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Lideranças inspiradoras

Como ser uma liderança inspiradora na área médica? Quais tipos de lideranças e como cada uma se desempenha em seu dia a dia? Qual a importância da oratória nas relações humanas? Estes e outros temas foram debatidos em livepromovida, no dia 25 de fevereiro de 2021, pelo presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, e uma das coordenadoras do Programa Jovens Lideranças Médicas da ANM, Patrícia Rocco.

O evento contou com as palestras inspiradoras dos convidados internacionais como Ruth Gotian, da Cornell University e Francis in Vericourt, de Berlim, que aproveitou a transmissão online para fazer jogos virtuais e discussão de casos e eventos médicos com os participantes. 

Gotian que é autora, educadora, coache palestrante falou sobre temas sensíveis e como se destacar em seu campo de atuação. Ressaltou aspectos relacionados à carreira de cientistas, inspirando os introvertidos e como podem incrementar redes de relações e iniciar conversações com outros profissionais desconhecidos. Ruth Gotian é daquelas palestrantes que atrai plateias e se destaca pela simpatia, finalizando com uma ótima dica: você não precisa ser o expertdo mundo, basta ser o expertno ambiente em que está.

Entre os brasileiros convidados, Ana Paula Alfredo, da Agrégat Consultoria, que descreveu diferentes tipos de líderes. Entre os citados, o carismático que tem alto desempenho e, ao mesmo tempo, satisfação dos liderados; a liderança transacional que tem foco nos resultados; a transformacional que inspira os seguidores a transcender seus próprios interesses; a autêntica que estabelece diretrizes sob bases éticas e de confiança. Outros tipos de lideranças são a compassiva e sábia; e o coachque procura a realização de objetivos e a remoção de obstáculos.

Lucas Campos, da empresa Jaleko, o maior grupo online de educação na área da saúde com mais de 100 mil seguidores, foi outro convidado do evento. Lucas falou sobre a importância da oratória e citou que, até para quem vende pipoca, o dom de falar bem é importante. Como ressaltou, falar bem não é uma mágica e persuadir é uma arte que tem na comunicação um importante alicerce.

Cada vez mais em voga, o tema da representatividade feminina também foi abordado na sessão. Aa médica Fernanda Cruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e membro da primeira turma do Programa Jovens Lideranças Médicas, tocou nesse assunto de forma sagaz. 

Ela demonstrou como o debate é relevante e atual fazendo uma comparação entre duas imagens: uma conferência científica dos anos 1920, que conta com a presença de uma única mulher – a ilustre cientista Marie Curie – e uma imagem da reunião da ANM, após 100 anos, e na qual a presença feminina continua como minoritária. 

Fernanda traz dados da Unesco que apontam que apenas 28% das pesquisadoras no mundo são mulheres. A professora e pesquisadora, vencedora do prêmio Mulheres na Ciência 2018 com seu estudo sobre tratamentos menos invasivos para doenças respiratórias, conta que, ainda que a maioria dos profissionais da área biomédica seja de mulheres, há uma disparidade nos financiamentos de pesquisa. “Homens são maioria – uma proporção distante da realidade”, explica.

Em clima de preparação para a diplomação dos novos membros do Programa Jovens Lideranças Médicas, a sessão também contou com a participação do médico André Báfica, da Universidade Federal de Santa Catarina, que compartilhou sua jornada e experiência na turma pioneira da iniciativa (2015-2020), salientando a relevância do programa em sua trajetória profissional e para a própria medicina brasileira. 

Outro convidado foi Cesar Souza, do Grupo Empreenda, que deu seguimento à sessão com um debate edificante sobre o papel da liderança em momentos de crise – especialmente no cenário da covid-19, que colocou à prova os valores, propósitos e condutas de líderes em organizações. 

“Mais do que nunca, fica claro que não existe um único tipo ideal de liderança, mas um conceito ideal de liderança situacional. Líderes centralizadores assumem o protagonismo na hora de decisões difíceis. Já os participativos não correspondem à pressão do tempo e à velocidade com que precisam agir”, exemplifica o especialista.

O encerramento da sessão foi celebrado em grande estilo com a diplomação dos novos membros do Programa Jovens Lideranças Médicas. A Academia Nacional de Medicina dá os parabéns aos nomes que são o futuro da medicina brasileira: Alléxya Affonso, Antunes Marcos, Andreia Cristina de Melo, Antonio Camargo Martins, Daniel Kanaan, Daniel Vilarim Araújo, Heloisa Moraes do Nascimento, Salomão João Neves de Medeiros, José Mauricio Mota, Kallene Summer Moreira Vidal, Karina Tozatto Maio, Louise De Brot Andrade, Lucas Leite Cunha, Luiz Henrique Medeiros, Geraldo Marcelo Araújo Queiroz, Maria Helena da Silva Pitombeira Rigatto, Pedro Mario Pan Neto, Thiago de Azevedo Reis, Yuri Longatto Boteon.

Neuropsicovida

Fomos invadidos por uma pandemia e os profissionais de saúde sofreram demais diante do risco eminente de colapso dos sistemas, além da contaminação individual. Quais os efeitos sobre a saúde desses profissionais? A médica Maria Helena Rigatto, do Programa Jovens Lideranças Médicas da ANM, fez parte de um grupo de professores que organizou a pesquisa Neuropsicovida, contemplado em edital Fapergs

O projeto consiste em uma pesquisa de longo prazo com profissionais da saúde acometidos pela covid-19 e outros não para avaliação de desfechos neuropsiquiátricos. A pesquisa com previsão de um ano utiliza sistema inovador em aplicativo móvel para realização de testes cognitivos e motores, através de sistema de giroscópio de celulares, permitindo uma adaptação de testes para monitoramento a distância. 

Além disso, Rigatto atuou na Escola de Medicina da PUCRS, buscando soluções para a migração ao sistema de ensino online e a incorporação de novas técnicas de ensino e aprendizado. 

Aproveitando a experiência de ensino a distância, publicou um capítulo em livro da Escola de Saúde Pública de Harvard, dos Estados Unidos. Para quem quiser saber mais, o título do livro é “Evidence-based analysis of technology in teaching & learning: The eeal effect of technology-based methods in educational programs” e o capítulo assinado por Rigatto é “Translating problem-based learning into a digital format: the digital problem-based learning” e está disponível no link  

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