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Deolindo de Souza Gomes Couto

22/12/2020

Um dos decanos da Academia Nacional de Medicina (ANM), o acadêmico Deolindo de Souza Gomes Couto, faleceu, ontem, dia 21 de dezembro de 2020.

A ANM expressa seu mais profundo pesar pela perda de mais um confrade em decorrência da covid-19.

Nascido no Rio de Janeiro, o acadêmico tinha 89 anos. Graduou-se em Medicina na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1955.

Frequentou, nos anos de 1951 a 1953, o Serviço de Clínica Médica do professor Magalhães Gomes, na Santa Casa de Misericórdia. Concluiu Doutorado em 1960 e, em 1963, foi diplomado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em curso de Cirurgia Cardíaca, ministrado pelo professor Euryclides de Jesus Zerbini.

Foi professor de Clínica Cirúrgica, na UFRJ e na Gama Filho, e de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental, na UFRJ e na Universidade Federal Fluminense. Professor de Anatomia e Fisiologia na Sociedade Pestalozzi do Brasil. Foi membro fundador e professor da Escola de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas, da Faculdade Nacional de Medicina da UFRJ.

Chefe e organizador do Serviço de Cirurgia dos Servidores da 9ª Enfermaria do Hospital-Escola São Francisco de Assis da Universidade do Brasil (1963 a 1971); chefe da Seção de Cirurgia Geral do Serviço de Cirurgia Pélvica do Instituto Fernandes Figueira (1965); chefe do Departamento de Cirurgia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro (1968 a 1998).

Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Associação Brasileira de Educação; Fellow do International College of Surgeons e da Society of Tropical Medicine and Hygiene de Londres. Ganhou diversos prêmios, entre eles, o Prêmio Alvarenga, pela Academia Nacional de Medicina (1964); Gerhard Domagk, pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (1965) e Brant Paes Leme, pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (1958). Participou de simpósios e congressos, no Brasil e no exterior.

Ao longo da vida, o  acadêmico Deolindo Couto publicou dezenas de trabalhos e artigos, podendo-se destacar “Bases anátomo-técnicas da mobilização do colo nas esofagoplastias” e “A incisão de Davis nas apendicectomias”, ambos pela Revista Brasileira de Cirurgia.

Na ocasião de sua candidatura a Membro Titular da Academia Nacional de Medicina, apresentou memória intitulada “Bases fisiopatológicas e indicações do tratamento cirúrgico da hipertensão portal causada pela forma hepatesplênica da esquistossomose mansoni”. Em 1999, tornou-se Membro Emérito da ANM.