Especialistas discutem evolução dos métodos diagnósticos da doença do refluxo gastroesofágico na ANM

21/05/2026

A Academia Nacional de Medicina promoveu, nesta sexta-feira (21), a sessão “Doença do Refluxo Gastroesofágico: Qual é o Melhor Tratamento?”, reunindo especialistas para discutir os avanços mais recentes no diagnóstico e manejo da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), uma das condições mais frequentes na prática clínica.

Coordenada pelos Acadêmicos José Galvão-Alves, Carlos Giesta e Octavio Vaz, a atividade destacou a importância da atualização científica contínua e da integração entre diferentes especialidades para o cuidado dos pacientes.

A abertura científica contou com a palestra do gastroenterologista Luiz Abrahão Júnior, que apresentou os avanços da manometria esofágica de alta resolução, método que tem ampliado a compreensão da fisiologia do esôfago e contribuído para diagnósticos mais precisos. Durante sua exposição, o especialista também homenageou o Acadêmico Octavio Vaz por sua contribuição ao desenvolvimento da manometria esofágica no Rio de Janeiro.

Em seguida, o Acadêmico Octavio Vaz abordou aspectos históricos e conceituais da doença do refluxo gastroesofágico, ressaltando que a condição vai além dos sintomas de azia e pode provocar alterações estruturais importantes no esôfago, exigindo acompanhamento especializado e, em casos selecionados, tratamento cirúrgico.

O debate central da sessão reuniu especialistas para discutir os critérios diagnósticos e as indicações do tratamento clínico e cirúrgico. Entre os temas abordados estiveram o esôfago de Barrett, condição associada à exposição crônica do esôfago ao conteúdo gástrico, os desafios do diagnóstico em crianças e recém-nascidos e as particularidades do manejo do refluxo durante a gestação.

Ao longo do encontro, os participantes destacaram que os avanços dos métodos diagnósticos, especialmente da manometria de alta resolução, têm permitido uma compreensão mais detalhada da fisiopatologia da doença e favorecido abordagens terapêuticas cada vez mais individualizadas. A sessão reforçou ainda a importância da atuação multidisciplinar entre gastroenterologistas, endoscopistas, fisiologistas e cirurgiões para a obtenção de melhores resultados clínicos e cirúrgicos.

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