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Amor em tempos de pandemia

Como manter a vida sexual ativa em tempos de pandemia? E para aqueles que não tem parceiros (as) fixos (as)? Usar ou não máscaras durante o ato sexual? Há vírus da covid no sêmen e no fluxo vaginal? Estas foram algumas das questões debatidas pela psiquiatra e sexóloga, a professora da USP Carmita Abdo, em live promovida pela Academia Nacional de Medicina, no dia 8 de abril de 2021.

Carmita trouxe dados científicos de estudos brasileiros e outros internacionais sobre comportamento sexual desde que a pandemia pelo coronavírus se espalhou pelo mundo. Para as perguntas acima, há ainda lacunas. São poucos os estudos e com número reduzido de indivíduos analisados com relação à presença do vírus no sêmen e na vagina. Diante disso, novas pesquisas são necessárias. Carmita Abdo falou ainda sobre novas características que passaram a ser importantes nas relações sexuais como a necessidade de um preparo cuidadoso antes do ato sexual e o uso de máscaras durante o ato.

Com as medidas restritivas de confinamento, houve aumento dos casos de depressão e redução do interesse sexual, especialmente entre as mulheres, disse a pesquisadora. Por outro lado, ela contou que alguns hábitos cresceram como novos usuários em plataformas virtuais de relacionamento. Segundo Abdo, em março e maio de 2020, houve um incremento de mais de 150% de homens cadastrados em sites de encontro virtuais no Rio de Janeiro e em São Paulo, além do crescimento de tráfego em sites pornográficos. Por outro lado, identificou-se uma queda de 70% no movimento de motéis e decréscimo de 20% na compra de preservativos. Pesquisas internacionais ainda apontaram a queda no desejo de engravidar e, de forma semelhante, no uso de preservativo.

A pesquisadora ainda comentou sobre sequelas da covid, focando na prevalência da disfunção erétil em homens que tiveram covid, em estudo que comparou aqueles não acometidos pela doença. Outro dado científico aponta que indivíduos com disfunção erétil foram mais propensos a ter covid-19. 

Abdo também abordou a violência interpessoal e sexual causadas pelo confinamento, desemprego, sobrecarga de trabalho e reestruturação dos papeis familiares. Em Portugal, segundo ela, a violência física sofrida pelos homens foi maior do que sobre as mulheres.

Ao final do evento, o acadêmico e ex-presidente da Academia Nacional de Medicina, Jorge Alberto Costa e Silva, sugeriu que Carmita e seu grupo da USP desenvolvam uma cartilha sobre sexo seguro em tempos de pandemia.

As sequelas após infecção pela covid-19

“Estamos evoluindo no tema covid-19 pós fase aguda. A medicina e o conhecimento estão avançando, aliás a medicina deu um salto com a covidemia”, destacou o presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), Rubens Belfort Jr., na abertura do simpósio Síndrome Pós-Covid, realizado no último dia 8 de abril de 2021.

“É muito importante nos preocuparmos com essa catástrofe que está acontecendo. A segunda fase, a síndrome pós-covid ou covid-longa, contribuiu para diminuição da mão de obra e, consequentemente, afeta a economia. O indivíduo permanece doente entre quatro e 12 semanas com manifestações clínicas severas o que incapacita a volta a rotina”, explicou o acadêmico Carlos Alberto Barros Franco.

O acadêmico esclarece que sintomas variados como pulmonares, cardíacos, neurológicos, gastrointestinais, psiquiátricos, entre outros, acometem cerca de 20% das pessoas no pós-covid e que é necessário dar assistência a essas pessoas, clinicamente e socialmente.

As alterações gastrointestinais têm várias formas de apresentação. Segundo o acadêmico José Galvão-Alves. o individuo não retorna ao normal de três a seis meses após a infeção. E, não há como dimensionar quem está suscetível a síndrome pós-covid. Sintomas como emagrecimento repentino, desnutrição e diarreias constantes são os mais comuns e podem durar semanas ou meses. “No tubo intestinal, o vírus é mais indolente”.

