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Prêmios em medicina

Já estão abertas as inscrições para os prêmios 2021 da Academia Nacional de Medicina. Dia 31/05/21 é a data limite de inscrições. 

Na edição deste ano, as categorias são: Prêmio Academia Nacional de Medicina – área de Medicina Clínica. Este é o prêmio máximo da ANM e consiste de diploma, medalha e apresentação do trabalho em sessão científica da ANM.

Os candidatos ainda podem concorrer aos Prêmios Presidentes ANM, incluindo Vicente Cândido de Figueira de Saboia, na área de Cirurgia; Francisco de Paula Cândico, na área de Medicina Clínica; Olympio Ribeiro da Fonseca, na área de Ciências Aplicadas à Medicina; e Prêmio Miguel Couto para o melhor trabalho de Patologia Humana ou Experimental.


Os trabalhos devem ser enviados por e-mail com a identificação dos autores e coautores (nome, endereço e telefone) no corpo do e-mail, para o endereço eletrônico: premio@anm.org.br, com o trabalho anexado. O autor deverá também indicar um pseudônimo e para qual prêmio estará concorrendo. 

O candidato deve ser médico nascido no Brasil, com trabalho elaborado no país ou no exterior, com ou sem coautores. Os coautores podem ser médicos ou não e brasileiros ou estrangeiros.

Os trabalhos devem ser originais e redigidos em português, podendo incorporar resultados de dissertações, teses ou artigos científicos, publicados nos últimos 12 meses.

Mais informações em https://www.anm.org.br/premios/.

Para onde vamos com essa pressa?

 “Entre os escritores, nós, cronistas, sabemos que escrever crônicas é como viver em voz alta”. Com essa citação, a jornalista e escritora Rosiska Darcy de Oliveira, da Academia Brasileira de Letras, abre sua apresentação, na qual comenta o livro ‘Para onde vamos com essa pressa?’, do acadêmico José de Jesus Camargo, que conta com 76 crônicas que narram histórias reais de humanismo, gratidão, esperança, sofrimento incompreendido, afetos negligenciados, amores incondicionais, humor e a pureza da inocência. “É melhor render-se ao olhar quando o livro pousa sobre nós porque é ele que nos lê, e foi o que me aconteceu quando li este livro”, afirmou.

O psiquiatra Sergio Zaidhaft, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, abordou ainda durante a sessão, realizada pela Academia Nacional de Medicina, no dia 25 de março de 2021, as reflexões sobre o medo na atualidade: causas e possíveis consequências. 

Zaidhaft detalhou, do ponto de vista da psicanálise, que a noção de morte no inconsciente, o medo da própria morte, da morte do outro e a noção de perigo são algumas das origens de nossos sentimentos. Traçando diversos paralelos com a situação da pandemia no Brasil, encerrou com projeções para um futuro, que incluem a plena execução dos direitos humanos, o respeito à diferença, a dignidade e contar histórias, como nas sessões promovidas da ANM.

Transplantes: a importância dos imunussupressores

O cirurgião Márcio Chedid, dos hospitais Moinhos de Vento e de Clínicas de Porto Alegre é um dos membros do Programa Jovens Lideranças Médicas da Academia Nacional de Medicina e tem se destacado na área de transplantes. No ano passado, foi o editor convidado do periódico Current Pharmaceutical Design para um número especial sobre transplantes sólidos e imunossupressão: estado da arte e perspectivas. A imunossupressão visa evitar a rejeição do órgão transplantado.

O número especial trouxe diversos artigos importantes nas áreas de transplantes de fígado em adultos e crianças, coração, pulmão, rim e pâncreas. Para quem tem interesse, o acesso ao periódico é https://www.eurekaselect.com/183941/article.

Nefrologia pelo mundo

Conectar a nefrologia mundialmente é a missão do projeto do qual faz parte o Jovem Líder Médico da Academia Nacional de Medicina, José Andrade Moura Neto, que recentemente organizou na ANM um evento mundial, reunindo diversos países de todos os continentes. O evento ainda foi palco do lançamento do livro Nephrology Worldwide. 

Com mais 340 especialistas inscritos, o site do projeto teve mais de 500 acessos apenas na última semana.

O evento foi apoiado pelo presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, e pelos acadêmicos José Hermógenes Rocco Suassuna, Miguel Carlos Riella, Omar da Rosa Santos e Marcello Barcinski. Para saber mais da iniciativa global, acesse https://nephrologyworldwide.com.

