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Amor em tempos de pandemia

Como manter a vida sexual ativa em tempos de pandemia? E para aqueles que não tem parceiros (as) fixos (as)? Usar ou não máscaras durante o ato sexual? Há vírus da covid no sêmen e no fluxo vaginal? Estas foram algumas das questões debatidas pela psiquiatra e sexóloga, a professora da USP Carmita Abdo, em live promovida pela Academia Nacional de Medicina, no dia 8 de abril de 2021.

Carmita trouxe dados científicos de estudos brasileiros e outros internacionais sobre comportamento sexual desde que a pandemia pelo coronavírus se espalhou pelo mundo. Para as perguntas acima, há ainda lacunas. São poucos os estudos e com número reduzido de indivíduos analisados com relação à presença do vírus no sêmen e na vagina. Diante disso, novas pesquisas são necessárias. Carmita Abdo falou ainda sobre novas características que passaram a ser importantes nas relações sexuais como a necessidade de um preparo cuidadoso antes do ato sexual e o uso de máscaras durante o ato.

Com as medidas restritivas de confinamento, houve aumento dos casos de depressão e redução do interesse sexual, especialmente entre as mulheres, disse a pesquisadora. Por outro lado, ela contou que alguns hábitos cresceram como novos usuários em plataformas virtuais de relacionamento. Segundo Abdo, em março e maio de 2020, houve um incremento de mais de 150% de homens cadastrados em sites de encontro virtuais no Rio de Janeiro e em São Paulo, além do crescimento de tráfego em sites pornográficos. Por outro lado, identificou-se uma queda de 70% no movimento de motéis e decréscimo de 20% na compra de preservativos. Pesquisas internacionais ainda apontaram a queda no desejo de engravidar e, de forma semelhante, no uso de preservativo.

A pesquisadora ainda comentou sobre sequelas da covid, focando na prevalência da disfunção erétil em homens que tiveram covid, em estudo que comparou aqueles não acometidos pela doença. Outro dado científico aponta que indivíduos com disfunção erétil foram mais propensos a ter covid-19. 

Abdo também abordou a violência interpessoal e sexual causadas pelo confinamento, desemprego, sobrecarga de trabalho e reestruturação dos papeis familiares. Em Portugal, segundo ela, a violência física sofrida pelos homens foi maior do que sobre as mulheres.

Ao final do evento, o acadêmico e ex-presidente da Academia Nacional de Medicina, Jorge Alberto Costa e Silva, sugeriu que Carmita e seu grupo da USP desenvolvam uma cartilha sobre sexo seguro em tempos de pandemia.

Juntos somos mais fortes

Um consórcio de instituições universitárias, academias, frentes de políticos e empresários se consagrou na live que reuniu mais de 300 participantes, no dia 17 de março de 2021, e discutiu formas para enfrentamento dos gargalos e propostas estratégicas que contribuam para agilizar a vacinação em massa contra covid no Brasil.

Promovida pelas academias Nacional de Medicina, Brasileira de Ciências, de Ciências Farmacêuticas do Brasil e pela Universidade Federal de São Paulo (Unfesp), o evento trouxe personalidades, iniciativas e propostas que visam minimizar os danos causados no dramático cenário vivenciado no país neste momento da pandemia.

São cerca de 300 mil mortes pela covid-19, mais de 11 milhões de meio de casos e uma vacinação lenta sem um plano nacional.

Participaram do evento, a empresária Luiza Helena Trajano que falou sobre as iniciativas que tem liderado com o Unidos pela Vacina e Mulheres do Brasil que, hoje conta com mais de 82 mil mulheres espalhadas em todo território nacional. Ambos os movimentos visam agilizar a compra de vacinas no mercado internacional, distribui-las e acompanhar no dia a dia os gargalos vivenciados pelos municípios do país, procurando de forma célere, através de padrinhos locais, contribuir para agilizar o processo. A meta é vacinar 70% da população até setembro de 2021, disse Luiza Trajano.