Nas complicações cardiovasculares, os sintomas pós-covid podem ser: lesão miocárdica e miocardite; síndrome coronariana aguda, insuficiência cardíaca, arritmias, alterações de coagulação e trombose. O acadêmico Fabio Jatene enfatiza como o coração pode ser impactado pelo vírus: 

– A covid-19 é grave e apresenta grande potencial de comprometimento cardiovascular. Evidências atuais já demonstram a necessidade de atenção especial aos pacientes do grupo de risco e a importância de um manejo adequado das complicações cardiovasculares, com rápida identificação e implementação de tratamento adequado, enfatizou Jatene.

“Entre os problemas da pandemia gostaria de lembrar que tivemos uma redução significativa nos exames preventivos do câncer e, consequentemente, uma redução nos diagnósticos precoces da doença. Nós tivemos redução na ordem de 70% a 90% nos exames de rastreamento de tumores importantes, como tumores de mama, próstata e colorretais. A recomendação de todas as sociedades relacionadas ao tratamento do câncer, neste momento, é que os diagnósticos e os procedimentos do tratamento ao câncer continuem apesar da pandemia, pois o risco do atraso é muito maior que o risco de exposição ao covid-19”, alertou o acadêmico Paulo Hoff.

Já na área pediátrica o cenário segundo o acadêmico Aderbal Sabrá também pode ser devastador. A síndrome inflamatória multissistêmica em pediatria atinge crianças e adolescentes. Quanto mais branda a fase aguda da covid 19, maiores as chances de evoluir para essa síndrome. Os sintomas aparecem de 2 a 6 semanas após a fase aguda da covid. E são febre alta e persistente e prostração. Cerca de 92% apresentam sintomas gastrointestinais como dor abdominal, diarreia e vômito. Já 80% apresentam alterações cardiovasculares, como por exemplo pressão baixa e outras; 74% têm alterações muco-cutânea e 70% têm sintomas respiratórios. “As comorbidades aumentam em cinco vezes a chance de complicações. A doença é potencialmente grave com risco de óbito nessa população”, alerta Sabrá.

A jornalista Cláudia Collucci, da Folha de São Paulo, falou sobre as lacunas na assistência aos sequelados.É um tema urgente a síndrome pós-covid pois o que percebemos hoje é que estamos em meio a um furacão tão gigantesco que tem pouca gente pensando sobre isso e traçando políticas públicas que precisaremos”. Para a jornalista, a rede particular está mais organizada com acompanhamento no pós alta do paciente, programas de reabilitação, telemedicina e serviços de home care, 

– O sistema público ainda está desorganizado e o serviço de atenção primária precisará de preparo para receber esses pacientes sequelados. E, por enquanto, não temos nado organizado. Vamos precisar mesmo é de políticas de atenção primária. Hoje, falta um protocolo. Cada serviço atende de uma forma. É mandatório que tanto o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) se organizem para traçar políticas assistenciais as pessoas com sequelas que estão perdidas na rede suplementar e pública. A desassistência é total, salvo alguns serviços de excelência, mas é pouco e precisamos de protocolos bem definidos e políticas públicas à atenção primária capacitada e direcionada a esses pacientes”, desabafou Collucci.

Neuropatologias– Mais de 30% dos pacientes acometidos pela covid terão manifestações neuropsicológicas. O risco maior é para os pacientes que tiveram a forma grave da doença, mas os doentes com sintomas brandos também poderão sentir por até seis meses os efeitos da doença.

Demência, ansiedade, depressão, transtornos do pânico, delírios, ideias suicidas, acidentes vasculares cerebrais, entre outras são algumas das manifestações pós-covid, segundo o médico e pesquisador Flávio Kapczinski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, atualmente na Universidade Canadense McMaster.

Kapczinski falou sobre os estudos de neuropatologia pós-mortem e que ajudaram a ciência a desvendar as alterações inflamatórias causados pelo vírus no cérebro e também sobre tratamentos e a importância da reabilitação pós-covid que causará um impacto enorme tanto nos sistemas públicos de saúde como nos privados.