Obesidade: cuidar de todas as formas

Mais de 60% da população brasileira estão acima do peso. Além disso, a obesidade é crescente em diversos países e considerada uma pandemia. Por isso, o dia 04 de março marca a Campanha Mundial da Obesidade. O acadêmico e Secretário Geral da ANM, Carlos Eduardo Brandão, participa do movimento “Juntos para cuidar de todas as formas”. Neste ano, foi lançado um manifesto e o acadêmico Brandão junto com a médica Claudia Oliveira, ambos da Sociedade Brasileira de Hepatologia, assinam um capítulo no ebook sobre obesidade e doença gordurosa não alcoólica do fígado.  Para ter acesso ao ebook, clique aqui https://abeso.org.br/manifesto-obesidade-cuidar-de-todas-as-formas/.

Alergia alimentar: da gestação à vida adulta

Para entendermos a alergia alimentar precisamos voltar ao início de tudo, traçando um paralelo ao momento da gestação e questionar um capítulo intrigante da vida: por que não fomos rejeitados pelo organismo de nossas mães, já que éramos um corpo estranho, habitando-o? 

Tudo isso está relacionado intimamente com a reação do sistema imune que, paradoxalmente, não rejeita o desenvolvimento do feto que possui 50% de componentes genéticos paternos. Este é o milagre da reprodução como definiu o médico Luiz Werber-Bandeira, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, em sua live sobre Imunologia da gravidez, na sessão do dia 18 de março de 2021, promovida pela ANM.

Bandeira explicou que a relação imunitária entre a mãe e o feto estabelece comunicações bidirecionais e que existem evidências que o reconhecimento imunitário da gravidez pela mãe é primordial para a manutenção da gestação. 

A partir dessa comunicação intrauterina, começa-se a construir o sistema imune do feto que será maturado após o nascimento com o aleitamento materno exclusivo até os oito meses como reforçou o acadêmico Aderbal Sabrá que coordenou a reunião. Em sua apresentação sobre “Imunologia da Alergia Alimentar”, o professor Sabrá apontou alguns fatores precipitantes para a alergia alimentar: 

O acadêmico Sabrá ainda abordou a polêmica do leite de vaca. O acadêmico disse que a substituição do leite de vaca pelo leite de soja não é indicada, pois 85% dos indivíduos com alergia a essa proteína animal, também desenvolvem intolerância à soja, sendo a melhor indicação as fórmulas hidrolisadas ou de aminoácidos livres disponíveis no mercado. 

Autismo– O acadêmico Aderbal Sabrá abordou as evidências científicas que relacionam o transtorno do espectro autista (TEA) e a alergia alimentar (AA), sendo a última uma das causas da primeira.

Sabrá afirma que o TEA está longe de ter, nos trabalhos publicados até o momento, uma etiologia conhecida, e, por essa razão, seu tratamento segue sendo uma falácia. “Por outro lado, nossos achados mudam esse paradigma e evidenciam como a alergia alimentar pode ser uma de suas causas”, diz o acadêmico, que cita uma lista de nove publicações sobre o tema e detalha cada um dos achados. 

Segundo o especialista, há sete evidências triviais que sustentam a tese de que a alergia alimentar é uma das causas do transtorno do espectro autista. Entre elas, as respostas imunes em pacientes com AA e TEA têm espectros semelhantes; a epidemiologia da AA e do TEA são muito semelhantes, embora diferem quanto à prevalência do sexo e quanto ao gatilho; uma evidência fundamental é: todo paciente com TEA tem AA antes do aparecimento do transtorno.

Sabrá também alerta sobre o retardo no diagnóstico frente às primeiras manifestações dos pais sobre sintomas – em alguns casos, pode demorar vários anos. “É uma tristeza. Se eu começo o tratamento dessa criança com um ano e meio ou dois anos, ela entra em remissão em até um ano e meio. Se é uma criança de sete anos, será preciso tratá-la por três ou quatro anos devido ao progresso do processo inflamatório”.

O acadêmico conclui sua apresentação falando sobre as formas de tratar o problema. “Portanto, se temos o diagnóstico correto da alergia alimentar, tratamos com dieta hipoalergênica, que provoca a desinflamação e, assim, o paciente vai lentamente saindo do transtorno do espectro autista”.

Participaram ainda da sessão sobre alergias alimentares, a médica Selma Sabrá, do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, que falou sobre os aspectos endoscópicos da alergia alimentar; Ana Muñoz, do Hospital Nacional Edgardo Rebagliati Martins-Lima, do Peru, que trouxe resultados de um estudo que desenvolveu criando um score para o diagnóstico clínico da alergia alimentar que seria suficientemente baseado na anamnese para detecção do problema. E o médico Mario Cesar Vieira, do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, no Paraná. Cesar Vieira falou sobre “Esofagite Eosinofílica”, doença relativamente nova, descoberta no início dos anos 90, e que vem crescendo nos últimos anos. Ela é caracterizada pela inflamaçãocrônicacausada pelo acúmulo de eosinófilos no esôfago que pode ser provocada por uma resposta exagerada do sistema imune a algumas substâncias alergênicas. 

