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Seleção pela excelência

17/08/2021

Na tarde de 12 de agosto, a Academia Nacional de Medicina promoveu live, na qual divulgou os trabalhos ganhadores dos Prêmios da ANM de 2021. O simpósio virtual foi coordenado pelo Presidente da Comissão de Prêmios, acadêmico Francisco Sampaio e pelo presidente da ANM, Prof. Rubens Belfort. 

Neste ano, foram 52 inscritos nas áreas de cirurgia, clínica e ciências aplicadas à medicina que concorreram aos cinco prêmios estabelecidos para 2021. Os trabalhos foram avaliados anonimamente por uma comissão julgadora, levando em consideração a originalidade e atualidade do tema. Para a premiação de 2022, o professor Rubens Belfort anunciou uma novidade: a possibilidade do reconhecimento de médicos brasileiros que estejam trabalhando no exterior. 

Abrindo as apresentações dos trabalhos contemplados, o professor Bernardo David Sabat, da Universidade de Pernambuco, autor do trabalho vencedor do Prêmio Miguel Couto com o tema “Correlação entre a colorimetria hepática e a graduação da esteatose em um modelo experimental de perfusão hepática em ratos submetidos a dieta esteatogênica”. 

O trabalho demostrou a eficácia de um novo método para avaliação de fígados disponíveis para transplante. Utilizando a colorimetria hepática, é possível traçar uma forte correlação da presença de esteatose, e possibilidar uma avaliação mais precisa desses órgãos, aumentando a oferta de doares. Consequentemente, retirando mais pacientes da fila por um transplante e diminuindo a mortalidade. 

O prêmio Presidente Vicente Cândido Figueira de Saboia teve como agraciado o médico Daniel Hampl, do Hospital Municipal Souza Aguiar, do Rio de Janeiro, pelo trabalho “Técnica cirúrgica modificada para o implante imediato intravaginal de prótese testicular em pacientes com torção de testículo”.  

A tese concluiu que o implante imediato testicular com a nova técnica é seguro, não apresentou complicações como infecção ou extrusão, garantiu um excelente resultado estético, sem necessidade de submeter o paciente a uma outra cirurgia e teve bons níveis de satisfação por parte dos voluntários que receberam o implante. 

Quem recebeu o prêmio Presidente Francisco de Paula Cândido foram os autores Olívia Pereira Kiappe, Natasha Ferreira Santos da Cruz, Paulo Alberto Cervi Rosa, Luciana Arrais, Nilva Simeren Bueno de Moraes, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, com o tema “Avaliação oftalmológica em recém-nascidos expostos à infecção materna por covid-19: série de casos”. 

A pesquisa avaliou 165 recém-nascidos com infecção materna por covid-19 internados em maternidades de São Paulo, entre abril e novembro de 2020. Como resultado, os médicos encontraram seis bebês com PCR positivo para o SARS-CoV2, nenhum com alterações oculares, sugerindo que não há risco moderado ou alto de anormalidade oftalmológicas em recém-nascidos de mães com covid e evidenciou que a transmissão vertical do vírus é possível e deve ser uma preocupação.  

Na sessão ordinária, das 18:00, foram apresentados os vencedores de mais dois prêmios: Presidente Olympio Ribeiro da Fonseca e Prêmio Academia Nacional de Medicina. Os agraciados foram, respectivamente, a médica Natália Goes Blanco, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o médico Clovis Orlando da Fonseca da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A sepse foi o tema central do estudo da médica Natália Goes Blanco, que tratou do assunto em sua tese de doutorado: “Vesícula extracelulares provenientes de diferentes fontes de células mesenquimais estromais apresentam efeitos distintos no pulmão, rim e fígado em modelo experimental de sepse”. A médica explicou que a definição de sepse foi reformulada e, atualmente, é compreendida como uma disfunção orgânica potencialmente fatal causada por uma resposta imunológica desregulada à uma infeção.

“O impacto epidemiológico da sepse é muito significativo, sendo responsável por um elevado número de mortes e muitos gastos financeiros em especial em unidades de terapia intensiva. No Brasil, a taxa de mortalidade da sepse é ainda maior que a taxa mundial, em torno de 55%”, destacou.

Já o Prêmio Academia Nacional de Medicina conquistado pelo médico Clovis Orlando da Fonseca foi referente ao trabalho intitulado “Determinação simultânea do quimioterápico álcool perílico intranasal e seu metabólito em plasma e pulmão de ratos wistar”.

Os graves efeitos colaterais de muitos quimioterápicos reduzem significativamente a qualidade de vida de pacientes portadores de neoplasias em estágio avançado. “Por esta razão, pesquisas têm se concentrado no desenvolvimento de novos quimioterápicos com mecanismos de ação, visando melhorar a sua especificidade nos tecidos tumorais”, explicou.

A Academia Nacional de Medicina parabeniza todos os ganhadores dos prêmios edição 2021.

Para rever a sessão científica, acesse os vídeos em https://www.anm.org.br/premios-da-academia-nacional-de-medicina-12-de-agosto-de-2021-parte-i/ e https://www.anm.org.br/premios-da-academia-nacional-de-medicina-12-de-agosto-de-2021-parte-ii/.

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