Outros convidados –Participaram ainda do Simpósio Síndrome Pós-covid vários outros convidados. Os acadêmicos Celso Ramos abordou a visão do Infectologista; Patrícia Rocco descreveu os agravos pulmonares; Omar Lupi apontou as afecções na pele; José Medina descreveu o cenário dos transplantes renais na pós-covid; José Suassuna enfocou os acometimentos no rim; Antônio Egídio Nardi fez reflexões sobre a psiquiatria; Dr. Jair de Castro, da Santa Casa do Rio de Janeiro, e os problemas da otorrinolaringologia; Dra. Heloisa Nascimento, do Instituto Visão, Unifesp e Jovem Liderança Médica da ANM; e Dr. Fabricio Braga Silva, do Laboratório Performance Humana abordou a importância da reabilitação.

A integra da sessão com todas as palestras está disponível no canal da ANM no YouTube. Vale conferir.

Síndromes pós-covid

Dificuldade de atenção, perda de memória, palpitação, redução da capacidade pulmonar, hepatite, perda de cabelo, baixa acuidade visual, insuficiência renal, trombose, problemas com sono. Estas são apenas algumas das consequências que podem ser causadas pela covid-19. 

Nesta quinta-feira (8/4), a partir das 14:00, encontro da ANM promoverá esclarecimentos sobre as doenças pós-covid. 

Entre os convidados, os acadêmicos Celso Ramos que falará sobre a infectologia; José Galvão Alves abordará as alterações gastrointestinais; Fábio Jatene focará nos aspectos do coração; Patrícia Rocco pontuará a infecção no pulmão; o fígado e as vias biliares será tema do hepatologista Carlos Eduardo Brandão, as manifestações cutâneas serão assunto do dermatologista Omar Lupi; o transplante renal pós-covid será enfocado por José Medina. Problemas renais, no ouvido e na garganta, psiquiátricos e os pacientes oncológicos serão ainda abordados, respectivamente, pelos médicos José Suassuna, Jair de Castro, Antonio Egídeo Nardi e Paulo Hoff. A oftalmologista Heloisa Nascimento, do Programa Jovens Lideranças Médicas da ANM, falará sobre impacto da covid na retina.

O encontro ainda contará com Carmita Abdo falando de sexualidade e covid; a jornalista Claudia Collucci, da Folha de São Paulo, que abordará as lacunas na assistência aos sequelados; Fabricio Braga Silva que discutirá a importância da reabilitação; e Flávio Kapczinski com as manifestações neuropsiquiátricas.

Coordenado pelos acadêmicos Carlos Alberto Barros Franco e José Galvão Alves, a live é gratuita e não necessita inscrições prévias.

Serviço:
Data: quinta-feira (8/4)
Horário: a partir das 14 horas
Live: zoom/anmbr ou facebook/acadnacmed

Estratégias para vacinar todos e Já

Na atual conjuntura, existem muitos brasileiros, entidades, instituições nas esferas pública e privada, gestores e parlamentares empenhando-se para apoiar e ajudar os governantes, em todas as esferas e independentemente de partidos, para a aquisição de vacinas para toda população nacional. Esse movimento aspira que as decisões possam ser estratégicas e embasadas em evidências científicas, a partir de reflexões e estudos realizados pelos nossos cientistas e instituições de pesquisa. Por isso, nosso objetivo foi reunir diferentes iniciativas de empresários, consórcios e parlamentares para nos colocarmos à disposição deste trabalho, no diagnóstico dos gargalos e buscando soluções conjuntas e respaldadas pelas evidências.

Com a organização da Academia Nacional de Medicina, da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil e da Universidade Federal de São Paulo serão reunidos representantes das academias, universidades, consórcios, parlamentares e empresários no webinário “Estratégias para vacinar todos e Já!”. O encontro virtual objetiva estratégias para mais vacinas, através do levantamento dos gargalos atualmente enfrentados, bem como possíveis soluções conjuntas para a aquisição e vacinação imediata em massa no Brasil, baseadas em estudos e evidências científicas. Nessa coalizão para obtenção de vacinas, participam reitores da Unifesp, UFRJ e UFMG; representantes da Frente Nacional de Prefeitos e Frente Parlamentar Mista de Medicina; da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid  da Câmara dos Deputados; Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia;  além do empresariado brasileiro, representado por Luiza Helena Trajano e o movimento Unidos pela Vacina.