Confira a sessão completa em nosso canal do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCdkjh5HlDk6V49qyIvNJ93A

Juntos somos mais fortes

Um consórcio de instituições universitárias, academias, frentes de políticos e empresários se consagrou na live que reuniu mais de 300 participantes, no dia 17 de março de 2021, e discutiu formas para enfrentamento dos gargalos e propostas estratégicas que contribuam para agilizar a vacinação em massa contra covid no Brasil.

Promovida pelas academias Nacional de Medicina, Brasileira de Ciências, de Ciências Farmacêuticas do Brasil e pela Universidade Federal de São Paulo (Unfesp), o evento trouxe personalidades, iniciativas e propostas que visam minimizar os danos causados no dramático cenário vivenciado no país neste momento da pandemia.

São cerca de 300 mil mortes pela covid-19, mais de 11 milhões de meio de casos e uma vacinação lenta sem um plano nacional.

Participaram do evento, a empresária Luiza Helena Trajano que falou sobre as iniciativas que tem liderado com o Unidos pela Vacina e Mulheres do Brasil que, hoje conta com mais de 82 mil mulheres espalhadas em todo território nacional. Ambos os movimentos visam agilizar a compra de vacinas no mercado internacional, distribui-las e acompanhar no dia a dia os gargalos vivenciados pelos municípios do país, procurando de forma célere, através de padrinhos locais, contribuir para agilizar o processo. A meta é vacinar 70% da população até setembro de 2021, disse Luiza Trajano.

Pelas universidades federais, três mulheres convidadas: as reitoras da Unifesp, Soraya Smaili; da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Denise Pires; e da Federal de Minas Gerais, Sandra Goulart Almeida. A mensagem unânime foi sobre a gravidade do momento, a solidariedade aos familiares de todas as vítimas, a necessidade de ações conjuntas e a capacidade da ciência nacional em dar respostas, mas como ressaltaram faltam investimentos e apoio governamental. Ao fim do debate, todos foram brindados pela notícia animadora da garantia dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) – uma das principais fontes orçamentárias do sistema de C&T.

O encontro ainda contou com os políticos Jonas Donizetti, da Frente Nacional de Prefeitos, que ressaltou, entre as esferas do governo federal, estadual e municipal, quem arca com os maiores gastos atuais do SUS são os municípios. Donizetti destacou ainda o espírito de união para encontrar soluções tanto no processo de vacinação em massa como nos problemas com abastecimento de medicamentos e falta de leitos de UTIs.

Os deputados, ambos médicos, Hiran Gonçalves, da Frente Parlamentar de Medicina, e Luis Antonio Teixeira Jr., da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid, destacaram quais ações podem ser adotados para acelerar a vacinação em massa da população brasileira e citaram alguns exemplos como: liberação dos lotes guardados para segunda dose, vacinação durante as 24 horas, sete dias por semana, identificação das vulnerabilidades e atuação junto aos movimentos sociais para equacionar as dificuldades.

O presidente da Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort Jr, finalizou apontando a importância do evento e reafirmou: “Nós nunca vamos desistir. Temos muito em comum e bons exemplos a seguir.”

Estratégias brasileiras para vacinas

Nesta quinta-feira, dia 11 de março, a Academia Nacional de Medicina (ANM) promove simpósio sobre as Estratégias brasileiras para a produção de vacinas.

Entre os convidados, o acadêmico da ANM e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcelo Marcos Morales, atualmente como Secretário de Políticas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Morales falará sobre os avanços das pesquisas desenvolvidas no âmbito da RedeVírus do MCTI, principalmente às relacionadas ao desenvolvimento de vacinas. São 15 estratégias nacionais de vacinas que receberam um investimento de R$ 26 milhões do Ministério. Dessas estratégias, três são contra a covid-19 e estão em testes de animais.

O acadêmico Jerson Lima Silva, também pesquisador na UFRJ e presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do  Estado do Rio de Janeiro, Jerson Lima Silva, será outro dos convidados. Lima Silva falará dos investimentos das Fundações de Amparo à Pesquisa e, especialmente, dos editais lançados pela agência fluminense e quais estão nos planos para 2021, focado em vacinas.

