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Câncer de pâncreas

16/09/2021

Aumento nos casos e o progresso no tratamento da doença

Tumor pancreático deve se tornar a principal causa de mortes por câncer no mundo após 2025. Contudo, os avanços no tratamento estão melhorando o prognóstico dos pacientes.

O número de casos de câncer de pâncreas vem aumentando no mundo todo em decorrência de maus hábitos alimentares como o alto consumo de açúcares, farinhas de trigo e gordura animal. Após 2025, o tumor pancreático será a primeira causa de morte por cânceres no mundo. Atualmente, em 80 a 85% dos pacientes, o diagnóstico da doença é classificado com irressecável ou metastático como Antônio Luiz Macedo ilustrando sua apresentação na última sessão ordinária da ANM, com dados de um estudo científico publicado na revista Lancet. 

O renomado cirurgião abordou os progressos no tratamento da doença biliar-pancreática que vem impactando na melhora da taxa de sobrevida dos pacientes e os caminhos até a intervenção cirúrgica.  

“Não se fala em cirurgia do câncer de pâncreas sem quimioterapia. Normalmente, não se faz ressecção imediata, os pacientes fazem primeiro oito a dez sessões de quimioterapia para aí sim, o cirurgião investir em operá-los. Cabe ao cirurgião tentar tudo o que for possível para vencer uma doença tão grave como essa, mas sempre amparado por uma equipe muito forte de quimioterapia, oncologistas clínicos e radioterapeutas para ajudar a obter bons resultados”, afirmou Antônio Macedo. 

Segundo ele, o segredo da cirurgia pancreática de alto nível é dissecar muito bem os vasos arteriais e retirar todos os tecidos em volta para evitar uma recidiva local, método que é tido como padrão-ouro. 

Cirurgia robótica e eletroporação no tratamento do câncer de pâncreas

Além do caminho da cirurgia tradicional, Macedo apresentou casos em que o tumor pancreático pode ser operado via cirurgia robótica, citando benefícios como maior ergonomia para o médico, inovações tecnológicas do robô com pinças articuladas e visão tridimensional, mas, sobretudo, quando comparada com a técnica aberta, a robótica apresenta vantagens diretas ao paciente como menor risco de sangramento durante o procedimento e menor tempo de hospitalização. 

Contudo, a cirurgia robótica tem resultados científicos e técnicos como mortalidade, índice de fistula pancreática e complicações pós-operatórias, muito parecidos com cirurgia aberta, o que demonstra a necessidade de habilidade dos cirurgiões em qualquer modalidade. 

Mas quando não fazer a cirurgia robótica para câncer de pâncreas? Antônio Macedo contraindica em casos nos quais há risco vascular importante e é necessário que o médico utilize sua capacidade manual para cenários delicados. 

Por fim, o cirurgião mencionou uma técnica inovadora que tem dado esperança há pacientes com câncer de pâncreas e reforçou que os avanços no tratamento da doença estão melhorando o prognóstico e a sobrevida deles. 

“Há uma luz no fim do túnel, a taxa de mortalidade desses pacientes está melhorando, eles estão vivendo mais, pois buscam grupos multidisciplinares e um tratamento em comum. E mais, os radiologistas intervencionistas agora têm a técnica inovadora de eletroporação, que são agulhas com alta energia elétrica que destrói os poros celulares e facilita a obtenção de margem cirúrgica. E para os casos inoperáveis, a eletroporação destrói todas as células tumorais e isso segura a evolução tumoral durante os próximos meses.”, finalizou Macedo. 

Para assistir aos debates na íntegra, acesse https://www.anm.org.br/simposio-homenagem-aos-academicos-nonagenarios-16-de-setembro-de-2021-parte-ii/.

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