Programação

“Estratégias para vacinar todos e Já!”

Organizadores :

Academia Nacional de Medicina (ANM), Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Data :17 de março de 2021

Horário:17h

Link para acesso:https://acknetworks.zoom.us/my/anmbr

Apresentações

17h00 –  Academias:

Rubens Belfort – Academia Nacional de Medicina (ANM)  

Luiz Davidovich – Academia Brasileira de Ciências (ABC)

Acácio Alves de Souza Lima Filho – Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB)

17h05  – Universidades nas pesquisas das vacinas:

Reitora Soraya Smaili- Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Reitora Sandra Regina Goulart Almeida – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Reitora Denise Pires de Carvalho – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

17h10 – Empresários e Prefeitos:

Luiza Helena Trajano – Mulheres do Brasil e Unidos pela Vacina 

Jonas Donizette – Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

17h30 – Comunicação  :

Guga Chacra – Globo News

17h50 – Parlamento:

Deputado Luizinho Teixeira – Presidente da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid  (Câmara dos Deputados)

Deputado Hiran Gonçalves – Presidente da Frente Parlamentar Mista de Medicina 

Senador Izalci Lucas – Presidente da Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação.

18h10 – Perguntas e propostas

18h30 –  Encerramento

(Com informações da assessoria da Unifesp)

Tributo à sociedade

“Nós queremos nesta reunião, mais do que tudo, prestar um tributo aos médicos, profissionais de saúde que continuam trabalhando, incansavelmente, para tentar diminuir o sacrifício e as mortes. Todos, incluindo aqueles que atuam nos laboratórios de pesquisa, nas pesquisas básica e aplicada; na produção de medicamentos e outros imunobiológicos; nos hospitais e UPAs espalhados pelo Brasil. Essa epidemia trouxe grande aflição em relação a recursos humanos e nós, mais velhos, tivemos que sair do campo de batalha; e os jovens tiveram que trabalhar por eles e por nós e continuam se arriscando. Não podemos também esquecer aqueles que tombaram nessa luta.” Com esta mensagem, o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., deu início a primeira sessão ordinária do 192 ano da Academia Nacional de Medicina com uma homenagem à sociedade brasileira pela sua solidariedade durante a pandemia pela covid-19.

O evento “Frente à covid: a resposta solidária da sociedade brasileira” homenageou a Fundação Lemann e a iniciativa do Fundo de Apoio à Aprendizagem; o consórcio de veículos de mídia no levantamento de dados diários sobre o número de casos e óbitos em decorrência da covid, representado pela Folha de São Paulo; o Itaú com o Instituto Todos pela Saúde, além da Fiocruz e do Butantan.

Solidariedade da sociedade – A ANM elencou cinco iniciativas para homenagear em sua primeira sessão do ano de 2021. Pela Fundação Lemann, falou Denis Mizne que contou em poucas tempo o muito que foi realizado pela Fundação em prol da educação. Segundo ele, “a Fundação Lemann acredita que o Brasil será um país mais justo e desenvolvido quando conseguirmos usar da melhor maneira possível nosso recurso mais precioso que é a nossa gente. Infelizmente, deixamos correr pelas mãos muitos talentos.” Mizne falou que, durante a pandemia, foi criada uma grande coalização para aumentar o acesso das crianças à educação, uma vez que o Brasil foi o país, onde as escolas ficaram mais tempo sem aulas. As ações da Fundação contribuíram para que 94% das crianças de escolas públicas pudessem acessar, de várias formas, conteúdo de boa qualidade da base curricular, graças aos esforços da sociedade brasileira.

