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Thomaz de Figueiredo Mendes

Nasceu em 10 de agosto de 1911, na cidade de Mutuca, atualmente Elói Mendes (MG).

Filho de José Benedito Mendes e Adélia de Figueiredo Mendes.

Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil em 1931. Após aprovação no concurso e início dos estudos médicos, em 1931, o então universitário Figueiredo Mendes passou a trabalhar como redator no Diário Carioca. Nos anos seguintes, além de ganhar conhecimentos médicos, desenvolveu sua capacidade literária, tornando-se grande amante dos livros. Tal fato marcaria sua vida futura, ao despertar sua ainda desconhecida capacidade para elaboração de textos, principalmente médicos. Participou do programa de aperfeiçoamento profissional do Institute of Inter-American Affairs e do Curso de Gastroenterologia da Universidade da Pensilvânia, onde conheceu o Prof. Henry Bockus, que exerceu grande influência em sua vida profissional e pessoal.

Professor Titular de Clínica Propedêutica Médica da Faculdade Nacional de Medicina e de Gastroenterologia da Escola de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas. Foi Chefe do Departamento de Gastroenterologia da 4ª Cadeira de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, Serviço do Professor Waldemar Berardinelli, onde permaneceu até 1955. Em 1956 foi nomeado Chefe de Clínica do Departamento de Gastroenterologia. Foi Professor também das faculdades de Medicina da Universidade Gama Filho e da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques. Trabalhou com o Professor Cruz Lima, na 7ª Enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa do Rio de Janeiro até 1974, quando fundou o primeiro Serviço de Hepatologia do Brasil.

Em 15 de março de 1967, junto a Waldemar Podkameni e Jorge de Toledo (do Rio de Janeiro), José Fernandes Ponte e Luiz Caetano da Silva (de São Paulo) e Nereu de Almeida Júnior (de Minas Gerais) fundou a Sociedade Brasileira de Hepatologia, órgão máximo da Hepatologia no Brasil. O Acadêmico foi o primeiro Presidente da instituição.

A sua opção pela Hepatologia foi marcada, inicialmente, pelo interesse pela esquistossomose mansônica, doença que marcava profundamente o Brasil nos meados do século XX. Durante muitos anos divulgou o conhecimento brasileiro sobre a doença, possibilitando a troca de experiências com outras nações acometidas pelo mesmo problema e demonstrando a capacidade da hepatologia brasileira. Foi Assessor do Ministério da Saúde, em Esquistossomose e “Fellow” da Organização Mundial da Saúde para estudar o Problema da Esquistossomose Mansônica.

Foi Presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia e Membro de diversas Sociedades Científicas, nacionais e internacionais. Participando intensamente da vida científica do país, organizou congressos, jornadas, simpósios, publicou trabalhos e a publicação “Moderna Hepatologia”, única revista brasileira de Hepatologia, com 30 anos de circulação.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “A ‘Hepatite B’ depois do antígeno Austrália”.

Faleceu em 1º de maio de 1996.

Informações do Acadêmico

Número acadêmico: 501

Cadeira: 14 - Francisco de Castro

Membro: Titular

Secção: Medicina

Eleição: 24/11/1977

Posse: 06/04/1978

Sob a presidência: Deolindo Augusto de Nunes Couto

Saudado: Carlos Cruz Lima

Antecessor: Álvaro Eduardo de Bastos

Falecimento: 01/05/1996

Informações do Acadêmico

Número acadêmico: 501

Cadeira: 14 - Francisco de Castro

Membro: Titular

Secção: Medicina

Eleição: 24/11/1977

Posse: 06/04/1978

Sob a presidência: Deolindo Augusto de Nunes Couto

Saudado: Carlos Cruz Lima

Antecessor: Álvaro Eduardo de Bastos

Falecimento: 01/05/1996

Nasceu em 10 de agosto de 1911, na cidade de Mutuca, atualmente Elói Mendes (MG).

Filho de José Benedito Mendes e Adélia de Figueiredo Mendes.

Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil em 1931. Após aprovação no concurso e início dos estudos médicos, em 1931, o então universitário Figueiredo Mendes passou a trabalhar como redator no Diário Carioca. Nos anos seguintes, além de ganhar conhecimentos médicos, desenvolveu sua capacidade literária, tornando-se grande amante dos livros. Tal fato marcaria sua vida futura, ao despertar sua ainda desconhecida capacidade para elaboração de textos, principalmente médicos. Participou do programa de aperfeiçoamento profissional do Institute of Inter-American Affairs e do Curso de Gastroenterologia da Universidade da Pensilvânia, onde conheceu o Prof. Henry Bockus, que exerceu grande influência em sua vida profissional e pessoal.

Professor Titular de Clínica Propedêutica Médica da Faculdade Nacional de Medicina e de Gastroenterologia da Escola de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas. Foi Chefe do Departamento de Gastroenterologia da 4ª Cadeira de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, Serviço do Professor Waldemar Berardinelli, onde permaneceu até 1955. Em 1956 foi nomeado Chefe de Clínica do Departamento de Gastroenterologia. Foi Professor também das faculdades de Medicina da Universidade Gama Filho e da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques. Trabalhou com o Professor Cruz Lima, na 7ª Enfermaria do Hospital Geral da Santa Casa do Rio de Janeiro até 1974, quando fundou o primeiro Serviço de Hepatologia do Brasil.

Em 15 de março de 1967, junto a Waldemar Podkameni e Jorge de Toledo (do Rio de Janeiro), José Fernandes Ponte e Luiz Caetano da Silva (de São Paulo) e Nereu de Almeida Júnior (de Minas Gerais) fundou a Sociedade Brasileira de Hepatologia, órgão máximo da Hepatologia no Brasil. O Acadêmico foi o primeiro Presidente da instituição.

A sua opção pela Hepatologia foi marcada, inicialmente, pelo interesse pela esquistossomose mansônica, doença que marcava profundamente o Brasil nos meados do século XX. Durante muitos anos divulgou o conhecimento brasileiro sobre a doença, possibilitando a troca de experiências com outras nações acometidas pelo mesmo problema e demonstrando a capacidade da hepatologia brasileira. Foi Assessor do Ministério da Saúde, em Esquistossomose e “Fellow” da Organização Mundial da Saúde para estudar o Problema da Esquistossomose Mansônica.

Foi Presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia e Membro de diversas Sociedades Científicas, nacionais e internacionais. Participando intensamente da vida científica do país, organizou congressos, jornadas, simpósios, publicou trabalhos e a publicação “Moderna Hepatologia”, única revista brasileira de Hepatologia, com 30 anos de circulação.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “A ‘Hepatite B’ depois do antígeno Austrália”.

Faleceu em 1º de maio de 1996.