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Simpósio sobre Pancreatite Aguda aborda o momento atual da doença

20/09/2022
Simpósio Pancreatite Aguda – Momento Atual

No simpósio dessa semana, a Academia Nacional de Medicina abordou o tema Pancreatite Aguda – Momento Atual, organizado pelo Acadêmico José Galvão-Alves e o Acadêmico Samir Rasslan. O objetivo do evento foi discutir as nuances dos casos de Pancreatite.

A primeira apresentação foi ministrada pelo Dr. Eduardo Viana, do Hospital Federal de Ipanema, sobre o tema Pancreatite Aguda – Etiopatogenia e Diagnóstico. Ele abordou a definição atualizada dos tipos de pancreatite, as diferenças, a cronologia dos sintomas e a gravidade dos casos, separados em leve, moderadamente grave e grave. Dr. Eduardo também abordou os critérios do diagnóstico, que devem conter, pelo menos, dois itens, entre eles: dor abdominal típica, amilase/lipase três vezes superior ao normal e achados nos exames de imagem. Por fim, ele ressalta a importância do exame físico para obter a identificação do caso.

Dando continuidade ao simpósio, o Dr. Antônio Eiras, da Rede D’Or, ministrou o tema Imagem na Pancreatite Aguda, uma apresentação que ressalta a importância do uso de exame de imagem para o diagnóstico da doença e explica quais são os mais indicados, como a Tomografia Computadorizada (TC). Dr. Antônio também explicou como é possível identificar a necrose, a principal preocupação e que não aparece nas primeiras 48 horas. Para finalizar, compartilhou diferentes casos que foram recebidos na Rede D’Or e afirma: “A imagem serve como um suporte para providenciar o tratamento e o diagnóstico dessa doença”.

Finalizando a primeira parte do simpósio, o professor da Universidade de São Paulo, Dr. Roberto Rasslan apresentou o tema Necrose Pancreática – Estado Atual. Ele começa a apresentação explicando sobre a pesquisa que indica o diagnóstico de infecção e quais são as possibilidades de tratamento, como a observação dos casos para que a drenagem seja uma opção imediata ou postergada. Com isso, Dr. Roberto explica os resultados, concluindo que quanto mais esperar, melhor, e que diferentes tratamentos são testados para que não seja preciso levar o paciente ao centro cirúrgico. 

Acadêmico José Galvão-Alves e o Acadêmico Pietro Novellino

O simpósio retorna após um intervalo com a apresentação do Acadêmico José Galvão-Alves sobre o tema Pancreatite Aguda Idiopática, um quadro que ele ressalta ser muito grave e que de 5% a 10% desses casos não possui uma causa. O Acadêmico explica as causas para a Pancreatite Aguda, como diagnosticar e informa que “o erro está na falta de pedidos de exames”. Um detalhe importante mencionado é que a idade é um fator decisivo no diagnóstico, pois quando se é jovem, não é normal ter crises constantes de pancreatite.

A apresentação seguinte foi feita pelo Acadêmico Octavio Vaz sobre Pancreatite Aguda Biliar, em que ele relata fatos importantes sobre a pancreatite e ressalta que a Lama Biliar é a causa de 3,1% das ocorrências. O Acadêmico apresenta métodos externos para entender a gravidade da doença, no qual 80% são leves e 20% são graves, e nesses casos, a taxa de mortalidade é de 5%. Para isso, o Acadêmico Octavio Vaz fala sobre os tratamentos indicados e destaca a necessidade de uma equipe multidisciplinar, com clínico geral, cirurgião e endocrinologista, explicando sobre os novos métodos que são “a curva para o aprendizado”.

Por fim, a última apresentação do simpósio ficou com o Dr. Júlio César Uilli Coelho abordou o tema Pancreatite Crônica Agudizada, em que foi explicado que o tipo Agudo é comum e associado a mortalidade, o seu diagnóstico é estabelecido com dois ou mais episódios. Enquanto a Crônica é incomum e chega a ser um desafio clínico, no qual o álcool é uma dos motivos mais comuns, seguida pela genética, uma causa grave. Os tratamentos devem incluir os fatores de risco e um exame endoscópico. 

Se deseja assistir o simpósio na íntegra, visite nosso canal no Youtube.

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