A iniciativa do Instituto Todos pela Saúde (ITpS), outras das homenageadas, foi apresentada pelo CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy. O projeto, de acordo com ele, recebeu uma dotação do banco de R$ 1 bilhão de reais e que foi acrescida de mais 300 milhões de acionistas – maior quantia destinada por uma instituição privada a uma causa social. O foco do Instituto foi idealizado em quatro pilares: informar, proteger, cuidar e retomar. O ITpS instalou 27 gabinetes de crise para atuar junto ao SUS, tendo doado mais de 14 milhões de máscaras à população, equipamentos hospitalares, além de  120 milhões de equipamentos de proteção individuais para 500 hospitais de todo o país.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, foram outros homenageados pela lideranças na produção de vacinas contra covid-19, além de outras iniciativas para a saúde da população. Dimas ressaltou a importância dos profissionais de saúde em um trabalho ininterrupto, dia e noite, sete dias por semana, para entregar à sociedade vacinas, testes de diagnósticos e soro anticovid e destacou o lema da instituição: Butantan a serviço da vida há 120 anos. Já Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, conclamou a todos para uma coalização em duas frentes: a primeira, com uma mensagem de esperanças no futuro embasada em solidariedade e em um pacto em defesa da vida; e na elaboração de uma agenda futura tendo a ciência e a cultura como inspirações.

Representado pela Folha de São Paulo, o consórcio de veículos de mídia foi outro destaque do evento. O jornalista Fabio Takahashi relatou como se deu a iniciativa que reuniu veículos de mídia que, tradicionalmente, são concorrentes e disputam leitores e espectadores, para mitigar o apagão de dados por parte do Ministério da Saúde. Além da Folha de São Paulo, participam do consórcio Estadão, O Globo, TV Globo, UOL e G1 que assumiram a tarefa de levar a todos os brasileiros, todos os dias da semana, os dados atualizados da pandemia. Segundo Takahashi, a experiência  trouxe frutos com novas colaborações como a campanha atual Vacina Sim.

Participaram ainda do evento os presidentes das Academias Brasileira de Letras, Marco Lucchesi, e da Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich. Os comentaristas foram os acadêmicos Silvano Raia e Paulo Buss.

Durante o evento ainda houve o lançamento da campanha Vacina Salva (#VacinaSalva) – uma parceria entre a Associação de Agências de Publicidade (Abap) e instituições científicas. Entre as quais, Academia Nacional de Medicina (ANM), Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A proposta da campanha é gerar conscientização sobre a importância da vacinação, sobretudo no cenário da pandemia da covid-19, evidenciando o papel da vacina na erradicação de doenças e na saúde coletiva. O presidente nacional da Abap, Mario D’Andrea, conta que as peças publicitárias fazem uma defesa da vacinação em massa para combater a covid-19 e serão veiculadas na internet, TVs e rádios de todo país para combater a desinformação.

‘Vacina Salva’: campanha é lançada na ANM

Iniciativa tem o objetivo de gerar conscientização sobre o papel da vacina na saúde pública.

Nesta quinta-feira, 4 de março, acontece o lançamento oficial da campanha Vacina Salva (#VacinaSalva), uma iniciativa da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) em parceria com instituições científicas. Foram convidadas a Academia Nacional de Medicina (ANM), Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 

A proposta da campanha é gerar conscientização sobre a importância da vacinação, sobretudo no cenário da pandemia da covid-19, evidenciando o papel da vacina na erradicação de doenças e na saúde coletiva.

O presidente nacional da Abap, Mario D’Andrea, conta que as peças publicitárias fazem uma defesa da vacinação em massa para combater a covid-19 e serão veiculadas na internet, TVs e rádios de todo país. O enxoval conta com um filme de 1 minuto e 30 segundos, spots de rádio e placas de rua (OOH). Segundo ele, a Abap, como uma das entidades mais importantes da comunicação brasileira, tem como missão fundamental combater as fakes news

–     Neste momento, em que novas variantes da covid aparecem, as vacinas escasseiam e aumenta o número diário de infectados e mortes, a resposta solidária é o caminho para o controle da pandemia e a segurança da população: “o cada um por si” deve ser substituído pelo “cada um por todos”. A covid-19 e suas variantes serão vencidas com o uso de máscaras, o distanciamento social e a vacinação em massa, destaca o presidente da ABC, Luiz Davidovich. 