Na agenda,  ainda palestra do professor Ricardo Gazinnelli, que apresentará a produção de lotes BPF para os ensaios clínicos de vacinas para covid-19 e doenças negligenciadas. E da Anvisa, Gustavo Mendes Lima Santos, contará qual é a situação atual para registro de vacinas: o caso covid-19.

A experiência do Instituto Vital Brazil na produção de imunobiológicos será abordado pelo presidente da instituição, Átila Torres de Castro; e o vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger, falará sobre como andam as estratégias de produção de vacinas pela instituição.

O evento, que começará às 15:00, é coordenado pelo presidente da ANM, Rubens Belfort Jr., e será transmitido via Facebook Live/acadnacmed e pela plataforma zoom/anmbr.

Serviço:
Dia: 11/3/2021
Horário:15:00 às 18:00
Local: Facebook/acadnacmed e zoom/anmbr

Jovem Líder Médico lança livro

Fábio Moraes é médico e professor na Queens University do Canadá e também participa do Programa Jovens Lideranças Médicas da ANM. Fábio acaba de publicar um livro em colaboração com outros autores.

Speciality Portfolio in Radiation Oncology é o título do livro que traz um roteiro para certificação global de professores e alunos na área de radioterapia. 

Gratuito para download como e-book (https://qspace.qu.edu.qa/handle/10576/17692), o livro fornece um roteiro de treinamento que pode ser aplicado em muitas comunidades, especialmente aquelas com recursos limitados, para produzir profissionais de radioterapia qualificados, competentes e seguros. A ideia é ajudar a estabelecer programas de certificação baseados em competência padronizada e de aplicação global.

Radioterapia é um tratamento no qual se utilizam radiações ionizantes (raio X, por exemplo) para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. A radioterapia é uma especialidade médica, um do 3 pilares no tratamento do câncer, e envolve treinamento em áreas como clínica médica, cirúrgica, patologia, imagem, física médica, biologia molecular, inovação, entre outras. A radioterapia junto com cirurgia são as modalidades de tratamento com maior índice de cura do câncer.  

No entanto, um guia de padronização para treinamento e mentoria em radioterapia globalmente não estava disponível. 

O portfólio foi criado usando de diferentes recursos bem estabelecidos neste campo, além de contar com o conhecimento de experts com conhecimento global (conta com autores da University of Ottawa (Canadá), Queens University (Canadá), University of Pittsburgh (EUA), University of California (EUA), Aswan University (Egito) e pode ser usado como um guia na criação, adaptação e refinamento dos programas de treinamento em radioterapia, ou como um modelo e guia de conteúdo para estudantes e residentes, ou por meio do uso de suas ferramentas pode facilitar a documentação e entendimento do processo de formação de especialistas no mundo. 

Em resumo, o livro é uma fonte de recursos que pode ser útil para professores e alunos que desejam atingir os marcos necessários para a formação de um profissional de alto impacto, o que contribuirá para o avanço da educação e da prática de oncologia em todo o mundo.

ANM participa do Todos pela Saúde

Todos pela Saúde torna-se instituto com objetivo de perenizar ações na área de vigilância epidemiológica.

O Instituto Todos pela Saúde (ITpS) foi fundado no dia 26 de fevereiro de 2021 com a missão de contribuir para o fortalecimento e a inovação na área de vigilância em saúde no Brasil. 

O foco do Instituto será o apoio à pesquisa e a formação de recursos humanos em epidemiologia genômica.

A criação dessa organização tem como ponto principal um sistema de fomento, com programa de trabalho predefinido e gestores dedicados, para o desenvolvimento de atividades, cujos resultados possam ser integrados e disponibilizados para auxiliar em políticas públicas. 

 O ITpS será também importante na definição de caminhos para o enfrentamento da presente e de potenciais futuras epidemias. Trata-se de uma ação “orientada à missão”.

O Instituto é uma associação sem fins lucrativos, tendo como associados a Fundação Itaú (propositora e mantenedora), a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Academia Nacional de Medicina (ANM), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade de São Paulo (USP) e o Hospital Israelita Albert Einstein. 

 A dotação inicial de R$200 milhões está sendo alocada a partir de doações incorporadas pela Fundação Itaú para o programa Todos pela Saúde. 

 O aporte será utilizado para constituir um fundo patrimonial, cujos rendimentos deverão manter as atividades do Instituto.

 O ITpS reunirá grandes nomes da ciência e da saúde no Brasil. O Conselho de Administração será presidido pelo médico Paulo Chapchap, diretor geral do Hospital Sírio Libanês. Seu diretor-presidente será o professor da USP e também do Incor, Jorge Kalil.

