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Noite de campeões

13/10/2021

Uma noite emocionante, na qual não faltaram lágrimas de vários dos cerca de 150 participantes que tiveram o privilégio de escutar as 8 crônicas vencedoras do concurso “Minha melhor história médica.”

A Academia Nacional de Medicina recebeu mais de 130 crônicas concorrentes nas categorias Prêmio Pedro Nava, para médicos; e Prêmio Ivo Pitanguy, para estudantes de medicina.

A comissão organizadora, formada pelos acadêmicos Raul Cutait, Paulo Niemeyer, Gilberto Schwartsmann, José de Jesus Peixoto Camargo, Natalino Salgado Filho, Sérgio Novis, e a jovem liderança Médica, Alléxya Affonso, idealizadora do projeto, foram unânimes em expor a dificuldade em selecionar os melhores textos diante de tantas contribuições emocionantes. Para o presidente da ANM, professor Rubens Belfort, foi uma verdadeira noite de campeões.

Na categoria Pedro Nava, o vencedor foi o médico Marcelo Enne de Oliveira, que escreveu sua crônica intitulada “Blandícia” e que, segundo ele, foi inspirada em uma história contada pela acadêmica Monica Gadelha que, por uma coincidência ocupa a cadeira de número 6 na ANM, que pertenceu a Pedro Nava. Com comentários do acadêmico Paulo Niemeyer, também surpreso ao saber que a crônica era em homenagem à sua companheira no Instituto Estadual do Cérebro, a crônica ressalta o lado humano da medicina, temperado pela acolhida das mãos entrelaçadas entre a médica e uma criança que sofre de doença rara. Presente ao evento, a acadêmica Monica Gadelha também foi impactada pela crônica que retrata história de sua vida e confessou que era uma das maiores surpresas que vivenciava. Muito emocionada, elogiou Marcelo Enne e sua bela escrita.

As menções honrosas do Prêmio Pedro Nava foram para os médicos Lybio Jose Martire Junior com “A comovente história do Dr. Hipólito Fontoura”, comentada pelo acadêmico Natalino Salgado Filho. O acadêmico destacou a noite memorável, de extrema sensibilidade, cujas letras do autor na arquitetura textual nos assombra com a verossimilhança da vida.

O médico Carlos Eduardo Pompilio e a crônica “Semáforos”, foi uma das que ganhou menção honrosa. O texto faz uma viagem entre os sinais de trânsito e os sinais da vida em uma UTI. Entre os comentários do acadêmico Raul Cutait, destaque para a situação vivida pelo médico intensivista como um preâmbulo do final e quando o profissional se vê diante da morte eminente.

“Consumido pelas drogas”, de autoria de Decio Oliveira Elias foi outra menção honrosa vencedora na categoria dos médicos. A crônica foi comentada pelo acadêmico José de Jesus Camargo que enfatizou características das vítimas das drogas e como também as famílias podem ser dizimadas nesse processo. Camargo contou uma história familiar, da relação entre seu pai e seu irmão mais novo, e como um forte abraço os tirou dessa situação.

Na categoria estudantes Prêmio Ivo Pitanguy para estudantes de medicina, a crônica vencedora foi “A descoberta da loucura”, de Maikson Ferreira Mendes. O autor descreve como Vilminha, uma interna psiquiátrica de uma instituição, cuja responsabilidade era de seu avô, o acompanha desde a tenra infância e inspira-o em uma prática mais humana. O acadêmico Camargo, mais uma vez, foi o comentarista e traçou um paralelo entre o personagem Simon Bacamarte, da obra de Machado de Assis, e a Vilminha, de Maikson.

As menções honrosas foram ainda para Aline Buarque de Gusmão Barbosa com a crônica “Azul da cor do mar”, na qual escreve sobre sua descoberta ao se admirar pela oftalmologia a partir do resgate da visão de um paciente. O acadêmico Gilberto Schwartsmann menciona Jorge Luiz Borges e suas metáforas para ressaltar a boa literatura e comentar a visão encantadora da jovem médica em seu despertar a partir da visão do paciente.

“A crônica do silêncio” é de autoria da estudante de medicina Brunna Barreto Linhares da Silva e emocionou a todos com sua história sobre a importância do emudecimento durante a prática médica. O acadêmico Sergio Novis comentou como uma consulta médica pode ter diferentes significados e impactos tanto na vida do paciente como dos médicos e residentes e descreveu como se sente, nesse momento, no qual foi obrigado a deixar a clínica, mas sem jamais abandonar as leituras e acompanhar a evolução da medicina. 

E por último, mas não menos emocionante, Álvaro Righi de Leonço foi agraciado no concurso com sua crônica “A despedida de Cusco’, comentada pela jovem liderança médica e idealizadora do concurso, Alléxya Affonso, que destacou as privações e sacrifícios que os médicos assumem ao decidir pela carreira e que são suplantadas pelo olhar empático e pela gratidão dos pacientes.

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