O pesquisador Ildeu de Castro Moreira, presidente da SBPC, ressalta que “a vacinação é hoje a forma mais eficaz de combater doenças, por isso, vamos fazer uma retrospectiva histórica para ressaltar o que ela significa para a saúde do Brasil e do mundo ao longo de décadas. Esta iniciativa é muito importante para estimular a vacinação e para mostrar que ela é de suma importância no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. É muito gratificante para a SBPC se unir a entidades de setores fundamentais da comunidade científica e da saúde preocupadas com o esclarecimento da população.” O presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, Acácio Alves de Souza Lima Filho, reforça a mensagem, lembrando que vacinas tornam o mundo melhor porque reúnem o conhecimento das Ciências em benefício da Humanidade. 

O lançamento ocorre durante a sessão virtual, promovida pela Academia Nacional de Medicina, aberta ao público, e intitulada “Frente à covid: a resposta solidária da sociedade brasileira”, na qual o presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, fará uma homenagem a instituições e personalidades que tiveram uma atuação de destaque no enfrentamento da pandemia. Segundo ele, a pandemia estimulou a solidariedade e os bons exemplos devem ser difundidos e perpetuados em nosso país.

Entre os homenageados, a Fundação Lemann e a iniciativa do Fundo de Apoio à Aprendizagem; o consórcio de veículos de mídia no levantamento de dados diários sobre o número de casos e óbitos em decorrência da covid, representado pela Folha de São Paulo; o Itaú com o Instituto Todos pela Saúde, além da Fiocruz e do Butantan.

Serviço

Webhall “Frente à covid: a resposta solidária da sociedade brasileira”

Data: 4 de março

Horário: 18h às 20h

Local: Facebook (http://facebook.com/acadnacmed) e Zoom (http://acknetworks.zoom.us/anmbr)

Programação veja na agenda das sessões científicas em https://www.anm.org.br/frente-a-covid-a-resposta-solidaria-da-sociedade-brasileira/.

Plasma de convalescente para covid-19

Tratamento de pacientes com covid-19 com transfusão de plasma convalescente: um estudo multicêntrico realizado pelo Consórcio Paulista para Terapia da Covid-19 foi um dos projetos de Bruno Deltreggia Benites que participa do Programa Jovens Lideranças Médicas, da Academia Nacional de Medicina.

O projeto randomizado possui três braços: tratamento de pacientes com plasma convalescente 200 ou 400ml, ou placebo, incluiu 123 pacientes e, atualmente, em processo de análise dos resultados para publicação. Em breve, mais novidades por aí.

O projeto é uma parceria entre a @USP, campus São Paulo e de Ribeirão Preto, Unicamp, Hospital Sírio-Libanês e Hospital Israelita Albert Einstein e conta com o financiado do MCTI. O jovem atuou como o coordenador do estudo na Unicamp. 

Benites também teve participação de destaque na implementação do serviço de transfusão pré-hospitalar no município de Bragança Paulista (SP), projeto idealizado junto com SAMU da cidade, iniciado em 2018 e implementado em agosto de 2020, com disponibilização de concentrados de hemácias para transfusão em unidade móvel de suporte de vida avançado – trabalho pioneiro na América Latina.

O médico destaca ainda o prêmio Terezinha Verrastro, como melhor trabalho em Hematologia do Congresso Brasileiro de Hematologia – HemoPlay 2020 e a indicação pelo Coordenador Geral do Hemocentro Unicamp para o cargo de Coordenador da Divisão de Hemoterapia do Hemocentro da mesma universidade, em dezembro de 2020.

No prelo – Benites terá sua assinatura em artigo na revista Transfusion News no qual relata os avanços da aplicação de programas “Patient Blood Management” no Brasil e América Latina.

Academias de Medicina discutem pandemias

Um encontro memorável reuniu diversas Academias brasileiras de Medicina, além de outras entidades médicas para trazer reflexões sobre pandemias ao longo dos séculos e como os fatos históricos podem nos ajudar a não errar mais no enfrentamento nacional da atual pandemia pelo coronavírus. 