 O Instituto terá seu programa de atividades avaliado e acompanhando por um comitê científico formado por especialistas e presidido pelo professor César Victora, da Universidade Federal de Pelotas.

 O ITpS deseja contribuir para o desenho de uma vigilância genômica. Para isso, deverá fomentar, estimular e dinamizar iniciativas relacionadas ao tema. 

 As atividades a serem desenvolvidas incluem tanto o financiamento à pesquisa como também levantamentos genômicos (ou metagenômicos), além da formação de epidemiologistas de campo. 

 Haverá também uma ação transversal no desenvolvimentos e aplicação de big data para tratar os dados produzidos. Os trabalhos serão executados em parcerias com instituições de pesquisa, governos e empresas. 

 O Instituto Todos pela Saúde fomentará o alinhamento das principais competências nacionais, contribuindo para um tratamento científico dos problemas epidemiológicos do Brasil.

Com isso, acreditamos que o Brasil estará mais preparado para enfrentar epidemias como a de covid-19 e menos vulnerável a doenças originadas da interação do homem com o meio ambiente.

Lideranças inspiradoras

Como ser uma liderança inspiradora na área médica? Quais tipos de lideranças e como cada uma se desempenha em seu dia a dia? Qual a importância da oratória nas relações humanas? Estes e outros temas foram debatidos em livepromovida, no dia 25 de fevereiro de 2021, pelo presidente da ANM, Rubens Belfort Jr, e uma das coordenadoras do Programa Jovens Lideranças Médicas da ANM, Patrícia Rocco.

O evento contou com as palestras inspiradoras dos convidados internacionais como Ruth Gotian, da Cornell University e Francis in Vericourt, de Berlim, que aproveitou a transmissão online para fazer jogos virtuais e discussão de casos e eventos médicos com os participantes. 

Gotian que é autora, educadora, coache palestrante falou sobre temas sensíveis e como se destacar em seu campo de atuação. Ressaltou aspectos relacionados à carreira de cientistas, inspirando os introvertidos e como podem incrementar redes de relações e iniciar conversações com outros profissionais desconhecidos. Ruth Gotian é daquelas palestrantes que atrai plateias e se destaca pela simpatia, finalizando com uma ótima dica: você não precisa ser o expertdo mundo, basta ser o expertno ambiente em que está.

Entre os brasileiros convidados, Ana Paula Alfredo, da Agrégat Consultoria, que descreveu diferentes tipos de líderes. Entre os citados, o carismático que tem alto desempenho e, ao mesmo tempo, satisfação dos liderados; a liderança transacional que tem foco nos resultados; a transformacional que inspira os seguidores a transcender seus próprios interesses; a autêntica que estabelece diretrizes sob bases éticas e de confiança. Outros tipos de lideranças são a compassiva e sábia; e o coachque procura a realização de objetivos e a remoção de obstáculos.

Lucas Campos, da empresa Jaleko, o maior grupo online de educação na área da saúde com mais de 100 mil seguidores, foi outro convidado do evento. Lucas falou sobre a importância da oratória e citou que, até para quem vende pipoca, o dom de falar bem é importante. Como ressaltou, falar bem não é uma mágica e persuadir é uma arte que tem na comunicação um importante alicerce.

Cada vez mais em voga, o tema da representatividade feminina também foi abordado na sessão. Aa médica Fernanda Cruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e membro da primeira turma do Programa Jovens Lideranças Médicas, tocou nesse assunto de forma sagaz. 

Ela demonstrou como o debate é relevante e atual fazendo uma comparação entre duas imagens: uma conferência científica dos anos 1920, que conta com a presença de uma única mulher – a ilustre cientista Marie Curie – e uma imagem da reunião da ANM, após 100 anos, e na qual a presença feminina continua como minoritária. 

Fernanda traz dados da Unesco que apontam que apenas 28% das pesquisadoras no mundo são mulheres. A professora e pesquisadora, vencedora do prêmio Mulheres na Ciência 2018 com seu estudo sobre tratamentos menos invasivos para doenças respiratórias, conta que, ainda que a maioria dos profissionais da área biomédica seja de mulheres, há uma disparidade nos financiamentos de pesquisa. “Homens são maioria – uma proporção distante da realidade”, explica.

Em clima de preparação para a diplomação dos novos membros do Programa Jovens Lideranças Médicas, a sessão também contou com a participação do médico André Báfica, da Universidade Federal de Santa Catarina, que compartilhou sua jornada e experiência na turma pioneira da iniciativa (2015-2020), salientando a relevância do programa em sua trajetória profissional e para a própria medicina brasileira. 

