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Mapa da covid no mundo

21/08/2020

A pandemia da desigualdade e a vulnerabilidade dos cidadãos; confinamento, saúde mental e violência; a disponibilidade de testagem em massa e as curvas epidemiológicas; os diferentes sistemas de saúde e opções de tratamento; os Governos e as ações econômicas. Estes foram alguns dos temas abordados em diferentes reuniões científicas que a Academia Nacional de Medicina promoveu, ao longo do último mês, com academias de medicina de Portugal, França, Reino Unido, Espanha, China e, por último, com 10 países da América Latina.

Dos chineses vieram oito lições de como enfrentar a pandemia por Covid-19, incluindo a resposta científica; as medidas recomendadas pela saúde pública; quais foram os gargalos e as soluções para os momentos críticos; como conseguiram a mobilização da sociedade; a importância da circulação de informações sobre a evolução da epidemia; a cooperação internacional e o suporte logístico para combater a propagação do novo coronavírus. 

No encontro entre as academias brasileira e francesa, estreitou-se laços que as unem há mais de 100 anos e ressaltou-se a importância dos princípios científicos aplicados a ações de saúde, sob aspectos clínicos, translacionais, humanos e sociais de forma global, priorizando, no entanto, características de cada país.

Os ingleses trouxeram experiências que evidenciaram a importância das colaborações que mantiveram ao longo da epidemia com países como China e Itália  e que contribuíram para orientação da população quanto às medidas de prevenção como a adoção de comportamento para mitigação da crise.

Portugal apresentou um panorama de sucesso no controle da epidemia. Dentro da evolução da pandemia, Portugal encontra-se duas semanas à frente do Brasil, tendo sua curva se estabilizado como em um planalto. O país se organizou de forma exemplar durante seis meses e colhe agora os resultados desse investimento.

E por fim, na última semana, a Academia Nacional de Medicina realizou encontro com 10 academias  de medicina de países da América Latina. Neste Fórum Ibero-Americano de Covid-19, participaram Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Equador, Uruguai, além da Espanha e Portugal.

Com mais de 100 participantes por encontro, os debates resultaram em uma série de documentos disponíveis no site da Academia Nacional de Medicina (www.anm.org.br)  e outros enviados para autoridades como o Secretário Geral da ONU, André Guttierrez, ressaltando a importância da ciência e da medicina, os impactos negativos das desigualdades e falta de equidade na saúde, e a urgência na busca de soluções globais e que incluam também os países periféricos e emergentes.