Entre os convidados, o ex-Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que traçou uma linha do tempo da atual epidemia pelo coronavírus sob a influência política do governo. Mandetta contou durante a liveos primórdios da epidemia em Wuhan, na China, e como o Ministério da Saúde monitorava dia a dia a explosão de casos na Ásia, a chegada ao continente europeu e depois no Brasil. Quais as ações foram tomadas inicialmente e, como ao longo da evolução, as interferências políticas inviabilizaram as ações e estratégias adotadas para enfrentar o SARS-CoV-2.

O presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., um dos organizadores do evento, ressaltou o importante papel desempenhado pelo ex-Ministro Mandetta e agradeceu, simbolicamente, em nome dos brasileiros.

Várias pandemias foram ainda abordadas pelo infectologista Stefan Cunha Ujvari que apontou, ao longo da história da humanidade, os exemplos da peste negra, do vírus da varíola, sarampo, dengue, aids, influenza, outros coronavírus e a sífilis e trouxe curiosidades como a origem do termo quarentena que foi instituído com bases nas histórias religiosas, assim como acreditava-se que as epidemias eram castigo de Deus.

O evento “Encontro de Academias de Medicina. Pandemias: passado e futuro” contou ainda com a participação dos médicos José Luiz de Lima Filho e Euler Esteves Ribeiro. A organização da livereuniu o José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Academia de Medicina de São Paulo, além de membro titular da ANM, o vice-presidente da ANM, Omar da Rosa Santos, Vicente Herculano da Silva, da Federação de Brasileira de Academias de Medicina.

Gargalos no atendimento de pacientes com covid-19

Gargalos no atendimento de pacientes com covid-19

Falta de ventiladores mecânicos, oxigênio para pacientes graves, medicamentos necessários para intubação traqueal, demanda crítica de agulhas e seringas para terapia intensiva e para uso de vacinas. Estes são alguns dos gargalos que serão discutidos na live “Limitações hospitalares no atendimento a pacientes graves com covid.”

O evento é promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM), nesta sexta-feira (29/1), das 9:00 às 12:00, nos canais virtuais Facebook/acadnacmed ou pela plataforma zoom/anmbr.

Organizado pelos acadêmicos Patrícia Rocco, Carlos Alberto Barros Franco e José Luiz Gomes do Amaral, terá abertura dos presidentes da ANM, Rubens Belfort Jr., e Acácio Lima, da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil. Entre os convidados, Marcelo Morales, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Jorge Afiune, diretor médico da Cristália; Paulo Fraccaro, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e dos Laboratórios; Felipe Saddy, da Unidade Ventilatória do Hospital Copa D’Or; Marcelo Viana, chefe da Fisioterapia Respiratória do Hospital Samaritano; Walban Damasceno de Souza, presidente do Conselho da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia em Produtos para Saúde.

O evento é gratuito e não precisa de inscrições. Para saber mais, acesse https://www.anm.org.br/limitacoes-hospitalares-no-atendimento-a-pacientes-graves-com-covid-19/.

Serviços:
Data: sexta-feira (29/1/21)
Horário: das 9:00 às 12:00
Local: virtual Facebook/acadnacmed ou zoom/anmbr

Vacinação maciça é indispensável, mas insuficiente

O presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort Jr., e os ex-presidentes da ANM, Jorge Alberto Costa e Silva, Francisco Sampaio e Pietro Novellino, assinam artigo no Jornal O Estado de São Paulo sobre a vacinação e covid. 

Segue a íntegra o artigo:

Vacinação maciça é indispensável, mas insuficiente

O Brasil, finalmente, iniciou a vacinação contra a Covid-19. Avançamos, mas já estão faltando vacinas e, em breve, a situação ainda piorará durante o processo de vacinação. Com certeza, a vacina é um grande marco que possibilitará também a redução das internações e dos casos graves da doença, mas não devemos ter a ilusão que, de um dia para outro, tudo vai mudar. Os brasileiros precisam se conscientizar que medidas de segurança devem permanecer entre nós por muitos meses a mais. O uso permanente de máscaras, a lavagem das mãos de forma correta e rotineira e evitar as aglomerações são atitudes que precisam ser mantidas.