Pelas universidades federais, três mulheres convidadas: as reitoras da Unifesp, Soraya Smaili; da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Denise Pires; e da Federal de Minas Gerais, Sandra Goulart Almeida. A mensagem unânime foi sobre a gravidade do momento, a solidariedade aos familiares de todas as vítimas, a necessidade de ações conjuntas e a capacidade da ciência nacional em dar respostas, mas como ressaltaram faltam investimentos e apoio governamental. Ao fim do debate, todos foram brindados pela notícia animadora da garantia dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) – uma das principais fontes orçamentárias do sistema de C&T.

O encontro ainda contou com os políticos Jonas Donizetti, da Frente Nacional de Prefeitos, que ressaltou, entre as esferas do governo federal, estadual e municipal, quem arca com os maiores gastos atuais do SUS são os municípios. Donizetti destacou ainda o espírito de união para encontrar soluções tanto no processo de vacinação em massa como nos problemas com abastecimento de medicamentos e falta de leitos de UTIs.

Os deputados, ambos médicos, Hiran Gonçalves, da Frente Parlamentar de Medicina, e Luis Antonio Teixeira Jr., da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid, destacaram quais ações podem ser adotados para acelerar a vacinação em massa da população brasileira e citaram alguns exemplos como: liberação dos lotes guardados para segunda dose, vacinação durante as 24 horas, sete dias por semana, identificação das vulnerabilidades e atuação junto aos movimentos sociais para equacionar as dificuldades.

O presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort Jr, finalizou apontando a importância do evento e reafirmou: “Nós nunca vamos desistir. Temos muito em comum e bons exemplos a seguir.”

Academias de Medicina discutem pandemias

Um encontro memorável reuniu diversas Academias brasileiras de Medicina, além de outras entidades médicas para trazer reflexões sobre pandemias ao longo dos séculos e como os fatos históricos podem nos ajudar a não errar mais no enfrentamento nacional da atual pandemia pelo coronavírus. 

Entre os convidados, o ex-Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que traçou uma linha do tempo da atual epidemia pelo coronavírus sob a influência política do governo. Mandetta contou durante a liveos primórdios da epidemia em Wuhan, na China, e como o Ministério da Saúde monitorava dia a dia a explosão de casos na Ásia, a chegada ao continente europeu e depois no Brasil. Quais as ações foram tomadas inicialmente e, como ao longo da evolução, as interferências políticas inviabilizaram as ações e estratégias adotadas para enfrentar o SARS-CoV-2.

O presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., um dos organizadores do evento, ressaltou o importante papel desempenhado pelo ex-Ministro Mandetta e agradeceu, simbolicamente, em nome dos brasileiros.

Várias pandemias foram ainda abordadas pelo infectologista Stefan Cunha Ujvari que apontou, ao longo da história da humanidade, os exemplos da peste negra, do vírus da varíola, sarampo, dengue, aids, influenza, outros coronavírus e a sífilis e trouxe curiosidades como a origem do termo quarentena que foi instituído com bases nas histórias religiosas, assim como acreditava-se que as epidemias eram castigo de Deus.

O evento “Encontro de Academias de Medicina. Pandemias: passado e futuro” contou ainda com a participação dos médicos José Luiz de Lima Filho e Euler Esteves Ribeiro. A organização da livereuniu o José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Academia de Medicina de São Paulo, além de membro titular da ANM, o vice-presidente da ANM, Omar da Rosa Santos, Vicente Herculano da Silva, da Federação de Brasileira de Academias de Medicina.

Vacina já e máscara sempre

Academia Nacional de Medicina lança campanha Vacina já e máscara sempre. Importante frisar que a chegada da vacina não significa que poderemos sair livremente sem os cuidados essenciais enquanto persistir a pandemia:

  1. O uso de máscaras deve continuar o tempo todo em que estivermos nas ruas ou recebendo pessoas em casa;
  2. O distanciamento social deve ser mantido. Evitar ao máximo e sempre que possível as aglomerações. Esta é ainda uma das melhores formas de se evitar o contágio;
  3. O uso de álcool em gel, assim como a lavagem das mãos de forma constante. Espalhe essa ideia!

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