Outro convidado foi Cesar Souza, do Grupo Empreenda, que deu seguimento à sessão com um debate edificante sobre o papel da liderança em momentos de crise – especialmente no cenário da covid-19, que colocou à prova os valores, propósitos e condutas de líderes em organizações. 

“Mais do que nunca, fica claro que não existe um único tipo ideal de liderança, mas um conceito ideal de liderança situacional. Líderes centralizadores assumem o protagonismo na hora de decisões difíceis. Já os participativos não correspondem à pressão do tempo e à velocidade com que precisam agir”, exemplifica o especialista.

O encerramento da sessão foi celebrado em grande estilo com a diplomação dos novos membros do Programa Jovens Lideranças Médicas. A Academia Nacional de Medicina dá os parabéns aos nomes que são o futuro da medicina brasileira: Alléxya Affonso, Antunes Marcos, Andreia Cristina de Melo, Antonio Camargo Martins, Daniel Kanaan, Daniel Vilarim Araújo, Heloisa Moraes do Nascimento, Salomão João Neves de Medeiros, José Mauricio Mota, Kallene Summer Moreira Vidal, Karina Tozatto Maio, Louise De Brot Andrade, Lucas Leite Cunha, Luiz Henrique Medeiros, Geraldo Marcelo Araújo Queiroz, Maria Helena da Silva Pitombeira Rigatto, Pedro Mario Pan Neto, Thiago de Azevedo Reis, Yuri Longatto Boteon.

Humanismo e espiritualidade

“Ao refletirmos sobre clínica, humanismo e espiritualidade, estamos fazendo um ato de resistência moral, frente ao amargor de termos de conviver com centenas de milhares de mortes prematuras e a amargura de presenciar o vagalhão anti-humanista que se espalha em nosso país”, com essa crítica social e citando a homenagem ao acadêmico Ricardo Cruz, que veio a óbito no final do ano passado, Paulo Blank, psicanalista e escritor, iniciou as apresentações da sessão do Programa de Verão Humanismo e Espiritualidade, realizada no dia 4 de fevereiro de 2021. 

O psicanalista, ao iniciar sua reflexão, traça paralelos com os valores judaico-cristãos que, segundo ele, implantaram o humanismo e são aparentemente religiosos, mas que levaram o Ocidente à revolução iluminista, à afirmação dos direitos universais, ao projeto de Fraternidade, Liberdade e Igualdade. Fatos que inspiraram o filósofo judeu Emmanuel Levinas e que o conduziram até a conclusão de que é a relação com o outro que nos leva à verdadeira experiência da transcendência, ou seja, é no convívio real que a espiritualidade humana se expressa e se realiza. 

“Falamos de um próximo que não é o terceiro que está diante de mim, e sim um terceiro ausente. Um desconhecido ao qual eu protejo quando visto uma máscara ao sair de casa – marca que distingue os humanistas contemporâneos dos opositores de uma humanidade solidária responsável. Não usamos máscaras por compaixão etérea, mas por exercício de justiça”, elucida Blank. 

Passando da discussão do humanismo como relação entre os seres humanos, a sessão nos brindou com a palestra de Paul Alexander Schweitzer, padre e matemático da PUC-Rio que falou profundamente da ciência e fé, daquilo que é tangibilizado pelas ciências exatas, mas encontra no mistério da fé questões ainda não respondidas. Em sua apresentação, Pe Paul falou sobre teoria do Big Bang, explicou o princípio antrópico, apontando reflexões sobre a criação do universo que “não é uma prova inquestionável da ação direta de Deus criador em favor do ser humano” e trouxe perguntas fundamentais como: “Por que algo existe, em vez de nada?”; “Por que há uma ordem no Cosmos, ao invés do caos”; “Por que as leis da natureza são estáveis?”. Segundo ele, as respostas são metafísicas, religiosas, de fé, são as pegadas de Deus criador. 

Pe Paulo finalizou com uma mensagem de cuidado pelo mundo a construir. “Em sintonia com esse Cosmos maravilhoso que nos nutri, cuidemos pela casa comum. Criemos um mundo de fé, de amor, de paz, pois nós somos as mãos de Deus na construção do futuro. A paz e a confiança, respeitando a todos, cultivando uma espiritualidade, contribuimos para a saúde”. 

Maria Clara Lucchetti Bingemer, do departamento de Teologia da PUC-RJ, que coordenou a sessão, falou sobre saúde e salvação. Ela expõe que tudo que está relacionado com a humanidade e o ser humano, considerando constitutivas a espiritualidade e a saúde. Ela faz paralelos com a Bíblia que, constantemente, apresenta passagens que citam enfermos e a busca da cura e salvação através da espiritualidade, pelos atos milagrosos e de compaixão de Jesus Cristo. “Na Bíblia, a saúde é um bem relacionado mais que à vida, ao autor da vida. A Deus mesmo. A saúde então é um dom divino, uma benção dentre tantas outras.”, disse ela.  

