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José Mauricio Nunes Garcia Junior

Nasceu em 10 de dezembro de 1808, no Rio de Janeiro. Filho de José Mauricio Nunes Garcia e de Severiana Rosa de Castro (Severiana Rosa Martins, após o segundo casamento).

Seu nome original era José Apolinário e, em 1828, seu pai, o padre José Mauricio Nunes Garcia, iniciou um processo para reconhecê-lo como filho natural. Apesar do obrigatório voto de celibato imposto ao clero, no início do século XIX, o padre mantivera uma relação estável com Severiana Rosa de Castro, gerando com ela cinco descendentes. José Apolinário seria o único reconhecido pelo pai e, quando isso aconteceu, mudou seu nome para José Mauricio Nunes Garcia Junior.

Doutorou-se pela antiga Academia Médico Cirúrgica, em 1831, defendendo a tese intitulada “Torção das Artérias”.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1836.

Foi substituto da Secção Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e professor honorário da Academia de Belas Artes, correspondente da Academia Real de Ciências de Lisboa, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, músico e pintor.

Escreveu artigos científicos para a Revista Médica da então Sociedade de Medicina, artigos de divulgação médica para o Jornal do Comércio, livros e teses. Por ocasião do concurso ao lugar de Lente Proprietário à Cadeira de Anatomia apresentou, em 1839, a tese sobre “Método de demonstrar o aparelho de audição”, tornando-se o primeiro brasileiro Professor de Anatomia Descritiva da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Recebeu a condecoração de Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa e a Medalha de Oficial da mesma ordem, por haver combatido abnegadamente a Febre Amarela.

Desquitou-se em 1852, ao descobrir que sua mulher, em conivência com os escravos, colocava em sua comida vidro moído e timbó (planta tóxica).

Faleceu em 18 de outubro de 1884 no Rio de Janeiro.

Informações do Acadêmico

Número acadêmico: 52

Cadeira: -

Membro: Titular

Secção:

Eleição: 01/01/1836

Posse: 01/01/1836

Sob a presidência: Joaquim Candido Soares de Meirelles

Falecimento: 18/10/1884

Informações do Acadêmico

Número acadêmico: 52

Cadeira: -

Membro: Titular

Secção:

Eleição: 01/01/1836

Posse: 01/01/1836

Sob a presidência: Joaquim Candido Soares de Meirelles

Falecimento: 18/10/1884

Nasceu em 10 de dezembro de 1808, no Rio de Janeiro. Filho de José Mauricio Nunes Garcia e de Severiana Rosa de Castro (Severiana Rosa Martins, após o segundo casamento).

Seu nome original era José Apolinário e, em 1828, seu pai, o padre José Mauricio Nunes Garcia, iniciou um processo para reconhecê-lo como filho natural. Apesar do obrigatório voto de celibato imposto ao clero, no início do século XIX, o padre mantivera uma relação estável com Severiana Rosa de Castro, gerando com ela cinco descendentes. José Apolinário seria o único reconhecido pelo pai e, quando isso aconteceu, mudou seu nome para José Mauricio Nunes Garcia Junior.

Doutorou-se pela antiga Academia Médico Cirúrgica, em 1831, defendendo a tese intitulada “Torção das Artérias”.

Eleito Membro Titular da Academia Nacional de Medicina em 1836.

Foi substituto da Secção Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e professor honorário da Academia de Belas Artes, correspondente da Academia Real de Ciências de Lisboa, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, músico e pintor.

Escreveu artigos científicos para a Revista Médica da então Sociedade de Medicina, artigos de divulgação médica para o Jornal do Comércio, livros e teses. Por ocasião do concurso ao lugar de Lente Proprietário à Cadeira de Anatomia apresentou, em 1839, a tese sobre “Método de demonstrar o aparelho de audição”, tornando-se o primeiro brasileiro Professor de Anatomia Descritiva da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Recebeu a condecoração de Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa e a Medalha de Oficial da mesma ordem, por haver combatido abnegadamente a Febre Amarela.

Desquitou-se em 1852, ao descobrir que sua mulher, em conivência com os escravos, colocava em sua comida vidro moído e timbó (planta tóxica).

Faleceu em 18 de outubro de 1884 no Rio de Janeiro.