Fundada sob o reinado do imperador D. Pedro I, em 30 de junho de 1829, mudou de nome duas vezes, mas seu objetivo mantém-se inalterado: o de contribuir para o estudo, a discussão e o desenvolvimento das práticas da medicina, cirurgia, saúde pública e ciências afins, além de servir como órgão de consulta do Governo brasileiro sobre questões de saúde e de educação médica.

Desde a sua fundação, seus membros se reúnem toda quinta-feira, às 18 horas, para discutir assuntos médicos da atualidade, numa sessão aberta ao público. Esta reunião faz da Academia Nacional de Medicina a mais antiga e única entidade científica dedicada à saúde a reunir-se regular e ininterruptamente por tanto tempo. A Academia também promove congressos nacionais e internacionais, cursos de extensão e atualização e, anualmente, durante a sessão de aniversário, distribui prêmios para médicos e pesquisadores não pertencentes aos seus quadros. Neste ano, serão nove prêmios em diversas categorias e as inscrições continuam abertas


Serviço para imprensa:

Dia 03 de março de 2020

Horário: 20 horas

Local: Avenida General Justo 365, 7 andar.

Academia de Medicina anuncia vencedores dos prêmios 2020

Nesta terça-feira (30/6), a ANM completará 191 anos e, como já é tradição, uma cerimônia solene marcará a comemoração. Considerada a mais antiga instituição na área da saúde em funcionamento permanente, foi criada em 1829 pelo médico cirurgião Joaquim Cândido Soares de Meirelles, sob o nome de Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro.

Durante a cerimônia de aniversário, serão anunciados os ganhadores dos prêmios da ANM. Foram 63 candidaturas – um número recorde -, que concorrem aos nove prêmios nesta edição. As premiações da ANM são também consideradas as mais antigas, pois foram instituídas junto à idealização da instituição.

O grande prêmio Presidente da Academia Nacional de Medicina foi para um grupo que reúne médicos das universidades Federal do Espírito Santo, Federal de São Paulo e da Columbia University sobre avanços para o tratamento da principal doença oftalmológica relacionada à perda da visão em adultos maiores de 55 anos: a Degeneração Macular Relacionada à Idade. O grupo estudou moléculas pró e antiangiogênica que podem contribuir para vascularização ocular e a aplicação dos sistemas CRISPR-Cas para edição do genoma, também conhecida como “cirurgia genômica” no campo da Oftalmologia.

Outro trabalho vencedor da edição do 2020 dos prêmios da ANM aborda as técnicas para transplante de fígado. De um grupo de médicos da Unidade de Transplante de Fígado, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade do Estado de Pernambuco, o trabalho original acompanhou 87 pacientes submetidos ao procedimento, entre 2018 e janeiro de 2020. Foram analisadas duas técnicas cirúrgicas e diversos parâmetros entre os pacientes. Os resultados contribuem para indicar qual técnica gera menos instabilidade pós-cirurgica e que leva ao melhor funcionamento do enxerto após o transplante. Este trabalho venceu na categoria Prêmio Presidente José Cardoso de Moura Brasil.

Na categoria Madame Durocher, o trabalho vencedor relata a experiência de dois casos de transplante uterino com doadoras falecidas, sendo que um obteve sucesso com o nascimento da criança na 36 semana de gravidez e discute os aspectos que contribuíram para o insucesso do outro caso. Participaram da equipe cinco médicos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

História – Fundada no reinado do imperador D. Pedro I, a Academia Nacional de Medicina (ANM), de forma frequente, recebia D. Pedro II que, por mais de 50 anos, foi um assíduo ouvinte das conferências sobre ciência e saúde. Sua cadeira permanece no Salão Nobre da ANM, até os dias atuais. Com enfermidade avançada, no dia 30 de junho de 1889, presidiu pela última vez, a sessão de aniversário da instituição.

Em 2020, com a chegada da pandemia pelo novo coronavírus, suas habituais sessões científicas foram transferidas para o universo online, no qual o atual presidente, professor da Unifesp e oftalmologista, Rubens Belfort Jr., estabeleceu um gabinete de crise que aborda, exclusivamente, vários aspectos do SARS-CoV-2, desde março. Já os tradicionais chás acadêmicos foram suspensos pela primeira vez.

De 1829 a 2020, a Academia elegeu apenas um seleto grupo de 674 médicos brasileiros que ocupam uma das 100 cadeiras divididas entre as três Secções de Cirurgia, de Medicina e Ciências Aplicadas à Medicina.

Histórias pitorescas recheiam a trajetória da Academia Nacional de Medicina como a entrada da primeira mulher, Marie Josephine Mathilde Durocher, eleita em 1871. Parisiense, veio para o Brasil aos sete anos e, já naturalizada, matriculou-se no curso de Partos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1833. Para trabalhar como parteira e não sofrer descriminação, adotou uma indumentária masculinizada, vestindo-se de preto, com casaco, gravata, cartola e saia e esclareceu em uma publicação de 1871:

“Como primeira brasileira formada parteira, aos vinte e quatro anos, eu decidi que estava autorizada, ou melhor, obrigada a servir como um modelo para aqueles que viriam depois de mim.”

Famosas também foram as atuações da Academia Nacional de Medicina nas campanhas de saneamento, vacinação e durante o enfrentamento de outras epidemias como a de febre amarela, no início do século passado, e a pandemia de 1917. Credenciais que atraem novos médicos para o seu Programa de Jovens Lideranças Médicas.  Outras iniciativas da ANM também são relevantes para a história da medicina em nosso país. A criação do Arquivo, cujo rico acervo possui informações relacionadas não só à história da medicina e da ciência brasileira com as fotos de Madamme Durocher, a parteira da família real portuguesa, mas também importantes acontecimentos da história política e social do país como o atestado de óbito do Imperador D. Pedro II; e a Biblioteca repleta de obras raras que contam os avanços ao longo desses quase dois séculos.

Serviço:

Dia: 30/06 – terça-feira

Horário: das 18:00 às 20:00

Local: Web Hall da ANM na plataforma zoom meeting https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

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