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Valentim José da Silveira Lopes (Visconde de Valentim)

Valentim José da Silveira Lopes (Visconde de Valentim), nasceu em Lisboa, Portugal, em 13 de setembro de 1830.

Doutorou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia (1867), defendendo tese intitulada “Do Cholera”. Teatrólogo, naturalizado brasileiro, Professor de Humanidades em seu país de origem, Vice-cônsul de Portugal em Macaé (RJ). O título de Visconde era português.

Foi Cavaleiro da Ordem de Torre e Espada.

Fixou-se na cidade de Campinas, diagnosticou a febre amarela no Rio de Janeiro, sustentando ruidosa polêmica com seus colegas locais.

Na sessão de 27 de abril de 1889, foi eleito Membro correspondente da Academia Imperial de Medicina, apresentando o trabalho” A febre amarela em Campinas”, publicado nos Anais da Academia, 1889, págs. 331 a 349.

Em 20 de julho de 1893, após fixar residência no Rio de Janeiro, foi transferido para a classe de Membros Titulares da Academia Nacional de Medicina.

Foi autor de extensa e variada bibliografia, compreendendo trabalhos médicos de geografia, gramaticais, literatura, estudos de crítica literária, peças teatrais, traduções, poesias, etc.

Valentim José da Silveira Lopes era pai da conhecida escritora e abolicionista brasileira Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida, que publicou vasta obra literária com mais de 40 volumes.

Júlia Lopes de Almeida integrava o grupo de escritores e intelectuais que planejou a criação da Academia Brasileira de Letras. Seu nome constava da primeira lista dos 40 “imortais” que fundariam a entidade, elaborada por Lúcio de Mendonça. Na primeira reunião da ABL, porém, seu nome foi excluído. Os fundadores optaram por manter a Academia exclusivamente masculina, da mesma forma que a Academia Francesa, que lhes servia de modelo. No lugar de Júlia Lopes entrou justamente o seu marido, Filinto de Almeida, que chegou a ser chamado de “acadêmico consorte”.

O veto à participação de mulheres só terminou em 1977, com a eleição de Rachel de Queiroz para a cadeira No. 5.

Informações do Acadêmico

Número acadêmico: 165

Cadeira: 19 - Manoel Vitorino Pereira

Membro: Titular

Secção: Cirurgia

Eleição: 20/07/1893

Posse: 20/07/1893

Sob a presidência: João Baptista de Lacerda

Informações do Acadêmico

Número acadêmico: 165

Cadeira: 19 - Manoel Vitorino Pereira

Membro: Titular

Secção: Cirurgia

Eleição: 20/07/1893

Posse: 20/07/1893

Sob a presidência: João Baptista de Lacerda

Valentim José da Silveira Lopes (Visconde de Valentim), nasceu em Lisboa, Portugal, em 13 de setembro de 1830.

Doutorou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia (1867), defendendo tese intitulada “Do Cholera”. Teatrólogo, naturalizado brasileiro, Professor de Humanidades em seu país de origem, Vice-cônsul de Portugal em Macaé (RJ). O título de Visconde era português.

Foi Cavaleiro da Ordem de Torre e Espada.

Fixou-se na cidade de Campinas, diagnosticou a febre amarela no Rio de Janeiro, sustentando ruidosa polêmica com seus colegas locais.

Na sessão de 27 de abril de 1889, foi eleito Membro correspondente da Academia Imperial de Medicina, apresentando o trabalho” A febre amarela em Campinas”, publicado nos Anais da Academia, 1889, págs. 331 a 349.

Em 20 de julho de 1893, após fixar residência no Rio de Janeiro, foi transferido para a classe de Membros Titulares da Academia Nacional de Medicina.

Foi autor de extensa e variada bibliografia, compreendendo trabalhos médicos de geografia, gramaticais, literatura, estudos de crítica literária, peças teatrais, traduções, poesias, etc.

Valentim José da Silveira Lopes era pai da conhecida escritora e abolicionista brasileira Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida, que publicou vasta obra literária com mais de 40 volumes.

Júlia Lopes de Almeida integrava o grupo de escritores e intelectuais que planejou a criação da Academia Brasileira de Letras. Seu nome constava da primeira lista dos 40 “imortais” que fundariam a entidade, elaborada por Lúcio de Mendonça. Na primeira reunião da ABL, porém, seu nome foi excluído. Os fundadores optaram por manter a Academia exclusivamente masculina, da mesma forma que a Academia Francesa, que lhes servia de modelo. No lugar de Júlia Lopes entrou justamente o seu marido, Filinto de Almeida, que chegou a ser chamado de “acadêmico consorte”.

O veto à participação de mulheres só terminou em 1977, com a eleição de Rachel de Queiroz para a cadeira No. 5.