Para Maria Clara, há um ponto central na Bíblia cristã que aponta a espiritualidade, que significa responsabilidade pela vida do outro, lugar fundamental da salvação, em que Jesus relaciona às atitudes para com o próximo necessitado. Segundo ela, não existe salvação sem vida plena, sem cuidado e atenção à nossa corporeidade; do outro e da Terra também, já que uma espiritualidade integradora não pode esquecer o meio ambiente que vivemos e dependemos. E finaliza sua apresentação recitando Adélia Prado: “Eu tenho a esperança de que nada se perde. Tudo alguma coisa gera, o que parece morto, aduba. O que parece estático, espera”. 

O acadêmico e ex-presidente da ANM, Jorge Alberto Costa e Silva, encerrou a sessão com comentários sobre as palestras e fez relatos pessoais sobre o quanto se identificou com os temas abordados.  

Humanismo e espiritualidade

Espiritualidade e clínica terapêutica; Fé e ciência; Saúde e salvação são os temas deste imperdível Curso de Verão promovido pela Academia Nacional de Medicina. A live será nesta quinta (4/2), a partir das 17:00, nos canais da ANM: Facebook/acadnacmed ou pelo zoom/anmbr.

Entre os convidados o psicanalista e escritor Paulo Blank; o padre Paul Alexander Schweitzer, do Departamento de Matemática da PUC-RJ; Maria Clara Lucchetti Bingemer, do Departamento de Teologia da mesma universidade; e comentários do ex-presidente da ANM, Jorge Alberto Costa e Silva. O evento é gratuito e não precisa de inscrições. 

#saúde #esperitualidade #fé #ciência.

Serviço:
Data: 04/02/2021
Horário: 17:00
Local: Facebook/acadnacmed e zoom/anmbr

Humanismo & Medicina Narrativa

“Algumas mortes nos chocam mais do que outras, seja porque nos tocam mais individualmente ou porque movem uma parte maior da sociedade”. Com essas palavras, a acadêmica Talita Romero Franco abriu sua homenagem pessoal ao acadêmico Ricardo Cruz, que veio a óbito no final do ano passado. O depoimento ocorreu na sessão de Verão Humanismo & Medicina Narrativa, na última quinta-feira (28/1/21), destacando a brilhante atuação do médico em sua carreira e os impactos positivos causados pelo mesmo.

As apresentações foram abertas pela coordenadora e professora Ana Mallet, da UFRJ e Universidade Estácio de Sá, que compartilhou sua experiência com um grupo de humanidades e literatura – que deu a oportunidade de lançamento do livro ‘Literatura e Medicina: uma experiência de ensino’. Fazendo uma breve narração sobre a trajetória do acadêmico Ricardo Cruz, passando por seu casamento com sua ex-paciente, a professora tratou de trazer uma reflexão sobre Medicina Narrativa, cujo foco é na pessoa e não na doença. “Narrar é uma das formas pelas quais procuramos sentido nas nossas existências”, destacou.

A análise da narrativa da perspectiva da interação social foi o foco da apresentação de Branca Telles Ribeiro, da UFRJ/Lesley University/Cambridge. Os pilares principais residem nas noções que devem ser privilegiadas no olhar literário, sendo essas a perspectiva do observador ou do protagonista, as interações entre personagens e o contexto no qual as relações humanas são tecidas.

O estudante de medicina Laio Terranova emocionou a todos os presentes com um relato extenso e comovente sobre a anamnese atípica de um paciente, denominado N.D.L., usando das boas práticas da Medicina Narrativa, passando por sua história de vida até o momento em que, infelizmente, veio a óbito devido a um câncer.

Eloisa Groissman, da Uerj, recitou um poema para convidar os últimos participantes da noite. Munira Alex Proença, da UFRJ, deu seguimento com sua visão sobre a Medicina Narrativa, afirmando que, embora a doença ocupe um lugar, a ênfase se dá nas pessoas do paciente e do médico – portanto, na conhecida relação médico-paciente, que serve para fornecer dados importantes no diagnóstico e para conduzir a boa execução do trabalho assistencial exigido.

A sessão foi encerrada por Ivan Antonello, da PUC-RS, que compartilhou sua experiência com um paciente no qual se viu em posições “alteradas”, uma vez que o sofrimento do diagnóstico foi sentido por ele, o médico. “É muito importante percebermos que nós somos médicos, enfermeiros, profissionais de saúde, mas nós também podemos ser pacientes numa relação com o outro”, finalizou.

