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Museu

O Museu Inaldo de Lyra Neves-Manta está temporariamente fechado em virtude das obras no Centro da Memória Médica.

O Museu Inaldo de Lyra Neves-Manta recebeu este nome em homenagem ao Presidente Neves Manta, em 8 de julho de 1965, que trabalhou intensamente por sua reabertura.

Mas sua fundação data do fim do século XIX, constando da ata da sessão de 14 de abril de 1898. Nesta época, era denominado “Museu Anátomo-pathológico e de Curiosidades Médicas”. Com a mudança para a sede da ANM, seu acervo foi enriquecido, com doações relevantes por parte de acadêmicos e de médicos ilustres.

Um dos poucos museus brasileiros dedicados a divulgar a memória da Medicina no Brasil, seu acervo, com cerca de 1.500 peças, tem por objetivo trazer ao conhecimento de profissionais, estudantes e leigos o processo evolutivo de instrumentação cirúrgica, bem como de divulgar a arte brasileira relacionada à ciência médica ou ao patrimônio histórico.

O acervo museológico é composto de peças de relevância científica como instrumentos médicos, artes plásticas, filatelia, óculos, medalhas, peças que fazem parte da história evolutiva da medicina brasileira.

COLEÇÕES:

  • Instrumentos médicos: subdivididos em especialidades médicas como ginecologia, cirurgia cardíaca, urologia, oftalmologia e diversos (aparelhos como válvulas, microscópios etc.). A primeira peça do acervo é uma réplica fiel do estetoscópio em madeira inventado por Laennec em 1818, cujo original foi trazido para o Brasil pelo médico de D. Pedro I. Pertenceu ao médico João Fernandes Tavares (1795-1874), que recebeu o apelido de Dr. Canudo, pelo uso constante que fazia do instrumento ao examinar seus pacientes. O estetoscópio foi criado com o intuito de manter certa distância entre o médico e o dorso de pacientes mulheres;
  • Artes plásticas: compõem o acervo pinturas, esculturas e gravuras retratando médicos ou realizadas por médicos. Pode-se destacar um óleo do acadêmico Achilles Ribeiro de Araújo pintado por Candido Portinari. Fazem parte do acervo obras de Rodolfo Bernadelli, Batista da Costa, René Lalique, entre outros;
  • Filatelia: vasta coleção de selos nacionais e internacionais, retratando médicos ilustres, datas importantes da história da Medicina e de campanhas contra epidemias;
  • Artes decorativas: Mobiliário em geral, composto por mesas e cadeiras datadas da época do Império;
  • Óculos: vasta coleção composta por pares de óculos pertencentes não apenas a médicos, mas também a escritores, intelectuais e políticos. A coleção teve início quando da gestão do dr. Sílvio de Abreu Fialho como diretor do museu. Ele mesmo, oftalmologista, solicitava pares de óculos antigos a pacientes e personalidades. Hoje o acervo inclui óculos de D. Pedro II, Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Rui Barbosa, Guimarães Rosa, José Lins do Rego, entre outros. Uma história curiosa diz respeito ao par de óculos que pertenceu ao bispo de Mariana (MG), D. Viçoso: rezava a lenda que quem usasse seus óculos ficaria curado de problemas oculares;
  • Medalhística: inclui condecorações, prêmios e medalhas distribuídos ou recebidos pela Academia Nacional de Medicina;
  • Objetos da História da ANM: peças que fazem parte da história da Academia, como o cadeira-trono onde D. Pedro II acomodava-se a cada visita a sessões solenes da Academia; a antiga urna, usada em importantes votações da ANM; cadeiras da época do Império, com a inscrição AIM (quando a ANM ainda era denominada Academia Imperial de Medicina);
  • Objetos de uso pessoal: peças doadas pela família ou por acadêmicos, como bengalas, canetas, carimbos. Entre as peças do acervo estão, por exemplo, a bengala do dr. Juliano Moreira, objetos de uso pessoal dos médicos Deolindo Couto, Carlos Chagas, Oswaldo Cruz, Manoel de Abreu e Miguel Couto, além de um vasto acervo doado pela viúva do dr. Neves-Manta quando de seu falecimento, em 2000;
  • Diversos: peças de caráter variado como “bottons” de congressos, pingentes.