Já se sabe que não existe nenhum tratamento preventivo e, por isso, não devemos dar falsas esperanças, que podem diminuir as medidas de segurança e levar ao relaxamento da prevenção. Todos temos responsabilidade e os exemplos continuam, mais do que nunca, a serem as armas mais poderosa para manter o comportamento correto de toda a sociedade.

A Covid-19 é uma doença que não possui remédios milagrosos e deve ser avaliada e acompanhada exclusivamente por médicos e profissionais de saúde que seguem protocolos e evidências científicas. 

Nosso Programa Nacional de Imunizações tem como marco o ano de 1973, com o término da campanha de erradicação da varíola no país, iniciada em 1962. Ao longo das décadas, transformou-se em exemplo brasileiro de sucesso em todo o mundo, pela sua capacidade de articulação em aplicar mais de 10 milhões de doses de vacinas em áreas urbanas e rurais, em um único dia. São mais de 300 milhões de doses de vacinas por ano para estados e municípios, incluindo crianças, adolescentes, adultos e idosos. Felizmente, a população brasileira aprendeu a confiar nas vacinas e o nosso país tem uma das maiores taxas de aceitação vacinal. Motivo de orgulho. 

O Programa Nacional de Imunização, o Sistema Único de Saúde (SUS), a integração entre gestores municipais, estaduais e o governo federal são fundamentais de serem reforçados e seguidos por todos. O Brasil precisa de dirigentes honestos e competentes, mais do que nunca. Temos que blindar e proteger a população contra o vírus e também contra os falsos líderes.

A vacina representa proteção individual e também da família. É um ato de solidariedade e de vida e um direito de todos. Só assim, iniciaremos uma nova fase que nos levará a vencer a doença e, com calma e respeito, chorar os que faleceram em virtude da Covid-19 e, em paz, nos solidarizar com todos os brasileiros.

A Academia Nacional de Medicina, uma instituição quase bicentenária, se mantém otimista quanto ao futuro, mas preocupada com o presente e as ações equivocadas do passado e lamenta as muitas mortes desnecessárias ocorridas e que ainda ocorrerão, pelo atraso na vacinação e pela liderança mentirosa de muitos. Com o uso da vacina, medidas de proteção individuais e coletivas, acompanhamento médico e o apoio aos avanços da ciência, ao lado de bons exemplos e da execução adequada de planejamento estratégico, poderemos iniciar uma nova fase e vencer a doença.

A comunidade científica em um ano trouxe a vacina. A luta continua. Estamos em guerra. Contra o vírus, a ignorância e os inimigos internos. Os primeiros medicamentos reais estão sendo desenvolvidos e, talvez, disponíveis nos próximos meses. Grandes esperanças. A comunidade cientifica brasileira tem competência e precisa participar desses estudos. Necessitamos, no entanto, de recursos e flexibilização de regras para sermos competitivos e rapidamente fazermos os avanços acontecerem no Brasil.

Vacinem-se! Exijam a vacina!! Mas continuemos todos usando máscaras, praticando o isolamento social e lutando!

Rubens Belfort Jr, Presidente da Academia Nacional de Medicina

Jorge Alberto Costa e Silva, Ex-Presidente da Academia Nacional de Medicina

Francisco Sampaio, Ex-Presidente da Academia Nacional de Medicina 

Pietro Novellino, Ex-Presidente da Academia Nacional de Medicina

Para quem tem acesso ao Estado de São Paulo, o link do artigo é https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,vacinacao-macica-e-indispensavel-mas-insuficiente,70003590687?utm_source=estadao:app&utm_medium=noticia:compartilhamento

Vacina já e máscara sempre

Academia Nacional de Medicina lança campanha Vacina já e máscara sempre. Importante frisar que a chegada da vacina não significa que poderemos sair livremente sem os cuidados essenciais enquanto persistir a pandemia:

  1. O uso de máscaras deve continuar o tempo todo em que estivermos nas ruas ou recebendo pessoas em casa;
  2. O distanciamento social deve ser mantido. Evitar ao máximo e sempre que possível as aglomerações. Esta é ainda uma das melhores formas de se evitar o contágio;
  3. O uso de álcool em gel, assim como a lavagem das mãos de forma constante. Espalhe essa ideia!

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