Gargalos no atendimento de pacientes com covid-19

Gargalos no atendimento de pacientes com covid-19

Falta de ventiladores mecânicos, oxigênio para pacientes graves, medicamentos necessários para intubação traqueal, demanda crítica de agulhas e seringas para terapia intensiva e para uso de vacinas. Estes são alguns dos gargalos que serão discutidos na live “Limitações hospitalares no atendimento a pacientes graves com covid.”

O evento é promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM), nesta sexta-feira (29/1), das 9:00 às 12:00, nos canais virtuais Facebook/acadnacmed ou pela plataforma zoom/anmbr.

Organizado pelos acadêmicos Patrícia Rocco, Carlos Alberto Barros Franco e José Luiz Gomes do Amaral, terá abertura dos presidentes da ANM, Rubens Belfort Jr., e Acácio Lima, da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil. Entre os convidados, Marcelo Morales, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Jorge Afiune, diretor médico da Cristália; Paulo Fraccaro, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e dos Laboratórios; Felipe Saddy, da Unidade Ventilatória do Hospital Copa D’Or; Marcelo Viana, chefe da Fisioterapia Respiratória do Hospital Samaritano; Walban Damasceno de Souza, presidente do Conselho da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia em Produtos para Saúde.

O evento é gratuito e não precisa de inscrições. Para saber mais, acesse https://www.anm.org.br/limitacoes-hospitalares-no-atendimento-a-pacientes-graves-com-covid-19/.

Serviços:
Data: sexta-feira (29/1/21)
Horário: das 9:00 às 12:00
Local: virtual Facebook/acadnacmed ou zoom/anmbr

Academia assume Alanam

Em outubro foi realizada a reunião da Asociación Lationamericana de Academias Nacionales de Medicina, Espanha e Portugal (Alanam), sob a presidência da brasileira Academia Nacional de Medicina, Rubens Belfort Jr, a partir de agora, tem a dupla missão de presidir a instituição nacional e a Alanam.

 A Alanam reúne, além do Brasil, as academias do Chile, Uruguai, Paraguai, Equador, Costa Rica, Bolívia, Colômbia, México, Argentina, Venezuela, Peru, e República Dominicana e mais Portugal e Espanha.

   – A Academia Nacional de Medicina, com seus 191 anos, e os 100 acadêmicos, que representam os 500.000 médicos do Brasil, têm a honra e sabem desta grande responsabilidade. Belfort aproveitou o evento e ainda apresentou, de forma sucinta, a situação da covid-19 no Brasil, ressaltando aspectos da geopolítica e da epidemiologia da doença.

 –  A dimensão continental do Brasil e a grande disparidade econômica regional fez com que a epidemia se manifestasse em tempo diferente e com uma variedade grande de intensidade e mesmo mortalidade. Um foco que, inicialmente, não foi considerado importante foi na Amazônia, totalmente inesperado. A epidemia rapidamente ganhou dimensão muito grande na região Amazônica brasileira.

Para o presidente Belfort, várias lições foram aprendidas durante a epidemia por covid-19 e continuam importantes. Uma delas, segundo ele, é que temos que pensar globalmente, mas agir localmente, e a estratégia atual é levar em consideração a situação de mini regiões. Além disso, refletiu sobre as disparidades muito grandes entre ricos e pobres. Para ele, a próxima fase fundamental é pensar em vacinação.

 –  Acredito que a próxima etapa, e também isto se relaciona à toda América Latina, é discutirmos as vacinas. A Academia Nacional de Medicina do Brasil, desde março, teve importante liderança na informação e educação da sociedade sobre esses diferentes aspectos. Realizamos vários simpósios internacionais, inclusive com o apoio da Alanam, e atualmente nossos esforços estão relacionados às vacinas. Acreditamos que nos próximos muitos meses teremos que liderar e discutir as vacinas em relação a: qual, quando e como?            

 O presidente Belfort apontou ainda que a epidemia vai continuar durante muitos meses e não basta apenas termos dados descritivos da situação. Os números são mais ou menos os mesmos nos diferentes países e a problemática, acredita, é a de tentar resolver, tentar descobrir soluções. E para terminar seu discurso de posse, agradeceu ao presidente anterior da Academia Nacional de Medicina, o acadêmico Jorge Alberto Costa e Silva, pelo empenho na representatividade brasileira na organização e parabenizou o presidente Horácio Toro que o antecedeu na Alanam.     

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