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Academia Nacional de Medicina sedia III encontro das Ligas de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro

10/11/2017

Nos últimos anos, uma das marcas da atuação da Academia Nacional de Medicina tem sido uma maior interação junto aos estudantes. Uma das principais ações da instituição é a aproximação com organizações estudantis como Centros e Ligas Acadêmicas das mais diversas especialidades, que, com o apoio da ANM, realizam cursos de capacitação, simpósios e conferências abordando temas de interesse dos estudantes. Na última sexta-feira (10), ocorreu o III Encontro das Ligas de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro – as duas últimas edições, também sediadas na ANM, foram realizadas em 14 de agosto de 2015 e 2 de setembro de 2016, respectivamente.

Acadêmicos Carlos Montenegro e Antonio Nardi na mesa diretora do evento, junto à coordenadora, a estudante Ninybeth Bowens

As Ligas Acadêmicas de Medicina têm como objetivo desenvolver trabalhos acerca de temas específicos da Medicina. Essas instituições são organizadas e conduzidas quase que em sua totalidade pelos estudantes e são historicamente atuantes desde 1920. Dentro desse quadro, as Ligas de Ginecologia e Obstetrícia do Rio de Janeiro figuram como algumas das instituições mais atuantes e organizadas, realizando eventos de alto padrão científico e abordando temas de relevância não só para os estudantes mas para a população de maneira geral.

Além da rodada de palestras, os estudantes também tiveram a chance de submeter trabalhos científicos para concorrer a dois prêmios: Prêmio Francisco Vitor Rodrigues (melhor trabalho em Ginecologia) e o Prêmio Jorge de Rezende (para o melhor trabalho em Obstetrícia), este último uma homenagem póstuma ao Acadêmico Jorge Fonte de Rezende, ocupante da Cadeira No. 63 da Secção de Cirurgia e um dos maiores nomes da Obstetrícia Brasileira.

O Acadêmico e Vice-Presidente da ANM, Dr. Antonio Egidio Nardi (UFRJ), realizou a palestra de abertura do evento, abordando “Depressão Pós-Parto”. Segundo estudo divulgado em abril de 2016 pela Fundação Oswaldo Cruz, a depressão pós-parto acomete mais de 25% das mães no Brasil, estimativa mais elevada que a estimada pela OMS para países de baixa renda.

O Acadêmico Nardi ressaltou que uma das principais características da doença é sua imprevisibilidade e que entre os principais sintomas estão a ansiedade e a irritabilidade, insônia, perda de libido, medo sobre a saúde do recém-nascido e sobre as próprias capacidades como mãe. Sobre o tratamento, o psiquiatra apontou que os principais desafios envolvem o próprio diagnóstico, determinar a dose e o tempo certo de tratamento, os efeitos adversos do uso dessa medicação e os fatores psicossociais associados à depressão pós-parto.

Dividida em diferentes etapas, a programação abordou assuntos como “Assistência ao Parto”, “A Questão da Vacina Contra o HPV – Mitos, Realidade e Frustração como Estratégia de Saúde Pública” e “Transtornos da Sexualidade Feminina”. Dentre os palestrantes figuraram nomes como o dos Acadêmicos Carlos Montenegro Jorge Rezende Filho e dos Drs. Antonio Braga Neto(UFRJ), José Augusto Machado (UFRJ), Fernanda Campos da Silva (Unirio), Filomena Aste Silveira (UFRJ), entre outros proeminentes nomes da especialidade.

No mesmo evento também foi realizado o lançamento de mais uma edição da obra Obstetrícia Fundamental. A obra, idealizada em 1962 pelo Acadêmico Jorge Fonte de Rezende, carinhosamente apelidada de “Rezendinho”, é adotada por estudantes de todo o país há mais de 40 anos. Atualmente em sua 14ª edição, o “Rezendinho” é um clássico que tem contribuído para a formação de várias gerações de estudantes e continua a prover o melhor e mais completo conteúdo da área. Entre os destaques desta edição, foi dada especial atenção à infecção por vírus Zika (ZIKV), responsável pela microcefalia congênita, especialmente no Brasil.

Estudantes durante o lançamento do livro Obstetrícia Fundamental